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Um paraíso chamado Bombinhas

21 de fevereiro de 2015 1

Por Fernanda Ribas

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Ao descer o morro entre Porto Belo e a praia de Bombas, um cenário se descortina na frente dos olhos. Mas só com a vista não é possível imaginar quantas possibilidades a península de Bombinhas oferece para explorar a cidade da terra ao mar. É preciso ir mais fundo, ao fundo do mar para sentir bem de perto a calmaria das águas, o beliscar dos peixes e o silêncio da natureza.

Sobre duas rodas, o passeio é curto e não custa nada —  diferente dos carros que pagam R$ 21,83 de Taxa de Preservação Ambiental —, mas a aventura é grande pelas mais de 20 praias e as quatro ilhas de Bombinhas.

De trilhas de bike no costão a subidas e descidas entre uma praia e outra, a região exige tempo e atenção dos ciclistas. Tempo para conseguir explorar todas as curvas deste trecho do litoral e atenção para se locomover nas avenidas entre carros e pedestres, sem ciclovias ou ciclofaixas, no burburinho dos dias quentes do verão.

No fundo do mar da Ilha do Arvoredo

Começo o trajeto pouco antes do morro que divide Porto Belo de Bombinhas. Enquanto os veículos param para pagar a Taxa de Preservação Ambiental no posto no topo do morro, sigo viagem descendo pelo bordo da pista a Avenida Leopoldo Zarling com a vista da praia de Bombas. A avenida é apertada e o asfalto não colabora, por isso reduzir a velocidade e ficar atento com os veículos são dicas importantes para quem se aventura por lá. Atualmente a avenida em Bombas passa por revitalização, portanto lama e buracos acompanham a pedalada até chegar à praia de Bombinhas. A previsão é que as obras terminem em novembro e então haverá ciclovia em toda a extensão da avenida, na pista da direita (do lado do mar).

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Na charmosa Bombinhas estão localizadas as operadoras de mergulho que fazem passeios a partir do píer da Prainha, no canto da praia. São várias as opções: Hybrazil Mergulho, Submarine Scuba, Acquatrek, Submarine, Bertuol e Patadacobra, que foi com a qual mergulhei. É possível optar pelo curso para iniciantes, para certificados e formação profissional. Fiz o batismo, que é o mergulho experimental acompanhado de um instrutor.

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Do continente à face Sul Ilha do Arvoredo — onde ficam os pontos liberados para mergulho — são quase duas horas de barco. Foi em um dos estacionamentos próximos ao píer que deixei a bicicleta e parti para o mar. As saídas são diárias e o passeio matutino dura cerca de seis horas e inclui o traslado, lanche no barco, equipamento e acompanhamento do mergulhador durante o mergulho com cilindro. A experiência de estar tão perto de peixes, tartarugas, raias e outras espécies é única. Lá embaixo, escuto apenas a minha respiração no cilindro. Os peixes chegam perto e não se incomodam com a minha presença. Com uma vida marinha rica, fomos presenteados ainda com duas raias pintadas se exibindo em volta do barco durante o passeio.

Saiba como foi a aventura:

 

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Confira as fotos  feitas pela Patadacobra

Comentários (1)

  • Marco Túlio diz: 22 de fevereiro de 2015

    Parabéns,
    maravilha esse ‘bike reporter’.
    Tudo de bom acompanhar o relato com fotos e vídeos de lugares tão fascinantes, lindos,de encher os olhos.
    Fantástico esse trabalho feito com toda leveza e dedicação.
    Nota 10! continuarei acompanhando e me maravilhando.
    Grato pela oportunidade de um mineiro catarinense conhecer melhor e se extasiar com esse paraíso de Estado.

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