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Esquerdas discutem união de olho na Câmara

13 de março de 2012 0

Tem aquela história de que a esquerda não se une nem na cadeia. Em 2008, na eleição para a prefeitura de Florianópolis, foi assim. Em uma disputa polarizada entre quem estava no poder (Dário Berger) e quem queria retomá-lo (Esperidião Amin), os partidos de esquerda conseguiram a proeza de lançar quatro candidaturas: Angela Albino (PCdoB), Nildomar Freire (PT), Afrânio Boppré (PSOL) e Joaninha de Oliveira (PSTU). O resultado foi o quarto, o quinto, o sexto e sétimo lugares, respectivamente, e duas vagas na Câmara de Vereadores (PT e PCdoB).

Este ano, as esquerdas tentam mudar o quadro. Claro que diferenças de postura, de visão de mundo, atuação e a velha briga para definir quem é mais esquerda impedem que haja uma coligação entre PT, PCdoB, PSOL e PSTU. Mas avançam as conversas para que, pelo menos, sejam apenas duas as candidaturas. No caso de PT e PCdoB, as conversas estão avançadas, com sinalização do próprio presidente nacional do PT, Rui Falcão. Os petistas apoiariam Angela Albino — apesar do assédio peemedebista, que sonha com o PT de vice de Gean Loureiro. A conversa entre Falcão e Nildomar Freire, marcada para hoje em Brasília, deve clarear o cenário.

No grupo mais radical, digamos assim, a conversa está marcada para amanhã. PSOL e PSTU têm pré-candidatos para a chamada Frente de Esquerda. Enquanto os psolistas levantam o nome do professor Elson Manoel Pereira nas redes sociais, os trotskistas repetem Joaninha de Oliveira. Apesar das pré-candidaturas colocadas, as chances de aliança passam pela composição da chapa para a Câmara de Vereadores.

Com o aumento do número de vagas de 16 para 23 este ano, os pequenos partidos vislumbram a chance de conquistar uma cadeira no parlamento. Para isso, o PSOL está reservando o nome de seu quadro com mais densidade eleitoral, o ex-deputado estadual Afrânio Boppré. A chapa também está sendo reforçada em relação à eleição passada com a inclusão de sindicalistas e de Tico Lacerda, candidato a vice-prefeito em 2008, pelo PDT, na chapa de Angela Albino. O PSTU pode lançar o sempre candidato Gilmar Salgado e a própria Joaninha _ entusiasmada porque vieram da Capital a maior parte dos votos que recebeu para o Senado em 2010.

O que encanta PSOL e PSTU é a expectativa de forte redução do quociente eleitoral em Florianópolis com a ampliação de vagas na Câmara. Em 2008, os psolistas lançaram 15 candidatos a vereador e somaram 6.321 votos. Ficaram longe dos 14,4 mil votos necessários para ficar com uma cadeira. A expectativa é de que este ano o quociente caia para cerca de 10 mil. Priorizando o legislativo e coligada, a extrema esquerda pode sonhar com uma vaga sempre considerada impossível.

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