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Singapura: uma pequena e surpreendente nação

22 de maio de 2012 0

Estive em fevereiro em Singapura – um próspero e dinâmico tigre asiático. Esta ilha-estado de apenas 617km² é um centro financeiro, de saúde e educação no sudeste asiático. A menor nação asiática e a segunda mais densamente povoada do mundo com 5 milhões de habitantes é multicultural: com 77% de chineses budistas, 13% de malaios muçulmanos e 6% de indianos hindus, além de cristãos, árabes e armênios.

Singapura foi fundada em 1819 por Sir Stamford Raffles, da Companhia Britânica das Índias Orientais, devido a sua localização estratégica para as linhas comerciais e as boas condições de seu porto. Desde sua independência em 1965 a “Suiça Asiática” é governada pelo “People’s Action Party”, atraindo investimentos internacionais em função de sua estabilidade política e financeira.

As minhas impressões do país são as mesmas de minha primeira visita, quando percorri a Ásia por um ano há algumas décadas. A Singapura já se destacava por sua modernidade, limpeza e organização, faltando a pitada exótica de seus instigantes vizinhos. O eficiente país não oferece mercados locais nem povoados nativos, mas proporciona uma programação cultural de primeira linha com sua orquestra sinfônica e museus impecáveis como o de “artes asiáticas” no antigo palácio do governo Britânico.

O distrito colonial e a “chinatown” margeando o Rio Singapura continuam sendo as partes da cidade que mais me atraem, em função da sua escala humana. Nesses anos, o centro verticalizou ainda mais, com soluções bem cênicas como os prédios junto à Marina Bay: o contemporâneo centro cultural, parque, museu da arte e ciência. Já é uma marca da cidade o Marina Sands Bay – um complexo de shoppings e 3 torres ligadas no alto por uma estrutura que lembra um navio. No seu último andar, o Sky Park tem uma piscina com borda infinita e um bar para brindar a vista com um “Singapura sling”.

O corredor do consumo continua na Orchard Road, com ultramodernos shopping centers como Takashimaya, Ion Orchard, Tangs Orchard, Mandarin Gallery e Paragon, com todas grandes marcas internacionais.

Passeio de barco tradicional pelo rio Singapura e Marina Bay, e visita ao orquidário no jardim botânico são outras visitas obrigatórias na cidade.

Singapura é chamada de “fine city”, aproveitando o duplo sentido de “fine” significando uma  boa cidade, bem como cidade das multas, em função das penalidades rígidas que ordenam o trânsito, estacionamentos, passagens de pedestres, limpeza e silêncio resultando em uma cidade impecável.  Uma oportunidade de refúgio em um centro urbano ordenado em uma viagem pelo Sudeste Asiático com toda sua intensa diversidade cultural.

A cidade me proporcionou um momento emocionante ao reencontrar Ben Yeng Ong com quem compartilhei o programa High School em Pittsburgh há três décadas. Revivemos os velhos tempos do intercâmbio nos Estados Unidos, degustando uma diversidade de pratos chineses regionais. Ben Yen, que é da comunidade chinesa da Malásia e vive há 12 anos em Singapura, continua com seu bom humor e simpatia contagiante.

Foi muito legal o encontro com a minha primeira referência juvenil de Ásia que me instigou a desbravar o continente que mais me fascina.

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