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BORGHETTI NA ESTRADA: a última fronteira.

13 de julho de 2010 0

As gravações da turnê de Renato Borghetti na Europa terminaram. Os programas vão ao ar no começo de janeiro na RBS TV (sábados, depois do Jornal do Almoço). O diretor de BORGHETTI NA ESTRADA, Rene Goya Filho, conta como foram os últimos dias da turnê.

Trento-Itália
Saímos da Áustria e fomos pra Itália passando pelo Tirol, antiga fronteira do Império Austro-Húngaro. Lá, foi muito emocionante o encontro de Renato e Marcos com a família Borghetti que vive no pequeno vilarejo de Borghetto. Oscar Borghetti, o mais velho, planta uvas e recebeu nossa equipe no meio de um parreiral. Vinho, pasta e muita alegria numa tradicional mesa italiana. À noite, com a presença da família em peso, um grande show na praça central de Trento, uma bela cidade medieval. O show foi filmado pela televisão italiana, e fez parte da programação do festival Itinerari Folk Festival. Grande noite musical.

Capodistria-Eslovênia
Fomos de van da Itália até a Eslovênia. Foi o segundo show dessa turnê na antiga Iugoslávia. Capodisitria, mais conhecida como Koper, é uma cidade litorânea banhada pelo mar Adriático. Clima típico de verão. O show foi novamente gravado, agora pela unidade móvel de rádio e televisão da Eslovênia. Uma coincidência: o diretor da televisão também se chamava Renato, um esloveno veterano, especializado na direção de shows de jazz. O festival chamado Baladoor Jazz Festival estava com casa cheia. A performance do pianista Vitor Peixoto provocou palmas em cena aberta, levantando o astral do público.

Bruxelas
O International Festival Brossela Folk & Jazz é um festival que tem 34 anos de história na Bélgica. Oriundo dos grandes festivais dos anos setenta, o Brossela ainda mantém o espírito livre de preconceitos daqueles tempos. Música sem fronteiras e ouvidos atentos. Famílias com crianças, velhos hippies, jornalistas do meio musical, um clima de domingo no parque. Aliás, a edição desse ano foi num parque ao lado do Atomium, um monumento construído em 1958, com 103 metros de altura, que representa um átomo de ferro ampliado 165 bilhões de vezes. E o show foi um dos melhores de toda a nossa turnê. O quarteto toca com uma facilidade incrível, improvisa, sai do roteiro, e os acordes de um vanerão gaúcho ecoam pelas árvores centenárias do parque. O público voa junto com as notas rápidas e com a pegada ritmada do som. A figura de Renato Borghetti cresce no palco, se amplia, e a gaita, como extensão do seu corpo, ganha novos formatos. Bruxelas está conquistada.

*Depois desse concerto, nos despedimos de Renato e de todo o grupo. Eles seguiram ainda para o último show da turnê, novamente na Itália. Cansados mas felizes com a variedade de públicos e situações que enfrentamos nesses quase vinte dias viajando juntos. Foram momentos incríveis, devidamente registrados, que nos mostraram a abrangência dessa música. A força sem fronteiras de uma música com fortes raízes regionais, mas que toca as pessoas mundo afora. Ficou impossível não lembrar o escritor russo Leon Tolstoi: “…cante sua aldeia e serás universal”. Daqui, sigo pra Istambul, refletindo ainda mais sobre o poder da música feita com o coração. 
(Fotos de Rene Goya Filho e Pablo Chasseraux)

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