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Pedal por Navegantes e Itajaí sem frescura

17 de janeiro de 2015 1

Por Fernanda Ribas

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Sabe aquele dia em que você quer pedalar sem pensar muito no destino?  Sair sem rumo em busca de histórias, novas rotas e para se deparar com paisagens desconhecidas? Tinha vontade apenas de conhecer a grandiosidade do Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes, mas também sentir a brisa do mar na orla. As duas cidades fazem parte da Costa Verde e Mar e da rota de cicloturismo de 270 quilômetros que inclui 10 cidades do litoral e do interior da região.

Saí de Itajaí, do bairro Fazenda, onde a ciclovia na beira-rio está sendo implantada e peguei o ferry boat. Para atravessar as águas do Itajaí-Açu custa R$ 1,50 para bicicletas.

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Veja o mapa com o trajeto:

 

Segui pela Avenida João Sacavem - onde há ciclofaixa em toda a extensão -, virei à direita em direção ao molhe de Navegantes para observar a entrada e saída de navios. É legal fazer uma pausa no molhe para também observar o surfe. Surfistas aproveitam as ondas no canto esquerdo do molhe e disputam as direitas que se formam no pico.

De lá, segui pela beira-mar de Navegantes, que tem mais de 10 quilômetros de extensão. Passei pela Praia Central Meia Praia até chegar ao Gravatá. Ainda não há ciclovias ou ciclofaixas, mas há um projeto de revitalização da orla da praia que prevê ciclovias. Por isso, percorri na pista mesmo no sentido do fluxo até o fim da orla. O pedal neste trecho é plano e ainda há a vantagem de a velocidade máxima permitida ser de 50 km/h para os veículos.

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Ao conversar com uma moradora do Gravatá, Michele Poli Tisse, fiquei sabendo que havia um trecho todo asfaltado que passa por uma área rural da cidade até chegar ao ferry boat e voltar para Itajaí. Percorri a Avenida Radial Norte Sul e virei à direita na Rua Francisco Schmitz no bairro Santa Lídia. O trânsito é muito tranquilo e a estrada plana, por isso, dá para pegar um pouco mais de velocidade no trecho.

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Chegando na Rua Onório Botolado virei à esquerda e segui até a BR-470. Poucos veículos trafegam pela região e há algumas subidas e descidas leves, o que torna o pedal uma delícia já que a vista é de um campo verde com bois e ao fundo a cidade de Navegantes. No trajeto fica visível o contraste da paisagem rural com a cidade ao fundo e aviões decolando do aeroporto de Navegantes.

GRUTA NOSSA SENHORA DE GUADALUPE

Quando o trajeto é espontâneo, sem muito planejamento, a gente acaba se surpreendendo. E foi passando em frente à Gruta Nossa Senhora de Guadalupe , no bairro Pedreiras, que percebi ciclistas, pedestres e motoristas parando no local. A temperatura beirava os 40º C e muita gente estava ali porque havia uma bica com água da nascente para se refrescar.

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Alguns levavam a água para casa, outros bebiam e se refrescavam ali mesmo.  No local, há uma gruta com um deque e uma escadaria que leva o visitante até uma imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, que fica exposta para visitação. O espaço foi todo revitalizado pela prefeitura em dezembro do ano passado. Na gruta, são realizadas missas, novenas e visitações religiosas.

A devoção à Nossa Senhora de Guadalupe teve início no México em 1531. A Santa é muito invocada entre aqueles que sofrem de doenças nos olhos. No altar, encontrei o casal José Maria Jacomine e Odete de Souza, devoto de Nossa Senhora, que passou pelo local e parou para rezar e se refrescar na gruta e na bica. Segundo eles, a gruta foi alvo da ação de vândalos no ano passado e foi totalmente reformada:

- Havia uma imagem da Nossa Senhora de Guadalupe ainda maior, mas quebraram tudo. Agora está bonito de ver o local e também seguro. Antes sempre esbarrávamos com um andarilho ou usuário de droga por aqui.

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Após a pausa, segui pela rua até a BR-470. Muita atenção ao atravessar a BR. O fluxo em Navegantes, logo no início da rodovia, é intenso e de veículos pesados.

Da rodovia, continuei reto pela via no bairro Nossa Senhora das Graças até chegar ao ferry boat do Machados. O valor é o mesmo para bicicletas, de R$ 1,50.  Ao chegar do outro lado, em Itajaí no bairro Barra do Rio, o trajeto é feito pela Rua Blumenau, onde há ciclofaixa em toda a extensão. O trânsito nesta rua é de caminhões já que há o porto na região. Mas chama a atenção a quantidade de ciclistas no trecho.

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Perto do Porto de Itajaí, me senti pequena perto de tanta grandiosidade. Há pilhas de contêineres ao lado do rio e o cenário fica propício para uma foto:

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Percurso total
Distância: 30 km
Grau de dificuldade: médio
Melhor horário: ao longo do dia – evitar horários de pico pelo movimento

 Confira o vídeo da aventura sobre duas rodas neste trecho:

 

Comentários (1)

  • joao francisco duarte diz: 17 de janeiro de 2015

    No segundo velocimetro da minha bike já marca 9 mil…é demais, é fantastico viajar de bike

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