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Posts na categoria "Norte da Ilha"

De bike para a balada

24 de fevereiro de 2015 0

Por Carol Macário

 

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O trânsito em Florianópolis não favorece ninguém no verão, nem mesmo quem quer ir para a balada. Fila no Norte da Ilha, fila no Leste da Ilha e você acaba perdendo a noite dentro do carro. Um dia ainda teremos um transporte público eficiente, mas até lá a bicicleta é sempre uma boa alternativa.

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É bom lembrar que não há nada que se envergonhar por chegar de bicicleta em alguma festa. Pelo contrário, impõe estilo. Então deixe a vergonha para trás.

Nem todas as casas noturnas têm local adequado para guardar bicicleta. Na Lagoa já encontrei com muitos pés de goiabeira para amarrar a magrela. Desapegue.

Inacreditavelmente em Jurerê Internacional achei um estacionamento de bicicleta bem ao lado do Taikô, popular beach club. Fui para o balneário de bike para a missão de pedalar e curtir uma das famosas sunset parties de lá. O garçom me contou que é muito comum clientes que chegam de bike, principalmente os moradores.

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Ah, sim. Neste post sobre o blog Pedal Glamour tem dicas de como pedalar sem perder o estilo e não parecer uma “pessoa de lycra”. As dicas valem também para a balada.

 

 

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Pedalada pela história de Santo Antônio de Lisboa e Sambaqui

03 de fevereiro de 2015 0

Por Carol Macário

As pedras da primeira rua calçada de Santa Catarina

As pedras da primeira rua calçada de Santa Catarina

Que tal pedalar pela primeira rua calçada de Santa Catarina? Não é suave. As pedras irregulares encaixadas aleatoriamente no chão desafiam o ciclista a não se desequilibrar, mas é uma experiência de quase-trilha. Essa rua fica em Santo Antônio de Lisboa, sede do distrito de mesmo nome no noroeste da Ilha. É uma região histórica em Florianópolis. Por ali desembarcaram muitos açorianos em 1748 para ocupar o território da Ilha de Santa Catarina.

O vestígio do passado se vê nos casarios, na igrejinha, nas festividades religiosas ainda celebradas e algumas tradições mantidas. O curioso é que apesar de a história falar por si mesma, por meio das paredes das casas e da cultura pulsante, a região está em constante renovação. É berço de tradições, mas não abre mão da contemporaneidade e isso se vê nos bares descolados, no vai e vem de turistas e moradores, no cuidado com a conservação do velho com ajuda da tecnologia do hoje.

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Por isso pedalar pela região é como pedalar no ontem e no hoje.

A IGREJINHA

A dica é começar o pedal pela Igreja Nossa Senhora das Necessidades, conhecida como Igrejinha de Santo Antônio, construída por volta de 1750. No entorno as ruas são calçadas, na frente fica a pracinha e logo mais embaixo está o mar. Não vi pontos para guardar bicicleta, uma pena, mas nesse caso sempre dá para amarrar a bike em algum poste ou árvore para poder curtir com calma.

RUA CÔNEGO SERPA

Entrando na Rua Cônego Serpa há muitos casarões históricos, bares descolados, o tradicionalíssimo Clube Avante e a Casa Açoriana Artes & Tramoias (misto de galeria de arte com loja de artesanatos, uma das joias da cidade!). Divirta-se com uma paradinha no Gambarzeira ou um café no Coisas de Maria João.

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BEIRA DO MAR

Depois da igrejinha e rua Cônego Serpa, segui pela Rua Gilson da Costa Xavier e, na volta, pedalei pela beira-mar de Santo Antônio, na Rua Quinze de Novembro. A paisagem marítima é bucólica, com barquinhos à deriva e, ao longe, o centro de Florianópolis. O visual é assim até o Sambaqui.

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Há bares e restaurantes especializados em frutos do mar e, aliás, a gastronomia é outra vocação do distrito.

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SAMBAQUI

A comunidade do Sambaqui é tradicional e unida. E tão empolgante quanto pedalar com a vista linda do lugar é o contato com os moradores. No prédio da antiga Casa da Alfândega de Florianópolis encontrei senhoras fazendo renda de bilros e relembrando histórias do passado, como a das marcas de mula nas pedras da região que ninguém até hoje soube explicar. Encostei a bike num cantinho só para ouvir as memórias.

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Hoje o prédio de 1854, antes ponto de controle do trânsito de navios no Norte da Ilha, sedia a Associação do Bairro de Sambaqui e é um dos poucos locais onde se pode aprender a fazer renda de bilro.

Seguindo em frente, à direita está a Ponta do Sambaqui, uma ponta de terra sobre o mar onde uma pequena trilha leva a um gramado e prainha, ótimos para piqueniques e assistir ao pôr do sol. Nos dias de verão não é um bom programa, porque tem chovido praticamente todas as tardes. Ali perto fica o Rancho do Neco, rancho de pescadores famoso por sediar um dos melhores sambas da cidade aos domingos.

 

 

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Foi lá em Sambaqui que encontrei um grupo de crianças de bicicleta que “estacionaram” as magrelas numa árvore para brincar na água. Boa dica para quem não tem medo de voltar a ser criança. Veja o vídeo aqui.

SOBRE O TRAJETO

O distrito de Santo Antônio de Lisboa inclui os bairros Sambaqui, Barra do Sambaqui, Santo Antônio de Lisboa e Cacupé, todos localizados na região noroeste da Ilha. Dividi o trajeto em dois, tendo como ponto de partida a Igreja Nossa Senhora das Necessidades: para a esquerda fui até o bairro João Paulo (você lê aqui como foi), num total de 19 Km, e para esquerda até Sambaqui, entrando para a Barra do Sambaqui, num total de aproximadamente 9 Km.

 

O trecho no ponto mais ao norte do distrito é fácil, com pouquíssimas e suaves subidas. Não há ciclofaixa, mas como a rua é calçada e estreita, os carros transitam em baixa velocidade e o pedal pela área é fluido.

Para voltar a ser criança: bike e banho de mar

02 de fevereiro de 2015 0

Por Carol Macário

No bairro Sambaqui a criançada não desperdiça tardes de calor. O ponto de encontro é um dos decks na beira do mar calmo da baía. Eles descem as ruas de suas casas, se encontram na geral do bairro, a Rua Gilson da Costa Xavier, estacionam as magrelas debaixo de alguma árvore e… Tchibuuuum!

Inspire-se e volte a ser criança, que tal?

O sobe e desce do oeste da Ilha de Santa Catarina

31 de janeiro de 2015 2

Por Carol Macário

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Dar a volta à Ilha de Santa Catarina é um dos fetiches de muita gente que mora ou visita Florianópolis e a vantagem de percorrer seus 424 km² de bicicleta é poder curtir cada detalhe da geografia deslumbrante de um jeito mais orgânico, incluindo a sensação de vento no rosto e as paradinhas para um banho de mar refrescante. A operadora de cicloturismo Caminhos do Sertão promove um passeio recomendadíssimo de bike que contorna a Ilha. O trajeto foi pensado para quatro dias, numa média de 50 km por dia para cada região, incluídas aí visitas a pontos históricos e pedal por localidades rurais e distantes dos lugares óbvios e apinhados de turistas.

No último domingo acompanhei parte do roteiro pelo oeste da Ilha, no terceiro dia de pedal de um pequeno grupo organizado pelo Caminhos do Sertão que já tinha passado pelo leste e norte da cidade. O trajeto incluiu os bairros Sambaqui, Santo Antônio de Lisboa, Cacupé e João Paulo, região onde a característica marcante é a combinação de história, paisagem marítima, sobe e desce de morros e urbanidade.

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Pedalei com eles por 20 km. Do bairro João Paulo, Fernando Angeoletto e Eduardo Vessoni seguiram para a Av. Beira-Mar Norte e, na sequência, Tapera e Ribeirão da Ilha, ao Sudoeste. Eu voltei pelo mesmo caminho, dessa vez parando para fazer fotos. Um temporal desejado caiu quando eu estava quase chegando, para minha alegria.

Fernando Angeoletto e Eduardo Vessoni

Fernando Angeoletto e Eduardo Vessoni

Trilhas do Sertão

Eduardo Vessoni é um jornalista de São Paulo e veio à Florianópolis cumprir o desafio de dar a volta à Ilha. Ele comentou que o trecho pelas praias do norte tinham sido os mais difíceis, principalmente em razão dos morros.

Na região de Cacupé, a corrente da bicicleta dele arrebentou duas vezes. Graças à paciência, boa vontade e habilidade do Fernando, com apoio do Gabriel, que dirigia o carro de apoio da agência durante todo o percurso, a magrela foi consertada e seguimos o caminho com tranquilidade.

Parada para consertar a bike

Parada para consertar a bike

FARINHADA EM SANTO ANTÔNIO DE LISBOA

Assim como o Ribeirão da Ilha, ao Sul, Santo Antonio de Lisboa é um capítulo à parte na história de Florianópolis e por isso dediquei uma tarde exclusiva para pedalar pelo distrito e contar histórias sobre ele e o bairro vizinho, Sambaqui. Dessa vez foi apenas o ponto de partida. Encontrei o Fernando e o Eduardo em frente à Igreja Nossa Senhora das Necessidades – eles vieram da Barra do Sambaqui. Dali seguimos em direção à Cacupé.

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Cerca de 900 m de pedal pela Estrada Caminho dos Açores está o Casarão e Engenho dos Andrade, um engenho de farinha de mandioca de 1860 pertencente à família Andrade. O casarão é patrimônio histórico da cidade e o engenho ainda funciona. Em dezembro passado, a repórter do DC Ângela Bastos contou como é a farinhada. Leia aqui.

No domingo estava fechado e uma visita pode ser agendada com os proprietários pelo fone (48) 3235-2572.

CACUPÉ

Uma das referências a Cacupé na internet descreve-o como “um bairro nobre de Florianópolis”. De fato, a as duas pontas de terra que avançam sobre a baía norte, com parte do Centro da cidade, a Ponte Hercílio Luz e o continente ao fundo, formam uma paisagem irresistível, principalmente para especulação imobiliária. Se antes era uma região ideal para pesca artesanal, hoje concentra muitos condomínios, casas e prédios de alto padrão.

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Ainda tem pescadores por ali e o passeio é cheio de subidas e descidas. Os morros não são tão altos como o morro da Lagoa, mas exigem fôlego. O passeio na área plana compensa. Há trechos com calçadão, bancos debaixo de árvores para conversar e contemplar o horizonte. E eventualmente algum pescador empolgado com a possibilidade de muito camarão.

JOÃO PAULO

O bairro João Paulo tem história e trajetória similar ao Cacupé. Antigamente era muito comum a pesca de pequeno porte no mar calmo. Era um bairro muito tradicional – o nome inclusive homenageia um antigo morador. Localiza-se bem próximo do Centro, mas infelizmente os empreendimentos e condomínios escondem a vista. A rodovia que corta o bairro, batizada com o mesmo nome, é marcada pelas curvas e sobe-e-desce. O que compensa são as árvores no meio do caminho. Encontrei muitas frutas, e o perfume delas me acompanhou durante todo o trajeto.

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Ao final, próximo ao elevado do João Paulo, é só virar à direita e a ciclovia da Beira-mar Norte fica logo em frente.

SOBRE O TRAJETO

Como na maior parte da cidade, não há ciclovias e a dica é ficar atento com os carros. Leia o post sobre como escapar da rodovia SC-401 para ver o mapa e entender o trajeto.

Distância: 19 Km
Grau de dificuldade: médio