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Como ministro, Passos já inaugurou a BR-101

11 de julho de 2011 0

Ser ministro dos Transportes não é novidade para Paulo Sérgio Passos, efetivado hoje no cargo pela presidente Dilma Rousseff (PT). Ex-número dois na hierarquia da pasta e funcionário de carreira, Passos teve visão de camarote dos mandos e desmandos no ministério tocado por PMDB ( no governo Fernando Henrique Cardoso) e PR (governo Lula). Quando Alfredo Nascimento (PR-AM) deixou o cargo em 2010 para pedir votos para o Senado, foi ele quem herdou a caneta. Foi ministro de abril até o último dia de Lula na presidência.

Foi nessa condição que veio a Santa Catarina em 13 de setembro do ano passado. Naquele dia, Lula garantiu umas das manchetes da campanha eleitoral ao dizer, em Joinville, que o DEM deveria ser extirpado da política brasileira. Mas isso aconteceu à noite, em evento de campanha. Foi na manhã do mesmo dia, em Criciúma, que Passos acompanhou o presidente na inauguração de um trecho da duplicação da BR 101. Evento de campanha, mas com cores oficiais.

Poucos deram bola ao pequeno e franzino Paulo Sérgio Passos. Foi o penúltimo a discursar e causou tédio nos militantes petistas, nos alunos de escolas municipais previamente escolhidos e nos colegas da imprensa que preenchiam a pequena estrutura montada às margens da rodovia para a solenidade e que esperavam pela fala de Lula. Detalhou as obras realizadas e minimizou o que ainda estava (e está) por ser feito. Destoou em um palanque de políticos. Técnico que é, chamava pelo termo técnico “obras de arte” os viadutos, passarelas e outras intervenções na rodovia que não significavam a própria estrada.

E por esse detalhe acabou repreendido por Lula no show-discurso que fechou o evento.

- Quando você fala em obra de arte o pessoal fica achando que a gente tá colocando quadro na beira da rodovia – disse Lula, arrancando risadas do público presente.

Com pouco mais de seis meses de governo, Passos chegou aonde nunca antes um técnico de seu porte chegou: a titularidade efetiva do Ministério dos Transportes. Mesmo com a dica dada pelo próprio Lula, é difícil imaginar que o novo ministro possa virar um grande orador até o próximo evento que participar em Santa Catarina. A expectativa no Estado é que não tenha aprendido com o PR, ao qual ainda está filiado, como se tira (ou não) uma duplicação de rodovia federal catarinense do papel.

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