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Posts com a tag "Francisco Dalcol"

A capa da edição de Natal

26 de dezembro de 2011 0

Quem viu a capa da edição de Natal talvez não imagine o trabalho que foi desenvolvido para chegarmos ao resultado que saiu impresso na primeira página do Diário de Santa Maria. Desde o começo, sabíamos que, por se tratar de um fim de semana natalino, o uso de um presépio seria adequado para "abraçar" os conteúdos que traríamos na edição, além da revista MIX que falaria dos principais símbolos natalinos. Enfim, faríamos uma capa temática.

Tiramos fotos de alguns presépios e começamos a testar a ideia na capa como o exemplo abaixo.

Foi quando o fotógrafo Jean Pimentel chegou com a reprodução de uma imagem que está no teto da Igreja Nossa Senhora das Dores e feita por Angelo Lazzarini. Um primeiro teste de layout satisfez os editores envolvidos, Francisco Dalcol, Fabiana Sparremberger e Paulo Chagas, respectivamente os responsáveis pela editoria de variedades (incluindo revista MIX), capa e arte.

A etapa seguinte foi a finalização da arte por Gustavo Freitas que editou a imagem, fazendo as adequações necessárias para dar um acabamento mais refinado exigido pela capa. Nesse momento, Fabiana Sparremberger sugeriu colocarmos um cartão de Natal para os leitores.

O resultado final ficou assim.

Arte nova no Zoom

17 de agosto de 2011 0

O internauta que navegar no blog do Zoom a partir de hoje irá reparar que há novidades. O espaço está com nova arte na apresentação e o perfil desenhado dos blogueiros Francisco Dalcol e Nícholas Fonseca.

A arte foi feita pelo editor de arte e online Paulo Chagas.


Francisco Dalcol e Nícholas Fonseca no traço de Paulo Chagas


A produção da capa da revista MIX sobre lixo eletrônico

15 de agosto de 2011 0

No jornalismo, independentemente da mídia, é necessário sempre nos preocuparmos em como iremos ilustrar os assuntos que iremos abordar nas reportagens. Acredito que seja melhor para o leitor compreender, e torna a apresentação do conteúdo mais rica... Mas nem sempre as coisas são fáceis ou bonitas para serem usadas nesta função.

Quando a pauta da revista MIX do último final de semana foi apresentada - Lixo Eletrônico -, além de todos as questões que a matéria deveria abordar, também foi discutida a necessidade de uma boa apresentação gráfica. Juntos, editor, repórteres e diagramador, discutimos as formas possíveis de explorar o tema. Por se tratar de uma revista, a pauta tem uma preocupação ainda mais especial, a capa.


É ela quem vai apresentar, a primeira vista, o que estará nas páginas adiante. Cabe a ela chamar a atenção do leitor, deixá-lo interessado em folhear a revista e ler a matéria. Nosso tema era o lixo eletrônico. Então, como ilustrar esta questão? Como apresentá-lo na capa de uma maneira interessante?

Como nas situações e lugares que foram visitadas para a reportagem as fotografias não conseguiam, sozinhas, sustentar tudo o que queríamos ilustrar na capa, a solução foi produzir uma foto. Mas como? De que forma? A sugestão veio do editor de Variedades, Francisco Dalcol.

A ideia original era clicarmos alguém colocando um monitor (desses de tubo, mais antigos) em uma lixeira onde já houvessem outros lixos eletrônicos. Daí veio um lembrete muito pertinente do repórter que produziu a matéria, Nícholas Fonseca: não poderíamos cair no erro comum de colocarmos nessa lixeira cenográfica apenas peças de computador obsoletas. O lixo eletrônico é muito mais do que isso, e foi o que tentamos "jogar fora" na nossa produção.


Na foto de Claudio Vaz, Fernando Ramos, Igor Müller, Fabiano Martins, Jean Pimente e Francisco Dalcol


Em uma sexta-feira ensolarada fomos eu, Francisco Dalcol e o fotógrafo Jean Pimentel iniciar a produção. O local era o pátio da sede do Grupo RBS Santa Maria. Mas nada em um jornal se faz sozinho, e a produção de uma capa não seria diferente. Sem a ajuda do motorista Fabiano Martins, que emprestou sua força física, boa vontade e até seu aparelho celular, a equipe da T.I. da RBS Santa Maria, que nos emprestou as peças de informática antigas, e o pessoal do setor administrativo da empresa, que nos emprestou as duas opções de lixeira que usamos... Enfim, esses são alguns dos nomes, mas não foram os únicos.

Quem passava por nós e aquele monte de objetos empilhados fazia algum comentário, ficava espiando a bagunça pela janela... e aos poucos juntaram-se a nós o editor de Fotografia, Fernando Ramos, e o fotógrafo do Diário e cinegrafista da RBS TV Claudio Vaz. Éramos muitos pensando junto.

Tentativas com uma e outra lixeira, com mais ou menos objetos, com uma mão descartando o lixo na lixeira, ou colocando o monitor (que era muito grande e pesado) na lata do lixo... Com mais ou menos luz - usando desde refletores emprestados da TV até um papelão pego da obra - tudo que esteve ao nosso alcance foi usado na tentativa de conseguir o melhor resultado possível.

Espero que a capa tenha sido, de fato, um convite a leitura!


Igor Müller

Diagramador

Editor na aula de Jornalismo

10 de junho de 2011 2

Teve doces e refrigerante, mas não era uma festinha. Na quinta-feira, o jornalista Francisco Dalcol bateu um papo com os alunos do primeiros semestre de Jornalismo da Unifra. A atividade fez parte da disciplina Comunicação e Estética, da professora Morgana Hamester. Veja como foi, segundo o editor do Diário 2 e da revista MIX e colunista do Zoom:

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Foto Germano Rorato/Especial


"A gente sempre fica pensando em bolar uma conversa bacana, que gere reflexão para os estudantes. Na verdade, a ficha sempre cai na hora do cara a cara: o pessoal quer mesmo é saber como rola o trabalho dentro de uma redação. Quando resolvemos falar de como é o cotidiano de um jornal, percebemos que o que a gente faz é uma verdadeira operação de guerra. Só que estamos tão acostumados com isso que só nos damos conta em situações como essas, em que somos convidados a compartilhar as experiências com os estudantes.

As grandes dúvidas deles são sempre aquelas nem tão fáceis de responder objetivamente: como se decide o que vai para as páginas do jornal? Como vocês buscam as notícias? Quando falamos de fatos, não há dúvidas: aconteceu, virou notícia. Mas isso não dá conta de tudo o que é publicado. Muitas das escolhas e opções que fazemos passam pelo crivo de uma certa subjetividade, mas uma subjetividade amparada em critérios claros e precisos, os quais tentamos desenvolver e aperfeiçoar em tempo permanente.

Para nós, jornalistas, um papo assim, com estudantes, acaba também sendo um momento de avaliação e reflexão interna. Ao mesmo tempo em que tiramos dúvidas deles, também saímos da sala de aula com muitas indagações e questionamentos, que levamos para o jornal acreditando que nos ajudarão a tentar melhorar cada vez mais o trabalho que oferecemos ao nosso leitor."

Mais um bom papo na Feira

10 de maio de 2011 0

Já virou tradição integrantes da equipe do Diário 2 darem sua contribuição à Feira do Livro de Santa Maria, mediando os debates do Livro Livre. Depois do repórter Nícholas Fonseca, foi a vez do editor do Diário 2 Francisco Dalcol, que, no domingo, mediou a conversa do músico e escritor Vitor Ramil.

Dalcol já perdeu as contas de quantas mediações fez na Feira, mas lembra especialmente de Gabriel, O Pensador e João Estrella e Guilherme Fiuza, a dupla por trás do livro Meu Nome Não é Johnny.

Mas mediar Ramil parece ter sido uma nova experiência:


Vitor Ramil e Francisco Dalcol, em bate-papo na Feira do Livro. Foto: Germano Rorato, especial


"Dos artistas que eu já havia mediado na Feira, o Vitor Ramil se mostrou o mais articulado na fala. Minha felicidade foi ter conseguido fazê-lo falar sobre a estética do frio, conceito que ele criou quando decidiu refletir sobre si mesmo e sobre sua criação. A estética do frio é uma ideia que me bate muito forte, pois acredito que a tradição deve ser cultuada, mas de forma aberta com outras culturas e com as mudanças do tempo, nesse trânsito entre o rural e o urbano."

Jornalistas na Feira do Livro

07 de maio de 2011 0

Nícholas Fonseca é nosso colega há poucos meses, mas, precisou de menos de um mês para provar que tem um texto cheio de estilo e que é colega dos bons: parceiro de todos, educado e muito simpático.

É com a experiência em entrevistas com as fontes que Nícholas Fonseca aceitou mediar o bate-papo da última quarta-feira, na programação do Livro Livre, da Feira do Livro de Santa Maria 2011.

O repórter do Diário 2 subiu ao palco para apresentar e colaborar para o "papo fluir" com o designer Indio San e o jornalista Rodrigo d'Mart, criadores da novela gráfica Um Outro Pastoreio, inspirada na lenda gaúcha O Negrinho do Pastoreio.

Nícholas Fonseca, à direita, mediou papo na Feira do Livro na última quinta-feira. Foto Jean Pimentel

Quem mediará outro bate-papo do Livro Livre, é o Editor do Diário 2, Francisco Dalcol. Neste domingo, às 19h, o jornalista vai conversar com o escritor e músico gaúcho Vitor Ramil. O bate-papo vai permear pelas obras literárias do autor, como Satolep, A Estética do Frio e Pequod, além da sua carreira musical que completa 30 anos neste ano.

É a cara do facebook

20 de dezembro de 2010 0

O depoimento de hoje é do diagramador Igor Müller. Confira:

"Como criar uma capa que fala de um dos filmes mais polêmicos deste ano e que trata de um assunto bastante controverso - o criador do facebook, ferramenta que aos poucos está se popularizando no Brasil e que no mundo é, possivelmente, a rede social que reúne o maior número de usuários?


Foi isso que fiquei pensando desde o momento que li na pauta do Diário 2 que o filme A Rede Social seria a capa. Fui deixando ela por último, porque pretendia fazer algo bem elaborado e isto, com certeza, daria um pouco de trabalho.


Quando minha colega Bruna Bulegon chegou eu já estava começando a quebrar a cabeça. Rapidamente ela começou a olhar nos arquivos virtuais do Grupo RBS em busca do que nossos colegas diagramadores de outros jornais haviam feito. Uma busca por imagens com a palavra-chave "facebook" começou a dar um norte.


Como eu (ainda) não tenho um facebook, pedi para ver o de alguns colegas. Encontrei, graças a ajuda da Bruna, algumas imagens de perfis do site no arquivo de imagens - Nica. Foi a partir dali que comecei a pensar na composição da página. Queria que o texto parecesse uma atualização de um perfil. Mas existe um negócio muito importante quando se trata de diagramação - o projeto gráfico.


Neste caso específico nosso projeto gráfico ("normas" que orientam como cada elemento das páginas devem ser para manter uma unidade visual constante ao jornal) não estava sendo muito propício para minha idéia. Por sorte, mesmo com o projeto, se valer muito a pena (mas muito mesmo), é possível flexibilizar as regras.


Mas isto não se decide sozinho. A partir do primeiro esboço de idéia, meu chefe, Paulo Chagas, começou a dar importantes pitacos e sugestões. Por vezes pegando o próprio mouse e fazendo na página, outras apenas sugerindo. Também não deixei de incomodar a Bruna, que sempre me dá boas dicas.


Começamos, então, a dar forma à capa. Mudamos a fonte do título - na intenção de ficar com aspecto semelhante à logomarca do facebook. Também alteramos o formato de ponto (informações complementares da matéria, normalmente dentro de uma caixinha) e o "Em Resumo". Tudo isto na tentativa de fazer uma alusão aos elementos comuns ao layout do facebook.


Tínhamos, então, a idéia. Mas para que tudo se tornasse viável tive que contar com a ajuda da equipe de tratamento de imagens, que ajustou a imagem original que usei como base para a construção da capa. Aí mais uma colaboração do colega Douglas Menezes que fez milagre no photoshop.


Mas desta vez a colaboração e o trabalho em equipe foi um pouco mais além. Um dos elementos da página, relativo aos amigos do nosso usuário anônimo precisava de nomes e sobrenomes. Sugeri, então, que ali constasse os personagens da trama. Paulo Chagas, editor de Arte e On-line, deu uma força ao Francisco Dalcol, editor de Variedades - porque tinha fresquinho na memória a reportagem que saiu na Rolling Stone sobre o personagem principal da história, Marck Zuckerberg - criador do facebook.


E assim fomos indo. Sugestões, opiniões, e um verdadeiro trabalho em equipe resultou na capa do Diário 2 que saiu na edição do dia 17 de dezembro. Espero que quem tenha visto, tenha gostado."

De volta aos bancos da universidade

07 de dezembro de 2010 0

Um de nossos jornalistas vai voltar para os bancos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Formado em Comunicação Social - Jornalismo pela federal, Francisco Dalcol foi aprovado no Mestrado em Artes Visuais, na linha Arte e Cultura. A boa notícia veio na sexta-feira passada. Coincidentemente, um dia antes ele havia ido à universidade atendendo a um convite. Confira no depoimento do editor do Diário 2 e da revista MIX e colunista do Zoom o que ele foi fazer lá:

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"Como jornalistas do Diário, costumamos receber muitos convites. Eu, particularmente, tenho um gosto especial quando eles vêm dos bancos universitários. É desafiante a sensação de se imaginar emparedado por estudantes de Jornalismo cheios de dúvidas, ideias e, também, críticas.

Na última quinta-feira, fui convidado pelos alunos para participar da aula de Ética e Cidadania, comandada pelo professor Alexandre Maccari.

A proposta do convite era que eu falasse sobre música e ética. Assunto amplo, que nasce na filosofia e contamina a indústria cultural.

Como estávamos em um curso de Comunicação Social, resolvi propor uma reflexão sobre a forma como o virtual questiona padrões éticos estabelecidos. Cabeça, não?

Na prática, procuramos discutir de que forma downloads ilegais de música na Internet, por meio da virtualização da música, fazem com que tenhamos atos até então considerados antiéticos. Explico: baixar músicas é proibido legalmente, mas isso não significa que as pessoas deixem de fazer - pelo contrário, o fenômeno só aumenta. Tangenciamos a questão do ato criminoso para relativizar.

O ponto de partida foi provocar os alunos para saber se, por acaso, algum deles não baixava músicas ilegalmente. E se isso não os deixava culpados, com a sensação de estar fazendo algo errado e proibido.

A conclusão foi que a tecnologia, a Internet e a virtualização da música nos levam a novas noções do que é ético ou não. Ou seja, que a ética é algo que está sempre em movimento, de acordo com as transformações históricas da sociedade."

O jeito é amaciar o entrevistado

23 de outubro de 2010 0

O depoimento de hoje é do editor Francisco Dalcol, que está na força-tarefa do Diário para as eleições 2010:

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Dentro da coberturas das eleições, estamos produzindo perfis dos deputados eleitos da região. O primeiro foi o deputado federal Paulo Pimenta (PT), entrevistado pelo colega Ramiro Guimarães. Depois, coube a mim a tarefa de retratar Valdeci Oliveira (PT), ex-prefeito de Santa Maria que se elegeu como deputado estadual.

Procuramos retratar os políticos eleitos fora do ambiente asséptico da política, levando-os para lugares que tivessem a ver com eles e onde poderiam ser mais espontâneos. Pimenta (PT), então, foi ao campo do Imembuy. E Valdeci (PT) foi convidado a fazer de ônibus de linha o trajeto do Centro até a Tancredo Neves, onde vive.

O Diário deste fim de semana traz o perfil de José Francisco Gorski (PP), o Chicão. Depois de dois mandatos com prefeito de Santiago, ele se elegeu deputado estadual. Na tentativa de fazer um retrato humano do político, fomos ao seu encontro em Santiago. A entrevista começou na casa dele e seguiu para o estádio municipal Alceu Carvalho, do Cruzeiro. Chicão é um homem de futebol. Foi jogador e se mantém até hoje na diretoria.

Foi somente no estádio que ele relaxou um pouco durante a entrevista. A gente sabe que nossa função é perguntar. E também sabe que isso é um tanto incomodativo. Para conseguir manter a entrevista em pé, restava a mim achar um jeito de amaciar o entrevistado. E a ida ao estádio funcionou: Chicão se soltou e começou a falar sobre sua vida.

Foto Jean Pimentel

Não demorou muito para eu, o fotógrafo Jean Pimentel e o motorista Rogério Perobelli percebermos que Chicão é pop em Santiago. É claro que um político como Chicão atrai cumprimentos e acenos ao dar um giro pela cidade que é seu berço eleitoral. Ainda assim, a gente não esperava pelo que aconteceria quando fomos ao ginásio municipal.

À frente, Pimentel (na carona) e Perobelli (na direção). No banco traseiro, Dalcol

Lá, cerca de 200 crianças começaram a gritar o nome de Chicão. Elas fazem parte de um projeto social que ocupa e alimenta crianças carentes fora do horário escolar.

Dali em diante, o deputado estadual eleito se sentiu mais à vontade para continuar com a entrevista - para salvação do repórter que não poderia voltar de mãos vazias. O resultado você confere na edição deste fim de semana.

É preciso entender, inclusive, de meteorologia

25 de junho de 2010 0

Francisco Dalcol é um talentoso e dedicado jornalista. Está no Diário desde o nosso começo, em junho de 2002. Chico foi contratado para ser repórter, mas tinha outra missão especial: ser o colunista jovem do jornal, assinando o Zoom. Até hoje, mantém a titularidade da coluna, mas o jornalista ganhou várias outras missões. Hoje ele tem blog, twitta e virou editor da área de cultura do jornal, tendo sob sua responsabilidade o Diário 2 e a revista MIX. Curioso, o Dalcol, como também é chamado, volta e meia faz uma reportagem. Uma mostra do bom texto e da esmerada apuração deste profissional você confere no MIX deste fim de semana. Antes, saiba de um bastidor da produção que ele contou especialmente aqui para o blog.
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"Quem lê as reportagens publicadas no jornal não deve imaginar as parcerias e o espírito de coleguismo que se estabelece nos bastidores. E isso envolve repórter e fotógrafo, mas também o motorista. Na reportagem sobre a casa onde teria nascido Júlio de Castilhos há 150 anos, que sairá no MIX deste fim de semana, eu, o fotógrafo Lauro Alves e o motorista Rogério Perobelli fomos a Júlio de Castilhos. Era a manhã chuvosa de 16 de junho e nosso destino era a cidade que leva o nome de seu filho mais ilustre.

Nossa missão era encontrar o historiador Firmino Costa e, na companhia dele, seguir até a Fazenda da Reserva, a 15 quilômetros do centro da cidade. Lá, ainda está em pé a casa em que Castilhos teria nascido. Seu Firmino é autor de um estudo que aponta isso. Depois, nossa ideia era visitar alguns lugares em Júlio de Castilhos, como a Casa de Cultura e o Museu Vila Rica. Tínhamos várias tarefas a serem feitas durante o dia. E isso precisava ser organizado.

Experiente em viagens pela região, Negão (só os pais dele o chamam de Rogério) foi quem deu a dica:
_ Tá vindo uma chuvarada aí. Melhor a gente ir na fazenda primeiro e garantir, porque depois a estrada de chão vai virar um barro.

O Lauro concordou, afinal precisava garantir suas imagens antes da chuva. E eu, sabiamente, acatei a dica da dupla sem nem conseguir imaginar um roteiro mais perfeito. E foi certeira a decisão. Depois de visitar o local, presenciar a demonstração de provas de seu Firmino e fazer entrevistas, a chuva começo a cair. Felizmente, a gente já estava entrando no carro. Sobrou a tarefa de fazer fotos do monumento da Convenção da Reserva debaixo da chuva, mas era algo não tão complicado, porque as árvores ainda serviam de cobertura para a chuva que começava.

Depois, podia chover à vontade, pois nosso itinerário não era ao ar livre. Fomos visitar a Casa de Cultura e o Museu Vila Rica, onde conhecemos algumas pessoas que trabalham com a memória de Júlio de Castilhos. Lá, seu Firmino fez questão de tirar uma foto com nossa equipe.

Passamos um dia em Júlio de Castilhos. Almoçamos por lá, conversamos com o pessoal... O último roteiro era a casa de seu Firmino, que tem uma espécie de museu em sua própria casa. Ao fim do dia, depois de tanta conversa, informações, conhecimentos e descobertas, a sensação era que a gente estava ali há um tempão. E muito disso vem da relação que a gente estabelece com o lugar e com os entrevistados e as pessoas que conhecemos. Impossível não lembrar dessa experiência para o resto da vida. É assim que as viagens e reportagens marcam para sempre a memória de repórteres, fotógrafos e motoristas."

A partir da esquerda, Francisco Dalcol, Firmino Costa, Lauro Alves e Rogério Perobelli