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Venda das ações da Casan: água parada

27 de fevereiro de 2012 0

Já faz cinco meses que a Assembleia Legislativa deu aval para o governo estadual vender 49% das ações da Casan para um sócio privado, em uma sessão marcada pelo barulho feito por deputados de oposição, sindicalistas e funcionários da estatal. As denúncias de que o tal sócio estava previamente escolhido e de que a operação se tratava de uma forma disfarçada de privatização não se confirmaram até agora. Nem o próprio negócio, em estágio embrionário.

O governo ainda não fez a primeira parte da complexa operação: a recompra de 22,59% das ações que estão nas mãos das estatais SC Par e Codesc. O Executivo precisa delas para vender 49% das ações sem perder o controle nominal da companhia, já que tem hoje 61,93% das ações. Não está definido se os 15,48% que estão com a Celesc farão parte do negócio.

O presidente da Casan, Dalírio Beber (PSDB), diz que a empresa está resolvendo problemas internos, como equacionamento de dívidas, e que espera a conclusão do balanço para iniciar o trabalho de avaliação do valor das ações para a operação de recompra. Por enquanto, segundo o tucano, os interessados têm sido discretos.

_ Como houve muito destaque na época, as empresas estão monitorando as ações. Recebemos sondagens, mas nenhuma proposta oficial.

A entrada de um sócio privado na estatal é uma das apostas do governador Raimundo Colombo (PSD) para capitalizar a Casan e aumentar o volume de investimentos em saneamento básico.

E deve ser motivo de muito barulho ainda em 2012.

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