A revista MIX deste fim de semana chega com um tempero especial: a pimenta. O editorial mostra como preparar algumas iguarias da culinária mexicana. As receitas vem de dois dos estabelecimentos da cidade dedicados à comida do México, o restaurante La Lupita e a loja Mania de Pimenta. Para quem ainda não teve a oportunidade de experimentar, o estagiário do Diário Rômulo D'Avila, que morou três meses em Sinaloa, no México, e o subeditor Lúcio Charão, que visitou o país no ano passado, contam um pouquinho sobre a sua experiência com essa gastronomia.
Rômulo D'Avila, estagiário:
"A comida mexicana é uma das coisas que 'más me gusta' daquele país, é uma verdadeira delícia. A prova maior disso, foram os oito quilinhos que arrecadei em apenas três meses na terra da pimenta. A família com a qual eu morei era uma daquelas típicas mexicanas: pimenta do café ao jantar. No início foi complicado, afinal, eu não era acostumado a tomar café com leite, 2 colheres de açúcar e um pedaço de pimenta (daquelas bem verdinhas) no fundo da xícara. Lembro da dona Claudia, minha 'mãe emprestada', que antes de servir qualquer coisa no meu prato, dizia: "cuida-te hijo, es picoso" (ou seja, isso vai te dar uma bela dor de barriga Rômulo). Mas, aos poucos, fui acostumando, sempre que saía para jantar, ou até mesmo para minha família, eu pedia para maneirar na pimenta. Imaginem que os Brasileiros comem churrasco, mas não há como comparar, no Rio Grande do Sul se come muito mais. É mais ou menos essa a proporção de Sinaloa (Estado onde morei) e a pimenta. Era 'chile' por tudo! Nos tacos, nas quesadillas (até aí tudo bem), no amendoim, pepino, no salgadinho (tipo um fandangos, sabor 'fogo'), pimenta na borda do copo da cerveja, com coco, com manga, pimenta na goiaba, no sushi (japonês deve enfartar vendo aquilo), na melancia (chegava dar pena, toda murcha) e até no sorvete. E, coitadas das crianças, no pirulito também tinha pimenta. Ele era doce por dentro, mas envolto por uma camada de pimenta. Segundo o que os pais mexicanos falam para os 'niños', é que para tu chegar no 'doce' da vida, antes, é preciso passar pelo ardido."
Lúcio Charão, subeditor:
"Gosto de pimenta. Mas nem perto tanto como os mexicanos. Em novembro de 2011, tive a oportunidade de ir à Cidade do México e arredores para desfrutar dessa vasta e irreverente gastronomia deste povo hospitaleiro.
Foram dias maravilhosos, quentes - no literal sentido da palavra - e inesquecíveis, em meio a um turbilhão de informações sobre preparos, cuidados com a higiene e o ponto certo de servir os saborosos pratos típicos.
Tacos, burritos, tequilas, e muitas outras iguarias que prefiro não citar para não cometer a gafe de errar o nome, compuseram a visita ao México. Se puder, aconselho, visite (e prove)! Vale a pena."
É um 'ceviche'. Frutos do mar, crus, marinado com limão e vários tipos de pimenta. Foto: Rômulo D'Ávila
Uma barraquinha de rua de guloseimas. Vendiam salgadinhos, destes fandangos. Só que tu tinha a opção de abrir o saquinho, colocar creme, milho e todas aquelas variedades de pimenta. Foto: Rômulo D'Ávila
O que mais você vai encontrar na revista MIX:
STAGIONE - Andreia Fontana fala do equipamento que está sendo usado por uma clínica de Santa Maria para remover tatuagens, sobre as bolsas no estilo doctor bag e sobre as calças flare
_ ZOOM _ Carolina Carvalho conta quais são as atrações culturais em Santa Maria no fim de semana
_ CONEXÃO _ Maristela Moura mostra quem passou pela apresentação do balé Quebra Nozes, do Ballet Ivone Freire com a Orquestra Sinfônica de Santa Maria
_ CRÔNICAS _ J. Bicca Larré conta como e quando foi tido como comunista e Marcelo Canellas traz suas impressões de uma viagem ao Egito