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Almah, de Edu Falaschi, toca em Porto Alegre neste domingo

02 de junho de 2014 5

banda almah edu falaschi

Por Carlos Rollsing

Liderada pelo ex-vocalista do Angra, Edu Falaschi, o Almah irá se apresentar em Porto Alegre no dia 8 de junho, domingo, no Bar Opinião, às 19h.

O quarteto está em turnê de divulgação do excelente Unfold, quarto álbum de estúdio da banda, firmada entre as grandes do heavy metal nacional.

Escutar o novo trabalho de Falaschi é ter a certeza de que ele continua em grande fase, sem dever nada para os tempos em que esteve à frente dos vocais do Angra, quando eternizou sua voz em clássicos dos discos Rebirth e Temple of Shadows.

A atuação de Falaschi em Unfold está bem diferente , mas não menos competente, do que na época de Angra. A voz é menos aguda, mais adaptada ao seu timbre. Em alguns sons, o vocal soa semelhante a Bruce Dickinson.

O instrumental é ótimo, mesclando velocidade, melodia, peso e variações. A faixa de abertura, In My Sleep, é um dos destaques. E a balada I Do contagia, impossível de não ser cantada. Alguns fãs mais conservadores do heavy metal poderão ter reações negativas ao ouvir Unfold. Pelo menos duas músicas têm pegadas mais próximas do pop, o que costuma desagradar parte dos fãs. O ideal é que cada um ouça e tire suas conclusões, sem preconceitos.

Almah-Unfold

O novo álbum do Almah já começa belo pela capa. O disco trabalha com o conceito da Flor de Lótus, aquela que nasce e cresce em um terreno inóspito. Em tons azuis, uma figura feminina emerge do centro da Flor de Lótus, rodeada por pétalas.

Além do show de domingo em Porto Alegre, o Almah irá tocar no sábado, 7 de junho, em Caxias do Sul. Entre julho e agosto, a banda está com apresentações marcadas em São Paulo, Fortaleza e Rio de Janeiro.

Todas as capas: Blind Guardian

13 de maio de 2014 0

Para quem curte músicas que abordem mundos de fantasia, o universo de O Senhor dos Anéis, duendes tocando bandolim e muitos cavaleiros combatendo o Mal com suas pesadas espadas, o Blind Guardian é uma das bandas a ouvir.

E as capas dos álbuns transformam em imagem o espírito desses universos. Confira abaixo as capas dos discos de estúdio (clique nas capinhas para abrir as imagens em tamanho maior):

Qual a sua preferida?

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> Todas as capas dos singles do Iron Maiden

 

O filme The Wonders e a linha de montagem da indústria cultural

06 de maio de 2014 5

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Por Eduardo Nunes

Naquele delicioso subgênero de filmes sobre bandas de rock, uma das obras que mais me aprazem é o trabalho de estreia de Tom Hanks como diretor: That Thing You Do (batizado no Brasil de The Wonders – O Sonho Não Acabou), de 1996.

O mote do filme é uma banda-de-um-hit-só que luta para permanecer no topo das paradas à medida que seus membros, caras comuns de Erie, Pensilvânia, enfrentam a pressão do estrelato instantâneo.

O título é uma referência à música da banda fictícia The Wonders que cai no gosto dos americanos, uma grudenta canção daquele tipo dançante de rock que se fazia em 1964. É muitíssimo provável que você já tenha cantado e dançado a música em várias festas. A escolha do ano não é gratuita. 1964 marca o início da beatlemania nos EUA. O filme brinca com isso e mostra os Wonders como uma espécie de resposta ianque aos garotos de Liverpool, ou uma tentativa do showbiz de reproduzir em laboratório a alquimia que gerou os Beatles.

Leia também:

> E a chama ainda arde: a redenção do Strange Fruit em um belo filme

Ou seja: o filme  faz uma bela descrição dos processos da linha de montagem da indústria cultural. A banda, que começou discreta em Erie, entra no cast de uma grande gravadora assim que começa a fazer sucesso local e torna-se um produto moldado para ser vendido nacionalmente. O manager, interpretado pelo próprio diretor Tom Hanks, define tudo na vida do grupo: o nome, simplificado para a versão mais comercial The Wonders em vez de The Oneders (um trocadilho frustrado, já que todo mundo achava que a pronúncia era Oníders), o visual dos músicos, as informações divulgadas sobre os relacionamentos pessoais e o tipo de música gravada e tocada.

O personagem principal, supreendentemente, é o baterista. Guy Patterson, vivido por Tom Everett Scott, é um fã de jazz que converte That Thing You Do de balada melosa (a ideia original) em hit do ié-ié-ié. Arquétipo do good guy, ele é a síntese entre o vocalista Jimmy (Johnathon Schaech), o gênio talentoso e ambicioso que só pensa na música, e o guitarrista porraloca Lenny (Steve Zahn), que só quer se divertir. O baixista (interpretado por Ethan Embry), que sequer tem o nome revelado no filme, está mais preocupado em entrar para o Exército que em tocar.

Também fazem parte do elenco duas das mais belas atrizes da geração: Charlize Theron, que interpreta a namorada estou-cagando-pra-música de Guy, e Liv Tyler (aliás, filha do dinossauro roqueiro Steven Tyler), a namorada de Jimmy, que desempenha um papel central na vida dos Wonders. Só essa dupla já vale o filme, ainda que Charlize apareça só nos primeiros minutos.

A trilha sonora caprichada também faz valer a pena. Os Wonders, ao ingressar no cast da gravadora Play-Tone, entram em caravana com outros artistas do selo e dividem o palco com seus antigos ídolos – e as cenas de todos esses grupos no palco rendem vários minutos de boa música. Para ouvir a bela trilha, clique aqui.

That Thing You Do foi responsável, na época do lançamento, por várias ~barrigadas~da imprensa. Isso porque o final do filme apresenta textos dizendo o que aconteceu com cada membro da banda depois de 1964, como se se tratasse de uma história real. E diversos jornalistas desinformados resenharam o filme como se fosse sobre uma banda do mundo real.

Não que a história não tenha muitos e muitos símiles no showbiz. Bandas-de-um-hit-só criadas em linhas de montagem são uma constante na história do rock, assim como seus sucessos enlatados grudentos. O belo filme de Tom Hanks nos dá uma ideia de como esses produtos são fabricados.

 Leia também:

> Rockstar e a melhor banda fictícia do rock

 

Noite de escuridão: Cradle of Filth

05 de maio de 2014 8
Foto: Stephane "Rip" Rodillon, Divulgação

Foto: Stephane “Rip” Rodillon, Divulgação

 

Por Carlos Rollsing

Saí da redação, tomei um táxi e pedi ao motorista: “Vamos para o Opinião”. Depois de rodar por alguns breves minutos, lá estava eu diante da tradicional casa de shows do bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre. Era domingo, uma noite quente e ao mesmo tempo agradável de dezembro de 2010. Havia um clima de macabra expectativa. Os ingleses do Cradle of Filth, ícone do metal extremo, iriam se apresentar.

Gosto de assistir as bandas de abertura dos shows, mas, daquela vez, não foi possível. Encontrei meu irmão do lado de fora e resolvemos tomar umas cervejas antes de a quebradeira começar. Ainda na calçada, avistei uma colega de trabalho. Ela morava na região e estava passeando com um pequeno cachorrinho de pelo branco e volumoso. Foi, no mínimo, um contraste vê-la passar com o delicado animalzinho no meio de dezenas de pessoas vestindo preto, algumas com correntes pendendo pelo corpo como acessórios e outras com maquiagens góticas no rosto.

Enfim, entrei no Opinião. Me sentia ansioso. Não estava lotado, mas o público era muito bom. Quase não havia espaço vazio. Me posicionei em um pequeno lance de escada, à direita do palco. Estava contando os segundos, queria ver o frontman Dani Filth ao vivo. Por anos eu havia escutado sons como Born in a Burial Gown, Scorched Earth Erotica, Babalon A.D. (So Glad for the Madness), sem falar no resto do álbum Damnation an a Day, que cansei de rolar do início ao fim. E, enquanto o som ecoava, eu folheava os encartes, com todas aquelas fotos diabólicas dos integrantes da banda.

— CRADLE! CRADLE! CRADLE! CRADLE! CRADLE! — cantava a galera.

Até que os caras subiram no palco. O início sempre é empolgante. É o primeiro contato, a primeira satisfação da curiosidade e da ansiedade. O som da casa não estava dos melhores, disso eu lembro bem. As incríveis alternações de voz de Dani Filth me agradaram, assim como nas gravações de estúdio, embora muitas pessoas tenham feito, à época, críticas por ele não alcançar todos os agudos.

Bem, mas vamos ao que interessa: já estávamos na metade do show e, até aquele momento, o Cradle não tinha tocado nenhuma das minhas favoritas. Comecei a ficar preocupado. Tenho de fazer um mea-culpa: aquela turnê era do álbum “Darkly, Darkly, Venus Aversa”, que eu praticamente não conhecia. Fiz algumas audições dias antes do show, insuficientes para conhecer as músicas a ponto de as identificar e as cantar ao vivo. Erro meu, inegavelmente.

Mas, ainda assim, eu queria saber das minhas favoritas. Senti que, logo atrás do degrau em que eu estava, havia um pessoal agitado, batendo cabeça. Olhei. Eram duas meninas. No intervalo entre uma música e outra, entabulei uma conversa.

— Vocês chegaram a ver o setlist dos outros shows no Brasil? — perguntei, falando entre as cabeças delas, próximo aos ouvidos, para que pudessem me escutar.

— Sim, nós fomos também no show em São Paulo — disseram, citando a apresentação que havia ocorrido cerca de 48 horas antes. Pelo jeito, eram muito fãs da banda. Segui o papo.

— Tocaram Born In a Burial Gown?

— Não.

— E Scorched Earth Erotica?

— Não.

— E Better to Reign In Hell?

— Não.

— E Babalon A.D.?

— Também não.

— Puta que o pariu! — esbravejei.

As meninas voltaram para o transe. Estavam curtindo o show loucamente. Eu desanimei. Não ouviria as músicas que sempre sonhei ouvir quando o assunto era Cradle of Filth.

A apresentação prosseguiu e os pontos mais altos, acredito, ocorreram nas execuções de Nynphetamine, Her Ghost in the Fog e The Forest Whispers My Name, três das mais famosas composições do Cradle. Curti todas elas, mas o problema é que nenhuma delas estava entre as minhas favoritas.

Acabou o show. Não foi longo, durou cerca de 90 minutos. Saí, inconsolável, do Opinião. Somente no YouTube eu já havia assistido centenas de vez uma versão ao vivo de Born In a Burial Gown em um festival europeu. Mas, naquele momento, com os caras na minha frente, eu não tive essa oportunidade. Fiquei chateado.

Do lado de fora, voltei a encontrar meu irmão no bar. Durante o show, ficamos separados porque ele se aproximou mais do palco, se infiltrando no meio da aglomeração.

Um amigo dele chegou, distribuímos os copos e tomamos o primeiro gole. Não hesitei.

— Gostaram? Não tocaram nada, pô! — reclamei.

Eles concordaram. É sempre difícil definir o estilo do Cradle of Filth: Black Metal? Gothic Metal? Naquela noite, penso, prevaleceu o Gothic Metal. E isso não era novidade. Há tempos a banda vinha nesse caminho. Talvez eu tenha ido ao espétaculo desavisado ou com uma expectativa equivocada. O fato é que foi o show mais frustante da minha vida.

 

Todas as capas: singles do Iron Maiden

02 de maio de 2014 6

Por Eduardo Nunes

No post anterior sobre as capas do Iron Maiden, contemplamos apenas álbuns de estúdio e discos ao vivo oficiais da banda. Nos comentários, leitores reclamaram, com razão, da ausência de outras capas que mostram as diversas facetas do mascote Eddie.

Veja também:

> Capas de álbuns do Iron Maiden

Hoje, apresentamos as capas dos singles da banda. Começando no primeiro disco, em 1980, até The Final Frontier, de 2010, podemos ver toda a riqueza artística que gerou tantas encarnações de Eddie baseando-se no momento musical e nas letras de cada fase.  As capas do Iron sempre remeteram, como a música do grupo, à história, à ficção científica, à guerra e ao sobrenatural.

Desde o grande Derek Riggs, desenhista oficial das capas até 1992, vários artistas criaram artes para o Iron Maiden. Por um (lamentável) período, as representações de Eddie deixaram de ser feitas no formato clássico de desenho e passaram a ter imagens mais realísticas. Não gosto dessas capas. Para piorar, essas artes coincidem com o tempo em que Blaze Bayley assumiu os vocais, após a saída de Bruce Dickinson, um sonho ruim do qual, felizmente, todos acordamos com o retorno de Bruce em 2000.

As últimas capas (do álbum The Final Frontier), belíssimas, foram desenhadas por Anthony Dry e são inspiradas no universo dos quadrinhos. Veja abaixo todas as artes dos singles (clique nas miniaturas para abrir as imagens em tamanho maior).

Qual é a sua preferida? Eu fico entre Aces High, Stranger In A Strange Land, The Trooper e Bring Your Daughter To The Slaughter.

Veja mais:

> A arte elaborada das capas do Megadeth

 

As 5 melhores músicas instrumentais do metal

29 de abril de 2014 17

iron maiden dave murray adrian smith

Por Carlos Rollsing

Música instrumental não é para qualquer um. Sem a letra, a mensagem falada, o refrão grudento, o artista precisa inventar uma sonoridade muito empolgante e bem elaborada para criar um som instrumental que se torne relevante na carreira de uma banda.

Quando pensei no assunto dentro do gênero heavy metal, logo me vieram à cabeça quatro composições. Depois de uma consulta, recordei de uma quinta. Abaixo elas estão listas: cinco grandes gravações instrumentais do heavy metal. Não se trata de uma lista das melhores. A pretensão não é essa. São apenas impressões pessoais. E o espaço dos comentários está aberto para lembranças e opiniões dos leitores.

#1 Dream Theater –  Hells Kitchen

Som que traz combinações incríveis da guitarra de John Petrucci e da bateria de Mike Portnoy, que já deixou a banda. É uma música de melodia tocante e contagiante, com picos de empolgação nos solos de guitarra e nos ataques aos pratos. Foi gravada pelos virtuosos norte-americanos para o álbum Falling Into Infinity.

#2  Death - Voice of the Soul

É um desafio apontar uma música do gênero que casou tão bem os sons do violão, na base, e da guitarra, nos solos. É uma música com mais melodia e menos peso, fugindo um pouco da característica marcante da banda. O resultado é impecável. É quase impossível ouvir essa música de forma indiferente. É uma entre outras fantásticas faixas que estão no álbum The Sound of Perseverance, idealizado por Chuck Shuldiner, líder da banda e falecido em 2001.

#3 Rage – Unity

Um dos clássicos da banda alemã, é uma música conhecida, ainda que inconscientemente, por muitas pessoas. Já virou trilha de vinheta de programas de TV, rádio e comerciais. Impressiona pela velocidade e duetos de bateria e teclado, sem falar nas guitarras. A música Unity também dá nome a um dos álbuns mais importantes da banda.

#4 Iron Maiden – Transylvania

Do álbum de estreia dos ingleses, também batizado de Iron Maiden, Transylvania se insere no contexto de obscuridade que foi reproduzido várias vezes na história da banda. Em um período em que o Maiden ainda tinha característica de um som mais direto e menos elaborado, Transylvania se destaca pelo grito e velocidade das guitarras. A bateria não é complexa  Clive Burr era o dono das baquetas à época _, mas alcança ótima integração com a guitarra. Uma música perfeita para bater cabeça.

#5 Sepultura – Kaiowas

Foi gravada no álbum Chaos A.D., onde os brasileiros, ainda na sua época de ouro, fizeram algumas experimentações na sua sonoridade. Kaiowas talvez seja o maior dos experimentos do disco, que acabou influenciando diversas bandas de New Metal que surgiram pouco depois. Saíram de cena o vocal sujo de Max Cavalera, as guitarras distorcidas e velozes de Andreas Kisser e a bateria pesada de Igor Cavalera. Entraram no estúdio a viola e instrumentos de percussão, em uma musicalidade inspirada na “brasilidade” e em temas indígenas..

E para você, quais são os melhores instrumentais do metal?

 

Coldplay esconde letras originais em bibliotecas de nove países

28 de abril de 2014 0

coldplay_new_album

 

Se este não fosse um blogue de família, eu diria que a ideia é do caralho.

O Coldplay escondeu, em bibliotecas espalhadas pelo mundo, letras manuscritas de canções do novo álbum, Ghost Stories.

Pistas para ajudar os fãs a localizar os envelopes com os papéis rabiscados por Chris Martin são dadas no Twitter oficial da banda (@coldplay). Os manuscritos foram colocados entre as páginas de livros de bibliotecas de nove países. À medida que forem sendo encontrados, fotos das letras serão postadas.

E foi informado que um dos envelopes escondidos tem um “Golden Ticket” com ingressos para ver a banda se apresentar no Royal Albert Hall, em Londres, no dia 1º de julho.

Willy Wonka deve estar orgulhoso.

 

10 grandes narrativas do rock

25 de abril de 2014 15

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Por Eduardo Nunes

Como forma de expressão artística, a música é um ótimo meio de contar histórias.

Hoje, me pus a pensar: quais seriam as melhores narrativas do rock? Lembrei de alguns bons exemplos, não necessariamente os melhores. Confira abaixo a minha lista – sem qualquer hierarquização.

(clique nos links sob os títulos para abrir as letras ou para ver os vídeos no Youtube)

Bob Dylan – Hurricane

(letra | youtube)

A história real do boxeador Rubin Carter (que, aliás, morreu há poucos dias) inspirou Dylan a escrever esse épico sobre racismo e um negro preso injustamente.

Rush – 2112

(letra | youtube)

Com uma roupagem de ópera espacial em sete partes, 2112 trata da luta do indivíduo contra a opressão totalizante de uma ditadura no futuro. Ao usar a arte como arma para libertar a mente, o herói narrador enfrenta a violência do Estado.

Legião Urbana – Faroeste Caboclo

(letra | youtube)

Citar Legião Urbana em geral e Faroeste Caboclo em particular virou clichê, mas a aventura de João de Santo Cristo, que vai morar em Brasília e experimenta o amor e o crime até morrer num duelo na Ceilândia, merece estar em qualquer lista de grandes narrativas musicais.

Gary Moore – Over The Hills And Far Away

(letra | youtube)

Nesse drama irlandês, o narrador é preso por um crime que não cometeu e vive a angústia de não poder usar o álibi que poderia tirá-lo da cadeia. Revelar onde estava no momento do crime significa admitir o affair com a mulher do seu melhor amigo.

Iron Maiden – Alexander The Great

(letra | youtube)

A História é inspiração para diversas composições do Iron Maiden. Alexander The Great (Alexandre, O Grande) trata da vida do conquistador macedônio que expandiu os domínios da cultura helênica e criou um dos grandes impérios da Antiguidade.

Vitor Ramil – Joquim

(letra | youtube)

Ainda que Vitor Ramil não seja exatamente o que chamamos de roqueiro, a novela Joquim, a versão que ele gravou de Joey, outra grande narrativa de Bob Dylan, ficou boa demais. É envolvente a história de Joquim, o inventor pelotense que enfrenta os horrores da ditadura e os dissabores da burocracia.

Thin Lizzy – Whiskey In The Jar

(letra | youtube)

Outra novela irlandesa, a música do Thin Lizzy também trata de um cara que é preso – mas, nesta, o narrador é mesmo culpado. Décadas depois, o Metallica regravou a canção numa versão mais pesada e dançante, mas a original é muito melhor. Hetfield cantou os versos redondinhos demais, certinhos demais, enquanto a performance do mestre Phil Lynott combina muito mais com o espírito da música.

Legião Urbana – Eduardo e Mônica

(letra | youtube)

Outra história muito bem contada por Renato Russo é a de Eduardo e Mônica, que, mesmo sendo nada parecidos, se completavam como feijão e arroz.

Symphony X – The Odyssey

(letra | youtube)

A narrativa do Symphony X é baseada apenas em uma das mais célebres obras da literatura mundial: A Odisseia de Homero, que conta a jornada de Ulisses no longo retorno para casa após a Guerra de Troia.

Celso Blues Boy – Mississipi

(letra | youtube)

Homenagem a Robert Johnson, um dos Pais Fundadores do blues moderno, a bela música bilíngue de Celso Blues Boy tem a participação do grande BB King. Eles apresentam a história do desconhecido que, após um pacto com o diabo, se tornou “o eterno rei do blues” e depois teve a alma roubada pelo Rio Mississipi, que venceu o demônio na disputa pelo seu filho preferido.

E para você, quais são as grandes narrativas do rock?

 

Todas as capas: Megadeth

23 de abril de 2014 8

Por Eduardo Nunes

No post de hoje da seção Todas as capas, mostramos as artes dos álbuns de uma das principais bandas do thrash metal: o Megadeth.

A exemplo de outros grupos de metal, como o Iron Maiden, o Megadeth, uma espécie de dissidência do Metallica, sempre apostou em capas elaboradas, com ilustrações que remetem ao terror, ao sobrenatural,  à guerra e à política.

Confira abaixo as capas dos discos oficiais de estúdio da banda (clique nas capinhas para ver as imagens ampliadas):

Qual a sua capa preferida?

Leia também:

> As 10 melhores músicas do Megadeth
> Todas as capas: Pink Floyd

 

Rockstar e a melhor banda fictícia do rock

17 de abril de 2014 2
Quem gastava mais com maquiagem e cabeleireiro, Chris Cole ou sua namorada Emily?

Quem gastava mais com maquiagem e cabeleireiro, Chris Cole ou sua namorada Emily?

Por Eduardo Nunes

Dentro do já quase subgênero Filme Sobre Bandas de Rock, um dos que melhor resumem o hard rock oitentista é Rockstar, de 2001, estrelado por Mark Wahlberg e Jennifer Aniston.

O mote do filme é baseado na história real da saída do vocalista do Judas Priest, Rob Halford, que foi expulso da banda e substituído por um fã, Tim Owens, que cantava em… uma banda cover de Judas Priest.

Em Rockstar, Wahlberg interpreta Chris Cole, um cara que trabalha consertando copiadoras e, nas horas vagas, arrebenta como frontman de uma banda tributo chamada Blood Pollution, que homenageia o supergrupo de hard rock/metal Steel Dragon. Um dia, ele é chamado para fazer um teste para a vaga de Bobby Beers, o seu ídolo e frontman do Steel Dragon.

À frente de uma das bandas mais poderosas do mundo, Cole vive toda a loucura e excessos da cena hardeira oitentista, participa de orgias monumentais, sente o peso da fama e vice o drama de se reconhecer como uma engrenagem da indústria musical. E, claro, é obrigado a optar entre o estrelato e o amor da namorada Emily (Jennifer Aniston), da família e dos ex-parceiros de Blood Pollution.

O grande mérito de Rockstar está na banda montada para tocar as músicas do filme. Jason Flemyng, que interpreta Bobby Beers, é dublado pelo grande cantor Jeff Scott Soto. E os vocais do personagem de Wahlberg são dublados por Michael Matijevic.

A banda Steel Dragon conta com o fabuloso Zakk Wylde, um dos grandes guitarristas que tocaram com Ozzy Osbourne, e Jason Bonham, filho do mestre John Bonham, na bateria.

Enquanto outros filmes sobre bandas apresentam poucas músicas compostas para a banda fictícia (em Quase Famosos, por exemplo, a trilha sonora traz apenas UMA música completa do Stillwater), a Steel Dragon gravou um disco inteiro. É um belíssimo exemplo de hard rock oitentista, com uma guitarreira infernal e vocais poderosos.

Os músicos reunidos pelos produtores para compor a banda nem tão fictícia mostram que entendem muito do riscado e poderiam fazer sucesso na vida real, se resolvessem tirar o Steel Dragon da tela para ganhar os palcos do mundo.

Para ouvir a fantástica trilha sonora, clique aqui.