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Deputada quer rebatizar crack em SC

01 de março de 2012 42

Negue-se tudo aos parlamentares catarinenses, menos a criatividade. A deputada estadual Ana Paula Lima (PT), por exemplo, apresentou na terça-feira um projeto de lei para mudar o nome da droga conhecida como crack em todos os documentos, relatórios e manifestações de agentes e servidores públicos em Santa Catarina. Não se trata de evitar o estrangeirismo ou a associação do nome da droga com a alcunha dada a jogadores de futebol de destaque. É um alerta. Vejam o que diz a proposta:

Art. 1º – A droga derivada do Erythroxylon coca, na forma conhecida vulgarmente como “crack”, passará, no âmbito do Estado de Santa Catarina, a ser designada por “pedra da morte”.

Na justificativa do projeto, Ana Paula Lima descreve todos os males causados pela droga para concluir, enfaticamente:

— Ou seja, o crack é de fato a Pedra da Morte e assim deve ser denominada. Este projeto tem o intuito de alertar a sociedade para esse mal que aflige milhares de famílias e que tem levado à morte milhares de catarinenses.

Aguarda-se ansiosamente o rebatismo do óxi.

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Comentários

comments

Comentários (42)

  • jorge klein jr diz: 1 de março de 2012

    Lamento profundamente como o autor deste blog se refere ao projeto de lei da deputada Ana Paula Lima. Pesquisei no site da ALESC e lá encontrei informações bem diferentes. Não se trata de batizar o crack com outro nome, mas de denominá-lo de pedra da morte. E de fato o crack é a pedra da morte. Este projeto se soma a luta pelo combate a essa droga destruidora. Parabéns a deputada Ana Paula pela iniciativa

  • Elin Ceryno diz: 1 de março de 2012

    Crack pedra da morte. Quando morrer voc~e vai para o inferno!. Colocar apelidos, novos nomes, não vai mudar a situação que é de saude publica. Relevante é propor distribuir maconha para os viciados em crack e traçar politica de saude publica e enfrentar o problema e não ameaçar com o INferno.!

  • Felipe diz: 1 de março de 2012

    “mudar o nome da droga conhecida como crack em todos os documentos, relatórios e manifestações de agentes e servidores públicos em Santa Catarina.”

    O usuario de crack não verifica a literatura do produto antes do consumo.
    Se a deputada quer “alertar a sociedade para esse mal que aflige milhares de famílias”, deveria fazê-lo buscando campanhas de conscientização via mídias televisivas, de rádio, internet, etc.

  • epa diz: 1 de março de 2012

    Parece idéia de gente emaconhada!
    Ou de jeríco…

  • alberto bernardes diz: 1 de março de 2012

    Adorei o cometário da Elin.

    Parábens.

  • Guilherme diz: 1 de março de 2012

    O Crack dificilmente mata. A violência gerada pelo seu comércio sim, mas a “pedra da morte” especificamente não mata. A autora do projeto demonstrou, antes de tudo, desconhecimento do fato afirmando que a droga ” tem levado à morte milhares de catarinenses”. Quantos? Milhares? Em que período?
    Sem contar o transtorno administrativo que vai causar ao estado em razão de uma sandice dessas sem sentido e efeito nulo.

  • Edenir Silva diz: 1 de março de 2012

    Caro Upiara –
    A nobre deputada, primeiro, perdeu a nobre oportunidade de não estigmatizar o bom trabalho que vem fazendo na Assembléia Legislativa. Daqui pra frente, infelizmente para ela, será conhecida como “a deputada da pedra da morte” e não haverá necessidade de Projeto de Lei para que isso aconteça. Já pecou seu marido, deputado Décio Lima, ao propor intervenção nos lares brasileiros – porque é isso que seria – apresentando PL que proíbe crianças de até 12 anos usarem saltos altos.
    Voltemos ao “dead’s rock”. Faltou à parlamentar consultar um publicitário, tão pródigos na Assembléia Legislativa. Um deles a ensinaria fundamentos básicos, como, a título de exemplo, a dogmaticidade de nomenclaturas. Deus é Deus e está acabado. Há uma seita tentando vender, há muito tempo, que o nome de Deus é Javé. Está pregando no deserto. Voltando ao argumento anterior, surge uma indagação. Para que os nossos deputados estaduais – não conheço a realidade da Câmara – têm tantos assessores? Eles servem de trincheira para que bobices como essas não proliferem. Mesmo assim, a culpa de Ana Paula Lima permanece.

  • Sérgio diz: 1 de março de 2012

    Este tal de Jorge Klein jr deve ser filho ou parente desta deputada, não posso acreditar que ele esteja dando parabéns para uma idiotice desta, ela que vá elaborar leis que punam com mais rigor os traficantes e que sejam elaborados programas de prevenção, mudar o nome…. Não acredito …

  • Johnathan Cardoso diz: 1 de março de 2012

    Não acredito que estou pagando para meu representante ocupar seu tempo propondo este tipo de projeto. Existem N projetos que realmente irão causar um impacto positivo na vida da sociedade que estão mofando nas gavetas da assembléia e essa cidadã propõe um aborto desse?

    Se ações como essa surtissem efeito mesmo teríamos uma redução diretamente ligada às fotos macabras das caixas de cigarro.

  • Paulo JB Leal diz: 1 de março de 2012

    A proposta de mudar o nome está fundamentada em um sistema de inteligência de sentido.
    Ao associar a pedra à palavra “morte”, atribui-se a ela um nome que ao além de indicar o objeto material das políticas e ações do Estado, um sentido que corresponde a uma política de alertar a população e, especialmente o usuário, quanto a efeito dessa droga.
    Não é preciso fazer esforço algum para reconhecer a morte rodando os zumbis que vagueiam pelas ruas do país escravizados por essa droga. Essa é a importância da mudança do nome, pois insere ao objeto um adjetivo que reforça a políticas de Estado em relação ao tema.
    Com certeza a aprovação da lei fará uma revolução na abordagem do tema.

  • Raul diz: 1 de março de 2012

    Muito válida a iniciativa. Claro que não resolve o problema mas serve de alerta para os usuários. No meu ponto de vista é a pedra da morte sim!!!

  • Soap diz: 1 de março de 2012

    É ridículo querer mexer num jargão internacional. Todo mundo sabe que mata, mas perder tempo com mudança de designação? Será que não tem coisa mais importante prá fazer para justificar o salário que ganha? Por que não faz um projeto para que todas as marcas de equipamentos de som, por exemplo, tenham pelo menos um modelo com os controles em português, para ajudar os idosos e pessoas com problemas a saírem da dependência tecnológica e poderem ouvir música sem precisar pedir para alguém?

  • Grazielly AB diz: 1 de março de 2012

    Uma medida inócua do legislativo.

  • Rafael diz: 1 de março de 2012

    Tanta coisa importante pra deputada se ocupar e ela ta preocupada com como chamam uma droga. Isso é uma DROGA duma deputada inútil, vai procurar um serviço!

  • Leonardo Broering diz: 1 de março de 2012

    Vamos trabalhar um pouco “Nobre deputada”? Que tal tal rebatizar a fome de “falta de alimento que causa morte”? A falta de condições das escolas de “cegueira do legislativo”? A falta de uma saúde pública descente de “quem mandou ser pobre”? É pra isso que a Senhora foi eleita?

  • deliano diz: 1 de março de 2012

    socorro!!

  • Interessantes hein Alves diz: 1 de março de 2012

    Dizem que o ecstasy deixar a pessoa facilmente “excitada” ou “com sensibilidade”.

    Será que a inteligente Deputada vai querer batizar de “droga do amor”???

  • Anderson Koberstein diz: 2 de março de 2012

    Enquanto isso os militantes de esquerda fazem passeata pela discrinalização da maconha, Muito cara de pau essa deputada petista, se quiser resolver o problema, primeiro saia fora do PT, e deixe de lado essas idelogias esquerdista.

  • Sâmia diz: 2 de março de 2012

    Nossa, queria eu ter escrito o comentário do Leonardo Broering! Genial! Não podemos deixar que nossos representantes apresentem projetos somente por apresentar, como uma sandice dessas. Vou me lembrar disso nas próximas eleições para Deputado.

  • Sâmia diz: 2 de março de 2012

    O ecstasy já é conhecido como droga do amor há muito tempo, amigo…

  • Raquel diz: 2 de março de 2012

    Caro jornalista, sou leitora sua, lhe sigo no twitter mas muito estranho você pegar um projeto antigo e publicar agora gostaria de saber o motivo, mas acredito que não terei a resposta real.

  • Luiz Gustavo diz: 2 de março de 2012

    Fico impressionado com os comentários absurdos em relação a este projeto. Sou advogado, no RS, e a OAB -RS está numa campanha nacional pela aprovação deste projeto em todos os estados.Denominar o crack como a pedra da morte,contribui em muito com a prevenção e o alerta para a sociedade. Lamento os comentários desprovidos de coerência.

  • Bruaca diz: 2 de março de 2012

    Fostes um jornalista honesto colocarias aí o número do PL e seu teor verdadeiro pra gente ver se é só isso mesmo. Mas o que esperar de uma coluneta tapa buraco né?

  • Paulo Still diz: 2 de março de 2012

    Designar ” Crack pedra da morte” é uma iniciativa correta. Ou ela não é a pedra da morte? Parabéns a Deputada Ana Paula . Não se trata de denominar, dar nome a algo que já existe, mas de designá-la como a pedra do morte…

  • Juliano Goularti diz: 2 de março de 2012

    Pois bem, de fato, o crack é uma pedra da morte. Sr. Upiara, caso não saiba está crescendo em Santa Catarina e no Brasil o número de crianças e adolescentes viciados em crack. A droga é uma das mais devastadoras da atualidade e seu consumo desenfreado causa um efeito cascata, trazendo sérios prejuízos para toda a sociedade. Pergunto a você: isso não é uma pedra da morte? A droga leva 10 segundos para fazer o efeito, gerando euforia e excitação, respiração e batimentos cardíacos acelerados, seguido de depressão e delírio. Reitero a pergunta Sr. Upiara: isso não é uma pedra da morte? O crack vicia cerca de 80% dos casos já na primeira vez, além de destruir os neurônios, pois age diretamente no cérebro. Sr. Upiara: isso não é uma pedra da morte? Sem considerar que destrói muitos lares e famílias.

  • Katiussia Viana diz: 2 de março de 2012

    Dr. Upiara, o número de viciados em crack no Brasil ultrapassa 1 milhão e 200 mil, de acordo com pesquisa divulgada pelo IBGE. Isso não é uma droga da morte? É sim. Sabia que segundo estimativas da Polícia Federal indicam que os brasileiros consomem todos os dias, entre 800 quilos e 1,2 toneladas da pedra, a droga ilícita campeã em mortes rápidas e no flagelo da degradação familiar. Dr. Upiara, isto é mais do que uma droga da morte. Como psicóloga, digo que a gente não está falando de usuários de uma droga. A gente está falando de uma geração. E crack é tão perigoso que até o próprio traficante que tem consciência desse perigo, de tal droga não faz uso. Crack e desgraça são indissociáveis. Relatos dos seus usuários e familiares, fatos policias diários e opiniões de especialistas sobre os efeitos e as conseqüências nefastas da droga podem ser resumidos em três palavras tão básicas quanto contundentes: sofrimento, degradação e morte. Deixo a seguinte pergunta ao Sr: isso não é uma pedra da morte?

  • Schirlei Azevedo diz: 2 de março de 2012

    Li esta matéria e muito me admirou o tom irônico de seu conteúdo, sabedora da campanha que a RBS promove contra o Crack. qualquer ação que ligue esta pedra maldita a morte de nossa gente, será sempre bem vinda. Não sei se sabem, mas o Crack vicia mais de 80% das pessoas que o usaram a primeira vez e 99,99999% dos que a usarão pela terceira vez. Leva-se em média 7 meses para que o usuário/a entenda o que representa essa pedra maldita na sua vida e 30 horas para que o ciclo de dependencia recomece. Podem até dizer que outras drogas viciam e podem levar a morte, mas não com tanta furia quanto. Basta de usar “florzinhas” para quem conduz ao caixão. É necessário e urgente que toda a sociedade repita 24 horas: “CRACK PEDRA DA MORTE!”

  • Juliano Goularti diz: 2 de março de 2012

    Toda campanha ajuda. Pergunto a você, a campanha patrocinada pela RBS – “crack nem pensar” não ajuda na conscientização? Pelo seu comentário entendo parece que não.

  • Junior diz: 2 de março de 2012

    É por causa de advogados bestas que nem o Luiz Gustavo que politicos sem noção como essa ANA PAULA LIMA fazem projetos bestas desse tipo. Manda ela fazer um projeto pra batizar a 470 como RODOVIA DA MORTE, JÁ QUE O PT DELA QUE ELA FALA TANTO NA DILMA E IDELI NAO FAZEM NADA POR LÁ JA FAZEM 20 ANOS..

    BANDO DE VAGABUNDAGE

  • Renatinho diz: 2 de março de 2012

    NÃO ADIANTA OS PETISTAS VIREM AQUI ATACAR O JORNALISTA COM ARGUMENTOS QUE NAO TEM NADA A VER COM O ASSUNTO…MUDAR O NOME DE UMA DROGA NAO TEM EFEITO NENHUM,COMO ELE MESMO FRISOU..OS PETISTAS QUEREM, É SIM, CHAMAR OS LEITORES DESSA COLUNA DE BURROS… INCLUSIVE NOS GABINETES DOS DEPUTADOS TEM UM MONTE DE GTENTE QUE SÓ FAZ ISSO O DIA INTEIRO, SUGIRO QUE O UPIARA PEGUE O IP QUE SEI QUE CHEGA NOS COMENTÁRIOS E PUBLIQUE OS QUE VEM DOS GABINETES DESSES DEPUTADOS SEM NOÇÃO;. TEM UM ASSESSOR DO DECIO LIMA, LENILSON, QUE FICA O DIA INTEIRO NO TWITTER E FACEBOOK FALANDO BEM DO CASAL NAS REDES SOCIAIS.. GANHA MAIS QUE TODOS JNÓS PRA FICAR DENEGRINDO OS OUTROS…SÓ VER NO TWITTER DELE

  • Pedro diz: 2 de março de 2012

    Lamentável essa notícia. Ato totalmente ineficiente. Mudar o nome de uma droga não vai mudar em nada a intenção do usuário.

    Políticas públicas de saúde sérias é o que precisamos. Falta de informação é o que predomina. Muito triste!

    Legaliza Brasil 2012!

  • Ricardo diz: 2 de março de 2012

    Ela só pode estar de brincadeira, né ? Então, sugiro que em documentos oficiais mude-se o termo de “político suspeito de corrupção” para “cara idiota que deveria apanhar, por ser um safado que gasta dinheiro que não é dele”. Porque aí sim diminuiria a corrupção no país… que palhaçada…

  • Juliano Goularti diz: 2 de março de 2012

    Upiara, será que você não percebe que estes nomes são falços? Seu bloco de notas foi banalizado.

  • sergio hertz diz: 2 de março de 2012

    Lamentável os internautas que utilizam a agressão como forma de defesa. Isso é lamnetável Jr . Ter opinião é importante… agora usar termos deste porte é inaceitável.
    Creio que o responsável por essa página, tem que exercer o seu poder de moderação.

  • Isabela Gomes diz: 2 de março de 2012

    Parabéns a propositura Sra. Ana Paula. Qualque ação que se faça no intuito de conter o crack é bem vinda. Olha Upiara e internautas, o crack é sim uma “pedra da morte”, tanto que inclusive foi forte tema da última campanha presidencial de ambos os candidatos. Agora, admiro a sua ironia, bem como a dos demais. Não sou política, nem trabalho com a política e nem a acompanho, e sou leiga no assunto, mas sinto que os comentários maldosos, como diz o ditado popular, “é tudo intriga da oposição”. Deputada Ana, continua firme nesta luta, um dia seu trabalho será reconhecido, ou melhor, já esta sendo reconhecido. E isso encomoda.

    Isabela, Fpolis

  • joana diz: 3 de março de 2012

    Deputada ANA PAULA LIMA vai ganhar o premio do melhor projeto sem noçao da ALESC. Somando ao projeto do seu marido de proibir o salto alto para criancas de 05 anos nas escolas, tem se uma visao de como serao os projetos para Blumenau, pois se elegerem a ANA PAULA LIMA, LEVAM O DECIO DE PRESENTE… PROJETO IRRELEVANTE, COMENTÁRIOS DO UPIARA PERFEITOS!

  • Arthur Dietrich diz: 3 de março de 2012

    Estou indignado com tanta polêmica. Parece que muita gente está defendendo o crack só para atacar a deputada. Fui ao link do projeto, li e percebí que tem muita manipulação e uso político do caso:
    1- Os artigos na imprensa destacam apenas uma pequena parte do projeto. Existem várias outras ações de combate ao crack.
    2- Não existe proposta de mudança de nome da droga, como dizem os artigos, mas, sim, que os governos passem a acrescentar um alerta quando se referirem a ela.
    3- Quem vive o drama de ter um dependente químico na família sabe que qualquer iniciativa conta a pedra da morte é boa. Só quem nunca viveu essa situação pode atacar o projeto da deputada.

  • Bruno Negri diz: 5 de março de 2012

    É isso aí Upiara. Papelão parlamentar dessa deputadinha. Parabéns pelo teu trabalho. o “componente político de Blumenau” acabou trazendo aqui uma pelegada…

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