Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts de janeiro 2012

Entrevista com Danniella Fagundes Ribeiro

25 de janeiro de 2012 2


Como você começou?
Comecei em 2009, por acaso, quando procurava por caixas personalizadas com fotos e artistas e bandas de rock dos anos 60/70. Nunca achava o que eu queria, então comecei a procurar maneiras de eu mesma fazer. Frequentei uma aula de decoupage com guardanapo e aprendi o básico para a preparação das caixas. Depois, conversando com uma amiga, descobri como colocar fotos e comecei a fazer peças para mim e depois, para os amigos. Comecei a postar na internet e apareceram várias pessoas querendo. Vi que “levava jeito” para a coisa e resolvi partir para uma antiga paixão: cadernos, papelaria.
Frequentei um mês de curso de encadernação e o resto, fui descobrindo sozinha ou trocando idéias com colegas.

 

De onde vem a inspiração?
De todas as coisas que me interessam ou chamam minha atenção: flores, bichos, natureza, cores, moda, ilustrações, tatuagens, dias bonitos, jardins encantadores, contos de fadas… eu crio para os outros as coisas que eu sonho e que eu gostaria de usar.

 

Você encontra com facilidade os materiais? Onde encontra? São da cidade ou compra online?
Os materiais mais básicos, como papelão, pape, tecidos e aviamentos, sim. Algumas ferramentas e também materiais mais exclusivos, como papéis especiais, tecidos com estampas diferentes, não. Poderia dizer que compro 70% do meu material em lojas aqui do Rio e 30%, online.

 

Como é a sua rotina?
É louca! Trabalho sozinha e trabalhar em casa não é fácil, pois as rotinas acabam se misturando, por mais que você tente separar. Nos meses de novembro e dezembro, é comum iniciar o trabalho por volta de 6:30/7:00 e ir até 2 da manhã.
Nos períodos “normais”, começo o dia fazendo todo o trabalho no computador (e-mails, manutenção da loja, postagem de fotos, atualizações nas redes sociais etc) e no decorrer do dia, vou executando os trabalhos de maneira a fazer primeiro o mais pesado ou o que exige ficar mais tempo em pé, deixando as atividades mais leves para depois.
Costumo ir ao Correio dia sim, dia não e tirar um único dia para fazer todas as compras necessárias.

 

 

Tem alguma peça que significa ou significou mais pra vc?
Todas as peças tem muita importância para mim. Eu realmente as crio e executo como se estivesse fazendo para meu uso ou para alguém querido. O resultado disso é o retorno muito positivo por parte dos clientes, com a grande maioria voltando a comprar e indicando para os amigos. Muito desses clientes acabam se tornando meus amigos.
Mas confesso que, depois da partida da minha filha, há pouco mais de 5 meses, todo o meu trabalho ganhou uma importância ainda maior, pois, além de me ajudar quando estava aqui na Terra, ela acreditava muito na Malagueta e admirava esse meu talento, sentia muito orgulho. Eu quase desisti, fiquei 1 mês sem conseguir fazer nada, mas resolvi voltar, em memória ela e também para me ajudar a superar.

 

Na criação de uma peça, o que dá mais trabalho/e qual te envolve mais. Você tem preferência por algum passo?
Acho que posso confessar que odeio cortar papelão e lixar as caixas de madeira. Definitivamente, é a parte chata do trabalho, mas é necessário.
O que me envolve mais e o que mais gosto: a criação, combinar os tecidos, a cor do elástico, das fitas. E montar a capa ou a caixa, quando vejo que o que imaginei funcionou direitinho e ficou lindo.

 

Já aconteceu de não ter inspiração? O que vc fez?
Já! Com certeza!
Quando falta a inspiração, corro para revistas e blogs de moda e decoração. São preciosos na hora de pensar em tendências de cores, estampas e combinações dessas duas coisas.

 

No processo de criação (produção) prefere ficar em silêncio, assistir ou ouvir música?
Ouvir música, sempre.

 

O que te motiva a ser crafter?
A possibilidade levar para as pessoas um pouco de alegria junto com a exclusividade e o carinho com que aquela peça foi feita. A maior parte dos meus clientes, compra quando quer presentear a si mesmo ou a alguém, de maneira especial. As pessoas me contam isso e é muito gratificante participar desses momentos felizes.

 

Mensagem para quem esta começando
Não entre nesse mundo se o objetivo é obter ganhos altos e rápidos. Nesse ramo, não dá para abrir o negócio e depois se apaixonar por ele. Desde o início, você tem que ser completamente apaixonado por aquilo que faz, para poder fazer muito bem. É isso que vai fazer com que as pessoas desejem ter o que você produz, para só então se tornar o seu negócio. Você tem que querer muito mais do que dinheiro se quiser fazer um trabalho artesanal. E persista, persista e persista mais um pouco.

 

Nome completo: Danniella Fagundes Ribeiro
Cidade: Rio de Janeiro
Onde encontrar: malaguetacraft.com, com acesso à loja, ao blog, ao Flickr, Facebook e Twitter

Entrevista com Thiara Ney

18 de janeiro de 2012 0

 

Como você começou?

Formada em Jornalismo e especializada em Comunicação Corporativa, tenho amor por design e festas desde pequena, quando participava das criações de minha mãe para as festas da família. Em minhas experiências profissionais sempre busquei aliar minha formação às minhas áreas de interesse pessoal, estando continuamentente envolvida com criação, diagramação e eventos corporativos.

O nascimento da Tuty concretizou  o sonho de aliar o amor por festas e pela criação ao meu conhecimento técnico em comunicar, integrando ainda a essas experiências a administração e o funcionamento de uma empresa no dia a dia.

O trabalho com festas começou em janeiro de 2011, quando lançamos o primeiro kit de Festa Padrão para ser vendido em nosso site. De janeiro de 2009 a abril de 2011 a Tuty oferecia também a seus clientes acessórios femininos confeccionados em tecido, categoria essa que foi o foco da empresa em 2010, quando chegamos a ter um quiosque no Shopping Center Penha. A partir de maio de 2011 todas as peças em tecido foram retiradas do portfólio da empresa, fortalecendo seu foco em kits digitais para festas.

 

De onde vem a inspiração?

Principalmente das festas de família feitas antigamente. Tenho inúmeras fotos de meus aniversários de criança, em que minha màe produzia todos os detalhes, e adoro tirar ideias de lá. Sempre que estou com um pedaço de papel na mão já penso em como vai ficar bacana transformá-lo nisso ou naquilo para decorar uma mesa de festa.

 

Você encontra com facilidade os materiais?
Onde encontra? São da cidade ou compra online?

Compro bastante coisa online e algumas coisas na 25. Aqui na Tuty usamos muito material importado também, que vem dos Estados Unidos, principalmente.

 

Como é a sua rotina?

Como a Tuty ainda funciona em home office, minha rotina começa já trabalhando. Às 9h as funcionárias da empresa (temos duas que trabalham internamente) chegam, e normalmente já estou trabalhando. Passo a maior parte do dia respondendo emails dos clientes e futuros clientes, tanto tirando dúvidas quanto enviando material para aprovação. Tudo isso vai até umas 19h, 20h, todos os dias. Aí me dedico à casa, faço a janta, vou ao mercado, à academia, essas coisas comuns do dia-a-dia.

 

Tem alguma peça que significa ou significou mais pra vc?

Tem sim. O kit festa rosa e marrom é meu xodó, pois foi o primeiro a ser vendido no site, e é sucesso total. Todos os dias recebo emails de clientes querendo adquiri-lo ou simplesmente dizendo que amaram.

 


Na criação de uma peça, o que dá mais trabalho/e qual te envolve mais. Você tem preferêcia por algum passo?

Conciliar o que podemos fazer com o que a cliente está esperando é a parte mais trabalhosa. São pequenos detalhes que fazem a diferença, e estar atenta a exatamente o que ela pediu é o que define um bom resultado. Minha parte preferida é montar as festas impressas. Hoje faço pouco essa parte, mas quando faço adoro levar os acessórios para o sofá e espalhar tudo por lá.

Também gosto muito de fotografar para os posts do blog. Saber que milhares de pessoas vão ver e utilizar aquele material de alguma maneira é muito gratificante.

 

Já aconteceu de não ter inspiração? O que vc fez?

Graças a Deus não. É tanta produção todos os dias que a cabeça não pode parar.

 

No processo de criação (produção) prefere ficar em silêncio, assistir ou ouvir música?

Tem hora para os três. Quando respondo emails gosto do silêncio, principalmente quand tenho que pensar muito para desenvolver. Já para desenhar ou criar as peças das festas, nào me importo de fazer com música ou assistindo a novela. Acho bom para dar uma descontraída.

 

O que te motiva a ser crafter?

Gosto muito de criar, de ver as coisas tomando forma. Me divirto preparando as festas da família, porque são os momentos que mais posso ousar, testar, fazer experiências. Essa é a essência e a parte qu mais gosto.

 

Mensagem para quem esta começando:

Preocupe-se muito com a qualidade de seu trabalho. Afinal, uma propaganda negativa causa muito mais efeito do que mil propagandas positivas. Tenha um rigoroso controle da qualidade, para que o cliente perceba que você se dedicou 100% àquela produção. Além disso, tenha um planejamento consistente de seu negócio. Saiba exatamente o quanto custa a você o seu trabalho, para saber cobrar por ele corretamente.

 

Nome completo:  Thiara Ney

Cidade:  São Paulo / SP

Onde encontrar:  http://www.tuty.com.br

 

 

E não perca na edição impressa, o lindo passo a passo que a nossa querida Thiara estará ensinando.

Entrevista com Karollynne Pereira

11 de janeiro de 2012 7

Olá meninas, desculpem minha ausência por aqui.

Assim que voltei de licença muitas coisas aconteceram por aqui, troquei de horário aqui no jornal, a rotina mudou completamente, tudo mais cobrado e com um ritmo louco.

Ai como a Heloísa estava se adaptando na escolinha, lógico que muitas gripes, febres e afins apareceram.

E óbvio que tenho vida, tenho casa, tenho o meu artesanato, e muito mais. Não estava me sobrando tempo. Não que agora sobre, pq adoraria que o dia tivesse 72hs. Precisava colocar algumas encomendas em dia e ter mais tempo para produzir tudo o que estou orgazinando para o aniversário da minha bebê que acontecerá daqui a 2 semanas. Então meninas, não se assuntem se eu continuar sumida. assim que acabar tudo mostro pra vcs e prometo atualizar com mais frequencia. Mas bem chega de blá, blá. e vamos ao que nos interessa.

Recebi alguns e-mails me perguntando, pedindo para eu voltasse com as entrevistas. Confesso que uma das coisas que mais gosto, porém as que mais me toma tempo e a mais difícil para realizar. Mas entrei em contato com algumas artesãs e na medida que as entrevistas voltarem respondida estarei atualizando o blog e publicando passo a passo na coluna impressa.


*****


E para começar 2012 super bem. Começo com uma entrevista pra lá de legal, peças fofas e com muito estilo. Quero que vocês conheçam a história da Karollyne Pereira.


Como vc começou?
Sempre gostei de artesanato…lembro que quando era adolescente adorava ver os programas que ensinavam alguma técnica. Já fiz telas, porta retratos, cadernos e caixas usando recortes de revista, vasos de garrafa pet, cartões de natal… de tudo um pouco.
Em 2005 fiz um cursinho de pintura em madeira, aprendi diversas técnicas, fiz algumas peças, mas logo parei. Com o início da faculdade a rotina acabou ficando corrida e deixei a pintura de lado, mas não perdi o interesse pelo artesanato. Um dia, na faculdade, vi uma amiga
(Marina) fazendo uma florzinha de fuxico e pedi pra que ela me ensinasse. Acho que ali encontrei algo com o que realmente me identifiquei. As diversas possibilidades que o tecido proporciona me encantaram e eu fui querendo aprender cada vez mais, até conhecer também o feltro e me apaixonar de vez!

De onde vem a inspiração?
A internet com certeza é uma fonte de inspiração muito grande, é um lugar onde se encontra de tudo. Gosto também de revistas de artesanato, que trazem muitos projetos bacanas, Mas, acredito que a maior inspiração vem das pessoas. Quando crio uma peça pra dar de presente, por exemplo, penso no que a pessoa gosta, em algo que seja significativo pra ela. Ou quando alguém chega com alguma ideia de algo que ainda não fiz, dá muita vontade de colocar as mãozinhas para trabalhar.

 

Você encontra com facilidade os materiais? Onde encontra? São da cidade ou compra online?
Encontro os materiais em Joinville sim. Tecidos Avenida, Fio de Linha e Promacal são minhas lojas preferidas para comprar os tecidinhos e feltros. Acho que temos boas lojas e armarinhos que tem uma diversidade grande de produtos. É interessante sempre dar uma pesquisada para conseguir um bom preço.

 

 

Como é a sua rotina?
Não tenho uma rotina estabelecida. Até ano passado me dedicava quase que integralmente para a faculdade e fazia o artesanato no tempo que sobrava, geralmente nos finais de semana. Como trabalho fora, não consigo ter uma rotina certa com os meus paninhos. Esse ano pretendo separar uma parte do meu dia para me dedicar às encomendas e aos novos projetos.

 

 

Tem alguma peça que significa ou significou mais pra vc?
Todas as peças têm um significado especial, porque cada uma delas é feita com carinho. Mas os presentinhos que faço para os amigos são os que mais me marcam, porque procuro criar ali algo que tenha sentido especial para aquela pessoa. As almofadinhas dos Beatles são um exemplo. Um projeto que eu não sabia se daria certo, cheio de detalhes, feito com muito carinho para uma amiga que é super fã da banda.

 

 

Na criação de uma peça, o que dá mais trabalho/e qual te envolve mais. Você tem preferência por algum passo?
Acho que o que dá mais trabalho é quando preciso desenhar o molde, já que não sou uma expert no desenho… rabisco várias vezes até chegar no que quero. A parte que mais me envolve são os detalhes, às vezes perco um bom tempo pensando no que ou de que forma colocar algo na peça.

 

 

Já aconteceu de não ter inspiração? O que vc fez?
Já sim, algumas vezes. Principalmente quando a correria do dia a dia está muito grande.  Mas é só dar uma parada, ver TV, ouvir música, conversar com alguém que a inspiração logo volta.

 

 

No processo de criação (produção) prefere ficar em silêncio, assistir ou ouvir música?
Gosto sempre de um barulhinho, a TV está sempre ligada, mesmo que eu não me atente ao que está passando.

 

O que te motiva a ser crafter?
O que me motiva é ver um projeto feito com tanto carinho sendo finalizado e bem aceito pelas pessoas. Acredito que em cada peça que eu produzo tem um pouco de mim, um pouco do amor que sinto pelo que faço, e poder distribuir isso para as pessoas através das minhas peças, é gratificante. Fazer parte da história de alguém através das minhas costurinhas, ver o sorriso no rosto de quem recebe uma peça é o que me faz ter vontade de seguir em frente e criar cada vez mais.

 

Mensagem para quem esta começando
Procure algo com o que se identifique. Existem diversas técnicas de artesanato, encontre aquela que mais te inspira. Esteja atenta ao que as pessoas tem a lhe ensinar, cada dica faz com que você se aperfeiçoe mais. Dedique-se, tente, teste, erre, teste novamente, acerte, tenha amor pelo que faz.

 

Nome completo: Karollynne Pereira
Cidade: Joinville/SC
Blog: http://karolesartesanato.blogspot.com
E-mail: karoles.artesanato@gmail.com
Flickr: http://www.flickr.com/photos/karolesartesanato/


 

*****

 

E não percam na edição impressa do Jornal A Notícia, no caderno morar o
lindo passo a passo do porta recado cupcake, ensinado pela artesã Karollynne.