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Posts com a tag "Fotografia"

Os xarás

23 de julho de 2012 0

A capa de hoje traz como foto principal um clique de Fernanda Ramos. Sim, Fernanda, com A. Vale frisar a última letra porque os leitores mais atentos, as fontes recorrentes do jornal e os colegas de imprensa da região estão acostumados com imagens feitas por Fernando Ramos.

Fernando Ramos é editor de Fotografia do Diário e trabalha no jornal desde o seu lançamento, em 2002. Só de profissão, Fernando tem 25 anos, tendo passado, aqui na RBS em Santa Maria, pelos cargos de motorista, cinegrafista e repórter-fotográfico, até chegar a editor.

Fernanda da Rosa Ramos tem 21 aninhos e se forma em Jornalismo na Unifra no fim deste ano. Ela é estagiária da editoria de Fotografia e, além do arquivamento das imagens, tem se arriscado em alguns cliques e até emplacado algumas capas, como a de hoje.

Os dois falam da coincidência de nomes, na mesma editoria:

"É engraçado. Muitos perguntam qual nosso parentesco. Não somos parentes, mas ter o nome semelhante é bem interessante. O Fernando é um exemplo de pessoa e um grande profissional", diz Fernanda.

"Achei uma coincidência boa. Claro que inicialmente, por eu estar no meio jornalístico há muitos anos, criou-se uma certa confusão, mas acho que, com o tempo, isso vai passar. S empre que ela recebe algum elogio por uma foto, brinco: 'Também, com este nome!'", conta Fernando.

A estagiária de Fotografia Fernanda Ramos e o editor de Fotografia Fernando Ramos. Fotos: Ronald Mendes

O crachá confirma os xarás

Como se faz uma megafoto

25 de janeiro de 2012 0

A leitora Karoline Sales entrou em contato com o blog Bastidores do Diário querendo saber como é a produção de uma megafoto. Vamos explicar, usando como exemplo a megafoto de Santa Maria.

Uma megafoto é formada por várias fotos comuns.

Ela é produzida por um equipamento chamado GigaPan.


Uma máquina fotográfica acoplada a um equipamento GigaPan


Essa ferramenta permite que uma máquina fotográfica comum registre a imagem de uma ampla área. Apoiada num tripé e ao equipamento chamado de GigaPan.


O fotógrafo Fernando Ramos capturando imagens para uma megafoto com o auxílio do equipamento Gigapan


O equipamento possibilita fazer vários registros em sequência. Capturado, esse conjunto de fotos é enviado para Porto Alegre, onde um software junta essa sequência formando um imagem só.

Imagens que marcaram o jornalismo do Diário

30 de novembro de 2011 0

A nova redação do Diário de Santa Maria foi pensanda em detalhes. Um dos locais que mereceu atenção especial foi a sala de reuniões. No local, colocamos uma foto de cada um dos profissionais que fazem ou já fizeram parte do quadro do Diário. As imagens foram escolhidas pelos próprios fotógrafos. Confira:

Foto: Ronald Mendes

Um 11 de setembro para a história de Santa Maria, de Charles Guerra, que hoje é fotógrafo no Diário Catarinense, foi clicada em 11 de setembro de 2002. A foto do alto, à esquerda, mostra o que sobrou de uma casa depois do vendaval que destruiu parte da cidade.

Logo abaixo, está um flagrante, marca do nosso atual editor de Fotografia, Fernando Ramos. Intitulada Violência no coração de Santa Maria, a imagem mostra o momento em que populares tentavam parar um homem armado no Calçadão da cidade, em 19 de setembro de 2004.

Ao lado aparece uma das fotos mais marcantes da história do Diário, feita minutos após a queda da ponte sobre o Rio Jacuí, entre Agudo e Restinga Seca, em 5 de janeiro de 2010. Queda da ponte do Jacuí é de Lauro Alves, que hoje atua em Zero Hora.

Destreza de gaúcho, o registro de uma imagem com a cara do nosso Estado, foi feita por Ronald Mendes, em um rodeio em Júlio de Castilhos, em 5 de fevereiro deste 2011.

Abaixo dela, também uma cena que parece de pecuária, com animais caminhando por uma estrada. 158, a BR que não existe, foi a primeira foto premiada do Diário de Santa Maria. Como o título diz, retratava um antigo sonho da região, que era a ligação entre Santa Maria e Rosário do Sul. A foto foi feita em 27 de julho de 2004, e a rodovia foi concluída em setembro de 2008. A imagem é de Emerson Souza, que foi o primeiro editor de Fotografia do Diário de Santa Maria e hoje ocupa a função no Diário Catarinense, em Florianópolis.

Inter-SM volta para a Segundona, um dos fatos marcantes deste ano, é a imagem que Jean Pimentel escolheu para ilustrar seu trabalho em nossa sala de reuniões. A foto foi feita em 3 de abril de 2011.

E, bem à direita, abaixo, está a imagem de Claudio Vaz, fotógrafo do Diário e cinegrafista da RBS TV Santa Maria. Camelôs protestam. Polícia reage. Homem protege foi feita em 13 de novembro de 2006 e mostra que o protesto dos camelôs que ainda atuavam na Avenida Rio Branco foi coibido pela ação da Brigada Militar. Em frente aos policiais a cavalo, um homem aparece carregando uma criança para longe do palco de um possível confronto.


Não faça isso em sua rua

01 de julho de 2011 0


O fotógrafo Jean Pimentel, saindo de dentro de um bueiro que acabara de fotografar, de perto. Foto Luciano Rangel


Pautados pela editora-executiva, Fabiana Sparremberger, para voltarmos à Redação com uma foto de capa sobre a reportagem das mal cuidadas bocas de lobo de Santa Maria, o fotógrafo Jean Pimentel e eu nos empenhamos em encontrar o dito cujo. A missão não foi fácil, porém, creio que conseguimos dar conta do recado.

Depois de irmos até o bairro Parque Pinheiro Machado, Zona Oeste, e voltarmos com a sensação de que o dever não estava cumprido, foi pertinho da sede da empresa que o Jean avistou a fotografia que ele tinha sido pautado para fazer.

"É ali Luciano. É ali. Vocês não viram? Faz a volta", afirmava o empolgado Jean para o motorista Luciano Rangel, apontando para o local que, em poucos minutos ele iria entrar.

Sim, o Jean entrou no bueiro sujo, que mais parecia uma casa de ratos, baratas e exalando um péssimo odor, mas fez a foto que, com certeza, deve ter deixado a sensação de dever cumprido.

O resultado dessa operação do Jean para não voltar ao jornal com as ''mãos abanando'', você confere no Diário desta sexta-feira.

Lúcio Charão
Repórter

Quando a boa foto não é publicada

07 de junho de 2011 3

Os acidentes de trânsito com morte, infelizmente, são parte da pauta da qual o jornalismo não consegue escapar. Segunda-feira pela manhã, um acidente chamou ainda mais a atenção do jornalismo do Diário, por algumas peculiaridades: uma idosa estava em uma parada de ônibus quando foi atingida e morreu; o carro que acabou ocasionando a morte dela também levou uma moto, e o motociclista ficou gravemente ferido; o Santana só parou ao invadir uma casa; o motorista do carro teria tido um problema de saúde.

Ontem, quando discutíamos a capa do Diário, passamos por uma série de imagens da reportagem. No total, o fotógrafo Ronald Mendes produziu 140 cliques. A qualidade das imagens e a complexidade do acidente nos fez optar pelo uso de mais de uma imagem sobre o assunto na capa (abaixo).

Mas uma das boas fotos, que trazia importantes elementos jornalísticos, não foi usada nem na capa, nem na reportagem interna, nem no diariosm.com.br.

A imagem abaixo mostra a motocicleta envolvida no acidente e os pertences da dona Julieta bem ao lado do veículo. É possível ver a linha de crochê, os óculos e também um calçado da vítima. Mas um elemento da foto nos fez desistir dela: o corpo de Julieta ainda jazia sob um pano, na rodovia, à espera dos peritos.

Apesar da alguns jornalistas argumentarem que seria importante publicar a foto, até para impactar o leitor, chamar a atenção para tal perigo, decidi não utilizar a imagem. No Diário, temos feito esta opção: sempre que possível, não mostrar corpos.

Qual a sua opinião? A boa foto deveria ter sido publicada? Sim? Não? Por quê?



Foto Ronald Mendes



 

Diário de Fotógrafo renovado

24 de maio de 2011 0

O blog Diário de Fotógrafo está sob nova direção. E aproveito a oportunidade para apresentar a nova turma da fotografia. Depois da ida dos fotógrafos Charles Guerra para o Diário Catarinense, ano passado, e Lauro Alves para a Zero Hora, neste ano, um novo time compõe a editoria de Fotografia do Diário de Santa Maria.

De pé, Maiara, Fernando e Jean. Agachados, Ronald, Claudio e Germano. Foto: Bernardo Bortolotto, especial

Ronald Mendes, 38 anos, entrou para o mundo da fotografia vendo o irmão, Juliano Mendes, fotografar. Ronald assumiu o lugar de Juliano como fotógrafo da coluna social e, há um mês, passou a integrar o time do fotojornalismo do Diário. Juliano agora se dedica aos cliques de casamentos, formaturas e outros eventos.

Jean Pimentel, 28 anos, foi motorista da Zero Hora em Passo Fundo. Conta que viu o hoje premiado Tadeu Vilani fotografar e se encantou pela profissão. Depois de atuar como free na fotografia da ZH em Passo Fundo, foi chamado para trabalhar no Diário de Santa Maria, em março de 2010.

Germano Rorato, 28 anos, entrou para o mundo da imagem quando começou a trabalhar na Sulcolor, loja representante da Kodak, instalada no Calçadão. Ele também passou pelo jornal A Razão e pela Imagem Formaturas. E, a partir de agora, também atuará como fotógrafo da coluna social, a Conexão, e acompanhará a jornalista Maristela Moura.

Fernando Ramos e Claudio Vaz, não têm apenas a mesma idade - 50 anos -, mas uma trajetória profissional parecida. O primeiro pé no jornalismo, eles colocaram por meio da RBS TV Santa Maria, onde, há mais de 20 anos começaram como motoristas. Depois, os dois viraram cinegrafistas e, hoje, Fernando é editor de Fotografia do Diário, e Claudio é fotógrafo do Diário e cinegrafista da RBS TV.

Maiara Bersch, 20 anos, é estudante do 7º semestre de Jornalismo da Unifra. Conta que se destacou na disciplina e atuou 1 ano e meio no Núcleo de Fotografia da instituição. Há alguns dias, passou a atuar como estagiária do Diário, assistente de fotografia.

As fotos feitas na Baixada Melancólica

08 de fevereiro de 2011 0

Domingo de tarde, chega o momento de escolhermos as imagens que irão na capa da edição de segunda-feira. Entre as candidatas, há uma foto que marca bem o fim de semana, mas preocupa. A foto é a comemoração dos jogadores do Inter-SM após um gol no jogo em que a equipe finalmente ganha a primeira partida no campeonato gaúcho.

Os motivos da preocupação: a luz e a definição das imagens registradas. Esse problema é recorrente nas ocasiões em que os fotógrafos vão cobrir qualquer jogo que aconteça na Baixada Melancólica de noite. A iluminação deficiente do local é motivo de tormento para os profissionais que precisam registrar as imagens.


Resolvemos insistir na foto escolhida, pois era a imagem mais forte que tínhamos e porque retratava exatamente o que foi a emoção daquele jogo. Para tentar compensar a pouca qualidade, encaminhamos a foto para a nossa Central de Tratamento de Imagens - a CTI -, onde a especialista Lidiane Marques tentou dar uma amenizada e equilibrada nas cores.


Veja como ficou


Antes

Depois

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Esse problema já foi abordado no blog Diário de Fotógrafo. Veja aqui

Dois jogadores em um

17 de janeiro de 2011 1

Quem olhou rapidamente, como eu, viu apenas um jogador na foto que foi publicada na capa do Diário desta segunda-feira. Mas como nem tudo o que parece, é, na realidade, havia dois colorados na imagem.

E como explicar isso para o leitor? Pode parecer simples fazer uma legenda, mas elaborar o texto que explicaria a foto principal do jornal desta segunda-feira foi o que mais me deu trabalho no domingo. Até pensamos em usar outra foto para simplificar...

Mas como, aqui no Diário, não nos acomodamos nem escolhemos o caminho mais fácil (o leitor sempre merece o nosso melhor, por mais esforço que isso exija), matutamos, matutamos... e chegamos à opção publicada.

Fotos Jean Pimentel

Confira acima a imagem que saiu na capa e, abaixo, outra imagm do fotógrafo Jean Pimentel que revela a cena com mais clareza.

A pergunta, agora, é para você, leitor: se a legenda não informasse, você veria dois jogadores na foto?


Em busca de uma imagem

12 de janeiro de 2011 0

O depoimento hoje é do editor de Fotografia, Fernando Ramos. Amanhã você confere a reportagem completa sobre o assunto no Diário. Confira também o vídeo que mostra a empreitada do profissional da imagem:

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Eu e o Rogério, motorista, saímos às 15h20min de hoje  do jornal para procurar o Km 355 da BR-158, em direção a Rosário do Sul. Nesse local, aconteceu um acidente, em que morreu um jovem de 18 anos. A cidade estava com sol forte e temperatura muito alta, mas a medida em que fomos rodando, percebemos o céu escuro. Depois de andarmos 35 quilômetros, deparamos com uma forte chuva. Os veículos trafegavam com faróis ligados, e a visibilidade, limitada a poucos metros.

Localizamos o Km 355 e nenhum vestígio de acidente. Encontramos um carro parado e resolvemos perguntar, mas o motorista não sabia de nada e estava parado justamente por causa da chuva. Depois de 20 minutos rodando em um trecho de 3 quilômetros, tentando observar alguma freada, marcas de pneus... Nada. Resolvi encarar a chuva e, equipado com um guarda-chuva que estava no carro, sai do veículo. Mas o guarda-chuva não aguentou. Andei poucos passos, e o vento acabou com ele. Mesmo assim, tentei proteger a câmera e, enfim, encontrei o longo caminho que o carro acidentado percorreu antes da capotagem. Imagino que o veículo tenha saído da pista por aproximadamente 100 metros. Nem consegui chegar bem no ponto exato onde ele foi parar, pois a água da chuva já havia alagado uma pequena sanga.

Depois do banho de chuva e com os pés embarrados, voltamos, com a foto. Na cidade, o sol nos esperava. Díficil explicar o barro nos pés.

Para uma megafoto um megatrabalho

06 de janeiro de 2011 1

Produzir uma megafoto é sempre uma operação complexa. E fazer a megafoto do aulão para o vestibular de 2011 não foi diferente.

Como o aulão seria numa terça-feira após o feriado de fim do ano, isso exigiu uma mobilização para que o equipamento chegasse a tempo de registrar o evento.

Ao chegar no Clube Dores, o fotógrafo Jean Pimentel encontrou mais um obstáculo. O ambiente era escuro devido à projeção dos conteúdos da aula do Master/Riachuelo. O ambiente fechado também complicou a vida do jornalista. Por ser num campo mais fechado, o equipamento precisou realizar mais fotos para compor a imagem.

No total, foram 810 fotos que levaram sete horas para serem transmitidas para o clicRBS onde tudo foi processado em cinco horas de montagem mais nove horas para subir a imagem para o sistema.

Correndo contra o tempo, depois de muito trabalho, você confere aqui a nova megafoto do Diário.

Foto Jean Pimentel