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Posts de junho 2011

Entrevista Fá Giandoso

22 de junho de 2011 13


Cresci em uma casa repleta de tecidos, botões e lãs. Tudo em minha casa sempe foi feito por minha mãe e consertado por meu pai. Fabricar, produzir, construir sempre foram coisas muito fortes e presentes na minha casa na minha infância. Quando criança só usava roupas feitas por minha mãe ou por uma costureira muito querida. Fazia as roupas da minha Barbie e sempre usei bolsas e mochilas feitas em casa. Minha mãe sempre teve (e ainda tem) um senso criativo muito forte. Acho que isso me influenciou muito, criar, me virar, solucionar.
A vida toda eu customizei o que vestia, ou desenhava algo para minha mãe costurar. Gostava de costurar coisas em minhas camisetas. Elas eram únicas, todo mundo queria uma na escola.
Depois de anos trabalhando com música, já casada e com meu primeiro filho, eu, definitivamente, não queria mais sair de casa. Queria poder ajudar nas contas com meu trabalho sem precisar largar meu filho. Fui criada por minha mãe. Não me lembro de um dia sem ela perto de mim quando criança. Isso para mim é muito, mas é muito importante mesmo.
Então comecei a fazer as primeiras peças para vender. Meu marido levava para a escola onde trabalhava, os parentes foram comprando e bem devagar fui perdendo a insegurança de mostrar o que sabia fazer e tomando gosto de produzir para os outros. Vendi minhas primeiras peças on line no ano de 2008. Desde então tenho peças espalhadas por todo o mundo, coisa que ainda me deixa assustada.
Ainda e estranho eu pensar que, enquanto estou dormindo, tem alguém na Austrália, em Singapura, em Israel e em outros tantos lugares passeando, fazendo compras com uma bolsa minha.

Você busca inspiração, onde?
Eu sou uma pessoa totalmente emoção. Eu coloco tudo e mais um pouco de mim no meu trabalho. Ver fotos das minhas peças, meus textos é ver meu estado de espírito. Meus dias são muito comuns, saio pouco de casa, lavo louça, faço bolo de cenoura, tomo chá de laranja olhando o fim da tarde, vendo o trânsito … Gosto muito de cor e de estampa. Eu amo os tecidos que meus filhos pedem um pedacinho para brincar.Tudo é muito lúdico. Acho que de fato minha maior influência é ter minha casa cheia de brinquedos espalhados, paredes coloridas de giz de cera e a correria para pegar as crianças que nunca querem tomar banho (risos) Sou uma criança grande e meus filhos dão a cor de tudo na Farfalla Gialla.

E os materiais, você encontra onde?
Como disse saio pouco de casa. Resolvo tudo on line.Como uso em todas as peças tecidos importados, compro tudo em lojas virtuais. Mas morando em São Paulo e perto do centro, compro a outra parte dos materiais na região da 25 de Março, em lojas como Fernando Maluhy e Metrópole.

Como é a sua rotina?
Acordo muito cedo. Tomo um café da manhã demorado. Faço minhas Laudes (oração feita por toda a Igreja Católica pelas manhãs). Respondo emails, organizo minhas lojas virtuais. Costuro um pouco, finalizo as peças do dia. Cuido da casa, das crianças. Almoçamos. Costuro mais um pouco. Faço fotos e postagem.Eu e meu marido preparamos os envios do dia. Papelada alfandegária, caixas, embrulhos, bilhetinhos para os clientes. Ele leva tudo ao correio. As caixas internacionais deixamos na portaria para o courier da FedEx. Costurar mais um pouquinho. Banho das crianças.
Jantar.Brincar um pouco, colocar todos na cama. Assistir TV. Dormir.
Claro que passo o dia com um Smartphone (salvação) respondendo emails, arrumando as lojas, divulgando o trabalho. Faço muitas coisas ao mesmo tempo. Fiz um pequeno resumo. Não tenho rotina. Ter 3 filhos pequenos e um negócio em expansão é de pirar.Mas desde que meu marido largou o emprego e trabalha comigo integralmente na Farfalla Gialla, tem dado até pra fazer as refeições.(risos)

Qual peça significa/significou mais pra você?
Não tenho uma peça preferida. Amo tudo o que faço. Todas elas tem um significado importante para mim. Eu sei o sacrifício para desenhá-las com um bebê no colo, as horas na madrugada costurando, testando.Tudo no meu trabalho é muito batalhado, tem muito valor para mim.

No processo de criação de uma peça, qual a parte que mais dá trabalho,e qual a parte que mais te envolve, o que prefere?
Ter de montar um projeto, medidas, padrão eu acho um tédio. Mas é importante, para facilitar a produção.De resto, gosto de cortar, costurar, passar e ver prontinha! Gosto de tudo eu acho!

Já teve algum dia, em que não teve inspiração? O que você fez?
Muitos! Eu paro tudo e passo o dia vendo desenho deitada com meus filhos. Isso anima a mente de qualquer pessoa!

Quando está desenvolvendo uma peça, você costuma assistir tv, ouvir música ou prefere o silêncio?
Eu gosto de escutar música: Música eletrônica, R&B, Pop. Preciso escutar música que me deixe motivada, ligada!

O que te motiva a ser crafter?
Criar, fazer e ver a alegria das pessoas ao receber minha peça em casa.É muito bom uma atitude sua, pequena, um pedaço de pano, linha, enfim, algo que você fez causar reação. Isso é o bom da arte. Eu considero meu trabalho arte. E sei que isso faz toda a diferença.

Dica para iniciante
Bom eu poderia fazer perguntas para quem está começando: O que você quer com isso? Quanto vale seu trabalho? Sua hora de trabalho?
Me deixa triste ver tanta gente fazendo coisas lindas, mas não valorizam o seu trabalho. Se você quer ganhar dinheiro, pagar suas contas, dar uma vida melhor para sua família, não perca tanto tempo com redes sociais e vá produzir. Dê o preço que seu trabalho vale. Não tenha medo e nem vergonha de cobrar o quanto você pensa ser justo pelo que você faz.
Você quer viver disso ou é só para passar seu tempo? Se sua arte pode ser sua principal fonte de renda é decisão sua.
Não sinta como um favor quando alguém comprar algo seu. Se valorize, invista em você. Faça cursos, procure conhecimento. Eu fiz aulas com gente muito boa. Não tinha grana para pagar tantas aulas, mas eu as aproveitava muitíssimo. Pagar aula é investir em você, no seu futuro. Vale muito a pena.
Ouse bastante, não copie o trabalho dos outros, crie sua marca, algo que te identifique no meio da multidão de crafters. Seja organizado, ou peça ajuda a alguém, como eu fiz. Meu marido trabalha comigo hoje. Estamos juntos na Farfalla Gialla, ele é a parte organizada. (risos) Enfim, faça tudo com muito amor, paixão. Ah! E se dê limites. Quem trabalha em casa, costuma nunca parar de trabalhar.

*
Nome:
Fá Giandoso
Marca: Farfalla Gialla
Cidade: São Paulo/SP
Onde encontrar:

http://www.farfallagialla.com.br/
http://farfallagialla.tanlup.com/

*

E no jornal A Notícia de hoje, na nossa coluna Baú de Ideias, Fá Giandoso nos ensina a fazer este cesto super útil e fofo.

Cachecol de fio teia

17 de junho de 2011 1

Este cachecol é muito fofo ele parece uma rendinha, você pode fazer tricô ou crochê com ele.

Abaixo o tutorial.


Fonte: http://comofaz.net/2011/06/cachecol-de-croche-com-fio-teia/

Entrevista Elizabeth Fischer

15 de junho de 2011 10

Minha mãe sempre foi uma costureira de mão cheia. Então, cresci no meio de muito tecido, agulha, máquina de costura e adorava este universo. Cada retalhinho caído no chão se transformava numa roupa para boneca. Logo veio o tricô, também por influência da minha mãe e aos 12 anos fui para a escola com a primeira blusa de lã confeccionada por mim. Em seguida o ponto cruz, a pintura em tecido, o arraiolo, a pintura em madeira…foi quando engravidei!! Isso mesmo: uma nova e definitiva fase crafter !!! O Patchwork veio para ficar e mesmo sem saber o sexo do bebê confeccionei a primeira boneca de pano. Se fosse menino daria para a minha sobrinha. E não parei mais: bonecas, protetor de berço, toalhas, mantas, quadros. Enfim, faz quatro anos que descobri esta paixão.

Você busca inspiração, onde?
Já comprei muita revista e faço aulas quando quero aprender uma técnica nova. A internet também é uma excelente fonte de inspiração, bem como as lojas de patchwork. Temos algumas maravilhosas, impossível entrar e não sair com mil idéias.


E os materiais, você encontra onde?
Os materiais são adquiridos nas lojas de aviamentos, onde a diversidade é maior e com um custo acessível. As lojas de patchwork têm materiais mais específicos e são uma excelente alternativa para encontrar o material mais diferenciado.

Como é a sua rotina?
A rotina é bastante puxada! Sou casada com  uma pessoa maravilhosa que me dá todo o apoio e incentivo e tenho uma filha de 3 anos e 8 meses, a razão da minha vida! Além disso, sou diretora numa escola pública de Ensino Fundamental. São 22 anos de magistério (não se assustem, comecei novinha!!). Saio de casa cedo e deixo a Luiza no jardim; trabalho na escola o dia todo, busco novamente no jardim, vou pra academia com ela e volto pra casa. Preparo um lanche para a família, dou uma organizada nas coisas e quando tudo está pronto é que vou pro meu ateliê. Como tenho pouco tempo durante a semana, fico mais na parte de planejamento e elaboração das peças e a produção propriamente dita fica para o fim de semana.

Qual peça significa/significou mais pra você?
Cada uma tem a sua importância. Cada uma marca um momento… Adoro fazer peças de natal e as bonecas são a minha paixão!

No processo de criação de uma peça, qual a parte que mais dá trabalho,e qual a parte que mais te envolve, o que prefere?
Tudo vai depender da peça, mas em geral a que exige mais é o acabamento, pois em qualquer peça ele tem que ser perfeito. Adoro escolher os tecidos, ver as possibilidades de combinação, brincar com as cores!

Já teve algum dia, em que não teve inspiração? O que você fez?
Ah, é claro! E quando isso acontece não adianta insistir, o melhor mesmo é dar um tempo. Muitas vezes tentei iniciar um trabalho ou dar continuidade a outro num dia desses e o máximo que consegui foi perder o material. Então quando isso volta a acontecer paro um pouquinho, arrumo o ateliê, organizo os materiais, passo alguns tecidos e geralmente essas pequenas ações já são suficientes para recuperar a inspiração necessária para esse tipo de trabalho.

Quando está desenvolvendo uma peça, você costuma assistir tv, ouvir música ou prefere o silêncio?
Adoro TV, principalmente esses programas de entrevista, culinária ou artesanato. Uma novelinha também vai bem. O silêncio me deixa apreensiva, não consigo render nada.

O que te motiva a ser crafter?
O resultado das peças produzidas. Ver o que você fez e, principalmente ver que agrada as pessoas me motiva cada vez mais a costurar.

Dica para iniciante
Para  quem está iniciando vão algumas dicas importantes. Primeiro: nunca diga que não tem tempo, pois o tempo é a gente que faz. Tendo isso em mente, invista em aulas para que possa conhecer algumas técnicas fundamentais e adquira bons materiais. Os materiais não precisam ser caros, mas precisam de ser de boa qualidade para não comprometer o trabalho. No caso dos tecidos precisam ser 100% algodão e devem ser sempre lavados antes da confecção. O bom acabamento também é fundamental, então o cuidado precisa ser redobrado. A pesquisa é importante para que a artesã esteja por dentro das novidades. No mais, muito amor e dedicação!

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Elizabeth Fischer
Marca: Beth & Arte
Cidade: Joinville / SC
Onde encontrar: www.elo7.com.br/bethearte
www.flickr.com/photos/bethfischer

*

Nesta quarta-feira, confira no jornal A Notícia o passo a passo dessa necessaire que a Beth nos ensina:

Workshop no atelier Chria de Blumenau

13 de junho de 2011 1

No sábado dia 18 de junho/11 acontecerá no atelier da Chria em Blumenau um workshop que vai ensinar a fazer uma luminária vintage usando uma garrafa. Para participar é preciso se inscrever, então entre em contato através do email contato@chria.com.br ou pelo telefone (47) 3322-9006. O workshop vai das 9 às 12 e todo o material será fornecido. O atelier Chria fica na Alameda Rio Branco, 238, 9º andar, Blumenau/SC


Algodão Doce Festival de Artesanato

10 de junho de 2011 0

O Algodão Doce Festival de Artesanato está em sua segunda edição e tem o objetivo de reunir, nos dias 9, 10, 11 e 12 de junho de 2011, todos aqueles que pretendem promover e expandir os trabalhos manuais. Por isso, oferece aos artesãos e às lojas voltadas a esse público um espaço diferenciado onde possam divulgar e comercializar seus produtos e serviços.
Quem visitar o evento terá à sua disposição exposições e a comercialização do que há de melhor em Patchwork, Quilt, Bonecas, Scrapbook, Pintura em Madeira. Os visitantes vão conferir, ainda, mostras voltadas à arte dos trabalhos manuais.

O quê: Algodão Doce Festival de Artesanato
2° edição
Quando: 9, 10, 11 e 12 de junho
Onde: Centro Multiuso São José na Grande Florianópolis

Horários: dias 9,10 e 12 das 10h às 20h
e dia 11 das 10h às 22h

Entrada gratuita

 

http://www.festivalalgodaodoce.com.br/

II ArtesanIlha - Edição de Inverno

10 de junho de 2011 2

 

Vem aí mais uma edição do ArtesanIlha no dia 09 de Julho de 2011, em sua edição de inverno!

Um bazar descolado na ilha de São Francisco do Sul, bem no centro histórico da cidade, no salão paroquial da igreja matriz.

Dessa vez, o evento contará com 20 expositores de cidades diversas: São Francisco do Sul, Joinville, Jaraguá do Sul, Itapoá, Bombinhas e Porto Belo.

Serão expostos trabalhos manuais (crafts) diversos, tais como: Patchwork, Cerâmica, Bonecas de tecido, Fantoches, Origami, Pintura em Madeira, Moda, Acessórios, Decoração, Biscuit e Doces.

O bazar será em um único dia, onde os visitantes poderão conhecer e apreciar o artesanato catarinense, com toda a sua beleza e criatividade. Também poderão adquirir as peças com preços bacanas e diferenciados, diretamente do artesão que a produz.

Haverá contação de histórias para as crianças às 16:00 horas, então traga o seu filho(a), sobrinho(a) para curtir e aproveitar!

O espaço conta com amplo estacionamento local e lanchonete.

E a cada R$30,00 em compras, o cliente receberá um cupom para concorrer a uma cesta recheada de artigos crafts, ao final do evento!

Participe, divulgue, vamos incentivar o artesanato e a cultura do nosso Estado.

Qualquer dúvida, entrem em contato através do e-mail: ateliervanessamaurer@gmail.com

Entrevista Ana Paula Cavalari

08 de junho de 2011 10


Comecei mesmo, pra valer, na época do mestrado. Fiz faculdade de Medicina Veterinária e mestrado em nutrição de cães, na Zootecnia em Viçosa, MG. Um dia de folga, na casa da mama, inteiror de SP, ela me ensinou a pintar MDF e dei continuidade em Minas. O mestrado era bem pesado e a forma de relaxar e cuidar da auto-estima era pintando e ouvindo as pessoas dizerem que era bonito. A coisa aumentou e depois do mestrado cheguei a abrir uma loja na cidade. Fui trabalhar na área de nutrição, em empresas de ração e quando meu marido veio trablahar onde moramos, eu decidi que iria ter filho e ficaria em casa para acompanhá-lo de perto. Sempre quis fazer patchwork e logo que cheguei no Espírito Santo procurei alguém para me ensinar, pois o acesso a madeira era mais restrito. Rapidamente me apaixonei pelos tecidos e com o tempo vieram as bonecas. Finalmentei me encontrei. Amo esse mundo de bonecas e vivo a mil querendo fazer tudo que imagino.

Você busca inspiração, onde?
Minhas inspirações são bem aleatórias. Muito vem da internet, revistas nacionais e importadas e blogs. Mas também vem de coisas diárias: um tecido, uma foto de revista, uma boneca desenhada, um livro de ilustração infantil, uma imagem de texto, um poema… Acredito que fui arquivando muitas fotos e muitos desejos em meu HD mental e quando começo a buscar, a pensar, a sonhar… naturalmente essas imagens surgem… sempre estou atenta, sou muiiito curiosa. É! acreditoque minha inspiração vem da minha curiosidade incansável! hehehe

E os materiais, você encontra onde?
Bom, eu moro um pouco longe de grandes mercados e assim eu vou acumulando materiais em casa. Mas compro pela internet, faço aliança com algumas amigas que produzem coisas que me interessam, compro no mercado local e em Vitória, ES. Quando posso vou a SP e me esbaldo em feiras ou na famosa 25 de Março!!! Já trouxe coisas do exterior, peço para amigas quando vão; abuso da amazon para livros e do meu marido quando ele viaja. Mas dá para aprontar muita coisa com o comércio local!!!

Como é a sua rotina?
Tenho um filho pequeno, 3 gatas, 2 cachorras, a casa e o maridão… então… a rotina é bem apertada. Nas manhãs eu fico com o filhote e faço a casa andar. Levo o pequeno para a escola e fico com a tarde para trabalhar com minhas artes e nadar. À noite tem os afazeres maternais, mas ainda tento trabalhar um pouco na máquina de costura ou na internet enquanto o  marido também trabalha…

Qual peça significa/significou mais pra você?
Essa resposta é difícil, pois cada um tem seu significado único e me trouxe algo espcial. Mas preparar o quarto do meu filho foi muito satisfatório e nele tem uma árvore que desenhei, inspirada em um livro infantil, e mandei recortar em MDF. Pintei todinha já com barrigão e nela eu consegui colocar todos os animais de casa, o filho que estava chegando e, de quebra, a presença de uma menininha para atrair uma irmãzinha na próxima gravidez.

No processo de criação de uma peça, qual a parte que mais dá trabalho,e qual a parte que mais te envolve, o que prefere?
Quando eu paro para pensar no meu processo de criação eu ainda não tenho uma resposta fechada e única para isso. Acredito que ele começa aos poucos na parte mental. Sempre quando vou deitar imagino algumas partes do projeto, as vezds anoto, as vezes eu gravo na mente mesmo. Levo algum tempo para ir montando, mentalmente, cada parte. Hoje, pensando, parece que vou costurando mentalmente, visualizando a costura, se é possivel cada pedaço… abro fotos de detalhes que quero usar e observo bem,  se parece que vai dar certo e vou digerindo. Quando eu tenho um dia calmo para tentar concretizar, eu paro tudo e só me dedico ao projeto. Como já está bem digerido ele sai logo de primeira… a coruja foi assim…. tinha que ser, já que são mais de 150 penas… a primeira que fiz foi a que foi mostrada. Tenho duas bonecas que ainda não foram pro ar, pois não tive tempo para produzir mais e outros desenhos esperando sua hora de nascer. O que dá trabalho é corrigir, por isso eu prefiro pensar muito antes e ir criando aos poucos mentalmente para na hora ser mais fácil. Corrigir desestimula. Me envolvo em tudo, mas desenhar é meu deleite…

Já teve algum dia, em que não teve inspiração? O que você fez?
Quando a inspiração não vem, eu sento e fico vendo as revistas, os livros, meu recortes e todos os milhares de aquivos que tenho no computador. Parece que vai dando um comichão de fazer algo e aí você vai pegando pedacinho de um, detalhe de outro e vai modificando como você gosta. Ou eu saio e vou fofocar com amigas… hehehehehe… ah, venho para a internet e passeio por blogs e flickrs só me deleitando com tudo…

Quando está desenvolvendo uma peça, você costuma assistir tv, ouvir música ou prefere o silêncio?
Para produzir uma peça nova eu procuro ficar sozinha e sem interrupções normais, então combino com meu marido para que eles saiam para passear. Eu fico sozinha, sem horário para nada. Às vezes rola música nas alturas (Enya, Oswaldo Montenegro, Paula Fernandes, Capital Inicial, Legião, etc… sou bem eclética nessa área) ou rola mesmo é um silêncio profundo. Quando rola música é o mesmo CD várias vezes… tadinho dos vizinhos…

O que te motiva a ser crafter?
Eu amo fazer o que faço! Amo estar em casa, amo cores, tecidos, criação, produção, a divulgação e os encontros com clientes e com amigas desse mundo crafter. Outra coisa muito especial em ser crafter, é poder contaminar outras pessoas e ver que esse bichinho pode salvar auto-estimas de forma calma e ponto a ponto.  

Dica para um iniciante:
Humildade! curiosidade!!! faça um pouco de tudo e descubra o que mais gosta de fazer e então foque!!  FOCO!! Faça essa coisa que mais gostou muitas vezes, cada vez melhor e com mais comprometimento. Não use esse mundo só pelo dinheiro que ele possa trazer, mas descubra o prazer de produzir, de cirar, de trocar idéias. Ah, seja generosa! não tenha medo de ser generosa, amiga, fiel… em todo lugar e em toda profissão é necessário caráter e atitudes boas para termos mundo que sonhamos. Veja a beleza de suas peças e traga essa beleza para dentro de si, ela sairá multiplicada em inspiração e energia de criação!!! Eu adoro dizer o seguinte: DIVIRTA-SE!!!!!!! FAÇA COM AMOR!!! SEJA FELIZ!!!!

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Nome: Ana Paula Cavalari
Marca: Ap. Cavalari
Onde encontrar: www.apcavalari.com

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No jornal A Notícia desta quarta-feira, Ana Paula nos ensina como fazer etiquetas para personalizar seus trabalhos!

 

Entrevista Carol Grilo

01 de junho de 2011 5

A FofysFactory começou sem querer. Sou arquiteta e sempre gostei de desenhar. Um dia, achei alguns feltros antigos guardados na casa da minha mãe e fiz umas ilustrações com esse material.
Gostei tanto desse tecido que logo surgiram outras ideias. Aí, chamei minha mãe, que sempre costurou muito bem, para desenvolvermos nosso primeiro produto, a Classic Felt Bag.
Fotografei e postei em um site de compartilhamento de fotos, sem a pretensão de vendê-lo, mas logo surgiram pedidos e assim, a FofysFactory surgiu.
Ainda hoje a FofysFactory é uma parceria entre mãe e filha.

Você busca inspiração, onde?
De tudo que vejo por aí! Adoro folhear revistas como Martha Stewart Living e Marie Claire Idées. Mas minha inspiração vem de tudo que me cerca: filmes a que assisto, músicas que escuto, moda.
Adoro fuçar site bonitos na internet!

E os materiais, você encontra onde?
Adoro encontrar tecidos com estampas diferentes. Por isso, sempre que viajo para alguma outra cidade, vou atrás de lojas de tecidos. Em cidades do interior ainda existem lojas que têm material antigo, com estampas que não se encontram mais e, às vezes, por um preço bem baixo.

Como é a sua rotina?
O ateliê da FofysFactory fica na casa da minha mãe. Três vezes na semana trabalho lá e nos outros dois dias trabalho em casa, no meu craftroom.
Muitas vezes tenho que trabalhar nos finais de semana e feriados, mas quando se faz o que se gosta, o trabalho vira diversão.

Qual peça significa/significou mais pra você?
Acho que tenho um carinho especial pela Classic Felt Bag, que foi o primeiro produto que criamos. Tenho o mesmo sentimento pelos apliques de bonecas, que são uma ilustração minha que passei para o feltro e fazem muito sucesso como pins.
Também gosto muito do nosso porta-maquiagem, que foi desenvolvido a pedido de uma cliente e é muito encomendado até hoje.

No processo de criação de uma peça, qual a parte que mais dá trabalho,e qual a parte que mais te envolve, o que prefere?
A parte que dá mais trabalho é a criação da peça e o desenvolvimento do molde. Assim como fazer o protótipo. Muitas vezes o primeiro não dá muito certo e temos que refazê-lo. Adoro combinar tecidos e detalhes, como os botões e as aplicações em feltro. No final, somos tão “afiadas” com quem faz o quê aqui na FofysFactory, que tudo flui muito bem. Gostamos muito do que fazemos e temos um retorno das pessoas que admiram nosso trabalho. Isso é muito legal!

Já teve algum dia, em que não teve inspiração? O que você fez?
Isso pode acontecer. Mas acho que inspiração e criatividade é trabalho! Tem que estar descansada, ter um espaço organizado e legal para trabalhar.
Às vezes sei que tenho que parar tudo, colocar ordem no meu craft room para recomeçar com mais leveza.
A criação vem de muito esforço e força de vontade. São qualidades que devem sempre ser cultivadas.

Quando está desenvolvendo uma peça, você costuma assistir tv, ouvir música ou prefere o silêncio?
Adoro ouvir música e ver seriados que adoro como Gossip Girl e Vampire Diaries.
Se não estou perto do computador, levo meu iPad para tocar minhas músicas ou assistir clipes enquanto trabalho.

O que te motiva a ser crafter?
Desde a infância escolhi a arquitetura para minha profissão. Sempre desenhei, criava projetos de casas, etc.
Me formei em arquitetura e, sem querer, acabei virando crafter.
Hoje, entendo melhor que nasci para criar coisas. Sempre estou atenta aos detalhes das coisas, às cores, a um bom design. Um bom projeto me faz feliz.
Por outro lado, me inspirei muito em ver minha mãe costurando desde a minha infância. Sempre a ajudei em suas empreitadas e sempre estive atualizada com o vocabulário da costura.

Dica para iniciante
Antes de tudo, muita disciplina e organização. Para ser um bom crafter é preciso cumprir os prazos, ser cordial com os clientes e ser muito original e criativo.
Tem que estar disposto a trabalhar muito! :)

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Carol Grilo e sua mãe Gabriela Salomon
Marca: FofysFactory
www.fofysfactory.com.br
contato@fofysfactory.com.br
www.twitter.com/fofysfactory
www.facebook.com/fofysfactory
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Acompanhe hoje, na coluna Baú de Ideias, do jornal A Notícia, o passo a passo do broche que a Carol nos ensina a fazer.