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Baratieri diz que não é candidato a vice

12 de fevereiro de 2012 0

Depois de Angela Albino (PCdoB) e Cesar Souza Junior (PSD), sexta-feira foi a vez de Ricardo Baratieiri (PT) passar pela série de entrevistas com pré-candidatos de capitais, promovida pela blog do jornalista Felipe Patury, da revista Época. Como das outras vezes, a entrevista foi concedida a Marcelo Osakabe. Na entrevista, o petista garante que é pré-candidato a prefeito, não vice.

A ministra Ideli Salvati é a favor de uma aliança com o PCdoB, de Angela Albino. Existe possibilidade de o PT fazer parte de outra chapa? Antes de tudo, o PT precisa construir uma unidade interna para poder se mostrar aos cidadãos de Florianópolis. Se, por acaso, a minha candidatura não for viável e julgarmos que o melhor caminho é a aliança, nós aceitaremos.

Existe a possibilidade de o senhor sair como vice? Não. Sou o responsável por implementar o SUS em Santa Catarina. Fui vereador e candidato à vice prefeito em 1996, quando nossa chapa perdeu por apenas 3%. Emprestei o meu nome para fazer a disputa da cidade. Agora, aceitei ser candidato a prefeito e não vice.

Com que partidos o PT busca aliança nessa disputa? Ainda não discutimos isso. Dentro do partido, ainda existem pessoas que acreditam numa candidatura chapa pura. Eu não concordo, não sou candidato de aventura. Precisamos trabalhar essa unidade interna antes de começar a dialogar com outros partidos.

O senhor buscará uma aliança com o PMDB? Olha, precisamos enxergar a eleição na cidade de uma maneira ampla. Queremos uma renovação da política da cidade e não podemos admitir cometer os mesmos erros. Sou de uma vertente umbilicalmente ligada à esquerda. Porém, precisamos buscar aliados e garantir governabilidade. Agora, esse apoio pode vir no primeiro turno ou no segundo.

Quais são suas principais bandeiras? Quero trazer a administração municipal para mais perto das pessoas, fazê-las acreditar no poder público. Desejo uma cidade que respeite a vida, que não deixe as pessoas morrerem no trânsito por causa do álcool, por exemplo. Em minha opinião, Lei Seca tem que ser fiscalizada todo dia. Devo dar maior atenção ao meio ambiente, um dos maiores patrimônios da cidade. Unir forças junto aos movimentos ecológicos, coibir a indústria de construção civil. A cidade tem uma vocação enorme para o turismo, mas ele não pode ser predatório.

Como pretende lidar com a questão do trânsito na cidade? Florianópolis é a cidade de maior contingente da classe C, que está adquirindo seu automóvel e com isso estressando o trânsito metropolitano. Sou médico, viajo bastante, e é visível que as cidades que melhor enfrentaram o tema o fizeram integrando diferentes modais e investindo mais em transporte público.

Qual é sua avaliação da gestão do atual prefeito, Dário Berger (PSB)? Ele mostra inaptidão para a função. Sendo prefeito há dezesseis anos, algo que acontece apenas em Santa Catarina, ele tem sim obras para mostrar, mas a maior parte delas veio como investimento do governo federal.

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