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O dilema de Titon

22 de abril de 2014 0

Após um longo feriadão que juntou a Semana Santa a Tiradentes, a expectativa nos meios políticos catarinenses é sobre o efeito dos dias em que o presidente afastado da Assembleia Legislativa, Romildo Titon (PMDB), permaneceu longe dos holofotes, em seu sítio no interior de Campos Novos. A ideia de renunciar ou não ao cargo deve ter sido amadurecida lá, em meio a parentes, amigos e aliados de primeira hora.

Qual Romildo Titon estará de volta a Florianópolis hoje, quase uma semana após a decisão do Órgão Especial do Tribunal de Justiça de mantê-lo fora do comando da Assembleia em razão da denúncia do Ministério Público Estadual que o relaciona à suposta quadrilha investigada na Operação Fundo do Poço? Vários encontros entre ele e aliados estão programados para hoje e devem ajudar a responder essa pergunta. Um deles é com o vice-governador Eduardo Pinho Moreira, presidente estadual do PMDB.

É de Pinho Moreira a garantia de que a decisão de renunciar é unicamente de Titon. Defende, inclusive, que a vontade do parlamentar, seja qual for, seja anunciada apenas na próxima semana, para que o partido não tenha que conciliar esse tema com a reta final da pré-convenção, marcada para sábado.

Nos bastidores a conversa é diferente. Lideranças admitem que as pressões virão de todos os lados para que a crise do peemedebista não contamine o Legislativo e as campanhas dos demais parlamentares. Há quem apele para que Titon pense neste momento mais em reforçar sua posição regional e garantir a reeleição do que em segurar um cargo que não teria mais condições de exercer plenamente.

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Era na base do chute
Criada há apenas dois anos, a Comissão de Acompanhamento de Aditivos Contratuais (Comad), da Secretaria de Administração, está tendo bastante trabalho em 2014. Já foram realizados 125 pedidos de aditivos – 18 deles negados. Foram autorizados pagamentos adicionais de R$ 12 milhões. Antes da criação do órgão, o Estado só tinha estimativas sobre número de aditivos e valores.

Casa cheia
Eduardo Pinho Moreira acredita que o quórum da pré-convenção do partido, que será realizada no sábado, ficará muito próximo do número total de votantes: 583. Hoje uma reunião da executiva do partido decide os últimos detalhes da disputa entre as teses da candidatura própria e da manutenção da aliança com Raimundo Colombo.

Prestígio
Lideranças do PSD em outros Estados defendem o recuo do apoio à presidente Dilma Rousseff, em função da queda da avaliação da petista. Em Santa Catarina, ela ainda tem 9 bilhões de pontos no Ibope de Raimundo Colombo.

(22 de abril, Diário Catarinense, interino na coluna Moacir Pereira)

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