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Posts com a tag "Capa"

Frio de tremer

29 de março de 2012 0

Um dos desafios dos "capistas" (como chamamos os jornalistas responsáveis por desenvolver a capa) do Diário de Santa Maria é buscar surpreender o leitor com ideias criativas, a partir de reportagens interessantes.

Com o frio de ontem, a editora-executiva do Diário, Fabiana Sparremberger, foi em busca de uma ideia que mostrasse, além das palavras, que a queda da temperatura era realmente atípica para a época do ano. A solução encontrada pela equipe de diagramação e tratamento de imagem foi fazer a manchete da edição de hoje literalmente tremer.

A editora criou o enunciado (o primeiro, abaixo), e a equipe desenvolveu três efeitos (os três últimos). O escolhido foi o último, "sutil, mas que passa o recado".

Duas versões de uma capa sobre a seca

31 de janeiro de 2012 0

A capa é a porta de entrada da leitura de um jornal. (Ok, muita gente começa pela contracapa, de trás para a frente, mas ninguém duvida que as principais notícias devem estar na capa.) E se as notícias são iguais para todos os jornais, a capa tem a obrigação de apresentá-las da melhor forma possível para o público ao qual se destina.

No Diário de Santa Maria, temos um desafio de buscar todos os dias uma capa que atraia o leitor de forma singular.

Nem sempre o dia traz as notícias que são grandes novidades, nem sempre elas são ótimas, nem sempre elas são péssimas. Mas o esforço é para que a gente consiga ser verdadeiro, dando a dimensão exata do fato/do assunto, de modo que o leitor se surpreenda, indigne, mobilize, reflita, mas fundamentalmente, compreenda o tema e o contexto em que ocorreu.

O planejamento da capa, aqui no Diário, envolve vários momentos. Nas edições de segunda a sexta, ele é feito na reunião de pauta, às 13h15min, quando todos os editores responsáveis pelas diversas editorias se encontram e compartilham com o grupo o "menu" de notícias que oferecerá no dia seguinte aos leitores. Durante a tarde, diagramação, fotografia e coordenação se reúnem para definir que forma a primeira página do jornal terá.

Estamos sempre em busca de boas ideias, e elas se consolidam em uma reunião de capa que costuma ocorrer no fim da tarde. Aos finais de semana, as capas são trabalhadas desde a segunda-feira anterior.

Uma das boas ideias que surgiram nos últimos dias foi da editora-executiva Fabiana Sparremberger que, intrigada com a quantidade de cidades que estavam em estado de emergência, sugeriu que o mapa da região fosse "pintado" com a padronagem da terra seca (na imagem abaixo ou clique aqui para ver a capa em tamanho maior).

No dia seguinte (infelizmente), reavaliamos o resultado e achamos que a capa necessitava do nome das cidades para ficar menos confusa, mais explicativa. E fizemos um teste (na imagem abaixo ou, para uma melhor visualização, clique aqui para ver a capa em tamanho maior).

Deixe um comentário dizendo qual você prefere.

Um dia de tantas manchetes...

18 de julho de 2011 0

- Dois assassinatos em um fim de semana

- O calendário de abertura de mercados aos domingos e feriados

- Ventos de mais de 100 quilômetros por hora levam telhas, arrancam árvores e postes e deixam milhares sem energia elétrica

- O Brasil dá vexame e se despede da Copa América

Eram quatro as possibilidades de manchete da edição de hoje. Apesar de essa variedade de opção ocorrer vez ou outra, é difícil haver tanto assunto factual, como chamamos no jargão jornalístico, a escolher um deles como manchete. Ao contrário, o bom jornalismo nos obriga a ter um amplo planejamento para assegurar que, todos os dias, haja uma notícia importante ou um assunto que mereça aprofundamento para ganhar o maior destaque da edição.

Ontem à tarde, ainda antes da zebra contra a Seleção, fizemos uma reunião informal no fundo da Redação para discutir qual assunto merecia virar a manchete do dia seguinte. Por a cidade registrar o menor número de assassinatos entre os municípios gaúchos com mais de 200 mil habitantes - Santa Maria tem, em média, 1 homicídio a cada 12 dias - e pela forma como os casos ocorreram, decidimos manchetear o caso policial. Os outros três assuntos foram destaque ou na capa ou na contracapa.

Você concorda com a nossa escolha? Mande a sua opinião deixando um comentário aqui no blog.

O planejamento e execução gráfica de uma capa

16 de junho de 2011 0

"Não foi a primeira vez que uma capa e contracapa da edição de fim de semana começa a ser pensada antes. Para a nossa capa da edição impressa do final de semana passado, dias 11 e 12 de junho, tive o desafio de fazer um trabalho que tivesse todos os elementos que pudessem ajudar o leitor a entender melhor graficamente o problema dos arrozeiros na questão do valor da saca do produto.

Criar uma capa bem-feita e graficamente bonita, com a matéria ainda em produção, creio que foi a parte mais difícil. Sem ter os textos e fotos na mão, fica mais difícil ter a noção do que pode ser feito. A elaboração começou com a pesquisa de ícones para fazer um gráfico de como a saca de arroz tem seu valor alterado a cada safra. Além disso, precisava fazer também uma área dos Dia dos Namorados. Depois, eu e o editor de Arte, Paulo Chagas, decidimos qual a foto que sustentaria graficamente o conteúdo que mostrasse os gráficos dos sacos de arroz.

Ainda tínhamos que colocar uma área que trouxesse o Dia dos Namorados. Como a edição do MIX teria uma reportagem sobre comida afrodisíaca, teríamos que achar uma maneira de não misturar os materiais. Com a ajuda e pitacos de todos, chegamos até a primeira capa. Nessa fase, tiramos fora os sacos de arroz, que foram para as páginas internas do jornal. Na capa, ficou apenas o gráfico de linha. Outro motivo que fez mudarmos a diagramação foi um acidente com morte na ERS-149.

Acho que funciona bem fazer um projeto antes. Claro que sempre pode aparecer algum assunto de última hora que muda totalmente a diagramação de uma página. Criar mais de uma capa é uma boa alternativa para que os colegas de redação possam ajudar na decisão final."


Izaur Monteiro

Diagramador


A capa do massacre no Rio

08 de abril de 2011 0

Em todas as edições do jornal, um desafio diário da Redação é elaborar uma capa informativa e, ao mesmo tempo, atraente ao leitor. Assim funciona em qualquer jornal. A capa é fundamental para chamar a atenção para os assuntos mais importantes da edição.

Nossa capa da edição impressa de sexta-feira foi um grande desafio que moveu uma força-tarefa na Redação. Tratava-se de um assunto chocante: o massacre de 12 inocentes estudantes em uma escola no Rio de Janeiro. A notícia abalou o país. O Diário não poderia deixar de destacar isso. Mas nossa preocupação era surpreender o leitor com uma capa bem-feita, mas sem ser apelativa. É primordial respeitar a dor de todos neste momento.

A tragédia no Rio foi manchete na maioria dos jornais brasileiros. No final da tarde de quinta-feira, ainda abalados que estávamos com os fatos no Rio, paramos para elaborar a capa. O trabalho foi conjunto. Reuniu os editores responsáveis pela capa Fabiana Sparremberger e Marcos Fonseca, e também a editora de Geral, Carolina Carvalho, o editor de Diagramação, Paulo Chagas, o editor de Fotografia, Fernando Ramos, e o diagramador Ricardo Silva. Outros jornalistas também trouxeram suas contribuições. Nosso objetivo era registrar o fato com uma grande imagem, mas com poucas palavras. Um título curto e uma foto que mostrasse o cenário da tragédia.

Daí, surgiu a ideia de lembrar que nunca antes no Brasil ocorreu um massacre em escola. Isso só acontecia em países de primeiro mundo. A reportagem trazia um quadro com os maiores massacres registrados em países como Estados Unidos, Alemanha, Rússia e Japão. A partir disso, depois de muita discussão sobre foto e manchete, o diagramador Ricardo Silva elaborou três capas, e logo nos definimos por duas. Para desenhar a capa, Ricardo também consultou o colega diagramador Izaur Monteiro (foto abaixo, durante uma reunião para definir a capa).

Definimos, por fim, usar a capa com a manchete: 2011 Rio de Janeiro (Brasil), seguindo a linha das datas, locais e países onde ocorreram massacres semelhantes. A foto foi comprada da Agência O Globo, feita pelo fotógrafo Genilson Araújo. Veja a capa abaixo.


A capa em preto e branco

04 de abril de 2011 2

Os leitores do Diário devem ter estranhado a grande foto em preto e branco na capa desta segunda-feira da edição impressa. Não se trata de nenhuma falha técnica. Essa foi a maneira que o jornal encontrou para destacar a derrota de 3 a 0 no sábado, em plena Baixada, que levou o Inter-SM de volta à Série B do Gauchão. A imagem foi registrada pelo fotógrafo Jean Pimentel.

O uso de uma imagem impactante e sem cor na capa traduz a frustração do torcedor colorado na campanha da equipe nesta temporada. O mesmo se pode dizer das duas páginas que trazem a cobertura do jogo e a queda do colorado, também em preto e branco. Apostava-se que o time pudesse, ao menos, manter-se na divisão principal do Campeonato Gaúcho, objetivo que tanto batalhou para alcançar. Para chegar na Série A, foram sete anos de investimentos na equipe, resultando na formação de um bom time e numa grande atuação em 2007, ano em que o a ascensão foi conquistada. Naquele ano, o Inter-SM terminou a Segundona em segundo lugar - o campeão foi o Sapucaiense. O sonho da Série A durou quatro anos.

A foto que usamos mostra o zagueiro André Bahia de cabeça baixa, na entrada do vestiário, logo após o jogo. Ao lado, está o técnico Suca, cuja expressão não esconde seu abatimento. Mas havia outra foto, que lembrava um "clima de velório", em que Suca abraça um atleta do time, enquanto André Bahia está com o olhar perdido, como que buscando no alto a explicação para a derrota de sábado e a queda. Veja mais abaixo a foto da capa e a segunda opção, que decidimos usar na página 10, como foto principal da reportagem.


O Diário não tem uma bandeira de time. Apostamos nos dois clubes locais _ o Inter-SM e o Riograndense. Sabemos que disputar um Gauchão na série principal, ao lado de times grandes como os da dupla Gre-Nal, é mais do que uma conquista para os clubes e seus torcedores. A cidade também ganha. Ganha em destaque estadual, em divulgação dos seus times, atrai para cá grandes clubes, os holofotes da imprensa gaúcha. E se Inter-SM ou Periquito forem campeões, então, os ganhos são ainda maiores.

Enfim, tudo isso é resultado de se ter clubes de futebol na série principal de qualquer campeonato, sonho que, para o colorado, foi adiado e, para o Riograndense, ainda pode ser conquistando se for bem na Série B deste ano e chegar na divisão principal do Gauchão em 2012. Enquanto isso, fica a tristeza pela má campanha do Inter-SM, traduzida, no Diário, em um cobertura jornalística desbotada, o resultado da nossa tristeza. E da tristeza, com certeza, de muitos santa-marienses.


A foto da capa desta segunda-feira




Esta foto era a segunda opção para a capa. Acabou sendo publicada dentro do jornal




 

A capa do trânsito na Fernando Ferrari

10 de março de 2011 0

A capa da edição desta quinta-feira do Diário trouxe uma foto diferente. A imagem, em formato um pouco fora do comum, ilustrava a manchete sobre o novo mapa no entorno da Avenida Fernando Ferrari, perto do Monet Plaza Shopping e da rodoviária, um dos pontos de maior movimento no trânsito de Santa Maria.

A prefeitura fará mudanças no tráfego daquela região da cidade, inclusive com fechamento de acesso, mudança de direção de rua e instalação de duas sinaleiras, para tentar dar agilidade ao trânsito.

Para ajudar o leitor a entender melhor as mudanças, a ideia da editora-chefe Andreia Fontana foi, já na capa, o Diário reunir uma foto com as principais alterações a serem feitas. Para isso, uma equipe formada por fotógrafo, técnico em tratamento digital de imagens e uma diagramadora entrou em ação.

O fotógrafo Lauro Alves subiu no 12º andar de um prédio da Fernando Ferrari e fez uma série de fotos aéreas da avenida. De volta à redação, o técnico em tratamento digital de imagem Gustavo Freitas uniu cinco fotos em uma só _ você conseguiu percebeu a montagem das imagens? Segundo Gustavo, foi usada uma ferramenta do Photoshop que junta as fotos automaticamente.

_ O próprio programa calcula e faz as emendas perfeitas entre as fotos _ conta.

Depois, foi preciso tratar a foto para arrumar a distorção da imagem.

De posse da foto "alongada", a diagramadora Bruna Bulegon desenhou a capa do jornal, colocou os textos e ilustrou com imagens de sinaleiras e dos locais onde o trânsito de veículos será bloqueado no canteiro central da avenida.

_ Não foi difícil. O importante era fazer a capa não ficar "muito pesada" _ diz Bruna, referindo-se a elaborar uma capa agradável para leitura e que fosse de fácil leitura.





A capa ainda sendo diagramada. A foto que aparece não está tratada e tem 'falhas'








A capa da edição desta quinta-feira já pronta, com a foto montada e tratada, os textos e as imagens de sinaleiras











As fotos feitas na Baixada Melancólica

08 de fevereiro de 2011 0

Domingo de tarde, chega o momento de escolhermos as imagens que irão na capa da edição de segunda-feira. Entre as candidatas, há uma foto que marca bem o fim de semana, mas preocupa. A foto é a comemoração dos jogadores do Inter-SM após um gol no jogo em que a equipe finalmente ganha a primeira partida no campeonato gaúcho.

Os motivos da preocupação: a luz e a definição das imagens registradas. Esse problema é recorrente nas ocasiões em que os fotógrafos vão cobrir qualquer jogo que aconteça na Baixada Melancólica de noite. A iluminação deficiente do local é motivo de tormento para os profissionais que precisam registrar as imagens.


Resolvemos insistir na foto escolhida, pois era a imagem mais forte que tínhamos e porque retratava exatamente o que foi a emoção daquele jogo. Para tentar compensar a pouca qualidade, encaminhamos a foto para a nossa Central de Tratamento de Imagens - a CTI -, onde a especialista Lidiane Marques tentou dar uma amenizada e equilibrada nas cores.


Veja como ficou


Antes

Depois

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Esse problema já foi abordado no blog Diário de Fotógrafo. Veja aqui

Santa Maria é violenta?

27 de janeiro de 2011 0

Sempre que se encerra o ano, jornais têm dados importantes a trabalhar. Número de emprego e desemprego, inflação, balanços de obras e, também, os dados da criminalidade do ano anterior. Um dos levantamentos que fazemos todo começo de ano é o de assassinatos dos 12 meses anteriores (confira algumas capas abaixo):











No meio desse Raio X, um ano mereceu uma capa diferenciada. Era metade de 2004 e o ano já registrava tantos assassinatos quanto o total de anos anteriores inteiros. Assustada com os dados, a equipe do Diário decidiu investir em uma capa agressiva. A repercussão a ela, porém, foi diferente do que os jornalistas imaginavam. A capa com tarja preta que chamava a atenção para a futilidade dos motivos alegados pelos criminosos foi criticada por leitores e por representantes da sociedade santa-mariense, que logo depois estiveram presentes em uma ouvidoria promovida pelo jornal. A capa foi definida como um exemplo de reportagem que puxa a cidade para baixo, mostrando apenas o que ela tem de pior. A primeira página agressiva queria chamar a atenção para o aumento de crimes, mas doeu no olho do leitor.

Teria sido demais? A grande repercussão negativa mostrou que sim. E mais, nos fez relativizar em todos os demais anos o tamanho da violência em Santa Maria.

A cidade é violenta? Com os dados do censo do IBGE fresquinhos, nesta semana, o Diário trouxe, junto com o balanço dos assassinatos de 2010, um dado muito relevante: Santa Maria é a cidade gaúcha com mais de 200 mil habitantes que menos registra homicídios. É informação com contexto, como diria o nosso editor de Economia, Deni Zolin. Enquanto houver uma morte desse tipo, não há motivos a comemorar. Porém, esse é apenas um dos números que mostram as vantagens de se viver e criar filhos aqui.

Dois jogadores em um

17 de janeiro de 2011 1

Quem olhou rapidamente, como eu, viu apenas um jogador na foto que foi publicada na capa do Diário desta segunda-feira. Mas como nem tudo o que parece, é, na realidade, havia dois colorados na imagem.

E como explicar isso para o leitor? Pode parecer simples fazer uma legenda, mas elaborar o texto que explicaria a foto principal do jornal desta segunda-feira foi o que mais me deu trabalho no domingo. Até pensamos em usar outra foto para simplificar...

Mas como, aqui no Diário, não nos acomodamos nem escolhemos o caminho mais fácil (o leitor sempre merece o nosso melhor, por mais esforço que isso exija), matutamos, matutamos... e chegamos à opção publicada.

Fotos Jean Pimentel

Confira acima a imagem que saiu na capa e, abaixo, outra imagm do fotógrafo Jean Pimentel que revela a cena com mais clareza.

A pergunta, agora, é para você, leitor: se a legenda não informasse, você veria dois jogadores na foto?