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A UFSC depois da confusão

13 de abril de 2014 0

A Universidade Federal de Santa Catarina, especialmente o campus de Florianópolis, ainda assimila os efeitos do tumulto gerado pela operação da Polícia Federal (PF) contra o tráfico de drogas no bosque localizado atrás do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFH), três semanas atrás. Na intrincada política interna da universidade, os principais atores aguardam o cenário clarear.

O forte posicionamento da reitora Roselane Neckel contra a forma de abordagem da PF no caso, responsabilizando o delegado Paulo Barcellos Cassiano Júnior pelo confronto que ganhou repercussão nacional, teve dois efeitos imediatos. O primeiro foi a reação em forma de críticas e manifestos dos setores mais conservadores da universidade contra a reitora, a quem questionam a autoridade na condução do episódio e a suposta defesa do uso de drogas no campus. O segundo, o silêncio do grupo mais à esquerda que apoiou Roselane no segundo turno da última eleição e que vinha buscando se descolar de sua administração.

Curiosamente, os dois efeitos têm relação direta. Através de e-mails e pequenos manifestos, professores do grupo conservador chegaram a levantar a tese de impeachment da reitora. Teria como base a assinatura do acordo com os alunos que invadiram a Reitoria, que tem em um de seus ítens a concordância em não aplicar sanções aos estudantes.
A tese ganhou a internet em um longo artigo do professor José Fletes, integrante da administração do ex-reitor Antonio Diomário de Queiroz, nos anos 1990.

Diante da radicalização dos discursos, os grupos mais à esquerda preferiram não aumentar o fogo da fervura. Nomes como o dos professores Irineu de Souza, terceiro colocado na eleição de 2011, e de Nildo Ouriques, não abordam o assunto publicamente. Na Reitoria, o discurso é de preservação da instituição. A reitora evita entrevistas e exposição.

A ideia do impeachment não prosperou nem mesmo entre integrantes de antigas gestões que se consideram vítimas da atual administração. Preferem Roselane sangrando até o final do mandato enquanto articulam um nome viável para a próxima disputa. De qualquer forma, fica a constatação: a operação da PF propagou o incêndio, mas a política interna da UFUFSC já estava em chamas.

Reprodução: Frutuoso Oliveira. Clique para ampliar

Reprodução: Frutuoso Oliveira. Clique para ampliar

Provocação
Do Facebook de um militante do PMDB pela candidatura própria:
– O PMDB deveria fazer uma convenção a cada seis meses. Aí o Colombo apareceria mais nas cidades.

Outra
Os argumentos das lideranças peemedebistas que pregam a candidatura própria ao governo não poderiam ser utilizados também para pleitear votar no 15 para a Presidência da República?

O dever chama
O senador Luiz Henrique planeja passar a semana no Estado, mantendo os roteiros pelo interior pela manutenção da aliança do PMDB com o governador Raimundo Colombo (PSD). O único entrave é a pressa do Palácio do Planalto em votar o Marco Civil da Internet, do qual LHS é o relator no Senado. O governo gostaria que fosse votado esta semana.

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Desceu do muro
Os números da pesquisa Ibope da semana passada fizeram o deputado estadual Amauri Soares (PSOL) descer do muro e assumir a pré-candidatura ao Senado. No levantamento, ele oscilava entre 11% e 14%. Ele tem se reunido com o pré-candidato ao governo, Afrânio Boppré, para traçar estratégias.

Antecendentes
Antes de João Amin (PP), outros dois vice-prefeitos de Florianópolis também decidiram disputaram eleições durante seus mandatos: Péricles Prade, em 1998, para deputado federal; João Batista Nunes, em 2008, para estadual. A lei eleitoral permite que os vices concorram, desde que não assumam a prefeitura no período.

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(13 de abril, Diário Catarinense, interino na coluna Moacir Pereira)

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