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Passo a passo - Biscuit

17 de julho de 2012 2

Aqui um tutorial simples e fácil para se divertir ainda mais com o Biscuit. Um chaveiro que pode ser usado como opção para lembrancinhas de casamento ou aniversário.  Então, vamos ao passo a passo?

 

Créditos para a artesã Camila Santos, que fez o pap exclusivo para o Baú de Ideias, e quem não conhece a história dela é só clicar aqui e se encantar com sua história.

 

Você vai precisar dos seguintes materiais:

Massa nas cores branca e verde;

Rolo de abrir massa;

Cortador no formato de coração no tamanho que você preferir;

Canudo para fazer o furinho do chaveiro;

Alicate de bijouteria;

Cola braça;

Esteca de marcação ou faquinha descartável;

Fitas e cordão (pode ser também rabo de rato);

Miçangas nas cores brancas e verde;

Tinta acrílica preta;

Pinta bolinhas;

Base para chaveiro.

 

 

MODO DE FAZER:



Pegue uma quantidade de massa verde e abra com o rolo sobre uma superfície lisa.




Use o cortador de coração e corte o formato do nosso chaveiro.




Não esqueça que logo em seguida deverá ser feito o furo com o canudo enquanto a peça ainda está mole na ponta do coração que ficará invertido para dar formato ao nosso sapinho. Uma dica: ao deixar a peça secando não esqueça de virar de vez enquando os lados para que ela seque por inteiro e não acabe torta.




Com a base do chaveiro seca, faça duas bolinhas com a massa branca e achate levemente.





Passe cola branca próximo ao furinho, deixando espaço para o chaveiro e cole apertando levemente.



 


Para fazer a patinha você vai pegar uma pequena quantidade de massa, fazer uma bolinha e depois uma coxinha.



 


Com uma esteca (ou mesmo uma faquinha descartável) marque duas vezes formando o pezinho.


 


Cole na parte de baixo do coração com a cola branca com as patinhas para fora como se formassem um “V”. Com o pinta bolinhas faça os olhinhos do sapo.



 


Enquanto a peça seca aparre os cordões e as fitas na base de chaveiro e decore com miçangas combinando. Aqui usamos verde e branca para combinar com a cor do nosso sapinho.




Entrevista com Camila Santos

14 de julho de 2012 3

COMO VC COMEÇOU?

Creio que devo ter começado como a maioria das Craft’s, buscando no artesanato uma distração a ser feita por puro prazer. E em pouco tempo, eu diria que antes mesmo que eu pudesse realmente começar, me vi fazendo imãs de geladeira para a banca de jornal onde comprei as primeiras revistas. Dai começaram os presentes, encomendas de amigos, muitos incentivos e para montar um BLOG (sim, eu comecei com um singelo Blogspot), foi questão de tempo. Primeiro trabalhei pensando em fazer um artesanato que retratasse a cultura nordestina pois eu moro a 20 anos na Paraíba, mas com o tempo e por influência também do curso de Histórias em Quadrinhos meu trabalho foi ganhando uma cara mais cartoon. O que deu uma identidade nova para os bonecos e também para meus desenhos.

 

 

DE ONDE VEM A INSPIRAÇÃO?

Na sua maioria, minha inspiração vem dos desenhos animados. Fã declarada de grandes nomes como Disney, Pixar e Maurício de Souza, não abro mão de um bom DVD para passar o tempo e buscar referências. Também desenho bastante (desde menina), o que ajuda ainda mais a desenvolver a modelagem. Há um ano também voltei a estudar quadrinhos num curso de desenho que faço, também buscando sempre uma nova capacitação.

 

 

VOCÊ ENCONTRA COM FACILIDADE OS MATERIAIS? ONDE ENCONTRA?

Moro em uma Capital, e aqui não é difícil de encontrar os materiais. Quando eu quero algo mais sofisticado ou diferente, recorro à internet, mas em sua maioria compro na cidade onde moro.

 

 

COMO É A SUA ROTINA?

No momento minha rotina se divide entre me preparar para ingressar em um Mestrado futuramente, os passeios matinais com minha mascotinha (uma Lhasa Apso de 4 anos) e o atelier. Durante a tarde gosto de revisar o andamento das encomendas e reservo sempre um ou dois dias da semana para ir ao comércio, enviar encomendas, dentre outras coisas. O período da noite é o meu predileto! Não tem jeito mesmo, sou uma notívaga assumida. É quando respondo meus e-mail’s, visito as redes sociais, faço algumas pesquisas e trabalho com a tranquilidade que tanto adoro na confecção das peças.

 

 

VI QUE VC DÁ AULA DE ARTESANATO, COMO FUNCIONA, COMO COMEÇOU?

Começou depois de dois anos trabalhando em lojas de artesanato como balconista. Na época um patrão meu observou-me tirando as dúvidas de uma cliente e apostou na ideia de me colocar como professora da loja em questão. Deu tão certo que criei coragem e comecei a trabalhar por minha conta. Dai em diante fui me cadastrando em projetos, feiras, instituições, às vezes dando aulas, e em sua maioria divulgando meus trabalhos.

 

 

TEM ALGUMA PEÇA QUE SIGNIFICA OU SIGNIFICOU MAIS PRA VC?

Todas as peças tem um lugar especial em meu coração. Vê-las prontas é um prazer que se repete a cada encomenda. Mas uma cerejeira de 12cm em que trabalhei durante 5 meses tem um sabor especial (foto acima). Eu a fiz pra mim, então entre uma encomenda e outra, no meu tempo livre, ia dando forma a pequenina. É uma das peças mais delicadas e trabalhosas que já fiz.

Em seguida veem os meus palhacinhos (foto acima), em especial as palhacinhas, pois apesar de ter pavor de palhaços… Isso mesmo! Se um palhaço estiver vindo em minha direção, sou capaz de atravessar a rua só para não cruzar com ele. Mesmo com todo esse medo, ainda sim são uma das peças que mais curto fazer.

 

 

NA CRIAÇÃO DE UMA PEÇA, O QUE DÁ MAIS TRABALHO/E QUAL TE ENVOLVE MAIS. VC TEM PREFERENCIA POR ALGUM PASSO?

O que da mais trabalho na hora de montar uma peça é a estrutura que faço para sustentar as caricaturas, pois é uma parte demorada. Os detalhes seguintes são minha fase predileta, que é justamente aonde a peça vai ganhando forma. Quando estão finalizadas, é mais um pequeno boneco pronto para partir.

 

JÁ ACONTECEU DE NÃO TER INSPIRAÇÃO? O QUE VC FEZ?

Já sim, algumas vezes. Nestas horas eu dou uma pausa, vou assistir a um bom filme, navegar na interet ou mesmo brincar com minha mascote. Sair do ambiente onde travei e respirar outros “ares” sempre ajuda. Quando acontece do trabalho realmente não render nada, me arrumo e vou dar uma volta no comércio ou mesmo no shopping. Ajuda a aguçar um pouco mais minha criatividade.

 

 

NO PROCESSO DE CRIAÇÃO (PRODUÇÃO) PREFERE FICAR EM SILÊNCIO, ASSISTIR OU OUVIR MÚSICA?

Depende muito da peça que estou fazendo, mas em sua maioria escuto música no pc ou sintonizo uma rádio online. Mas se a peça tem haver com algum personagem de desenho geralmente estou vendo o DVD dele.

 

 

O QUE TE MOTIVA A SER CRAFTER?

Viver uma história diferente em cada nova peça e assim poder fazer parte dela de alguma forma. Criar me motiva a continuar buscando mais e mais qualidade para meu trabalho.

 

 

MENSAGEM PARA QUEM ESTA COMEÇANDO:

Nem sempre tudo será um mar de rosas, ou seu fornecedor vai entregar tudo em dia ou todos os clientes serão fofos e paciente, mas tudo isso faz parte. Se desistir na primeira dificuldade não sentirá mais a frente o gostinho de tarefa cumprida!

Vale apena cada experiência, cada queda, e cada nova conquista.

Ah! E não deixe de sempre buscar novas capacitações, fazer reciclagem, cursos de aperfeiçoamento, conhecer novas técnicas. Os grupos de artesanato são lugares bacanas para fazer amizade e aprender mais!

 

 

NOME COMPLETO: Camila Sousa dos Santos (mas pode chamar de Camila Santos)

CIDADE: de mudança para Curitiba!

ONDE ENCONTRAR: nos seguintes contatos:

Site: www.porongasonline.com

Flickr: www.flickr.com/phostos/caeles

Facebook: www.facebook.com/CamilaSantosPs

e-mail: sotnas25@hotmail.com

 

 

E não perca terça-feira um passo a passo lindo estará pintando por aqui, feito exclusivamente para o blog pela Camila.

 

Passo a passo de noivinhos

06 de junho de 2012 3

Hoje trago o passo a passo enviado pela Angeli Ribeiro, que teve sua entrevista
publicada nesta segunda, quem não viu pode conferir clicando aqui.

 

 

 

Passo a passo:

 

 

 

Entrevista com Angeli Ribeiro Gattis

04 de junho de 2012 3

Como você começou?
Sempre  fui apaixona por revistas de ponto cruz e crochê e achei umas de biscuit.  Sempre tentei tudo sozinha e lá tinha uma receita, usei os produtos que tinha em casa. O creme não era o ideal e perdi o ponto da massa. Tempos depois encontrei uma menina que sabia fazer, dei o meu material pra ela e ela fez rolinhos de massa colorida fiquei apaixonada pelas cores e passei a noite fazendo todos os modelos da revista, vi que não havia dificuldade nenhuma e era um prazer, estava de licença maternidade em 2005. Era páscoa então e eu e minha cunhada que estava trabalhando em meio período, nos empenhamos a fazer  decoração em vidros de conserva e  o sucesso foi total. Veio o dia que ela casaria, e dei de presente uns bonequinhos simples, mas que achei lindos rsrsrrs.

Minha cunhada tinha internet no serviço dela e me trouxe umas fotos de noivos com a fisionomia real da pessoa fiquei impressionada achando que devia ser feito em alguma máquina em 3d.

Mas não, era feito a mão e um dia sem nada a fazer resolvi modelar um rosto masculino, e não é que deu certo!!! Fiquei maravilhada. Aí foi de boca em boca, primeiro na familia , depois amigos da familia, depois amigo dos amigos, até o Orkut facilitar para que todos vissem, me cadastrei no flikcr, no fotolog em todas as paginas que eu via os outros trabalhos e era gratuito me cadastrei.

Começaram os elogios, depois alguns pedidos, alguns de fora da cidade , nessa época trabalhava de secretária para meu marido, quando não tinha serviço era visitando fotos de outros artesãos e cada dia mais viciada. Final de semana era fazendo as encomendas, e elas começaram a render mais que meu salario de secretária  rsrsr.

Até que um dia chegou de eu arriscar, meu marido me demitiu, pra que eu pegasse seguro desemprego, cedeu uma parte da sua loja pra que eu fizesse uma lojinha, comprei  peças cruas e fazia  a massa em casa.

 

De onde vem a inspiração?
Primeiro eram outros artesãos, revistas e internet.

Agora eu não preciso criar, os clientes vem com o pedido pronto, com as ideias de pose , eu dou um toque se vai ou não ficar bom, mas a minha inspiração são as fotos dos próprios noivos e dos personagens infantis.

 

Você encontra com facilidade os materiais? São da cidade ou compra online?
A maioria ainda é online, tem apenas duas  lojas de artesanato, mas os preços são muito abusivos ainda, não discordo, mas se depender de loja assim não conseguimos lucrar, mas quando compramos direto do fabricante ou outras lojas em atacado ou lucro é visível.

Apenas as peças em mdf tem uma a marcenaria aqui que faz preço de revenda o restante a cidade campeã ainda é SP para encontrar material bom e barato.

 

Como é a sua rotina?
Hoje tenho um ateliê, ainda não tenho empresa, por causas das burocracias que impedem. Mas é um espaço só para a confecção do artesanato. Encaro como uma profissão séria, com horário comercial. Agendando cada entrega sem perder  nenhuma data. Apenas quando sobra tempo é que faço coisas pra loja.

Tenho duas ajudantes, que também aprenderam comigo. Dividi cada uma em um setor. Uma para a pintura em madeira e outra em biscuit lembrancinhas e peças mais simples. Eu fico com os noivos e peças grande, mais personalizadas. Sempre de olhos na finalização dos trabalhos delas e dando as vezes o meu toque , pra ficar com a cara da minha marca Bibelô.

Começo às 8h até às 18h na loja. Faço um segundo turno em casa levando encomenda pra terminar  e trabalho geralmente das 20h30 às 24h. Tenho dois filhos lindos e cresceram nesse ritmo. Hoje se páro pra ver um filme  ou novela,  já me sinto culpada, pensando se não tem nada pra fazer , heheh. To sempre fazendo algo, acho um desperdício de tempo ficar parada jogando conversa fora, se não tem nada mesmo, faço um crochê.  Divido o meu dia  em responder e-mails, atender direto os clientes e confeccionando  noivos.

 

Tem alguma peça que significa ou significou mais pra você?
Acho que não tenho uma especial, talvez uma ou outra que foi mais desafio, achando que não daria conta e que tenha ficado lindo, mas uma em especial não, pois tenho pena de entregar  quando tá pronta, dá vontade de ficar pra mim. Mas o especial são os Noivos com a fisionomia real.

 

Na criação de uma peça, o que dá mais trabalho/e qual te envolve mais.
Tem preferência por algum passo?

O que exige mais concentração são os rostos  e o vestido da noiva. A preferência são os vestidos, pois é o  que dá o charme nas peças. Amo de paixão os personagens infantis baby. Adoro fazer peças pra bebê.
Isso no biscuit.

Mas quando quero relaxar eu pinto madeira, com temas country, considero o biscuit um dom de Deus, mas  a minha paixão é pintar (desenhar pintando).

 

Já aconteceu de não ter inspiração? O que fez?
Já sim. Fui pesquisar na internet. Aí piorou pois fiquei na dúvida de decidir qual o mais lindo,  aí crio uma peça inspirada em duas ou mais peças e fica com a minha cara.

 

No processo de criação (produção) prefere ficar em silêncio, assistir ou ouvir música?
O silêncio é o melhor deles. Assistir, quando vc vê parou o trabalho e música as vezes é bom , por exemplo qdo estamos em mais gente na sala de trabalho ou quando  a peça é mais descontraida, qdo vc mesma vai criar uma peça sua. Mas quando vou copiar um personagem ou uma pessoa , com certeza o silêncio, o trabalho rende.

 

O que te motiva a ser crafter?
Acho que primeiro de tudo é o que eu gosto de verdade, parece que estou brincando. Ver no olho do cliente, que  aprovou o que esta recebendo, não tem preço para o artesão.  Pois ele encomenda algo que nem sabe como vai ficar, confiando em vc,  e vc tem que agradar, é um desafio. E eu nunca gostei das coisa  fáceis.

Depois é porque envolve um momento de felicidade da pessoa. um nascimento, um batizado, uma aniversário, um casamento, bodas, natal… sei lá só festa. até pra enfeitar a casa,

Outra, sempre terá alguém comemorando , nunca vai faltar cliente.

Por ultimo é ser reconhecido pelo Brasil todo e ter peças até fora do Brasil como EUA e Portugal.

Ter pessoas famosas comprando meus produtos. Saber que a pessoa famosa me indicou para uma conhecida, falar por telefone com os famosos, por webcam.  Ser procurada por um jornal para dar entrevista  rsrsr,  é muito gratificante.

 

Mensagem para quem esta começando
Nos primeiros meses o investimento para as ferramentas parece caro, mas é uma vez só, por isso já compre de qualidade pra não gastar duas vezes. Depois o custo é baixo  e o que vc ganha é só pelo teu esforço, vc nao precisa depender de investir alto pra tirar um lucro lá longe, é imediato. Exemplo uma loja de roupa, que vc lucra apenas uma porcentagem. comprou aquela peça é obrigada a vender , senão não lucra, aqui eu crio tudo. Não ficou bom , reformo.

Seja exigente consigo mesmo, separe o horário certo para seu trabalho, Faça das tripas coração, mas nunca, nunca deixe de entregar o trabalho da data marcada.

Olhe para suas peças, como se fosse pagar por elas, se você fosse comprar , qual defeito vc não gostaria de ver. Achou o defeito? conserte antes de entregar para seu cliente. Esteja sempre se atualizando, sempre tem algo novo a aprender ou a melhorar. Não desvalorize a sua obra, mas também não queira explorar . consulte outros artesãos pra ter ideia de valores.

 

 

Nome completo: Angeli Ribeiro Gattis

Marca: Bibelô Ateliê

Cidade: Joinville – SC

Onde encontrar: Rua Florianópolis, 1299 – Guanabara – 47 342-6559

Blog: www.bibelonoivinhos.blogspot.com

bibelo.atelie@hotmail.com

 

 

E quarta-feira tem o passo a passo destes noivinhos. Não perca.

 

Entrevista com Cleusa Catafesta Girardi

31 de maio de 2010 16

Se eu tivesse conhecido essa arte antes do meu casamento com certeza ela iria fazer meus noivinhos para o topo do bolo. Conheci Cleusa através de uma prima, e foi fantástico. Quero convidar vocês a conhecerem alguns dos trabalhos encantadores feitos de biscuit.

Nome: Cleusa Catafesta Girardi
Cidade: Joinville
Onde encontrar: www.cleusagirardi.eev.com.br  -  cleu2girardi@ibest.com.br

 


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Como você começou?
Eu sempre gostei de artesanato, quando era criança gostava de fazer bonequinhos de meia, meus tios trabalhava com vime e eu ficava fascinada com as coisas lindas que eles faziam..
Mas começei com o bordados e crochê , o biscuit conheci logo após o nascimento de minha filha , através de revistas amei e continuo no biscuit a 9 anos.

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Onde você busca inspiração?
A inspiração vem de tudo o que vejo na internet, revista, fotografia, desenho. Eu crio em cima de qualquer imagem. Para fazer os noivinhos basta me falar a área de trabalho ou o que gostam de fazer que eu crio , adoro desafios….

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Seus materiais, você encontra onde?
Os materiais eu compro aqui em joinville e em São Paulo.

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Como é a sua rotina?
Minha rotina é meio doida, acordo muito cedo, muitas vezes faço várias coisas em um curto espaço de tempo, porque o biscuit tem varias etapas, eu gosto de fazer tudo bem detalhado.

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Qual peça significa/significou mais pra você?
Para mim todas as peças significam muito. Os noivinhos porque eu estou fazendo uma lembrança que eles terão para sempre, e participar desta etapa tão feliz da vida destas pessoas que eu sempre desejo muitas felicidades, significa demais para mim.
E as lembrançinhas também adoro fazer, é tudo tão delicadinho, tenho tanto prazer de entregar as encomendas.

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No processo de criação de uma peça, qual a parte que mais dá trabalho, e qual a parte que mais te envolve, o que prefere?
A parte que mais me da trabalho é o vestido da noiva, porque são sempre muito lindos com muitos detalhes, adoro fazer.
Gosto muito de fazer noivinhos, mas também gosto de fazer as lembrançinhas, ai adoro fazer tudo..

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Já teve algum dia em que não teve inspiração? O que você fez?
Sinceramente, não ouve um dia que eu não tivesse inspiração.

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Quando está desenvolvendo uma peça, você costuma assistir tv, ouvir música ou prefere o silêncio?
Eu só trabalho se a tv estiver ligada rsrsrsrs, e o notbook do meu lado rsrsrs….

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O que te motiva a ser crafter?
O que me motiva é que trabalho no que eu gosto, ter certeza de que tudo o que eu faço é com prazer, com muito carinho. E claro o reconhecimento de todos.

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Entrevista - Suzana Hattori

26 de abril de 2010 9

Conheci essas coisas fofas no flickr, e que trabalho encantador hein?
Talentosa e com uma criatividade sem fim, pois aplicar as ideias nas massinhas ão é tarefa pra qualquer um não.
Então convido você para conhecer o trabalho da gauchinha Suzana.

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Nome: Suzana Hattori
Cidade: Porto Alegre/RS
Onde encontrar: http://suzanagauchinha.blogspot.com/ 
http://www.flickr.com/photos/suzanagauchinha/

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Como você começou? 
Sou filha de ex-comerciantes e quando criança eu vivia na casa da vizinhança. Lembro que eu adorava uma lojinha de presentes e a filha da dona da tal lojinha começou a fazer tricô em frente ao estabelecimento. E eu fui me interessando e ela se propôs a me ensinar. Fazia numa rapidez incrível que os clientes da lojinha e quem passava em frente ficavam abismados com a facilidade com que eu fazia. E em casa, minha mãe me ensinou a fazer origami (tsurus, bonecos, flores e outros) e crochê, mas linhas e agulhas de crochê eu não consegui aprender nada. Nos tempos de escola, eu adorava as aulas de Educação Artística e os meus trabalhos eram escolhidos para participarem de exposições, entre elas uma maquete de uma cidade e uma caixa de presentes cheio de origamis. Em 2007, logo que fiquei desempregada, despertou novamente o lado artesã e comecei a fazer vários cursos de artesanato (entre biscuit, E.V.A, sabonetes, meia de seda, scrapbooking, pintura em madeira, pintura em gesso, feltro e outros). A arte que eu adoro fazer é o biscuit e procuro sempre me aperfeiçoar nessa massinha.

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De onde vem a sua inspiração? 
Bem, busco inspiração nos sites e blogs dos trabalhos de outros artesãos. E também numa paisagem, numa revista, num bichinho e enfim. Teve um fato uma vez, que eu tinha que fazer um pote de vidro decorado para um menino e eu não sabia o que e como fazer. E num sábado de manhã bem cedo, acordei e surgiu a idéia da decoração do pote. Pensei: vou dormir e mais tarde eu executo a peça. Bem, tentei dormir e não consegui. Tive que colocar a mão na massa, enquanto eu não confeccionava a peça a minha cabeça não parava. À medida que eu dava vida à peça, mais idéias surgiam. E depois da peça executada, enfim voltei a dormir um sono de uma manhã de sábado.

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Você acha fácil encontrar os materiais que você usa?
Sim, como moro em Porto Alegre/RS próximo ao centro da cidade é fácil encontrar os materiais que utilizo. Procuro comprar os materiais numa loja onde os preços são bem mais baratos que a concorrência. E se caso eu não achar determinado material eu adquiro através da internet.

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No processo de criação de uma peça qual a parte que mais dá trabalho e qual a parte que mais te envolve, você tem preferência?
A idéia é a parte mais trabalhosa, pois quando você tem a noção e a idéia de como executá-la se torna fácil o seu trabalho. A finalização é a parte mais envolvente. Eu acredito que o acabamento é a parte que dá toda a diferença de um todo. Portanto, o toque final é a parte que eu prefiro. Toda peça é única. Enquanto eu não vejo a peça pronta eu não fico satisfeita, sossegada. Muitas vezes eu entro madrugada a dentro para eu vê-la pronta. Adoro confeccionar peças cheias de detalhes.

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O que te motiva a ser crafter?
A liberdade de poder transformar qualquer coisa que vejo em arte, a combinação alegre das cores e a mistura de materiais. Uma flor, um animal, um personagem infantil e enfim…Tudo pode virar arte. Além de transformar a massa em algo lúdico e delicado é uma terapia para mim.

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Já teve algum dia, em que não teve inspiração? O que você fez?
 Várias vezes. Quando não estou inspirada, nada eu consigo fazer com a massa. É só pegar a ferramenta do biscuit e tudo sai errado. Eu páro o que estou fazendo e fico longe da massinha. Geralmente, a minha inspiração retorna no dia seguinte.

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Onde costuma vender seus produtos? A internet pra você é fundamental, e por quê?
Eu costumo vender as minhas peças para os meus vizinhos e conhecidos, através da internet e também deixo em consignação em algumas lojas da minha cidade. A internet é uma ferramenta essencial para a divulgação e a venda das peças. Como também, proporcionou conhecer várias pessoas para a troca de idéias, para o aprendizado e para a amizade.

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Como é a sua rotina?
 Não tenho uma rotina determinada. Geralmente, eu acordo cedo, pois o dia rende mais. Acesso à internet para responder aos e-mails de orçamentos, ver o meu Flickr e também responder aos comentários que as pessoas deixam na galeria de fotos do blog. Executo minhas encomendas, cuido da casa e estudo para concursos públicos. Se eu pudesse viver só do artesanato, eu viveria, mas infelizmente o trabalho manual não é valorizado.

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Gostaria de dar uma dica para iniciantes.
 Pessoal, o artesanato é uma terapia. Descubra o artesão que há dentro de você. Eu mesma fiz vários cursos de artesanato e eu me encontrei na massinha do biscuit, pois vi que agulhas e linhas são minhas inimigas. Cada um tem o seu ponto forte. Além de desestresse é uma renda extra. Aprender nunca é demais.

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Entrevista - Ana Kuhnen

15 de fevereiro de 2010 34

O que dizer dessa menina mulher, super talentosa com uma mão fantástica para o trabalho.

Convido vocês a se encantarem com o trabalho da Ana.


Nome: Ana Kuhnen

Cidade: Florianópolis/SC

Marca: Marmelinha

Onde encontrar: http://www.flickr.com/photos/marmelinhas/

http://www.marmelinhas.com.br/index.html


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1. Como vc começou, como se interessou pelo biscuit?

Sempre gostei de artesanato, as primeiras lembranças que tenho, são das aulas de artes da escola – elas eram minhas preferidas! Lembro dos vidros de conserva onde se guardava anilina, lindos vidros transparentes e coloridos. Ficava fascinada com aquelas cores!

Desde então, sempre estive rodeada de materiais artísticos e “invenções”. Casinhas de bonecas, bichinhos feitos com pompons de lã, caixinhas decoradas, papel marmorizado, ponto cruz… minha mãe conta que eu inventava palavras para denominar certas coisas – até hoje não sabemos ao certo, se eu confundia ou imaginava - mas o fato, é que “Marmelinha” é uma destas palavras!

Segundo minha mãe, eu chamava de “Marmelinha” a mistura de açúcar e canela que ela fazia para colocar em cima do pastel de banana.

A primeira vez que vi uma peça de biscuit foi em uma revista. Era um porta- retrato cheio de flores – pequenas rosinhas de várias cores. Fiquei encantada com a possibilidade de trabalhar com aquela massinha colorida. Tentei fazer algumas massas, mas sem sucesso.

Quando conheci meu namorado – que depois passou a ser meu marido – soube que ele fazia biscuit. Ele me ensinou a fazer a massa e me deu muitas dicas de modelagem. Com o tempo ele parou de modelar e eu continuei, e nunca mais parei, isso já faz 10 anos.

Quando quis escolher um nome para minha marca, não pensei duas vezes, e assim surgiu “Marmelinhas”, homenagem à criança que habita em mim e que até hoje, adora brincar de massinha.




2. Vc busca inspiração, onde?

Gosto muito das revistas e encontro trabalhos lindos na internet também. Tudo isso vai formando um repertório diversificado que contribui em meu processo criativo. Mas a inspiração vem também de filmes, desenhos animados, de um dia de sol, ou de chuva, ou até mesmo das imagens que surgem em minha mente quando estou prestes a pegar no sono. Quando isso acontece, anoto correndo a idéia para elaborar no dia seguinte.

3. E os materiais, vc encontra onde?
Em geral, compro meus materiais em lojas de artesanato do centro da cidade de Florianópolis. Às vezes preciso recorrer à internet e realizo minhas compras em lojas virtuais.

4. Como é a sua rotina?
Na verdade não tenho uma rotina definida. Sempre estou fazendo muitas coisas ao mesmo tempo, então nem sempre consigo estabelecer horários para o trabalho. Durante alguns anos fiz faculdade de Naturologia Aplicada na Unisul onde me formei, e ao mesmo tempo estudava Artes Plásticas na Udesc, atualmente estou indo para o último semestre deste curso e me formo este ano. Assim, nem sempre dá para conciliar tudo e a rotina de trabalho acaba dependendo da rotina das aulas. Às vezes acontece de ter alguns trabalhos incompletos, secando em meu ateliê, e quando sobra um tempinho volto e termino. Quando as peças são encomendas, me organizo para cumprir os prazos.

5. Qual peça significa/significou mais pra você?
Existem algumas peças significativas, seja pela dificuldade em fazer, pelo resultado final que me agradou, ou outros motivos. Mas uma, com certeza têm um significado maior. Foi um papai noel que fiz para um concurso da comunidade do orkut: “Eu Amo Biscuit”. Com esta peça ganhei o primeiro lugar do concurso, e dentre tantos prêmios, recebi um que sou muito grata até hoje: fazer um passo a passo na Revista de biscuit da Anna Modugno. Na ocasião, tive a oportunidade de conhecê-la pessoalmente, ela que é pioneira do biscuit no Brasil, e cujas revistas sempre me serviram de inspiração. Além disso participei, neste mesmo ano – 2008 – da feira de artesanato Mega Artesanal, em São Paulo, fazendo demonstrações em seu estande. Foi uma experiência incrível, e tudo aconteceu por causa do Papai Noel de pijamas com cabelos de suspiros, que é meu “xodó”.

Papai Noel que ganhou 1º lugar (foto à esquerda). Anna Modugno e eu, em seu ateliê em São Paulo – maio de 2008 (foto à direita)

Fazendo o passo a passo da peça que saiu na revista Arte em Biscuit (foto à esquerda). Mega Artesanal 2008 – São Paulo – Estande Anna Modugno (foto ao centro). Revista Arte em Biscuit Anna Modugno – agosto de 2008 (foto à direita).

6. No processo de criação de uma peça, qual a parte que mais dá trabalho, e qual a parte que mais te envolve, o que prefere?
Em geral, as criações de peças são bem agradáveis. Eu procuro planejar as etapas antes de começar, a fim de tornar o trabalho mais prático e ordenado. Mas às vezes, nem tudo sai como planejado, então, neste momento, é que ocorrem as etapas mais trabalhosas, pois é preciso refazer a peça, e pensar numa nova solução. Tendo feito este planejamento, e principalmente criando um modelo anterior, o restante é bem prazeroso, pois o trabalho flui. Tingir a massa é um pouco cansativo e demorado. Alguns detalhes de algumas peças, como colar os granulados de um brigadeiro, por exemplo, são bem demorados, pois são colados um a um. Fotografar as peças, colocar as fotos no flickr, responder aos recadinhos e emails, são etapas muito gostosas e gratificantes.

7. Já teve algum dia, em que não teve inspiração? O que vc fez?
Já tive momentos de falta de inspiração sim. Quando isso acontece procuro realizar outra atividade, e depois volto. Mas normalmente, tenho uma lista de idéias novas esperando para serem realizadas, por isso, momentos de falta de inspiração são mais raros de acontecer.

8. Quando esta desenvolvendo uma peça, vc costuma assistir tv, ouvir música ou prefere o silêncio?
Gosto muito de cinema, então estou sempre assistindo filmes enquanto estou trabalhando. É uma ótima maneira de aliar duas atividades que adoro, e conciliar o tempo para colocar em dia filmes que quero assistir.

9. o que te motiva?
As cores da massinha me motivam! As possibilidades que ela oferece; o desafio de criar uma peça; o resultado final; as fotografias que faço; o reconhecimento dos amigos e familiares; tudo me motiva. O material é bastante maleável e permite realizar diversas formas, de diferentes tamanhos, cores e texturas. É um exercício dinâmico e divertido, é como brincar de massinha. O biscuit é um dos melhores meios que encontrei de dar forma a minha imaginação. De contar minhas histórias e de inventar outras.