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Justiça afasta Titon da presidência da Assembleia

28 de fevereiro de 2014 1

(texto publicado no Diário Catarinense de 27 de fevereiro)

Era evidente o desconforto e o constrangimento na Assembleia Legislativa no início da noite de ontem. Poucas horas antes, a sessão havia sido interrompida por um oficial de Justiça que levou à mesa diretora a decisão do desembargador José Trindade dos Santos determinando o afastamento por até 180 dias do presidente Romildo Titon (PMDB), denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina por suposto envolvimento nas irregularidades investigadas na Operação Fundo do Poço.

Era o vice-presidente Joares Ponticelli (PP) que comandava a sessão no momento da chegada do representante judicial. Assim que tomou conhecimento do teor da liminar concedida pelo desembargador, o pepista telefonou para Titon, que estava no gabinete. Abalado, o peemedebista decidiu deixar a Assembleia sem alarde.

Ali mesmo no gabinete da presidência, Ponticelli iniciou uma reunião de crise. Chamou a mesa diretora, outros deputados e a procuradoria da Assembleia. Em conjunto, foi assinada uma breve nota oficial que em duas frases anunciava o recebimento da comunicação do Tribunal de Justiça (TJ-SC) e a interinidade de Ponticelli.

Uma nova reunião está convocada para hoje, às 11h, quando os procuradores devem apresentar alternativas para derrubar a decisão de Trindade dos Santos. Parlamentares de diversos partidos se mostraram solidários a Titon. O próprio Ponticelli, que renunciou à presidência em fevereiro para cumprir o acordo de divisão do mandato com o peemedebista, era um dos mais abalados. Ele se mostrou confiante em reverter a decisão.

– Devem ser dois caminhos. O que a Assembleia vai decidir na reunião pela manhã e a própria defesa do deputado Titon – disse Ponticelli na antessala do gabinete da presidência, onde conversava com parlamentares e assessores.

Titon esteve à frente da Assembleia por 23 dias. A própria posse do parlamentar no cargo passou a ser colocada em dúvida nos bastidores a partir da deflagração da Operação Fundo do Poço, em 28 de novembro do ano passado. O deputado negou as denúncias que o vinculavam a fraudes em licitações para perfuração de poços artesianos nas regiões do Planalto Serrano e do Meio-Oeste. O MP-SC apresentou a denúncia ao Tribunal de Justiça, onde o relator Trindade dos Santos ainda analisa se o caso vai se tornar um processo judicial.

O acordo de divisão de mandato entre Ponticelli e Titon foi mantido e referendado pelos deputados estaduais, que elegeram o peemedebista por unanimidade em fevereiro. Na posse, dia 3 de fevereiro, estava presente na mesa de autoridades o procurador-geral de Justiça, Lio Marcos Marin, chefe do MP-SC.

Ontem a reportagem ligou para o deputado e para o advogado para falar do afastamento, mas nenhum dos dois atendeu.

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Comentários

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Comentários (1)

  • Curió diz: 1 de março de 2014

    olholholhó ! vai atendê ? Depende… é o tesourinha ou a águia ? Toc Toc Toc
    será que isso não é só a pontinha do Iceberg
    as modinhas marchinhas e ranchos tão bombando

    a raça tá de brinca é debaixo da anogueira
    prá lá das entradas do bloco do Zé Pereira
    carrancas debochadas tão a rir do seo Moreira
    pois ele é que não quer pois acabar com a bandalheira

    carcou-se o piriquito a viajar a dividir fraternidade
    vai nessa porqueque a corrupção não tem idade
    a penca do Luizinho levou uma porrada na espinha
    que nem no Casildário tem mais a palavrinha

    Andrino com o Rosa trocando figurinha
    debaixo do pomar de bananeira
    enquanto a crente compra voto na cidade
    e o branquelo pamonha de calcinha

    * Pode ser muito melhorado, há material, apenas um rabisco… pronto: abra-se um concurso

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