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Esses bárbaros do Norte e suas gargantas de ouro

(Imagem: Divulgação)

Muitas causas são apontadas para a Queda do Império Romano, entre elas as guerras contra os povos bárbaros oriundos do norte e do leste da Europa.

Pouca gente se pergunta o que os germânicos, vikings, jutos, visigodos e saxões faziam para se divertir nos raros momentos em que não estavam saqueando portos ou queimando aldeias. A julgar pelos atuais descendentes das tribos guerreiras do Norte,  podemos pelo menos ter uma ideia da qualidade dos cantores que animavam as happy hours nas tavernas primitivas da Escandinávia no início da Era Cristã.

Os melhores exemplos de vocalistas com gargantas privilegiadas e timbre agudo podem ser vistos (ou ouvidos) nas bandas de metal do norte da Europa. Tudo bem, quem começou tudo isso foram os cantores das bandas de hard rock das Ilhas Britânicas, os deuses Ozzy, Plant, Dio, Gillan, Coverdale, Hughes, mas todos eles são justamente caras cujos ancestrais usavam capacetes feitos com cabeças de animais selvagens. Suas raízes estão no norte gelado.

Hoje, depois que o  britpop e o indie rock baniram os grandes cantores da cena roqueira britânica, quem quiser encontrar esse tipo de vocalista deve procurar na Alemanha, na Suécia, na Finlândia.

Tobias Sammet, o líder das tribos guerreiras

(Imagem: Divulgação / tobiasammet.com)

O líder da horda de cantores bárbaros é o alemão Tobias Sammet (a.k.a. “o irmão perdido do Bruce Dickinson”, pela semelhança de timbre), que despontou no Edguy. Tobias não é o melhor dos vocalistas nórdicos, mas com certeza é o mais empreendedor.

Na virada do milênio, ele concebeu e organizou a gravação de Avantasia, uma metal opera que reunia um dream team de cantores e instrumentistas. A história é uma viagem bem ao gosto dos fãs de metal melódico, envolvendo um jovem monge da Alemanha medieval, bispos, o papa, torturadores, uma jovem acusada de bruxaria, elfos, anões etc.

O time de menestréis inclui, além de Tobias, Michael Kiske e Kai Hansen (ambos ex-Helloween, que aliás é a banda que lançou esse lance de metal melódico), Oliver Hartmann (At Vance), Rob Rock (Impellitteri), Sharon Den Adel (Within Temptation), David DeFeis (Virgin Steele) e até o brasileiro André Matos (Angra e Shaman) - sim, o Brasil tem alguns cantores de timbre agudo… o problema é que a maioria deles prefere cantar música sertaneja.

Dos cantores de Avantasia, os meus preferidos são Michael Kiske (que interpreta o druida Lugaid Vandroiy) e Oliver Hartmann (como o Papa Clemente VIII). Para que o leitor que os desconhece tenha uma ideia, Kiske e Hartmann começam cantando, respectivamente, as seguintes canções:

Tobias Sammet - No Return

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Tobias Sammet’s Avantasia - Sign Of The Cross

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Sharon Den Adel, o piteuzinho que comanda a banda holandesa Within Temptation, é a grande injustiçada da saga. Não bastasse ser presa pela Inquisição, sua personagem, Anna Held, pouco aparece nas músicas. Uma pena. Em Farewell, por exemplo, Tobias deu a ela UMA ÚNICA ESTROFE para cantar. Foi o bastante para que Sharon roubasse a cena (a partir de 2′35):

Tobias Sammet’s Avantasia - Farewell

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Depois de lançar dois belos álbuns da metal opera, Tobias não percebeu que era hora de parar e continou o projeto, chegando até a gravar um cover do Abba.

Tarja Turunen, a Rainha das Valquírias

(Imagem: Divulgação /tarjaturunen.com)

Mais ao norte, pertinho do lar do Papai Noel, encontramos a Finlândia, terra de algumas das mais expressivas bandas de metal melódico e assemelhados.

A principal banda finlandesa do gênero chama-se Nightwish, liderada pelo tecladista e big poser Tuomas Holopainen (que infelizmente, é dominador e impede que o grande guitarrista Emppu Vuorinen brilhe). A popularidade do Nightwish se deve sobretudo à ex-vocalista Tarja Turunen, que saiu há alguns anos. Famosa por introduzir o canto lírico no metal melódico, a hoje bela cantora (ela foi ficando mais magra e de cabelo mais liso à medida que a conta bancária engordava) segue carreira solo.

Mas, na sempre modesta opinião deste blogueiro, Tarja, ao exibir os seus dotes de soprano, acabou desperdiçando uma bela voz. Compare essas duas músicas do Nightwish. Na primeira, ela mostra o seu talento lírico. Na segunda, canta com “sua voz de verdade” (pelo menos nas estrofes).

Nightwish - Sacrament Of Wilderness

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Nightwish - Wish I Had An Angel

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A Finlândia também deu ao mundo outros grandes cantores, como o excelente Timmo Kotipelto, do Stratovarius, e Tony Kakko, do Sonata Arctica.

E eu nem mencionei o alemão Hansi Kürsch, da grande banda Blind Guardian.

Well, se você pensava que os germânicos e primos só eram bons em música clássica, podemos ver que eles também são ótimos em berrar num microfone. O Scorpions, aliás, soube juntar as duas coisas numa das melhores misturas entre música erudita e metal (e alguém, por favor, me diz o que foi que colocaram na bebida desses violinistas):

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Na música, nada se cria…

Hoje, uma matéria da zerohora.com conta que a banda australiana Men At Work foi condenada por plágio pela canção Down Under, talvez o seu maior sucesso. A música plagiada teria sido escrita por uma professora há mais de 70 anos.

Que bom que a  Justiça da Austrália nunca assistiu à novela Mulheres de Areia. Senão, o Pepeu Gomes estaria em apuros (confira o plágio a semelhança do tema de abertura com a música do Men At Work clicando aqui).

Isso dá o que pensar. Será que é impossível que dois compositores criem arranjos, riffs, melodias semelhantes? Ou, então, como estabelecer a fronteira entre a citação e o plágio?

Vejamos alguns casos e/ou denúncias de plágio:

Jorge Ben x Rod Stewart

Situação hipotética: Em 1979, Jorge, no conforto do lar, calmamente põe pra rodar o recém-adquirido LP do Rod, e, no refrão de Do Ya Think I’m Sexy, cospe fora a cuba libre que bebe. Afinal, aquela melodia é dele, Jorge, do seu clássico Taj Mahal. Rod Stewart foi processado e condenado por plágio.

Rod Stewart - Do You Think I’m Sexy

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Led Zeppelin x Small Faces x Willie Dixon/Muddy Waters

Praticamente uma orgia plagística. Partes da letra de Whole Lotta Love, uma das principais canções do Led, foram tiradas de You Need Love, escrita por Dixon para Waters, mas parece que a pegada veio mesmo da versão do Small Faces, You Need Loving. Ouça:

The Small Faces - You Need Loving

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Muddy Waters, aliás, também foi plagiado citado por outros artistas. Compare, por exemplo, os riffs de Mannish Boy, uma de suas canções, e Bad To The Bone, de George Thorogood And The Destroyers.

Deep Purple x The Blues Magoos

Ritchie Blackmore, quem diria, também “citou” outros compositores em seus riffs. Compare Black Night, do Deep Purple, a (We Ain’t Got) Nothin’ Yet, do Blues Magoos.

The Blues Magoos - (We Ain’t Got) Nothin’ Yet

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Deep Purple - Black Night

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Joe Satriani x Coldplay

Um dos últimos supostos casos de plágios no rock envolveu o guitarrista Joe Satriani, que acusa o Coldplay de ter roubado uma de suas melodias:



Joe Satriani vs Coldplay - Viva le Plagiat
Enviado por Roma-eterna. - Videos de musica, clipes, entrevista das artistas, shows e muito mais.

E aí, é plágio ou não?

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Stairway to Heaven: uma versão brejeira

Este belo cover da Mãe de Todas As Baladas foi gravado pela banda sulista Iron Horse (do sul dos EUA, fique bem entendido). Talvez seja a melhor versão do clássico (depois da original, é claro).

Iron Horse - Stairway To Heaven (Led Zeppelin Cover)

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Guns N’ Who??!

Roqueiros porto-alegrenses andam comemorando a notícia da vinda do Guns N’Roses à cidade, para um show inédito em março de 2010. Pois é, será a primeira apresentação da banda americana aqui na província. Ou seria, se o grupo ainda existisse.

Leio o anúncio do show e, do texto, destaco este parágrafo:

Além de Axl Rose no vocal, a atual formação do grupo conta com os músicos Tommy Stinson (baixo), Dizzy Reed (teclados), Bumblefoot (guitarra), Chris Pitman (teclados e baixo), DJ Ashba (guitarra), Richard Fortus (guitarra e violão) e Frank Ferrer (bateria).

PQP, who the hell are these people? Quem, em sã consciência, chamaria ISTO de Guns N’Roses?

Para quem não se lembra, o Guns era, no final dos anos 80 e começo dos 90, uma das maiores bandas do mundo. Quem estava entrando na adolescência, como este blogueiro, começava a gostar de rock ouvindo Sweet Child O’Mine, Welcome To The Jungle, Paradise City.

Fazíamos virtuosísticas exibições de “air guitar” acompanhando os riffs de You Could Be Mine, assobiávamos junto com Axl a introdução de Patience, cantávamos Knockin’ On Heaven’s Door naquelas breguíssimas e inesquecíveis rodinhas de violão.

Quem viveu aquela época sabe que a melhor maneira de pronunciar a formação da banda é assim: Axl Rose, Slash, Duff McKagan, Steven Adler, Izzy Stradlin. Claro, nem todos eles estavam no line-up original, e Adler e Izzy foram substituídos por Matt Sorum e Gilby Clarke ainda nos anos de ouro, mas isso não vem ao caso. O que quero dizer é que o Axl não pode reunir um bando de desconhecidos, colocar o rótulo G N’R, passar duzentos anos gravando um disco que, depois de pronto, ficou pior do que todos esperavam e depois sair em turnê mundial como se ainda estivesse em 1991. Ou melhor, ele pode, mas os fãs não são obrigados a gostar disso. Slash, Duff e Sorum também formaram uma nova banda depois do fim, mas nem por isso a chamaram de Guns N’ Roses.

Roqueiros da gema costumam torcer o nariz para o hard rock oitentista, cujos principais representantes são Guns N’Roses, Skid Row, Mötley Crue e as fases mais bregas de Van Halen e Whitesnake. Acusam os hardeiros de posers, não sem razão. Você daria algum crédito a caras vestidos assim?

(by the way, esse é o Skid Row)

Mas, apesar dos cabelões, do lápis de olho e das apertadíssimas calças de couro, alguns daqueles posers sabiam tocar. Slash, o discriminado guitarrista do Guns, não apenas criava riffs poderosos de “roque pauleira”, mas também compunha belíssimas melodias.

  Guns N Roses - Estranged  
 
 
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O Axl daquela época também era muito melhor que a maioria dos soi disant rockstars de hoje, e infinitamente melhor que a versão 2010 dele mesmo.

Palavra da Salvação: quer ver um Guns N’Roses digno do nome? Não vá ao show. Acesse o Youtube.

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Highlander

Uma das lendas mais legais do universo roqueiro é a suposta imortalidade de Keith Richards, o aniversariante do dia (ou melhor, do dia de ontem).

O cara está há quase 50 anos bebendo doses dionisíacas de álcool, fumando maços e maços de cigarro por dia e usando drogas de todos os tipos - e aparece sempre vendendo saúde.

Em 2006, correu o mundo a notícia de que ele tinha sido hospitalizado… mas não por estar doente, e sim por cair do coqueiro que tentava escalar nas ilhas Fiji!

Hoje com 66 anos, o guitarrista dos Rolling Stones, imortal até prova em contrário, é um dos músicos mais respeitados do rock… e um dos maiores monstros sagrados ainda vivos.

Mesmo não tendo uma técnica tão exuberante quanto a de outros guitar heroes, ele goza da admiração de artistas e fãs de praticamente todos os gêneros - e criou alguns dos mais conhecidos riffs do rock.

Parabéns ao mestre.

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Red Hot Chili Peppers perde o seu guitarrista

E parece que o guitarrista (aliás, grande guitarrista) John Frusciante deixou o Red Hot Chili Peppers. De novo.

Grandessíssima perda, para esta que é uma das melhores bandas de rock das últimas décadas. Torçamos para que ele volte, se o vício em heroína não voltar primeiro…

Até lá, vamos relembrar um pouco do passado recente…

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pios com distorção

Desde ontem, o Baú do Roque está no Twitter.

Para ter acesso a informações requentadas, comentários ligeiramente preconceituosos e links que todo mundo já acessou mil vezes, siga-nos: twitter.com/baudoroque.

[O simpático passarinho punk é criação do Andrei Verner e está disponível para download gratuito neste endereço]

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A volta do blogueiro que não foi

Miríades e miríades de leitores reclamam, com razão, dos hiatos nas postagens deste mui distinto blogue.

O blogueiro, uma vez mais, se desculpa e espera contar com a compreensão dos amigos roqueiros… inclusive com a do João, que chega a insinuar que estamos “cansados do rock”, para citar o título de um post recente.

Mas… não é cansaço, John. Pelo menos, não cansaço do rock. Este escriba, como tu bem sabes, é ainda um pobre estudante, daqueles que também trabalham e se veem, a cada fim de semestre, às voltas com pilhas e pilhas de trabalhos por entregar.

Para alívio geral da nação do Baú do Roque, este é o último semestre com tal excesso de atividades.

A constância nas atualizações voltará, juro por Elvis.

Comemoremos, amigos roqueiros, o fim do semestre com o canto de vitória apropriado:

Motorhead - Live To Win

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A melhor paródia de todos os tempos

No dia 24 de novembro, lembramos os 18 anos da morte de Freddie Mercury, um dos maiores artistas do século passado.

Grande cantor e showman, era membro de um dos grupos fundamentais do rock: o Queen, famoso pelas suas canções poderosas e classudas.

Uma das mais famosas músicas da banda é Bohemian Rhapsody, epopeia gravada em 1975 para o álbum A Night At The Opera.

Os Muppets gravaram uma versão incríííííível do clássico. O personagem Animal, como sempre, rouba a cena.

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Quem está cansado do rock está cansado da vida

Steven Tyler estaria pedindo umas feriazinhas de dois anos do Aerosmith, segundo o site NME. Joe Perry, o seu guitarrista, diz que a banda  quer trabalhar e não pode esperar por Steven.

Nisso ele tem razão.

Só um pequeno problema: não dá pra imaginar o Aerosmith sem Steven Tyler no comando do show. Os caras podem até continuar, desde que mudem de nome.

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