Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

A política catarinense sob olhar dos Estados Unidos

20 de abril de 2014 1

“A política em Santa Catarina é multifacetada e cheia de intriga”. “O Estado vai continuar produzindo políticos importantes, mas por sua pequena população têm impacto limitado nas eleições nacionais”. “O governador potencialmente cruzou a linha entre informar o público dos atos de governo e promover sua política”.

Essas frases fazem parte de avaliações da diplomacia americana sobre a política de Santa Catarina em 2004 e 2008, disponíveis no site Wikileaks, no projeto PlusD – Biblioteca de Documentos Diplomáticos dos EUA. Dois deles trazem radiografias de momentos específicos da política catarinense recente. Em 2004, o foco era o crescimento de PT e do PSDB, ambos considerados de centro-esquerda, em SC. Para a diplomacia, um movimento que poderia romper a polarização entre os conservadores PP/PFL e o “não-ideológico” PMDB.

Em 2008, o processo de cassação do então governador Luiz Henrique (PMDB) ganhou destaque. O relatório trata da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de reiniciar a ação movida pelo PP por abuso de poder político e dos meios de comunicação. Três dos sete ministros já haviam votado pela cassação do peemedebista quando o processo foi zerado porque o vice-governador Leonel Pavan (PSDB) não havia sido chamado para se defender. Um ano depois, LHS seria inocentado por seis votos a um.

As análises políticas entram de forma tímida em textos que são basicamente relatórios. No caso do processo contra o ex-governador, sobra até um elogio à cobertura da imprensa sobre o episódio.

– É interessante notar que os meios de comunicação locais estão mantendo o foco em questões da legalidade e abuso de poder, o que só pode ajudar na solidificação democrática.

Clique para ampliar

Clique para ampliar

Trabalho feito
A campanha do PMDB governista terminou quinta-feira, em Urupema e Urubici. O senador Luiz Henrique passa a Páscoa em Itapema e viajar para Brasília na segunda. Projeta vitória ampla na pré-convenção, garantindo o apoio à reeleição de Raimundo Colombo.

Acordo pré-nupcial
Luiz Henrique defende que os espaços do PMDB em um segundo mandato de Colombo sejam definidos previamente, “para que não haja reclamações depois”.

Para não ser igual
No PMDB dissidente, o deputado federal Mauro Mariani garante que a tese da candidatura própria vai vencer a pré-convenção – e por ampla margem. Diz que se o partido abrir mão de disputar a eleição novamente, “vai acabar ficando igual ao PMDB nacional”.

A cautela do PT
Não resta dúvida de que o jogo eleitoral está suspenso até o PMDB decidir se ficar com o governador Raimundo Colombo ou se lança candidatura. Por isso o PT marcou para o dia 28 um encontro entre a executiva estadual, o grupo de trabalho eleitoral, os deputados federais e estaduais e alguns prefeitos. Nesse encontro vai ser traçada a estratégia do partido.

Ponticelli quer voltar
Joares Ponticelli e João Pizzolatti vão se encontrar na terça-feira para discutir a volta do primeiro à presidência do PP estadual. Ponticelli está licenciado desde o ano passado, em uma manobra para evitar o confronto entre os dois grupos na convenção do partido – suspensa pela executiva nacional. A bancada estadual do partido quer a volta de Ponticelli após as últimas denúncias envolvendo Pizzolatti e o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa.

Mão pesada
Gilmar Knaesel (PSDB), Dário Berger (PMDB), Ivan Ranzolin (PR), Walmor de Lucca (PMDB). Os quatro políticos fazem parte de um grupo ao qual se juntou na terça-feira o presidente afastado da Assembleia, Romildo Titon (PMDB): o dos que tiveram, em algum momento, os bens indisponibilizados pelo juiz Luiz Antônio Fornerolli, da 1a Vara da Fazenda da Capital.

(20 de abril, Diário Catarinense, interino na coluna Moacir Pereira)

Bookmark and Share

Comentários

comments

Comentários (1)

  • Sandro Dalla Costa diz: 20 de abril de 2014

    Ponticelli vai discutir com Pizzolatti !!!!!! ainda vai discutir, aguenta Joares…….
    O PP tem é que expulsar o Sr.Pizzolatti e o povo de SC nunca mais votar em FICHA SUJA, politico que mais noticiou a corrupção em nosso estado, já enquadrado na Lei da Ficha Limpa, ainda argumenta ser bom moço, nem pra sindico da pra elege-lo que ele quebra o condomínio, vergonha para SC e para o PP, acorda PP e eleitores de SC, gente boa e comprometida com nosso estado é o que não falta, vamos em 2014 fazer a diferença.

Envie seu Comentário