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O involuntário humor da invalidez

05 de outubro de 2011 2

Quando o alto número de aposentados por invalidez na Assembleia Legislativa voltou às manchetes, este ano, um conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) lembrou que o tema virou motivo de piada na época do grande surto, em 1982.

A mais recorrente falava de um inválido considerado cego pela junta médica do parlamento que foi visto entrando em um dos cinemas do Centro da Capital. Alguém teria visto a cena e resolvido seguir o suposto cego. O inválido entrou, escolheu a poltrona e sentou. A pessoa que seguia não conseguiu se segurar, sentou atrás e perguntou: “fulano, você não está aposentado por cegueira? Está fazendo o que no cinema?”. A resposta do inválido é o fim da piada:

- Não me diz que esse não é o ônibus para Palhoça?

Talvez, dentro de 30 anos, alguém ache que a história do aposentado por invalidez permanente que correu uma maratona e chegou em terceiro lugar seja considerada uma das lendas ou piadas desse escândalo que marca o legislativo catarinense.

Mas Gaizito Nuernberg, aposentado por invalidez permanente em 1982, correu os 10 quilômetros da Maratona Caixa de Santa Catarina, no domingo, em uma hora e três minutos – ficando em terceiro lugar na categoria de 60 a 64 anos. Está documentado e registrado.

O aposentado nem mesmo considerou se “pegava bem” participar da prova uma semana depois conseguir liminar judicial para não ter que retornar ao trabalho na Assembleia. Ele foi convocado porque a junta médica estadual disse que estava saudável, apesar da aposentadoria por cardiopatia grave.

Como negar?

O episódio mostra que a graça do humor está mesmo é na verossimilhança. Como mostra a charge de Frank Maia publicada aqui em 19 de junho.

Charge de Frank na edição de 20 de junho do jornal A Notícia

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Comentários

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Comentários (2)

  • Jurandir Bastes diz: 6 de outubro de 2011

    Upiara, é verdade que a ALESC vai investigar os super-salários sem teto do Ministério Público junto ao TCE/SC? Será?

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