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Greve: Tebaldi falha onde não deveria

03 de julho de 2011 2

Quando o deputado federal Marco Tebaldi (PSDB) foi anunciado secretário de Educação pelo governador Raimundo Colombo (DEM/PSD) não faltaram críticas à sua falta de experiência na área. Chegou-se a dizer que a indicação do ex-reitor da Furb Eduardo Deschamps como seu adjunto na pasta seria uma forma de compensar essa constatação. Os defensores de Tebaldi contra-argumentavam que, se faltava experiência em educação, não lhe faltava em gestão pública, depois de seis anos como prefeito da maior cidade do estado, Joinville.

A tese não é indefensável. José Serra (PSDB) foi considerado um importante ministro da Saúde tendo como única experiência na área médica a própria hipocondria. Advogado por formação e com dois mandatos de prefeito de Porto Alegre, Tarso Genro (PT) foi o ministro da Educação que tirou do papel o Pro-Uni. Às vezes a capacidade de gestão pesa mais que a experiência pessoal na área.

E o barco seguiu, com Tebaldi no leme, até começar a greve do magistério.

Conforme foram avançando os mais de 40 dias de greve, a posição de Tebaldi ficou cada mais desconfortável, a ponto de Deschamps ter assumido, na prática, a condução das negociações e a intermediação direta entre o sindicato e o governo. Na sexta-feira, enquanto grevistas tomavam o prédio da Secretaria de Educação e Deschamps negociava a mais recente tentativa de colocar fim à paralisação, Tebaldi estava em Canela, na serra gaúcha, participando de um encontro com secretários de outros estados.

Aquela velha crítica à falta de experiência de Tebaldi em educação voltou com toda a carga.

Mas o que chama atenção é que o deputado não foi ofuscado por Deschamps em discussões sobre diretrizes curriculares, os rumos da educação, a qualificação dos professores, a implantação da nona série do ensino fundamental, a ampliação de vagas, a qualidade da merenda escolar ou a importância de distribuir uniformes gratuitos aos alunos da rede estadual.

Tebaldi pecou no gerenciamento do humor dos funcionários públicos que comanda, algo em que se saiu muito bem como prefeito de Joinville – foram seis anos sem greves. Pode-se lembrar que, na época, o tucano foi habilidoso em garantir vitórias de grupos dóceis no sindicato da categoria, mas é justo considerar que houve concessão de benefícios e a implantação de um novo plano de carreira – que a atual gestão afirma ter levado a folha ao limite, mas isso é outra conversa.

A ressalva é apenas para dizer que se Tebaldi falhou na condução das negociações da greve do magistério, não foi por causa da pouca experiência na área de educação.

Falhou como gestor.

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Comentários

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Comentários (2)

  • Sérgio diz: 3 de julho de 2011

    Falta vontade para gerenciar a Secretaria da Educação. Se falta verbas para a educação que tal o Tebaldi pedir exoneração do cargo. Assim, sem o pagamento do salario dele teríamos mais dinheiro para pagar os professores.Que tal o secretario incluir no seu próximo roteiro de viagem a cidade de Florianópolis para negociar com os professores.Não me resta dúvida, as últimas eleições em SC, em especial para o Tebaldi foram “triplice aliança” entre: mentirosos incompetentes,credúlos ingênuos e indiferentes.Não esqueça TEBALDI! O povo está do lado dos cansados professores.

  • Pedro Alves de Oliveira diz: 3 de julho de 2011

    Foi a coisa mais ridícula que ja vi na educação de Santa Catarina. Ele é simplesmente Analfabeto em educação e lidar com pessoas. Este ano faz 35 anos que trabalho com pessoas. Tenho em média 960 alunos por ano sendo 60% do ensino Médio,30% Universitários e 10% Operários e professores em cursos, e sei que para dar conta para todo esse povo em minha mão eu tenho que estar junto com eles explicando, orientando e tocando neles e na vida deles. Mais esse colega aí não sabe nada da educação dos 293 municípios do seu território. Vamos dar a ele umas 60 obras sobre pessoas, formação e educação como tarefa se ele guentar os próximos seis meses, que vá ler e refletir, e o professor Deschan que se toque e pegue um rumo na vida e deixe de ser politiqueiro e vamos dar aula, ele está só no TAPA BURACO desse bando de ceguinhos em educação, imagina só, Idênticos ao EX- Paulo Afonso Vieira. Deus duvida dessa equipe FREUD não explica a loucuras deles e o MISTER M não faz a magica para ele e o povo assiste este velho CIRCO da ILHA do saudoso FLORIANÃO ….

    Prof. MS. Pedro Alves de Oliveira

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