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Todas as capas: Blind Guardian

13 de maio de 2014 0

Para quem curte músicas que abordem mundos de fantasia, o universo de O Senhor dos Anéis, duendes tocando bandolim e muitos cavaleiros combatendo o Mal com suas pesadas espadas, o Blind Guardian é uma das bandas a ouvir.

E as capas dos álbuns transformam em imagem o espírito desses universos. Confira abaixo as capas dos discos de estúdio (clique nas capinhas para abrir as imagens em tamanho maior):

Qual a sua preferida?

Leia também:

> Todas as capas dos singles do Iron Maiden

 

O filme The Wonders e a linha de montagem da indústria cultural

06 de maio de 2014 5

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Por Eduardo Nunes

Naquele delicioso subgênero de filmes sobre bandas de rock, uma das obras que mais me aprazem é o trabalho de estreia de Tom Hanks como diretor: That Thing You Do (batizado no Brasil de The Wonders – O Sonho Não Acabou), de 1996.

O mote do filme é uma banda-de-um-hit-só que luta para permanecer no topo das paradas à medida que seus membros, caras comuns de Erie, Pensilvânia, enfrentam a pressão do estrelato instantâneo.

O título é uma referência à música da banda fictícia The Wonders que cai no gosto dos americanos, uma grudenta canção daquele tipo dançante de rock que se fazia em 1964. É muitíssimo provável que você já tenha cantado e dançado a música em várias festas. A escolha do ano não é gratuita. 1964 marca o início da beatlemania nos EUA. O filme brinca com isso e mostra os Wonders como uma espécie de resposta ianque aos garotos de Liverpool, ou uma tentativa do showbiz de reproduzir em laboratório a alquimia que gerou os Beatles.

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> E a chama ainda arde: a redenção do Strange Fruit em um belo filme

Ou seja: o filme  faz uma bela descrição dos processos da linha de montagem da indústria cultural. A banda, que começou discreta em Erie, entra no cast de uma grande gravadora assim que começa a fazer sucesso local e torna-se um produto moldado para ser vendido nacionalmente. O manager, interpretado pelo próprio diretor Tom Hanks, define tudo na vida do grupo: o nome, simplificado para a versão mais comercial The Wonders em vez de The Oneders (um trocadilho frustrado, já que todo mundo achava que a pronúncia era Oníders), o visual dos músicos, as informações divulgadas sobre os relacionamentos pessoais e o tipo de música gravada e tocada.

O personagem principal, supreendentemente, é o baterista. Guy Patterson, vivido por Tom Everett Scott, é um fã de jazz que converte That Thing You Do de balada melosa (a ideia original) em hit do ié-ié-ié. Arquétipo do good guy, ele é a síntese entre o vocalista Jimmy (Johnathon Schaech), o gênio talentoso e ambicioso que só pensa na música, e o guitarrista porraloca Lenny (Steve Zahn), que só quer se divertir. O baixista (interpretado por Ethan Embry), que sequer tem o nome revelado no filme, está mais preocupado em entrar para o Exército que em tocar.

Também fazem parte do elenco duas das mais belas atrizes da geração: Charlize Theron, que interpreta a namorada estou-cagando-pra-música de Guy, e Liv Tyler (aliás, filha do dinossauro roqueiro Steven Tyler), a namorada de Jimmy, que desempenha um papel central na vida dos Wonders. Só essa dupla já vale o filme, ainda que Charlize apareça só nos primeiros minutos.

A trilha sonora caprichada também faz valer a pena. Os Wonders, ao ingressar no cast da gravadora Play-Tone, entram em caravana com outros artistas do selo e dividem o palco com seus antigos ídolos – e as cenas de todos esses grupos no palco rendem vários minutos de boa música. Para ouvir a bela trilha, clique aqui.

That Thing You Do foi responsável, na época do lançamento, por várias ~barrigadas~da imprensa. Isso porque o final do filme apresenta textos dizendo o que aconteceu com cada membro da banda depois de 1964, como se se tratasse de uma história real. E diversos jornalistas desinformados resenharam o filme como se fosse sobre uma banda do mundo real.

Não que a história não tenha muitos e muitos símiles no showbiz. Bandas-de-um-hit-só criadas em linhas de montagem são uma constante na história do rock, assim como seus sucessos enlatados grudentos. O belo filme de Tom Hanks nos dá uma ideia de como esses produtos são fabricados.

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> Rockstar e a melhor banda fictícia do rock

 

Todas as capas: singles do Iron Maiden

02 de maio de 2014 6

Por Eduardo Nunes

No post anterior sobre as capas do Iron Maiden, contemplamos apenas álbuns de estúdio e discos ao vivo oficiais da banda. Nos comentários, leitores reclamaram, com razão, da ausência de outras capas que mostram as diversas facetas do mascote Eddie.

Veja também:

> Capas de álbuns do Iron Maiden

Hoje, apresentamos as capas dos singles da banda. Começando no primeiro disco, em 1980, até The Final Frontier, de 2010, podemos ver toda a riqueza artística que gerou tantas encarnações de Eddie baseando-se no momento musical e nas letras de cada fase.  As capas do Iron sempre remeteram, como a música do grupo, à história, à ficção científica, à guerra e ao sobrenatural.

Desde o grande Derek Riggs, desenhista oficial das capas até 1992, vários artistas criaram artes para o Iron Maiden. Por um (lamentável) período, as representações de Eddie deixaram de ser feitas no formato clássico de desenho e passaram a ter imagens mais realísticas. Não gosto dessas capas. Para piorar, essas artes coincidem com o tempo em que Blaze Bayley assumiu os vocais, após a saída de Bruce Dickinson, um sonho ruim do qual, felizmente, todos acordamos com o retorno de Bruce em 2000.

As últimas capas (do álbum The Final Frontier), belíssimas, foram desenhadas por Anthony Dry e são inspiradas no universo dos quadrinhos. Veja abaixo todas as artes dos singles (clique nas miniaturas para abrir as imagens em tamanho maior).

Qual é a sua preferida? Eu fico entre Aces High, Stranger In A Strange Land, The Trooper e Bring Your Daughter To The Slaughter.

Veja mais:

> A arte elaborada das capas do Megadeth

 

Coldplay esconde letras originais em bibliotecas de nove países

28 de abril de 2014 0

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Se este não fosse um blogue de família, eu diria que a ideia é do caralho.

O Coldplay escondeu, em bibliotecas espalhadas pelo mundo, letras manuscritas de canções do novo álbum, Ghost Stories.

Pistas para ajudar os fãs a localizar os envelopes com os papéis rabiscados por Chris Martin são dadas no Twitter oficial da banda (@coldplay). Os manuscritos foram colocados entre as páginas de livros de bibliotecas de nove países. À medida que forem sendo encontrados, fotos das letras serão postadas.

E foi informado que um dos envelopes escondidos tem um “Golden Ticket” com ingressos para ver a banda se apresentar no Royal Albert Hall, em Londres, no dia 1º de julho.

Willy Wonka deve estar orgulhoso.

 

10 grandes narrativas do rock

25 de abril de 2014 15

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Por Eduardo Nunes

Como forma de expressão artística, a música é um ótimo meio de contar histórias.

Hoje, me pus a pensar: quais seriam as melhores narrativas do rock? Lembrei de alguns bons exemplos, não necessariamente os melhores. Confira abaixo a minha lista – sem qualquer hierarquização.

(clique nos links sob os títulos para abrir as letras ou para ver os vídeos no Youtube)

Bob Dylan – Hurricane

(letra | youtube)

A história real do boxeador Rubin Carter (que, aliás, morreu há poucos dias) inspirou Dylan a escrever esse épico sobre racismo e um negro preso injustamente.

Rush – 2112

(letra | youtube)

Com uma roupagem de ópera espacial em sete partes, 2112 trata da luta do indivíduo contra a opressão totalizante de uma ditadura no futuro. Ao usar a arte como arma para libertar a mente, o herói narrador enfrenta a violência do Estado.

Legião Urbana – Faroeste Caboclo

(letra | youtube)

Citar Legião Urbana em geral e Faroeste Caboclo em particular virou clichê, mas a aventura de João de Santo Cristo, que vai morar em Brasília e experimenta o amor e o crime até morrer num duelo na Ceilândia, merece estar em qualquer lista de grandes narrativas musicais.

Gary Moore – Over The Hills And Far Away

(letra | youtube)

Nesse drama irlandês, o narrador é preso por um crime que não cometeu e vive a angústia de não poder usar o álibi que poderia tirá-lo da cadeia. Revelar onde estava no momento do crime significa admitir o affair com a mulher do seu melhor amigo.

Iron Maiden – Alexander The Great

(letra | youtube)

A História é inspiração para diversas composições do Iron Maiden. Alexander The Great (Alexandre, O Grande) trata da vida do conquistador macedônio que expandiu os domínios da cultura helênica e criou um dos grandes impérios da Antiguidade.

Vitor Ramil – Joquim

(letra | youtube)

Ainda que Vitor Ramil não seja exatamente o que chamamos de roqueiro, a novela Joquim, a versão que ele gravou de Joey, outra grande narrativa de Bob Dylan, ficou boa demais. É envolvente a história de Joquim, o inventor pelotense que enfrenta os horrores da ditadura e os dissabores da burocracia.

Thin Lizzy – Whiskey In The Jar

(letra | youtube)

Outra novela irlandesa, a música do Thin Lizzy também trata de um cara que é preso – mas, nesta, o narrador é mesmo culpado. Décadas depois, o Metallica regravou a canção numa versão mais pesada e dançante, mas a original é muito melhor. Hetfield cantou os versos redondinhos demais, certinhos demais, enquanto a performance do mestre Phil Lynott combina muito mais com o espírito da música.

Legião Urbana – Eduardo e Mônica

(letra | youtube)

Outra história muito bem contada por Renato Russo é a de Eduardo e Mônica, que, mesmo sendo nada parecidos, se completavam como feijão e arroz.

Symphony X – The Odyssey

(letra | youtube)

A narrativa do Symphony X é baseada apenas em uma das mais célebres obras da literatura mundial: A Odisseia de Homero, que conta a jornada de Ulisses no longo retorno para casa após a Guerra de Troia.

Celso Blues Boy – Mississipi

(letra | youtube)

Homenagem a Robert Johnson, um dos Pais Fundadores do blues moderno, a bela música bilíngue de Celso Blues Boy tem a participação do grande BB King. Eles apresentam a história do desconhecido que, após um pacto com o diabo, se tornou “o eterno rei do blues” e depois teve a alma roubada pelo Rio Mississipi, que venceu o demônio na disputa pelo seu filho preferido.

E para você, quais são as grandes narrativas do rock?

 

Todas as capas: Megadeth

23 de abril de 2014 8

Por Eduardo Nunes

No post de hoje da seção Todas as capas, mostramos as artes dos álbuns de uma das principais bandas do thrash metal: o Megadeth.

A exemplo de outros grupos de metal, como o Iron Maiden, o Megadeth, uma espécie de dissidência do Metallica, sempre apostou em capas elaboradas, com ilustrações que remetem ao terror, ao sobrenatural,  à guerra e à política.

Confira abaixo as capas dos discos oficiais de estúdio da banda (clique nas capinhas para ver as imagens ampliadas):

Qual a sua capa preferida?

Leia também:

> As 10 melhores músicas do Megadeth
> Todas as capas: Pink Floyd

 

Rockstar e a melhor banda fictícia do rock

17 de abril de 2014 2
Quem gastava mais com maquiagem e cabeleireiro, Chris Cole ou sua namorada Emily?

Quem gastava mais com maquiagem e cabeleireiro, Chris Cole ou sua namorada Emily?

Por Eduardo Nunes

Dentro do já quase subgênero Filme Sobre Bandas de Rock, um dos que melhor resumem o hard rock oitentista é Rockstar, de 2001, estrelado por Mark Wahlberg e Jennifer Aniston.

O mote do filme é baseado na história real da saída do vocalista do Judas Priest, Rob Halford, que foi expulso da banda e substituído por um fã, Tim Owens, que cantava em… uma banda cover de Judas Priest.

Em Rockstar, Wahlberg interpreta Chris Cole, um cara que trabalha consertando copiadoras e, nas horas vagas, arrebenta como frontman de uma banda tributo chamada Blood Pollution, que homenageia o supergrupo de hard rock/metal Steel Dragon. Um dia, ele é chamado para fazer um teste para a vaga de Bobby Beers, o seu ídolo e frontman do Steel Dragon.

À frente de uma das bandas mais poderosas do mundo, Cole vive toda a loucura e excessos da cena hardeira oitentista, participa de orgias monumentais, sente o peso da fama e vice o drama de se reconhecer como uma engrenagem da indústria musical. E, claro, é obrigado a optar entre o estrelato e o amor da namorada Emily (Jennifer Aniston), da família e dos ex-parceiros de Blood Pollution.

O grande mérito de Rockstar está na banda montada para tocar as músicas do filme. Jason Flemyng, que interpreta Bobby Beers, é dublado pelo grande cantor Jeff Scott Soto. E os vocais do personagem de Wahlberg são dublados por Michael Matijevic.

A banda Steel Dragon conta com o fabuloso Zakk Wylde, um dos grandes guitarristas que tocaram com Ozzy Osbourne, e Jason Bonham, filho do mestre John Bonham, na bateria.

Enquanto outros filmes sobre bandas apresentam poucas músicas compostas para a banda fictícia (em Quase Famosos, por exemplo, a trilha sonora traz apenas UMA música completa do Stillwater), a Steel Dragon gravou um disco inteiro. É um belíssimo exemplo de hard rock oitentista, com uma guitarreira infernal e vocais poderosos.

Os músicos reunidos pelos produtores para compor a banda nem tão fictícia mostram que entendem muito do riscado e poderiam fazer sucesso na vida real, se resolvessem tirar o Steel Dragon da tela para ganhar os palcos do mundo.

Para ouvir a fantástica trilha sonora, clique aqui.

 

Todas as capas: Beatles

15 de abril de 2014 4

Por Eduardo Nunes

O post de hoje da seção Todas as capas apresenta as artes dos discos de uma das principais bandas da história do rock: os Beatles.

As capas dos discos dos Fab Four, assim como as músicas, são objetos de culto para milhões de fãs e ajudam a contar a história da evolução artística da banda: de um começo mais ingênuo na época do yeah-yeah-yeah até produções mais caprichadas e enigmáticas na fase experimental.

Não seria possível compilar aqui a infinidade de singles, coletâneas, bootlegs e lançamentos exclusivos em determinados países que compõem a vasta discografia dos Beatles, por isso nos atemos, como de costume, aos álbuns oficiais.

Clique nas capinhas para ver as capas ampliadas. 


Qual é a sua preferida?

 

Muse: gravação de novo disco começa em maio, diz Dominic

15 de abril de 2014 1
Depois de um álbum sobre termodinâmica, o que vem por aí?

Depois de um álbum sobre termodinâmica, o que vem por aí?

O festival de Coachella deve marcar a última apresentação do Muse antes da gravação de um novo álbum.

Em entrevista a uma rádio americana, o baterista do power trio, Dominic Howard, afirmou que o grupo deve se reunir em estúdio para criar um novo disco a partir de maio deste ano. Ele promete a conclusão do trabalho para, no máximo, 2015.

Depois de uma sequência de álbuns temáticos sobre o espaço sideral (Black Holes And Revelations), sobre o romance de George Orwell “1984″ (The Resistance) e sobre termodinâmica (The 2nd Law), o que será que vem por aí?

Veja abaixo a entrevista em vídeo (áudio em inglês):

 

David Coverdale: o Amado Batista do rock

14 de abril de 2014 11

 

David Coverdale espalhando seu amor em Porto Alegre | Foto: Adriana Franciosi/BD

David Coverdale espalhando seu amor em Porto Alegre | Foto: Adriana Franciosi/BD

Por Eduardo Nunes

David Coverdale, além de ter o site mais kitsch da internet, é também o dono de uma das gargantas mais privilegiadas da história da música.

O mundo descobriu esse dom em 1973. Na época, enquanto Coverdale era apenas um gordinho espinhento que trabalhava em uma loja de roupas e cantava numa bandinha nas horas vagas, outra banda, o Deep Purple, uma das maiores do mundo, estava para acabar, com a saída do frontman Ian Gillan e do baixista Roger Glover.

O lugar de Glover foi ocupado pelo grande Glenn Hughes e David se candidatou à vaga de vocalista, mandando uma fitinha para os produtores do Purple. Depois de algumas horas de teste, cantando em um estúdio, o balconista foi aprovado. E surgiu aquela que é considerada por muitos a melhor formação do Deep Purple em todos os tempos, a Mk III: Blackmore, Coverdale, Hughes, Lord, Paice. No final daquele ano, a Mk III um dos melhores álbuns da banda (para mim, o melhor): Burn.

Coverdale canta demais. Com um timbre rouco e encorpado, passou a travar monumentais duelos vocais com o baixista e também cantor Glenn Hughes. É preciso admitir que Hughes tinha mais ímpeto no palco e acabava intimidando Coverdale, às vezes.  Clique no link abaixo para ouvir um exemplo (de estúdio) de embate da dupla:

> Lay Down, Stay Down

Como vocalista de uma banda de sucesso, o gordinho aprimorou a técnica e afinou a silhueta. Ficou no Deep Purple até 1976, quando o grupo desmoronou. Lá por 78, criou sua própria banda, o Whitesnake, e foi aí que o lado romântico de Coverdale pôde ser libertado sem nenhum pudor.

O cara é o Amado Batista do rock! Boa parte das suas canções tem “Love” no título. E as que não trazem o amor no título trazem nos versos, como, por exemplo, Can`t Go On:

Can`t go on without your love,
There`s no song without your love…
Ain`t no reason, ain`t no rhyme,
Without your love
I`ll go out of my mind…

Veja alguns títulos chorosos do nosso eterno sofredor apaixonado:
(clique no título para ver a letra e ouvir a música)

Is this love

A Fool In Love


Ain`t Gonna Cry No More


Ain`t No Love In The Heart Of The City


All In The Name Of Love


Fool For Your Loving


Guilty Of Love


Love Is Blind


Love Man


Love Will Set You Free


Love And Treat Me Right


Love Ain’t No Stranger


Crying In The Rain


Stay With Me

Give Me All Your Love

É muito amor para uma pessoa só – o que, muitas vezes, ultrapassa a fronteira do brega (e adentra muitas milhas na terra da breguice).

E você, leitor, o que acha da veia romântica do rapaz?