O vereador Cesar Faria (PSD), de Florianópolis, apresentou pedido no Tribunal de Justiça (TJ) para voltar a receber o salário integral de procurador da Assembleia Legislativa. Faria acumula as funções, o que é permitido por lei, mas teve a maior parte do salário suspensa por decisão liminar do juiz Hélio do Valle Pereira, da 2ª Vara da Fazenda da Capital - decisão que atingiu todos os procuradores e ex-procuradores do legislativo.
O juiz entendeu que houve um drible na decisão do TJ que determinou que a Assembleia não poderia ter procuradores sem concurso público específico para o cargo. Em vez de realizar a seleção, a Assembleia transformou os procuradores em "consultores especiais" e criou uma gratificação para que seus salários voltassem ao mínimo de R$ 24,1 mil mensais - mesmo salário de um desembargador.
Com a liminar, os salários dos 15 "consultores especiais" e dos 15 procuradores aposentados foram reduzidos para cerca de R$ 7 mil. A maior parte deles também integrava a lista dos supersalários da Assembleia, os funcionários que ganhavam mais do que um deputado estadual (R$ 22,1 mil). Os valores acima do teto passaram a ser cortados em julho.
O pedido do vereador-procurador Cesar Faria ainda não foi analisado pelo TJ. A questão está com o desembargador Paulo Roberto Sartorato.