Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Assembleia revê estratégias após decisão do TJ-SC

06 de março de 2014 0

Com a nova derrota judicial de Romildo Titon (PMDB) no Tribunal de Justiça (TJ-SC), a Assembleia Legislativa vai mudar sua postura diante do afastamento do presidente. O objetivo é blindar a instituição e os demais 39 parlamentares dos respingos do caso.

 

A nova rota foi decidida no final da tarde de ontem, após uma reunião de pouco mais de uma hora entre os integrantes da mesa diretora e os líderes de bancada. A principal decisão é a de que a Assembleia Legislativa não vai mais apresentar recursos para tentar derrubar a liminar do desembargador José Trindade dos Santos que afastou Titon da presidência no dia 26 de fevereiro. Na sexta-feira, a tentativa realizada pela Procuradoria da Assembleia foi rejeitada sumariamente pelo desembargador José Antonio Torres Marques com o argumento de que foi apresentado de forma incorreta. De agora em diante, caberá apenas aos advogados particulares de Titon a tentativa de devolvê-lo ao cargo.

— Nós faríamos uma tentativa, como fizemos, e agora entendemos que isso deve ficar com a defesa do deputado — afirmou o presidente interino Joares Ponticelli (PP) ao final da reunião.

No encontro também ficou acertado que Ponticelli terá maior autonomia para garantir o pleno funcionamento da Casa. Na manhã de hoje, o vice-presidente vai se reunir com os diretores nomeados por Titon para pedir que continuem trabalhando normalmente, mas se reportando também a ele. O pepista, que se autodenominou como “presidente de plantão”, também deveria iniciar na segunda-feira a nomeação dos cargos ainda não preenchidos, em acordo com a mesa diretora e líderes partidários. Um dos participantes da reunião chamou nova administração de “comando combinado”. Logo após a reunião, Ponticelli foi até o gabinete de Titon comunicar as decisões e pedir informações sobre estratégias de defesa do parlamentar.

O peemedebista passou a maior parte do dia na Assembleia. Não participou do tradicional almoço da bancada do PMDB e permaneceu no gabinete enquanto o Órgão Especial do TJ-SC decidia se aceitava o recurso que tentava remeter o inquérito que investigou supostas fraudes em licitações para contrução de poços para a Justiça Federal. Nos bastidores, crescia a tese de que Titon deveria renunciar à presidência para acabar com o crise no Legislativo. Amauri Soares, do PSOL, chegou a sugerir a renúncia coletiva da mesa diretora e a realização de uma nova eleição.

— A Assembleia não pode ficar se humilhando diante do Tribunal de Justiça para que devolvam o presidente. Nós temos que resolver as nossas questões — afirmou o parlamentar.

Quando a sessão caminhava para o final, pouco antes das 16h, Titon foi para o plenário. Discretamente, sentou e aguardou o final, sem se manifestar. Voltou para o gabinete, onde estavam o ex-governador Paulo Afonso Vieira (PMDB) e o vice-governador e presidente estadual do PMDB, Eduardo Pinho Moreira. Na saída, já no início da noite, ambos garantiram que a hipótese da renúncia estava descartada e que apostam em um novo recurso da defesa do deputado, que seria apresentado hoje.

— Espero que ele nem pense nisso — disse Paulo Afonso, aliado histórico de Titon.

Pinho Moreira disse que o desgaste político do PMDB é menos importante que a solidariedade ao deputado.

— A essa altura é algo secundário. É injusto o que está acontecendo com o cidadão Romildo Titon.

(texto para a edição de 6 de março do DC)

Bookmark and Share

Comentários

comments

Envie seu Comentário