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20 abr18:14

Primeiro vinho da safra 2011 chega ao mercado

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O vinho mais jovem da safra 2011 da Miolo Wine Group desembarca no mercado neste mês. E o Gamay promete surpreender, por conta da colheita considerada uma das melhores dos últimos anos. 
É o terceiro ano em que o rótulo é elaborado com uvas da região da Campanha.

O Gamay é um tinto jovem com características semelhantes às dos “beaujolais nouveau” franceses, que marcam a chegada da nova safra naquele país. É isso aí: a Serra precisa aprender a festejar e a badalar a estreia de uma nova leva de vinhos.

A saber: o rótulo do Gamay foi desenhado pelo artista plástico Ricardo Tombini Pires, conhecido como Pirecco. Ele integra o projeto da Miolo que busca parcerias com artistas, estilistas e designers para compor “a vitrine” das garrafas.

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08 abr15:05

Casa Valduga busca expansão em Encruzilhada do Sul

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Espremida pela falta de áreas para crescer no Vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves, a Casa Valduga iniciou na virada do século uma busca por novas regiões promissoras para a produção de uvas viníferas. Tentou Pernambuco, analisou São Paulo e até fez experiências em Mato Grosso. Mas foi bem mais perto, em Encruzilhada do Sul, que uma das mais conceituadas vinícolas do Estado encontrou solo, clima e preços de terras baratos para erguer um novo projeto.

A missão de desenvolver a nova região coube a Juarez Valduga, diretor-presidente do grupo e um dos três irmãos sócios do negócio. Entusiasta, abraçou a causa como um projeto particular. Para Juarez, embora o potencial da Serra do Sudeste seja reconhecido no mundo da enologia pelos resultados recentes que saíram das garrafas, vocação ainda é pouco divulgada para o grande público. Favorecida pela distância de apenas 160 quilômetros de Porto Alegre, há boas possibilidades de a região também se tornar um novo polo de enoturismo, acredita Juarez.

– Quase não divulgamos a região. A gente se fechou. Primeiro, queríamos ter certeza de que daria certo – explica.

Além de cuidar dos vinhedos que ajudam a Valduga a ganhar medalhas de ouro mundo afora, Juarez se mostra obstinado por envolver na iniciativa as demais vinícolas e os pequenos agricultores que vivem em assentamentos da reforma agrária próximos, onde já incentiva a fruticultura e produtos coloniais. Para Juarez, assim que a Valduga montar o seu projeto, os vizinhos se engajarão na empreitada turística.

– No Vale dos Vinhedos, fizemos isso no início dos anos 90 – compara.

A mais estruturada na região, a Valduga tem hoje degustação e varejo, além dos 170 hectares de vinhedos, que consumiram um investimento de R$ 5 milhões. Agora, prepara a construção de uma pequena vinícola para elaborar uma quantidade limitada de garrafas e de uma pousada, na qual vai apostar mais R$ 1,5 milhão.

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03 abr15:42

O vinho com a cara da meia-estação

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A chegada do outono e a imediata queda nas temperaturas fazem com que os tintos recuperem seu poder de sedução junto ao público. A transição perfeita entre brancos e espumantes mais refrescantes e os vinhos encorpados pode ser feita pelos rótulos elaborados com a variedade gamay, os primeiros a serem lançados a cada safra e que devem chegar ao mercado nas próximas semanas.

Inspiradas nos produtos feitos na região francesa de Beaujolais, vinícolas brasileiras vêm investindo nessa uva para obter bebidas leves, frutadas e que devem ser degustadas assim que lançadas, sem envelhecimento em carvalho ou garrafa. Os resultados têm melhorado a cada colheita. Num ano em que o clima favoreceu variedades que amadurecem cedo, essa pode ser uma ótima surpresa nacional.

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16 mar11:32

Vinho é mais lucrativo do que petróleo e ouro

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Aqueles que consideram o vinho uma bebida cara vão suar ao saber que no ano passado o mercado de rótulos premium teve valorização maior do que commodities como petróleo e ouro.

Segundo estudo da Liv-Ex Fine Wine Exchange (espécie de bolsa de valores enológica), o índice composto pelos preços de cinco grandes marcas de Bordeaux sofreu alta de 57% nos 12 meses de 2010, ultrapassando a subida do petróleo (20%) e do ouro (35%) no mesmo período.

A grife mais lucrativa entre as analisadas é a Lafite-Rothschild, dona de safras que dobraram de valor ao longo de 2010. Os responsáveis por tamanha valorização foram os asiáticos, que vêm aumentando a demanda e participando com muita sede dos leilões internacionais de marcas famosas.

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28 fev15:56

Enoblog: Harmonização fácil e rápida com moscatéis

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Cada vez mais, os espumantes feitos com a uva moscatel se tornam legítimos representantes da produção vinícola nacional. Sua qualidade foi ressaltada pelo famoso crítico britânico Oz Clarke durante recente passagem pelo Brasil. Segundo o especialista, eles superariam inclusive a maioria dos atuais Asti italianos, produtos que inspiraram os moscatéis verde-amarelos.

Como são doces, os rótulos têm como vocação acompanhar sobremesas, mas muita gente prefere servi-los logo antes das refeições, na forma de aperitivo. Para não frustar seus apreciadores nem quebrar as regras de harmonização, abaixo está a receita de uma entrada simples e saborosa.

Ingredientes

– Queijo tipo grana

– Mel

Modo de preparo

1. Parta o queijo em pequenos pedaços. Em vez de cortá-lo de modo uniforme, apenas quebre-o com a ponta de uma faca, para que ganhe textura arenosa.

2. Coloque o mel em uma tigela pequena e aqueça-o no micro-ondas até que fique fluido.

3. O interessante é mergulhar o queijo no mel antes de cada mordida e alternar com goles do espumante moscatel. A doçura da combinação fecha perfeitamente com a bebida, e o queijo entra para fazer a contraposição. Adeptos do hábito europeu de servir queijos como sobremesa podem transferir a iguaria para o fim da comilança.

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16 fev10:04

Enoblog: Dica para enófilos cinéfilos

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Desde Sideways _ Entre Umas e Outras, lançado em 2004, o cinema não contemplava os apreciadores de vinho com um filme que trouxesse a bebida como argumento principal. Ainda que tenha passado batido pelas salas de exibição brasileiras, O Julgamento de Paris chega agora ao país em DVD para suprir a carência dos enoapaixonados.

A obra, de 2008, conta como rótulos norte-americanos surpreenderam críticos franceses em uma degustação às cegas realizada em Paris, em 1976, superando inclusive os vinhos que jogavam em casa. Esse marco na história da vitivinicultura mundial é contado pelo diretor Randall Miller, mas o roteiro não fica só no concurso. Aborda desde a descoberta da produção dos Estados Unidos, a preparação do certame e sua repercussão. Entre os nomes mais conhecidos do elenco estão Alan Rickman e Bill Pullman.

O filme é baseado no livro de mesmo nome escrito por George M. Taber, título obrigatório na estante dos seguidores de Baco.

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24 jan17:04

Enoblog: Seca preocupante? Pra quem?

por Maurício Roloff, Do Enoblog

Se a estiagem provocada pelo fenômeno climático La Niña está tirando o sono dos agricultores no Sul do Estado, na Serra essa redução do volume de chuvas não traz preocupação aos vitivinicultores. Conforme levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Uva e Vinho, entre outubro e dezembro, choveu aproximadamente 300 milímetros, cerca 70% da média esperada, de 415 mm.

Essa diminuição, entretanto, não afetou os vinhedos, garante o pesquisador em agrometeorologia José Eduardo Monteiro:

— Pode ter tido algum impacto, mas bem pequeno, em vinhedos de solos rasos, em função da dificuldade de armazenamento de água. Mas, no geral, a falta de chuva não trouxe problemas à cultura na região. Muito pelo contrário. A projeção de aumento da produção em relação à safra passada segue sendo de 15%.

Monteiro acrescenta que, de um modo geral, todas as variedades respondem da mesma forma à quantidade de chuva, pouca ou em excesso. Para as uvas precoces, como chardonnay e riesling, cuja colheita ocorre entre dezembro e janeiro, a estiagem até ajudou, assim como nas uvas intermediárias, que começam a ser colhidas em fevereiro.

As poucas chances de danos podem ocorrer se a estiagem se intensificar e ocorrer nos próximos meses, no período de formação dos cachos das variedades tardias, como a cabernet sauvignon, por exemplo, que deixarão os parreirais até o fim de março.

— O grande problema não é a seca, mas o excesso de chuva na fase de maturação, que diminui a qualidade da uva e facilita a ocorrência de doenças — aponta Monteiro.

Até na região da Campanha, onde a estiagem é mais intensa, os parreirais sofrem menos do que as demais culturas sazonais. A explicação, conforme o pesquisador da Embrapa Uva e Vinho, é o fato de as videiras perenes terem um sistema de raízes bem profundas, que chegam a 1,5 ou dois metros de comprimento, tendo mais condições de buscar umidade no fundo da terra.

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22 jan16:32

Enoblog: preço não indica a qualidade de um vinho

Frente à infinidade de rótulos disponíveis no mercado e ao nosso desconhecimento sobre a qualidade de muitos deles, o preço vira um importante critério de escolha. Quem já optou por uma garrafa em função do quanto ela custa não tem do que se envergonhar, pois qualquer apreciador da bebida fez isso muitas vezes ao longo de sua história etílica. Curiosamente, a lógica que geralmente regula esse mecanismo de seleção não é o da economia, mas a de que vinho bom é vinho caro.

É comum que, ao tomar gosto pelo assunto, os novos enoapaixonados comecem a elevar o investimento em bons produtos. Em pouco tempo, passam a desdenhar de exemplares mais em conta. Aí mora um grande pecado do degustador iniciante. É claro que vinhos de alto padrão exigem maiores cuidados por parte das vinícolas, o que implica em gasto extra para o consumidor. Mas desistir de um rótulo porque ele custa pouco é abrir mão de ótimas oportunidades. Para saber se um vinho é bom ou ruim, não basta ver quantos cifrões constam na etiqueta. É preciso prová-lo.

A história da vinícola Almadén, de Santana do Livramento, ilustra bem o tema deste texto. Desde a época em que a vitivinicultura nacional era menos estruturada, a cantina aposta em produtos mais simples, que servem como porta de entrada para o universo enológico. O mercado evoluiu, mas a marca não acompanhou o ritmo. Comprada no ano passado pela Miolo Wine Group, ganhou uma repaginada e apresentou um novo conceito, ainda baseada em preços bastante acessíveis. Eu já tinha conhecido a nova família de produtos na ExpoVinis 2010, mas estava curioso pra saber como ela se sairia ao lado de um prato. O teste foi feito com uma tainha na brasa (receita abaixo) acompanhada do chardonnay e do riesling da família Almadén, ambos da safra 2010.

Com a delicadeza que se espera de um riesling, o representante da cantina se saiu muito bem. Os aromas não eram abundantes, mas trouxeram notas florais e minerais. Tinham ainda um toque de frutas como a ameixa branca seca. Na boca, apresentava acidez bem marcada e despertava a sensação de salinidade nas laterais da língua, o que tornou o vinho muito refrescante. Para um prato desprovido de molho ou caldo, foi uma ótima combinação. Tudo isso por R$ 13,90 (na cantina ele custa ainda menos). Já o chardonnay não se saiu tão bem, e a questão não foi só a harmonização. Fechado no nariz, só lembrava frutas depois dos primeiros goles. E mesmo na boca não havia muita expressão. Um vinho um tanto tímido para o que se esperava de um branco jovem.

Tainha na brasa

Ingredientes

- Duas tainhas limpas e inteiras

- Um molho de salsinha

- Cebolinha verde a gosto

- Três limões

- Azeite de oliva extravirgem

- Sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de preparo

1. Tempere as tainhas com sal e pimenta do reino a gosto. Finalize com o azeite de oliva.

2. Pique 3/4 do molho de salsinha. Pique também a cebolinha verde e misture tudo em um recipiente.

3. Extraia o suco dos limões para esse mesmo recipiente. Tempere com sal e pimenta à vontade, formando uma salmora.

4. Acenda a churrasqueira e coloque as tainhas a assar sobre uma grelha. Com o restante da salsinha, forme um pincel e regue os peixes com a salmora de limão e ervas.

5. Quando estiverem bem assadas, retire as tainhas da churrasqueira e sirva.

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02 jan14:07

Enoblog estreia no rádio

Exatamente na época em que muitos leitores estarão de olho no vai e vem do mar, a coluna Enoteca fez sua estreia nas ondas do rádio. No dia 1º de janeiro, entrou no ar na Rádio Gaúcha o quadro Saca-Rolhas. O quadro terá novas edições sempre nas tardes de sexta-feira, durante o Gaúcha Entrevista, e nas manhãs de sábado, no Gaúcha Hoje.

Quem estiver fora da frequência da emissora (93,7 no FM e 600 no AM) pode conferir pela internet, no endereço da Gaúcha na internet. Não perca.

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15 nov08:14

Enoblog: prós e contras de rolhas e roscas

por Maurício Roloff, do Enoblog

Por séculos, quando se falava em vinho logo se imaginava uma garrafa de vidro tampada com cortiça. Bem, essa ainda é a primeira ideia que vem à cabeça, porém não mais a única. As opções de formatos e modos de vedação aumentaram muito nos últimos anos, ampliando as possibilidades para a indústria e os consumidores.

Essas mudanças foram tema de um seminário realizado na Argentina em outubro. Entre os dados apresentados, o quadro abaixo chamou especial atenção por confrontar e resumir as características das rolhas naturais, das sintéticas e das tampas de rosca (screw caps). Como esse é um tema que mobiliza muitos enoapaixonados, vale a pena conferir a comparação, elaborada pela filial argentina da empresa Tapi.

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