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06 nov14:02

Lojistas da Cidade Alta prometem manifestação contra insegurança

Diego Adami  (do Pioneiro)

Proprietários de estabelecimentos comerciais da Avenida Osvaldo Aranha planejam fazer uma manifestação na próxima semana para pedir melhorias na segurança do bairro Cidade Alta. Na manhã de sexta-feira, Luis Alberto Giacomelli, 49 anos, e o filho dele, Maicon, de 26, foram baleados em uma tentativa de latrocínio (matar para roubar).

Primo de Luis Alberto Giacomelli e dono de uma loja de tintas, Sérgio Scopel, 50 anos, diz que os comerciantes da região vivem apreensivos em relação a assaltos.

— Quase todas as lojas da rua já foram assaltadas — salienta Scopel.

Eles pedem providências da Brigada Militar em relação ao policiamento ostensivo, que, segundo eles, não é suficiente. Segundo o capitão Reni Zdruikoski, comandante da 1ª Companhia do 3ª Batalhão de Policiamento de Áreas Turísticas (BPAT), de janeiro a novembro foram registradas 24 ocorrências na Osvaldo Aranha, entre roubos a pedestres, furtos de veículos e roubos em estabelecimentos comerciais, o que daria uma média de 2,4 investidas por mês.

— A reclamação é pertinente, realmente justa, mas talvez não na proporção em que eles (comerciantes) estejam relatando. Não chega a três casos por mês. Mas, para quem é vítima, nunca é aceitável, mesmo que seja um por mês — afirma Zdruikoski.

Na opinião do oficial, a região onde aconteceu a tentativa de latrocínio a pai e filho é bastante visada pelos ladrões por estar localizada próximo à RSC-470, usada como rota de fuga pelos criminosos, e pela proximidade a bairros considerados de periferia. Segundo Zdruikoski, Bento Gonçalves conta atualmente com um efetivo de 96 brigadianos, entre policiamento ostensivo, área administrativa e servidores em férias ou licenciados.

— Seriam necessários, no mínimo, 160 homens para podermos transmitir a sensação de segurança para a população, para que as pessoas vissem realmente o policiamento nas ruas — avalia o capitão.

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