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Após reconstrução, PSDB e DEM tentam recuperar espaço perdido na Câmara de Florianópolis

21 de março de 2012 1

Assino matéria no DC desta terça-feira sobre como o aumento de vagas na Câmara de Florianópolis está dando esperança para pequenos e médios partidos na disputa. Isso porque o quociente eleitoral — número de votos necessários para eleger um vereador — deve cair dos 14,4 mil das eleições de 2008 para cerca de 11 mil. Confira aqui (é necessário cadastro no site).

Mas existem dois grandes partidos que também enxergam no aumento de vagas uma chance de voltar a ter representantes na Câmara de Florianópolis. PSDB e DEM vão tentar recuperar em outubro o espaço que já tiveram no parlamento municipal e que perderam por causa de desfiliações em massa.

Os tucanos não elegeram nenhum vereador em 2008. No ano anterior, o prefeito Dário Berger trocou a sigla pelo PMDB junto com seus principais apoiadores no partido — Gean Loureiro, Degláber Goulart, etc. Sem tempo de reconstruir uma chapa de vereadores, o partido passou em brancas nuvens. Depois de quatro anos de reconstrução, o PSDB filiou o vice-prefeito João Batista Nunes (PSDB), pré-candidato a prefeitura, e planeja enfrentar as urnas com uma chapa pura de candidatos a vereador.

— A tendência é pela chapa pura na proporcional. Estamos com uma chapa redondinha, baseada em líderes comunitários, sem estrela — afirma o deputado estadual Marcos Vieira (PSDB), que estima a eleição de três ou quatro parlamentares, mas não quis destacar o nome de suas apostas.

O trauma do DEM de Florianópolis é bem mais recente que o dos tucanos. Em setembro do ano passado, as principais lideranças catarinenses da sigla acompanharam o governador Raimundo Colombo na criação do PSD, incluindo aí os três vereadores que o partido elegeu na Capital em 2008.

Esvaziado, o DEM está em processo de reconstrução realizado em torno de empresários sem filiação partidária anterior. O partido lançou o presidente da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF), Doreni Caramori como pré-candidato a prefeito. O antecessor dele na entidade, Dilvo Tirloni, é uma das principais apostas para a Câmara. Caramori não descarta coligação na proporcional, mas diz que o partido tem chapa completa se precisar.

— Nós estamos apresentando um projeto diferente. Entramos em grupo no partido, com pessoas que participam de várias redes na sociedade civil. Consegs, associações, conselhos de classe — afirma o empresário.

Aliás, PSDB e DEM também têm em comum as conversas recentes para estarem juntos em outubro.

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