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Posts na categoria "Artesanato"

Garagem Craft neste final de semana

03 de maio de 2012 1

Entrevista Carol Grilo

01 de junho de 2011 5

A FofysFactory começou sem querer. Sou arquiteta e sempre gostei de desenhar. Um dia, achei alguns feltros antigos guardados na casa da minha mãe e fiz umas ilustrações com esse material.
Gostei tanto desse tecido que logo surgiram outras ideias. Aí, chamei minha mãe, que sempre costurou muito bem, para desenvolvermos nosso primeiro produto, a Classic Felt Bag.
Fotografei e postei em um site de compartilhamento de fotos, sem a pretensão de vendê-lo, mas logo surgiram pedidos e assim, a FofysFactory surgiu.
Ainda hoje a FofysFactory é uma parceria entre mãe e filha.

Você busca inspiração, onde?
De tudo que vejo por aí! Adoro folhear revistas como Martha Stewart Living e Marie Claire Idées. Mas minha inspiração vem de tudo que me cerca: filmes a que assisto, músicas que escuto, moda.
Adoro fuçar site bonitos na internet!

E os materiais, você encontra onde?
Adoro encontrar tecidos com estampas diferentes. Por isso, sempre que viajo para alguma outra cidade, vou atrás de lojas de tecidos. Em cidades do interior ainda existem lojas que têm material antigo, com estampas que não se encontram mais e, às vezes, por um preço bem baixo.

Como é a sua rotina?
O ateliê da FofysFactory fica na casa da minha mãe. Três vezes na semana trabalho lá e nos outros dois dias trabalho em casa, no meu craftroom.
Muitas vezes tenho que trabalhar nos finais de semana e feriados, mas quando se faz o que se gosta, o trabalho vira diversão.

Qual peça significa/significou mais pra você?
Acho que tenho um carinho especial pela Classic Felt Bag, que foi o primeiro produto que criamos. Tenho o mesmo sentimento pelos apliques de bonecas, que são uma ilustração minha que passei para o feltro e fazem muito sucesso como pins.
Também gosto muito do nosso porta-maquiagem, que foi desenvolvido a pedido de uma cliente e é muito encomendado até hoje.

No processo de criação de uma peça, qual a parte que mais dá trabalho,e qual a parte que mais te envolve, o que prefere?
A parte que dá mais trabalho é a criação da peça e o desenvolvimento do molde. Assim como fazer o protótipo. Muitas vezes o primeiro não dá muito certo e temos que refazê-lo. Adoro combinar tecidos e detalhes, como os botões e as aplicações em feltro. No final, somos tão "afiadas" com quem faz o quê aqui na FofysFactory, que tudo flui muito bem. Gostamos muito do que fazemos e temos um retorno das pessoas que admiram nosso trabalho. Isso é muito legal!

Já teve algum dia, em que não teve inspiração? O que você fez?
Isso pode acontecer. Mas acho que inspiração e criatividade é trabalho! Tem que estar descansada, ter um espaço organizado e legal para trabalhar.
Às vezes sei que tenho que parar tudo, colocar ordem no meu craft room para recomeçar com mais leveza.
A criação vem de muito esforço e força de vontade. São qualidades que devem sempre ser cultivadas.

Quando está desenvolvendo uma peça, você costuma assistir tv, ouvir música ou prefere o silêncio?
Adoro ouvir música e ver seriados que adoro como Gossip Girl e Vampire Diaries.
Se não estou perto do computador, levo meu iPad para tocar minhas músicas ou assistir clipes enquanto trabalho.

O que te motiva a ser crafter?
Desde a infância escolhi a arquitetura para minha profissão. Sempre desenhei, criava projetos de casas, etc.
Me formei em arquitetura e, sem querer, acabei virando crafter.
Hoje, entendo melhor que nasci para criar coisas. Sempre estou atenta aos detalhes das coisas, às cores, a um bom design. Um bom projeto me faz feliz.
Por outro lado, me inspirei muito em ver minha mãe costurando desde a minha infância. Sempre a ajudei em suas empreitadas e sempre estive atualizada com o vocabulário da costura.

Dica para iniciante
Antes de tudo, muita disciplina e organização. Para ser um bom crafter é preciso cumprir os prazos, ser cordial com os clientes e ser muito original e criativo.
Tem que estar disposto a trabalhar muito! :)

*
Carol Grilo e sua mãe Gabriela Salomon
Marca: FofysFactory
www.fofysfactory.com.br
contato@fofysfactory.com.br
www.twitter.com/fofysfactory
www.facebook.com/fofysfactory
*

Acompanhe hoje, na coluna Baú de Ideias, do jornal A Notícia, o passo a passo do broche que a Carol nos ensina a fazer.


Entrevista Bia Leira

06 de abril de 2011 6

Sempre fiz algum tipo de artesanato em várias fases da minha vida...
Quando tinha 9 anos vivia fazendo pulseirinhas de correntinha de crochê com miçangas e distribuía entre as amigas da escola, era um sucesso!
Depois com 11 anos descobri o ponto cruz, fiz muito, logo aprendi biscuit, depois bijouterias e um dia pesquisando lembrancinhas de maternidade na internet cheguei ao feltro, precisava fazer aquilo.
Comecei com o feltro em 2007, quando estava grávida e precisei ficar longos meses de repouso, me identifiquei muito com a arte e não parei mais.


Você busca inspiração, onde?
Muita coisa me inspira, muita gente bacana, minha maior inspiração vem da internet, em blogs, sites americanos, revistas...
Minhas últimas inspirações vêm das próprias clientes que vão me dizendo o que sonha para o quartinho, enxoval do bebê e eu vou tentando colocar em prática, tem dado certo.

E os materiais, você encontra onde?
Como moro no interior não tenho muita opçãoe aí vou para a capital buscar material. Compro em lojas de artesanato, armarinhos e lojas de tecido.

Como é a sua rotina?
Trabalho todos os dias da semana, dependendo da quantidade trabalho sábado e domingo também.
Minha rotina é bem dividida pois tenho duas filhas, uma de 9 anos que estuda na parte da manhã e outra de 3 anos que estuda na parte da tarde, então pela manhã não faço artesanato, respondo e-mails, pesquiso, monto moldes, só começo a costurar quando a Ana Beatriz de 3 anos vai para a escola, trabalho mais na parte da tarde, dou um intervalo e volto à noite, às vezes na madrugada!

Qual peça significa/significou mais pra você?
Ah, sem dúvida foi uma estrelinha de feltro (na foto abaixo), essa significa muito para mim, a primeira que fiz, fiquei muito feliz em fazê-la pois nunca havia costurado nada, me deu muito trabalho, achei que não fosse conseguir, não havia moldes e nem passo a passo e ela saiu, até hoje tenho essa estrelinha guardada pois a partir dela foi que tudo começou, vi que era capaz!
Outra peça que significou muito para mim e foi uma das primeiras foi um bonequinho carequinha com uma ovelhinha no pé, que foi de presente para uma amiga que perdeu o filho de 5 anos com câncer, essa peça foi feita com muita emoção e representa muito para mim, tem uma linda história apesar do sofrimento.

No processo de criação de uma peça, qual a parte que mais dá trabalho, e qual a parte que mais te envolve, o que prefere?
A parte mais trabalhosa para mim é a criação e a embalagem, fazer moldes, passar tudo para o papel, me organizar. A parte que mais me envolve é a execução, costurar, fazer as expressões, bordar... prefiro executar, ver a “coisa” pronta! (risos)

Já teve algum dia, em que não teve inspiração? O que você fez?
Muuuitos, principalmente quando tenho muitas pessoas por perto conversando comigo, crianças...
O que faço: converso tudo o que tenho para conversar, faço outra coisa, dou uma volta na internet, respiro fundo, espero tudo se acalmar, me concentro e volto meu pensamento para o que quero fazer, às vezes não sai nada e aí deixo para o dia seguinte.
Gosto muito de trabalhar sozinha, só funciono assim! (rsrsr)

Quando está desenvolvendo uma peça, você costuma assistir tv, ouvir música ou prefere o silêncio?
No desenvolvimento, silêncio sempre.  
Depois relaxo na execução, ou seja, quando estou costurando, gosto de música, me faz muito bem!

O que te motiva a ser crafter?
Sem dúvida, o e-mail de retorno da cliente mostrando satisfação, isso para mim é essencial, sempre que envio uma encomenda fico na ansiedade desse e-mail.

Dica para iniciante
Primeiramente escolher o que realmente gosta, o que se identifica de verdade, ter muita paciência e não desistir.
Não compre um montão de material de início (experiência própria quando aprendi biscuit), vai comprando um pedacinho de feltro aqui, outro ali, treine bastante com o que tem em casa e só encare uma encomenda quando estiver segura.
Aprendi que se aprende errando, ninguém nasce sabendo e você só vai aprender fazendo, desfazendo, se espetando com agulhas, se queimando com cola quente, gastando um monte de material, isso é normal.
Não desistir nunca e fazer tudo com muito capricho, colocar realmente AMOR no que esta fazendo!
Se esse é o seu sonho ele pode se tornar realidade!

*
Bia Leira
Marca: Feltronia
Cidade: Paty do Alfere/RJ
Onde encontrar:
Flickr: www.flickr.com/artesdabia
Blog em construção: www.feltronia.blogspot.com
Encomendas pelo e-mail: feltronia@gmail.com

*

Não perca na coluna impressa do blog Baú de Ideias, no jornal A Notícia desta quarta-feira, o passo a passo deste fofíssimo chaveiro que a Bia nos ensinou a fazer!


E os moldes das partes da elefantinha aqui:

Artesanato na bicicleta

05 de abril de 2011 2


Quando vi isso pensei: tenho que mostrar para minhas leitoras! Adorei a ideia e você?



Isto que parece apenas um enfeite para a bicicleta tem nome e utilidade: se chama Dress Guard e tem como utilidade impedir que o vestido ou casaco engate na roda traseira, evitando assim, acidentes com você e com sua roupa.
O acessório de crochê é da Simeli.

Via: Babel das Artes

Dia do Artesão

20 de março de 2011 1

Uma singela homenagem do Baú de Ideias para todos artesãos e artesãs que fazem do Brasil um país cheio de cultura e inspiração e que contribuem sempre com o conteúdo deste blog.

Chaveirinho de Coelho!

11 de março de 2011 11

A querida Andrea Malheiros (Atelier Eu & Você), nos enviou este super passo a passo de coelhinhos muito fofos. Eles podem ser utilizados para decorar ou até mesmo para presentear como um chaveiro.
Gostaram?Vamos aprender a fazer então!

Material:

30cm de tecido estampado Estilotex
30cm de feltro Estilotex
30cm de algodão cru
10cm de tecido colorido liso para as orelhas
30cm de arame de artesanato
linha de bordar
linha de pipa
enchimento de bonecas
cola quente

1. Cortar todos os moldes nos respectivos tecidos.
2. Para fazer a carinha costure como se fosse um fuxico. Franzir e encher para que fique como uma bolinha.
3. Com o nariz fazer a mesma coisa.
4. Nas orelhinhas, colocar a parte colorida no meio de cada orelhinha e pespontar com linha de bordar (na foto, ao lado das orelhas, o narizinho pronto).

 

5. Depois de pespontado, pegar dois pedacinhos de 13cm de arame de artesanato, dobrar as pontas e enrolar.
6. Colocar um dentro de cada orelhinha, depois enrolar as duas partes que ficaram para fora.
7. Na imagem 7, você vê: a carinha, nariz e orelhinhas prontas. Para fazer as pestaninhas no tamanho ideial, você deve utilizar a linha de pipa. Para isso, dê 4 voltas usando 3 dedos da mão, amarre no meio com a mesma linha e corte ao meio para ficar como um bigodinho.
8. Para montar o rostinho, você deve primeiramente passar o blush, depois colar a pestaninha e em cima delas o narizinho.
Então, pintar os olhinhos e os pontinhos que formam os detalhes do rostinho com tinta de tecido.
Para fazer a boquinho, faço um risquinho e um pontinho no final deste risco, como mostra a imagem 8.Você pode fazer isso, com um "pinta bolinhas" e caneta de tecido de ponta fina.

 

9. Para montar a flor, junte o feltro e o tecido estampado da florzinha, coloque um sobre o outro e pesponte com linha de bordar em toda a volta da flor.
10. Faça um corte no meio da flor sem pegar o feltro e encha com o enchimento de bonecas.
11. Coloque a ponta do arame dentro dessa abertura e cole com cola quente.
12. Em cima colae a carinha também com cola quente.

 

13. Para fazer a cenourinha corte um triangulo do tamanho desejado e mais 6 partes pequenas te tecidinho verde para as folhinhas.
14. Dobre o triangulo e passe a ponta na máquina de costura. Desvire, encha com o enchimento e feche a abertura. Em seguida faça um asterisco com as partes cortadas para as folhinhas e costure no meio. Em seguida é so colar em cima da cenourinha.
15-16. As cenourinhas são coladas aonde você achar melhor. Nos exemplos acima,  coloquei em baixo do rostinho dele para parecer menino e  em cima da cabecinha para parecer menina.

Os moldes necessários você encontra no site da Andrea no link a seguir:
http://www.flickr.com/photos/euvocetrabalhos_manuais/5492014737/in/photostream/

Entrevista com Eloisa Bueno

09 de março de 2011 4


Desde pequena gostava de mexer com linhas, agulhas, tecidos na casa da avó. Depois que casei fiquei em casa pra cuidar das crianças e comecei a bordar ponto cruz por encomenda...depois disso, não parei mais!

Você busca inspiração, onde?
Em revistas, livros, alguns sites e até mesmo em cenas do dia-a-dia!

E os materiais, você encontra onde?
Onde moro tem apenas uma loja de aviamentos, linhas lãs e alguma coisa em tecido. Compro alguma coisa lá, outras na cidade vizinha e muitas pela internet!

Como é a sua rotina?
De manhã eu fico por conta da casa e das crianças. A parte da tarde é praticamente toda voltada para o atelier dificilmente eu saio, e uma boa parte da noite também. Sou notívaga, não tem jeito!

Qual peça significa/significou mais pra você?
Os Divinos que eu faço, em crochê! Eu sempre tive uma ligação grande com essa figura que representa o Divino Espírito Santo, que é uma pombinha branca. Já tinha feito algo em outros materiais, mas um dia resolvi tentar fazer em crochê. Quando cheguei num resultado legal, passei pra minha sogra, e ela me ajuda na produção deles, que são muitos, usados principalmente em lembrancinhas de casamento, maternidade, primeira eucaristia e batizado!
Eles tem um significado muito especial para mim! Não são simples pombinhas!

No processo de criação de uma peça, qual a parte que mais dá trabalho e qual a parte que mais te envolve? O que prefere?
Acho que no momento da criação de um molde ou modelo é tomado mais tempo até que se chegue ao resultado ideal. Depois disso, ver a peça tomando forma e as variações de uma mesma peça quando se tem um tecido ou um bordado diferente é muito prazeroso! Os acabamentos de uma peça são muito gostosos de se fazer, é onde a criatividade rola solta!

Já teve algum dia em que não teve inspiração? O que você fez?
Claro! Nesses momentos eu geralmente pego um livro pra ler, saio um pouco. Mas não consigo ficar muito tempo sem ter algo nas mãos pra fazer!

Quando está desenvolvendo uma peça, você costuma assistir tv, ouvir música ou prefere o silêncio?
Nos momentos dentro do atelier eu prefiro ficar no silêncio. Muito raramente coloco uma música pra ouvir. Gosto do silêncio! O crochet eu gosto de fazer assistindo TV. Aliás, assistir TV sem ter uma agulha nas mãos não tem muita graça, né? Rs

O que te motiva a ser crafter?
Ver algo sendo criado através das minhas mãos. Acho que é um dom que vem do Alto, sabe? Sou coadjuvante nisso tudo! Eu percebo que a grande maioria das pessoas que trabalham com as mãos são pessoas mais sensíveis de alguma forma. Temos o mérito, sim, em levar adiante esse dom!

divulgação

Dica para iniciantes
Ter muita dedicação e amor pelo que faz. Esse é o melhor começo. Persistência também. Acho que não se pode desistir frente às chateações que possam acontecer. Procurar algo diferenciado dentre tantas possibilidades. E ter humildade acima disso tudo!

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Nome: Eloisa Bueno
Cidade: Delfim Moreira/MG
Marca: Pedaço de Amor
Onde encontrar: http://www.flickr.com/people/pedacodeamor/
http://www.pedacodeamor.blogspot.com/

*

E hoje é dia de passo a passo na coluna impressa do blog no jornal A Notícia. Deem uma olhada no jornal para conferir o pap que a Eloisa nos deu dessa máscara tranquilizante.


Pra quem quiser fazer, o molde é este abaixo:



Entrevista Lethícia Moreira Braga Bisewski

02 de março de 2011 5


Antes de tudo, quero dizer que estou muito feliz, participando da entrevista do Blog Baú de Ideias. Eu sempre lia todas as entrevistas e ficava imaginado quais seriam as minhas respostas se um dia fosse entrevistada (rs). E não é que chegou a minha vez?
Então!!! Eu comecei a realizar trabalhos manuais em 2009, através do convite da minha amiga Agnes, para fazer uma aula de Appliquée (Patchcolagem). Eu amei!!! Fiquei super orgulhosa do pano de prato que fiz!
Sempre gostei de artes! Tinha feito teatro na adolescência, gosto muito de dança, mas, não conhecia os trabalhos manuais. Jamais tinha pregado um botão ou pintado qualquer coisa.
Após esta aula, comecei a fazer curso na Cia. das Artes, onde aprendi muita coisa com as talentosas professoras Cynthia e Débora, principalmente, trabalhos com madeira.
Assim, a paixão e a curiosidade pelo artesanato foram aumentando. Comecei a pesquisar na internet e em revistas, assistir aos programas de TV, conversar com outras “arteiras”, fazer mais aulas e fui aprendendo novas técnicas.
Então, recebi minha primeira encomenda! Solicitada pela minha amiga Angélica. Em seguida, recebi mais e mais encomendas...
No início de 2010, após muita reflexão e apoio da minha família, eu, Lethícia, Psicóloga, atuando há 8 anos na área de Seleção de Pessoas, resolvi me dedicar totalmente aos trabalhos manuais. E, em Junho de 2010, abri minha loja (Armazém e Ateliê Maria Arteira) – minha grande paixão – que, graças a Deus e ao apoio da minha família, dos meus amigos e dos meus clientes, tem se desenvolvido a cada dia.



Você busca inspiração, onde?
Procuro ler muitas revistas, assistir aos programas de TV, fazer aulas, trocar ideias e pesquisar na internet! Tudo isso me traz bastante inspiração para criar.


E os materiais, você encontra onde?
Como tenho a loja, quase todos os materiais que utilizo eu encontro nela. Mas, quando falta algo, tecido principalmente, consigo por aqui mesmo, em Joinville.
Porém, compro a maioria dos materiais para a loja em São Paulo.


Como é a sua rotina?
Minha rotina durante o dia, de segunda a sábado pela manhã, está relacionada à loja. Atendo clientes, atualizo Blog, Facebook, Flickr e Twitter, atendo aos telefonemas, respondo aos e-mails, crio as peças, faço as compras de produtos, limpo a loja, dou aula, faço a contabilidade, pesquiso preços, visito os blogs amigos, tiro fotos, cadastro produtos e vendas... Faço tudo por aqui! E, mesmo assim, ainda dá tempo para se distrair e rir bastante!
Quando minha rotina não está relacionada à loja, tenho minha casa para organizar, meu marido para acompanhar, meus familiares e amigos para visitar.


Qual peça significa/significou mais pra você?
Minha primeira peça!!! O pano de prato, com aplicação de galinha, feito com a técnica de Appliquée. Ali, descobri que conseguia fazer algumas coisas que não imaginava um dia conseguir...


No processo de criação de uma peça, qual a parte que mais dá trabalho e qual a parte que mais te envolve, o que prefere?
Acho que a parte que mais dá trabalho é a definição de cores, tecidos, papéis, detalhes, dependendo a técnica. E a que mais me envolve e que prefiro é a criação da peça, a execução, após a definição! Gosto, também, quando o resultado é o esperado.


Já teve algum dia em que não teve inspiração? O que você fez?
Sim, vários!!! Costumo parar, fazer outra coisa e voltar depois. Às vezes, é bem neste momento de parar que a inspiração aparece!


Quando está desenvolvendo uma peça, você costuma assistir tv, ouvir música ou prefere o silêncio?
Adoro um “barulhinho”... Aqui na loja, deixo a música tocando o dia inteiro.
Mas, se não tiver, não tem problema. Não presto muita atenção nisso!


O que te motiva a ser crafter?
A oportunidade de criação, concentração e de fazer algo que eu gosto!


Dica para iniciante:
Ainda sou iniciante, também, mas, acredito que o mais importante seja tentar fazer o que gosta, se tiver a oportunidade. E, se não tiver, que corra atrás para conseguir! Além disso, fazer tudo com muito respeito, carinho, alegria, dedicação e fé. E, se atualizar sempre!!!

*
Nome: Lethícia Moreira Braga Bisewski
Cidade: Joinville/SC
Marca: Armazém e Ateliê Maria Arteira
Onde encontrar: www.blogmariaarteira.blogspot.com
Rua Presidente Campos Salles, 791, Glória – Joinville/SC

*

E na coluna impressa desta quarta-feira, em A Notícia, o passo a passo deste lindo porta retrato:
Não deixe de conferir!

Entrevista Judite Martins

23 de fevereiro de 2011 6


Nem sei direito quando comecei a me encantar pelo mundo craft, lembro que muito criança, já ficava horas admirando a caixa de botões de minha mãe, que costurava muito para uma clientela cativa e eu já arriscava algumas costurinhas com bichinhos de pano.
Mais tarde, fiz cursos de cerâmica e batik (os únicos que fiz nesta área) e comecei a costurar encharpes com tecidos que eu mesma estampava e comercializava para as amigas e colegas de trabalho.
Passei para o crochê que faço até hoje, mas de dez anos para cá, adepta do “faça você mesma”, o meu repertório ficou muito variado, pois passeio pelo tricô, bordado, patchwork, pintura em tecido e madeira, bijus, reciclagem, etc...
Esta variedade, às vezes, intriga as pessoas, mas realmente não consigo ficar repetindo  o mesmo tipo de trabalho, gosto do desafio de novas peças com outras técnicas e de inventar algo novo, é o que eu chamo de ansiedade criativa (risos)
Há 6 meses tenho meu blog e flickr, então meus trabalhos começaram a ter uma visibilidade maior.



Você busca inspiração onde?
Sou muito observadora, então em qualquer lugar sempre acabo achando uma ideia, seja na rua, nos jardins, nas vitrines, enfim. Também em revistas, em livros, na Internet através dos blogs, flickr e as vezes vejo um detalhe que gosto e acabo adaptando em uma peça bem diversa daquela que vi.


Os materiais você encontra aonde?
A maioria em lojas de artesanato da minha cidade, mas muitas vezes acabo semi-produzindo meus materiais, por exemplo, se preciso de uma sianinha de uma determinada cor que não encontro e tenho branca, então pinto da cor que quero.
Trabalho também com muitas peças recicladas, neste caso o material é farto, pois o lixo é o que mais se produz nos dias atuais, infelizmente.
Também coleto materiais na própria natureza como galhos, sementes, cascas, etc...


Como é sua rotina?
Não tenho rotina, sou professora da rede estadual de ensino e alguns dias trabalho pela manhã e em outros pela tarde e assim vou adaptando e administrando o tempo restante do jeito que dá, me dividindo entre a casa e o artesanato.
Geralmente vou dormir muito tarde, atualizando o blog, flickr e inventando alguma coisa, e sinto que me inspiro mais à noite.


Qual peça significa ou significou mais pra você?
Foi uma colcha de crochê em squares coloridos, que levei 3 meses fazendo, foram 330 quadradinhos todos diferentes entre si nas combinações das cores. Para mim ela significou persistência e paciência, atributos que temos que treinar diariamente.


No processo de criação de uma peça, qual a parte que mais dá trabalho e qual a parte que mais te envolve, o que prefere?
O que mais dá trabalho é decidir o quê fazer e como fazer, depois de iniciado o processo a coisa flui naturalmente, apesar das interrupções por conta de outros compromissos.
O envolvimento maior é nos detalhes finais, ou seja, no acabamento  e tenho que caprichar, pois se fico insatisfeita, desmancho tudo e recomeço num outro dia.
Mas, para mim todo o trabalho criativo é muito prazeroso e sempre esqueço do relógio implacável que não para...


Já teve algum dia, em que não teve inspiração? O que você fez?
Sim, tem dias e dias! Às vezes a inspiração não surge por conta de alguma pedrinha no sapato, rsrsr, então aproveito para fazer coisinhas simples que já sei e que não requer tanta atenção, sem precisar pensar muito.


Quando desenvolve uma peça, você costuma assistir TV, ouvir música ou prefere silêncio?
Prefiro silêncio na maior parte do tempo, mas croche, tricô e bordado consigo fazer com música ou TV.


O que te motiva a ser crafter?
É o retorno que tenho das pessoas no real e no virtual,  em um pouco mais de 6 meses de blog já tenho mais de 1.000 seguidores, visitas de mais de 100 países, mais de 3.600 comentários e 89.000 visitas, não esperava que fosse assim. É muito gratificante saber que estão gostando das minhas arteirices e também tenho que dar vazão para a minha ansiedade criativa, rsrsrs.

Dica para iniciante
Como já disse persistência, paciência e trabalhar com o coração, sempre!

*

Nome: Judite Martins
Marca:
Jud-artes
Cidade:
Porto Alegre/RS
Onde encontrar:
http://jud-artes.blogspot.com

*

Na coluna impressa do Baú de Ideia, no jornal A Notícia desta quarta feira você confere o passo a passo desta eco bag super ecológica.

Entrevista Karin

16 de fevereiro de 2011 2

Cresci vendo a minha avó fazendo cortinas, almofadas, edredons, camisolas, e muitas outras coisas lindas para a família e para a sua casa, sempre como hobby. Além de seus artesanatos, adorava cozinhar e cuidar de seu jardim. Eu sempre pensava, “nossa quanta criatividade!” ou “que talento, quanta disposição”. Estar vestindo uma camisola que ela fez, me cobrir com um edredom que também fez, me fazia sentir tão querida, cuidada, e principalmente, em casa.
Fui percebendo o quanto a minha mãe também tinha essa criatividade, bom gosto, sempre criando coisas novas e bonitas. Na época em que o meu irmão mais novo nasceu, fiquei impressionada, ao ver que ela e a minha avó haviam feito boa parte de seu enxoval, coisas lindas! Era um carinho e atenção diferente do que comprar pronto. E eu sempre perto delas, prestando atenção no que faziam.
Quando me tornei adolescente, fui exercitando a minha criatividade. Numa época minha mãe teve uma loja, aonde ela vendia umas caixas lindas pintadas. Depois de alguns anos me interessei em aprender a fazê-las como trabalho, com isso criei a Mania de Idéias em 2007. Comecei fazendo caixas e outros objetos pintados e decorados, logo depois, passei para as caixas forradas, e alguns objetos também. Passei a fazer também prendedores forrados. Mas atualmente, a minha paixão são as caixas forradas.

Você busca inspiração, onde?
Busco inspirações em lembranças da minha infância, em quadros, figuras, tecidos e paisagens europeias. Procuro transferir toda essa essência romântica e europeias nas caixas que faço. Além disso, estou sempre buscando inspirações pela internet, fotos, revistas, filmes e músicas.

E os materiais, você encontra onde?
Como moro no Rio de Janeiro, existem algumas lojas especializadas em artesanato. No centro e em Copacabana. Além disso, compro bastante pela internet os materiais.

Como é a sua rotina?
Não tenho um horário específico, meus horários para trabalhar são bem flexíveis. Pois sou casada, me dedico à minha casa e ainda faço faculdade de manhã. Mas sempre que há algum tempo estou trabalhando. Nas férias gosto muito de trabalhar de madrugada, bem diferente, mas é porque adoro o silêncio, calma, sem telefonemas, sem compromissos, sem buzinas. Em dias normais, trabalho na parte da tarde ou da noite, e nos finais de semana também. Sempre alternando o trabalho com leitura de e-mails e  internet, que também é uma ferramenta de trabalho. Procuro organizar as encomendas para enviar em um só dia.

Qual peça significa/significou mais pra você?
Foram tantas peças importantes para mim. Não tenho uma específica, mas gosto de algumas peças que faço, a idéia em si, são as bandejas com fuxico, caixa de maquiagem, caixa de jóias, e outras caixas também, aliás tenho carinho por todas que eu fiz.

No processo de criação de uma peça, qual a parte que mais dá trabalho, e qual a parte que mais te envolve, o que prefere?
A parte que mais me dá trabalho, certamente é a parte bruta, de lixar, pintar as primeiras camadas de tinta. A parte que eu mais gosto, e muito, é a do processo de criação, a escolha dos tecidos, combinações, as cores das tintas. Outra etapa que gosto muito também é a de embalar as caixas, é uma sensação tão gostosa e prazerosa, sensação de dever cumprido, de expectativa (de saber o que a cliente vai achar, se consegui acertar), fico orgulhosa ao embrulhar a caixa, ou qualquer outro objeto, com todo carinho, com papel de seda, fitas de vários tipos, de colocar na sacola, colocar o TAG de tecido estampado com o nome da cliente, o laço para fechar a sacola, gosto de pensar no resultado do trabalho no momento dos detalhes finais.

Já teve algum dia, em que não teve inspiração? O que você  fez?
Sim, vários, é um processo que todo artesão ou artista necessariamente tem que passar, é o momento que você deve fazer outras coisas, não adianta forçar, a inspiração surge sozinha, quando você menos espera, nenhuma pessoa que trabalha com a criatividade tem idéias 100% do tempo, se não penso que acaba ficando monótono o trabalho, sem pausas para pensar em outras coisas. Nessas horas, procuro ficar sozinha, em silêncio, comigo mesmo, imaginando, lembrando momentos e coisas bonitas, ouvir alguma música. Também foleio as revistas, visito sites e blogs lindos. Nos momentos em que as idéias vão aparecendo, valorizo cada uma delas.

Quando está desenvolvendo uma peça, você costuma assistir tv, ouvir música ou prefere o silêncio?
Gosto muito de assistir televisão, mas quando não assisto fico em silêncio, no momento do meu trabalho acabo não ouvindo tantas músicas.

O que te motiva a ser crafter?
O que me motiva a ser crafter? São tantas coisas. É possuir um olhar diferente sobre as coisas do cotidiano, sobre a natureza, as cores. É ter a oportunidade de exercitar um dom que possuo, de deixar, de alguma maneira, eternizada nos objetos e caixas as minhas inspirações, meus sentimentos, minhas idéias. É uma maneira de agradecer à vida por ter as minhas mãos habilidosas e ágeis. E para mim, é um momento de terapia, quando fico pensativa e concentrada ao mesmo tempo, é um momento que sinto que é só meu.

Dica para iniciante
Tenha bastante disposição e paciência, tudo dará certo com ela, além de criatividade. Se manter organizada é fundamental, organizar o material, finanças, projetos, etc. É importante unir uma ferramenta importante com o seu trabalho, a internet. Ela abrirá muitas portas para você, é o acesso que os clientes terão até você, a sua vitrine. Use bastante a internet, faça logs, lojas virtuais, e pesquise bastante através da internet, material, fornecedores, ideias, entre outras coisas. Tenha sempre projetos, ele irá sempre fazer você se movimentar, crescer e amadurecer o seu trabalho.

 

*

Nome: Karin
Marca: Mania de Ideias
Cidade:
Rio de Janeiro - RJ
Onde encontrar:
http://maniadeideias.blogspot.com/

*

Na edição impressa do blog, no jornal A Notícia desta quarta feira, Karin nos mostra como fazer esse útil e fofo pregador de roupas. Não perca!