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Posts de junho 2010

Por que a dobra do jornal é desparelha?

30 de junho de 2010 0

Uma mudança de equipamento até hoje causa estranheza em alguns leitores. A alteração ocorreu em 2007, quando muitos ligaram para a Central do Assinante relatando um possível erro de impressão. Na verdade, há três anos, uma nova máquina passou a ser usada no parque gráfico da RBS em Cruz Alta, onde são impressos o jornal e alguns milhares de exemplares da Zero Hora. Desde então, a borda da frente (da capa) fica um pouco maior que a da contracapa.

Na edição de 15 e 16 de agosto de 2007, um Santa Maria Quer Saber respondeu à pergunta "Por que mudou a dobra do Diário?". Resgatei a seção para explicar a quem ainda tem dúvida sobre o assunto. A mudança foi feita por causa da compra de uma encartadeira, equipamento que permite o encarte automático de cadernos editoriais (como a revista MIX) e de encartes publicitários.

Como o caderno principal e o MIX são impressos de forma separada, até o início de 2007 eram os próprios entregadores que colocavam manualmente esse suplemento e os informes publicitários dentro do jornal. Agora, a encartadeira faz esse processo automaticamente.

Com isso, é possível que os Classificados e o caderno principal sejam impressos de forma separada e totalmente coloridos. A vantagem é que o Diário pode circular com todas as páginas coloridas diariamente, inclusive aos finais de semana, quando a edição é maior, e ainda receber um maior número de encartes.
A dobra teve de mudar para o bom funcionamento da encartadeira, um equipamento importado que, à época, custou R$ 1,5 milhão. Segundo Péricles, os principais jornais do mundo têm esse diferença das bordas por causa desse processo de encarte automático.

Como funciona a encartadeira:

1) Uma esteira com várias pinças pega o jornal (caderno principal) pela borda maior
2) O jornal é colocado em espécies de pastas em formato de "v"
3) Ao se aproximar do local onde são colocados os encartes, a pasta se fecha e um jato de ar ajuda a abrir o jornal
4) Na seqüência, a encartadeira larga os encartes, como a revista MIX e o caderno Classificados, Cursos & Concursos
5) Com o jornal já completo, a pasta se fecha
6) Os jornais prontos vão para outra máquina que conta e empacota os exemplares

'Alegria é a melhor coisa que existe'

29 de junho de 2010 4

Redações são ambientes em que nem todos se sentem confortáveis para atuar. Para quem nunca esteve dentro de uma, um exercício ajuda a compor o cenário: imagine-se em um local em que vários telefones tocam, muitos falam ao aparelho ao mesmo tempo, há televisores e rádios ligados em diferentes emissoras e ninguém fica mais de dois metros distante do próximo colega. Quem trabalha nesse lugar ainda tem os compromissos de buscar a informação precisa, sem erros, elaborar um bom texto, produzir criativos títulos e imprimir harmonia em outros elementos que compõem a página. Cada profissional toma dezenas de decisões, éticas inclusive, por dia. E tudo correndo contra o relógio, que é para o jornal chegar na sua casa antes do seu café da manhã.

Pressão e estresse, portanto, são companheiros inseparáveis de jornalistas. Mas quem trabalha aqui na redação do Diário (e assim, felizmente, ocorre em vários outros jornais) também sabe que é preciso ter alegria e divertir-se para o labor ficar mais prazeroso. Acredite, a consequência de sempre procurar dar leveza ao clima do trabalho são páginas melhores. E há alguém aqui no Diário que consegue dar muita leveza ao nosso dia a dia, graças a sua brincadeira com veia poética. Homero Pivotto Jr. (foto), repórter de cultura (e artista, já que é vocalista da banda TSF), não perde a ternura jamais. Por meio do nosso programa interno de comunicação, ele improvisa versos toda vez que comunica algo para todo o grupo de jornalistas.

Um exemplo do que o efeito poético dele anda causando aqui na redação está nesta troca de mensagem da última quinta-feira.

Thaise, editora de Esportes, mandou estes versinhos, ao oferecer ajuda aos colegas:
"Não sou o Homero
E não sei fazer rima
Mas me esforcei
Pois, pelos colegas,
Tenho muita estima
Então, alguém quer ajuda?"

Chagas, editor de Arte e Online disse:
"Coleguismo de fundamento
Esse que nós vivenciamos
Evita mau pensamento
E mais feliz nós trabalhamos"

Homero disse:
"Essa Thatá é muito esperta
Moça competente, ne certa
Fez rimas com esmero
E ganha um salve do Homero!"

Outro exemplo, na última sexta-feira, quando preparávamos a edição de fim de semana e, a pedido do departamento comercial, tínhamos de encontrar espaço para publicar dois anúncios com o formato de duas colunas (10,2 cm) de largura por 8,3 cm de altura. A Thaise disse que o Esportes ficaria com um, mas pediu que outra editoria abraçasse a outra propaganda. Para que você entenda, os editores brigam sempre por mais espaço para dar mais informação a você, leitor. Veja abaixo, o que rendeu o meu pedido.

Homero disse:
"
Thatá abraça um
Alguém pega o 'otro'
Deem cabo desses anúncios
E tirem a chefa do sufoco!"

Thaise disse:
"Eu ia pegar só um
Mas não posso me eximir
Mesmo me faltando espaço
Uma exceção vou abrir
Pego os 2 x 8,3
E faço a alegria de vocês"

Deni, editor de Economia, disse:
"Não tenho a poesia do Homero
nem a beleza da Thatá
Sou seco, mas espero
que a poesia venha me 'visitá'"

Thaise disse:
"Agradeço a gentileza
De um rapaz tão refinado
As palavras do Deni
Deixam todos lisonjeados"

Chagas disse:
"O Zolin é um cara sério
Soturno e focado
O Zolin não faz mistério
E na face tem um sorriso estampado"

Homero disse:
"O Deni nem é tão sério
Apesar de ser focado
Creio que não seja soturno
Apenas concentrado

O rapaz é até roqueiro
Mesmo que encabulado
Empunhou o violão
E foi até filmado"

Como Baden Powell cantou nos versos de Vinicius de Moraes "É melhor ser alegre que ser triste. Alegria é a melhor coisa que existe". Obrigada, Homero, por fazer nossos dias mais alegres.

Brasil x Chile, antes e durante

28 de junho de 2010 0

Pouco antes de o Brasil entrar em campo, o time da foto acima se reuniu para escolher a foto vencedora da Jo'bulani, a bola oficial da Copa que o Diário vai dar a um leitor.  A Thaise Moreira, editora de Esportes (de cachecol), o Ricardo Silva, diagramador (de camisa xadrez), a Karine Bruch, coordenadora de Circulação (de cinza), o Fernando Ramos, editor de Fotografia (de jaqueta de couro) e eu (sentada à frente do computador) tivemos bastante trabalho. Recebemos 127 fotos de torcedores de Santa Maria e região. Você conhece o vencedor no Diário de amanhã.

E para quem ficou curioso sobre como trabalhamos e torcemos ao mesmo tempo aqui na redação. Aí vai a fotografia registrada há poucos minutos, que mostra a "concentração" no fundo da redação dos jornalistas-torcedores. Com direito a pipoca e refrigerante.

Enquanto isso, o repórter Lúcio Charão está nas ruas, ouvindo os torcedores santa-marienses para uma reportagem que você lê amanhã.

Claudio Vaz, olhos da comunidade

28 de junho de 2010 3

O blog Bastidores do Diário começa a mostrar, hoje, os profissionais que estão por trás das notícias. Na estreia, você conhece alguém especial. Claudio Nunes Vaz, o Claudio Vaz, como assina, está sempre atrás das lentes. No plural mesmo - "das lentes -", porque ele é fotógrafo do Diário e cinegrafista da RBS TV. Às vezes, anda com a câmera fotográfica, às vezes, com a filmadora e, não raro, com ambas.

Um dos mais antigos contratados do jornalismo da RBS em Santa Maria completa, no próximo 15 de agosto, 26 anos de casa. Mas ele não pensa em parar. "A gente não fica velho fazendo jornalismo", diz o santiaguense de 49 anos.

Claudio Vaz não frequentou os bancos da faculdade de Jornalismo. Gostaria de ter estudado além do Ensino Médio, mas dá aulas da profissão a todos nós. Para ele, é sempre um prazer ajudar o repórter que está começando. Foi depois de passar dois anos e meio no Exército que o jornalismo fisgou Claudio. E isso ocorreu já no primeiro emprego, como motorista da TV: "Gostei de conviver com os repórteres e passei a gostar de viver a notícia".

Em um dia de 1986, conta, recebeu o convite para trocar o volante pela câmera, na sucursal de Santa Cruz do Sul. Disse sim de manhã e, à tarde, viajou para a cidade para assumir o posto de cinegrafista. De volta a Santa Maria, seguiu cinegrafista, casou-se com Rosana e teve os filhos Anna Luiza, hoje com 15 anos, e Vinícius, de 13. Em 2005, assumiu também a função de fotógrafo do Diário.

"Melhorei como cinegrafista depois de virar fotógrafo. Para fazer a foto, é preciso pensar antes de apertar o clique, andar em busca do melhor ângulo, tentar colocar tudo no mesmo quadro. Também é um trabalho mais solitário. Na TV, tu ficas imaginando o texto que o repórter vai fazer e gravas quase tudo."

Claudio é uma unanimidade entre os colegas. Ele é parceiro para qualquer pauta e gosta de fazer grandes produções, principalmente as que exigem tempo e diferentes técnicas, inclusive de iluminação. Aliás, uma das fotos que mais me emocionou nesses oito anos de Diário de Santa Maria foi uma imagem que o Claudio fez no velório de dom Ivo, em que ele esperou uma luz natural chegar no peito do religioso. No momento em que uma fiel tocava em dom Ivo, o raio de sol refletiu-se no rosto da mulher. Claudio clicou (confira ao lado).

Como em qualquer profissão, porém, há algo que ele precisa fazer, mas nunca o deixa à vontade: "Não gosto de gravar acidentes de trânsito, principalmente com crianças entre as vítimas. Mas a gente precisa fazer, até para que os motoristas tomem mais cuidado".

Talentoso, dedicado, curioso, sensível e humilde são apenas alguns dos vários adjetivos positivos que costumamos ouvir ao pronunciar o seu nome. E você, leitor, você, telespectador, pode ter certeza que se o Claudio estiver atrás da câmera de uma notícia, você estará bem informado.

"Depois de registrada, a imagem não é minha. É do povo. Não posso parar o que acontece diante da câmera. A câmera é os olhos da comunidade. E a imagem pertence ao povo."

Feliz do povo de Santa Maria e região, que conta com este jornalista.

Confira como alguns colegas o descrevem:

Carolina Carvalho, subeditora de Geral, Polícia e Região - "É aquele cara com faro para a notícia, que nunca volta para a redação com uma foto sem um telefone de contato para ajudar o repórter. É um cara divertido, engraçado, um companheirão."

Thaise Moreira, editora de Esportes - "Ele demonstra sempre muita dedicação para fazer a melhor foto e tem uma grande sensibilidade, além de ser um colega muito gente boa..."

Ticiana Fontana, repórter da RBS TV - "O Vaz é uma das melhores pessoas e profissionais que já conheci na vida. Até me arrependo de o ter estimulado a entrar no Diário, porque perdi o parceiro ideal de todas as manhãs. É um cinegrafista com uma sensibilidade sem explicação."

Lúcio Charão, repórter de Geral - "A simplicidade e o talento do Claudião são algumas de suas maiores virtudes."

Deni Zolin, editor de Economia - "Um jornalista por paixão, de coração. Está sempre de olho em tudo, sugerindo reportagens, dando dicas. Tem realmente o jornalismo na veia."

Lauro Alves, fotógrafo - "O que chama mais a atenção no Claudio é que cada pauta parece ser a primeira, e em cada uma das fotos que faz é visível a preocupação com detalhes luminosos e enquadramentos metódicos e simétricos."

Marilice Daronco, repórter de Cultura - "É o cara que chega junto conversando com o entrevistado. Uma piada, uma troca de cordialidades, um riso e outro, e ele faz o entrevistado concordar com aquela foto que, no início, não queria nem saber. Pauta para ele não é coisa para se fazer em poucos minutos. É preciso tempo para garantir aquele ângulo mais caprichado ou, quem sabe, a emoção que poucos conseguem captar."

Fabiana Sparremberger, editora-executiva - "É o colega que todo colega quer ao lado. É o funcionário que toda empresa corre atrás para ter em seus quadros. E, principalmente, é a pessoa que faz evoluir quem tem o prazer de tê-lo ao seu lado. O Vaz é 11!"

Na foto acima, Claudio Vaz recebe do vice-presidente de Gestão e Pessoas do Grupo RBS o troféu pelos 25 anos de empresa, na festa Jubilados 2009, em Porto Alegre.

Dunga, a gente faz a nossa parte

27 de junho de 2010 0

A redação do Diário de Santa Maria é uma das áreas da RBS na cidade que não para durante os jogos do Brasil no Mundial. Enquanto a maioria dos jornalistas divide o olhar entre a tela de um dos três televisores instalados na redação e a tela de seu computador, outros profissionais estão nas ruas, apurando reportagens. Uma das coberturas que sempre fazemos nesta hora é a da torcida em Santa Maria.

Mas não dedicar o olhar exclusivamente às partidas não diminui nossa aflição. Como 190 milhões de corações brasileiros, passamos os mais de 90 minutos de coração apertado. Fazemos o que podemos: torcer. Desde o começo da Copa, nossos colunistas (como Deni Zolin, na foto ao lado) vestem a camiseta da torcida Diário para dar sorte a Dunga e companhia.

A gente faz a nossa parte não apenas torcendo, mas também ao desenvolver a melhor cobertura que o Diário já realizou em Copas do Mundo. Escalamos um time de apaixonados por futebol para manter você bem informado sobre o que de mais importante ocorre na África do Sul, sempre com um olhar santa-mariense.

Há uma turma, porém, aqui da RBS Santa Maria, que pode curtir os jogos com mais atenção e não abre mão de torcer unida. Dezenas de colegas se reúnem no Galpão Crioulo da empresa para gritarem juntos o gol (verde-amarelo, claro). Na última sexta-feira (foto abaixo), o grito ficou preso na garganta. Mas nesta segunda, contra o Chile, ele sairá várias vezes. É a nossa torcida.

Como 'nasce' uma ponte

26 de junho de 2010 0

O Diário deste fim de semana traz uma reportagem especial sobre a ponte que está sendo construída sobre o Rio Jacuí, na RSC-287. Desde 5 de janeiro, quando houve a trágica queda da antiga estrutura, o jornal não abandona o assunto. A partir da construção da nova ponte, a cada nova reportagem, algumas curiosidades sobre a obra sempre apareciam entre os jornalistas aqui na redação. Para esclarecer como se constrói uma ponte, inclusive o trabalho dentro do rio e abaixo dele, enviamos à divisa de Agudo e Restinga Seca um profissional a mais. Além do trio repórter (Vinícius Dias), fotógrafo (Jean Pimentel) e motorista (Rogério Perobelli), o editor de Arte do Diário foi ao canteiro de obras com a missão de desvendar o trabalho de engenharia e traduzi-lo para os nossos leitores. Paulo Chagas, que também é responsável pelo Diário na Internet e hoje festeja 47 anos, gravou o vídeo abaixo para mostrar como foi feito este trabalho. O vídeo também mostra os bastidores da reportagem sobre a curva na ERS-348, publicada na sexta-feira.

Confira abaixo as três páginas de reportagem especial sobre a ponte que publicamos nesta edição.

E a reportagem sobre a curva perigosa na ERS-348, que publicamos na edição de sexta-feira.

É preciso entender, inclusive, de meteorologia

25 de junho de 2010 0

Francisco Dalcol é um talentoso e dedicado jornalista. Está no Diário desde o nosso começo, em junho de 2002. Chico foi contratado para ser repórter, mas tinha outra missão especial: ser o colunista jovem do jornal, assinando o Zoom. Até hoje, mantém a titularidade da coluna, mas o jornalista ganhou várias outras missões. Hoje ele tem blog, twitta e virou editor da área de cultura do jornal, tendo sob sua responsabilidade o Diário 2 e a revista MIX. Curioso, o Dalcol, como também é chamado, volta e meia faz uma reportagem. Uma mostra do bom texto e da esmerada apuração deste profissional você confere no MIX deste fim de semana. Antes, saiba de um bastidor da produção que ele contou especialmente aqui para o blog.
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"Quem lê as reportagens publicadas no jornal não deve imaginar as parcerias e o espírito de coleguismo que se estabelece nos bastidores. E isso envolve repórter e fotógrafo, mas também o motorista. Na reportagem sobre a casa onde teria nascido Júlio de Castilhos há 150 anos, que sairá no MIX deste fim de semana, eu, o fotógrafo Lauro Alves e o motorista Rogério Perobelli fomos a Júlio de Castilhos. Era a manhã chuvosa de 16 de junho e nosso destino era a cidade que leva o nome de seu filho mais ilustre.

Nossa missão era encontrar o historiador Firmino Costa e, na companhia dele, seguir até a Fazenda da Reserva, a 15 quilômetros do centro da cidade. Lá, ainda está em pé a casa em que Castilhos teria nascido. Seu Firmino é autor de um estudo que aponta isso. Depois, nossa ideia era visitar alguns lugares em Júlio de Castilhos, como a Casa de Cultura e o Museu Vila Rica. Tínhamos várias tarefas a serem feitas durante o dia. E isso precisava ser organizado.

Experiente em viagens pela região, Negão (só os pais dele o chamam de Rogério) foi quem deu a dica:
_ Tá vindo uma chuvarada aí. Melhor a gente ir na fazenda primeiro e garantir, porque depois a estrada de chão vai virar um barro.

O Lauro concordou, afinal precisava garantir suas imagens antes da chuva. E eu, sabiamente, acatei a dica da dupla sem nem conseguir imaginar um roteiro mais perfeito. E foi certeira a decisão. Depois de visitar o local, presenciar a demonstração de provas de seu Firmino e fazer entrevistas, a chuva começo a cair. Felizmente, a gente já estava entrando no carro. Sobrou a tarefa de fazer fotos do monumento da Convenção da Reserva debaixo da chuva, mas era algo não tão complicado, porque as árvores ainda serviam de cobertura para a chuva que começava.

Depois, podia chover à vontade, pois nosso itinerário não era ao ar livre. Fomos visitar a Casa de Cultura e o Museu Vila Rica, onde conhecemos algumas pessoas que trabalham com a memória de Júlio de Castilhos. Lá, seu Firmino fez questão de tirar uma foto com nossa equipe.

Passamos um dia em Júlio de Castilhos. Almoçamos por lá, conversamos com o pessoal... O último roteiro era a casa de seu Firmino, que tem uma espécie de museu em sua própria casa. Ao fim do dia, depois de tanta conversa, informações, conhecimentos e descobertas, a sensação era que a gente estava ali há um tempão. E muito disso vem da relação que a gente estabelece com o lugar e com os entrevistados e as pessoas que conhecemos. Impossível não lembrar dessa experiência para o resto da vida. É assim que as viagens e reportagens marcam para sempre a memória de repórteres, fotógrafos e motoristas."

A partir da esquerda, Francisco Dalcol, Firmino Costa, Lauro Alves e Rogério Perobelli

Uma página, dois títulos

25 de junho de 2010 0

Entre as funções de um editor, está a de colocar títulos na página. Bons títulos costumam ser criativos, passar a síntese da reportagem e harmonizar com a foto principal. Ontem, quando produzíamos a edição que você lê hoje, a página de abertura do Diário da Copa trazia uma brincadeira gráfica no título que foi mudada porque foi questionada por alguns editores. Ao lado, você confere o primeiro título (acima) e o segundo (abaixo) que foi o que saiu no jornal. E você, qual prefere?

E o revisor?

24 de junho de 2010 3

O uso correto da língua portuguesa deve ser uma preocupação de todos, mas quem trabalha com a palavra diariamente tem obrigação de ser obsessivo com a perfeição na hora de empregá-la. De tempos em tempos, leitores entram em contato com a nossa redação para reclamar de um erro ou de um elevado número de erros em nossas páginas. Uma das perguntas que mais escuto é: "vocês não têm revisor ou revisores aí?".

O revisor era uma figura comum nos jornais em tempos em que cabia ao repórter ser bom apenas na apuração das informações. O repórter buscava a informação e a contava ao chamado redator. Com o tempo, a função de redigir passou ao repórter, que deveria se dedicar não apenas ao conteúdo, mas também à escrita. Aí entrava o revisor, que corrigia o necessário.

Com a multiplicação das faculdades de Comunicação, do jornalista passou a ser exigida a produção do que chamamos de texto final. A figura do revisor, então, foi extinta na maioria dos jornais.

No Diário de Santa Maria, hoje, um texto passa, pelo menos, por três jornalistas: o repórter (que apura as informações e redige a notícia) e dois editores (o responsável pela área e um dos coordenadores de redação). Ainda assim, cometemos erros. E escrever errado é, de fato, inadmissível, principalmente numa Cidade Universitária, numa Cidade Cultura.

Se não é possível dirimir as falhas, uma série de precauções é adotada de modo a reduzi-las, inclusive no uso da língua. A começar pela seleção de nossos jornalistas. Uma vez por ano, desde 2006, o Diário realiza seleção de profissionais para banco de dados ou para preenchimento imediato de vagas. Além de ser formado, o candidato passa por várias etapas de seleção. Uma delas é a prova de português. Também há investimentos internos, em todo o Grupo RBS, em treinamento dos profissionais. Um exemplo foi o curso sobre o novo acordo ortográfico, ministrado por Paulo Flávio Ledur, autor de Guia Prático da Nova Ortografia. Outro é a participação de nossos jornalistas no Curso Permanente de Português ministrado pela reconhecida professora Ruth Larré (na foto abaixo, de pé, na aula da última terça-feira). Atualmente, as editoras Silvana Silva (de casaco roxo) e Jaqueline Silveira (de preto e boina) estão encerrando as preciosas 30 horas de aula em que a especialista esmiúça acentuação, crase, pontuação, uso de por que (porque, porquê e por quê), concordância, regência, colocação pronominal, leitura e interpretação, reforma ortográfica e análise sintática. Neste ano, eu e a repórter Silvia Medeiros já passamos pelo curso. E outros seis jornalistas ainda devem frequentá-lo ainda em 2010. Também aqui, como em toda grande empresa, fazemos acompanhamentos individuais e por equipes, com avaliações permanentes, na busca por evitar equívocos jornalísticos, éticos ou com a língua.

A precisão é e sempre será um dos nossos compromissos com você, leitor.

Quando o bom personagem fica fora da reportagem

23 de junho de 2010 1

O repórter da Geral, Lúcio Charão, foi escalado para integrar o que chamamos de força-tarefa da Copa do Mundo. Sempre que grandes coberturas se fazem necessárias, chamamos jornalistas das mais diversas editorias para se integrarem à equipe que cuidará do assunto. Na edição desta quarta-feira, Lúcio, o mais recente repórter contratado pelo Diário, assina uma reportagem sobre gente que não gosta de Copa. Mas só aqui ele conta para você um bastidor desta pauta.
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"No início da Copa, dia após dia, chovem sugestões de pauta para mostrarmos um olhar diferenciado do assunto e não ligarmos o piloto automático e fazermos a mesma cobertura de sempre. Dentro dessas vastas opções, apareceu a ideia que a Thaise (editora de Esportes) me designou a fazer: encontrar cases (pessoas) que não gostam de Copa e o que elas fazem durante os jogos.

Então, numa segunda-feira dessas, depois de conceder uma entrevista à TV Campus, da UFSM, sobre como seria a cobertura da Mundial da África do Sul no Diário, a Thaise encontrou um aluno - Romulo Tondo, 22 anos - que estava descontente porque os jornais só traziam notícias sobre a Copa. Foi nesta hora que ela enxergou nosso case avesso ao Mundial, pegou um contato e me passou.

Ao ligar para o estudante, vi que a pauta iria render como pretendíamos: ele criou seu desgosto por futebol e Copa do Mundo em 17 de julho - dia que faz aniversário - de 1994, na finalíssima do Mundial dos EUA, entre Brasil e Itália, na qual conquistamos o tetracampeonato.

'Minha mãe inventou de convidar todo mundo: meus amigos e colegas de aula, mas ninguém apareceu. Foi frustrante. É meio que um trauma de infância, sabe', brincou o estudante."

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A boa história de Romulo Tondo não está no Diário de amanhã. Durante a apuração e alertada pelo próprio Romulo, a equipe de Esportes descobriu que o estudante não poderia figurar na reportagem por ser integrante do Conselho do Leitor, Telespectador e Internauta da RBS Santa Maria.

Uma das regras para tomar posse como conselheiros do Diário é, durante o mandato (hoje de um ano), não escrever cartas ou artigos ou figurar como personagem de reportagens. É um cuidado que tomamos para não privilegiar qualquer leitor e também para nós, jornalistas, não cairmos na tentação de buscar a história mais próxima de nós.