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Discreto, Campos encontra Colombo

23 de abril de 2014 0

O mais importante dos encontros que o presidenciável Eduardo Campos (PSB) teve ontem em Santa Catarina não contou com plateia, discurso e aplausos. Em uma agenda guardada a sete chaves, o pré-candidato se encontrou pela manhã com o governador Raimundo Colombo (PSD) na Casa d’Agronômica. Durante pelo menos 30 minutos conversaram a sós – exigência feita previamente pelo pernambucano.

Depois se juntaram a eles o deputado federal Paulo Bornhausen (PSB) e o ex-senador Jorge Bornhausen. A conversa foi tão reservada que o próprio Campos, mais tarde, não admitiria o encontro. Na conversa, Colombo reforçou a intenção de apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), a quem se sente grato pelos financiamentos de R$ 9 bilhões viabilizados pelo Planalto e que são sua principal aposta administrativa.

Os reflexos da conversa estavam visíveis inclusive no discurso de Campos. Sobre o apoio de Colombo a Dilma, limitou-se a dizer que o PSB toca sua vida e o governador “está tocando a dele, com as circunstâncias que está vivendo”. Perguntado sobre suas propostas para o Estado, provocou:

– Que Santa Catarina viva um tempo em que não se tira recursos do Estado e se empresta o que tirou com juros.

Em sua agenda catarinense, Campos falou a língua do empresariado que o recebeu. Disse que um país capitalista como o Brasil não pode ter preconceito contra investidores, defendeu parcerias com a iniciativa privada, concessões, e redução pela metade dos ministérios distribuídos como “cachos
de banana” em Brasília.

Elogiou Lula e Fernando Henrique, focando as críticas à gestão de Dilma Rousseff e à base aliada no Congresso. Chegou a dizer que é preciso oferecer ao Brasil uma opção que coloque na oposição as forças atrasadas, o lado mais fisiológico da política nacional. Não detalhou como pretende convencer o parlamento a desistir da fisiologia, mas mostrou ter assimilado boa parte do discurso de sua companheira de chapa, a ex-senadora Marina Silva. Para as eleições, pode ser suficiente.

Ninguém mexe
O governo estadual encaminhou o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para a Assembleia Legislativa. Nenhuma vírgula foi mexida em relação aos repasses para os poderes. Essa discussão aparentemente vai ficar para o terceiro mandato.

LHS troca Brasília pelo Oeste de SC
Luiz Henrique vai antecipar para hoje o retorno de Brasília para dar um último gás na campanha pela aliança na pré-convenção do PMDB. Na quinta-feira participa de roteiro por seis cidades no Oeste do Estado. Ontem, o senador abriu mão da relatoria do marco civil da internet por não concordar com a urgência ao projeto pedida pelo Planalto.

Pescaria eleitoral
Com direito à presença do pré-candidato da sigla à presidência, Pastor Everaldo, o PSC anunciou ontem adesão à coligação pela reeleição de Raimundo Colombo. Além dos sociais-cristãos, o PR já havia declarado apoio – e o governo está otimista em relação ao PDT.

Resposta ao Sinte
Em resposta à decisão do Sinte de fazer campanha contra a reeleição de Raimundo Colombo (PSD), o secretário de Educação Eduardo Deschamps (PSDB) escreveu nota lamentando o “enfoque estritamente político-partidário” do sindicato.

Obras em escolas
O governo encaminhou à deputada estadual Luciane Carminatti (PT) a previsão de investimentos para as escolas estaduais em 2014: são 336 obras de reforma, ampliação e construção, 93 delas em andamento. A deputada avaliou as ações como insuficientes e listou a necessidade de obras em cidades como Chapecó, Criciúma, Jaraguá do Sul e São Miguel do Oeste.

(23 de abril, Diário Catarinense, interino na coluna Moacir Pereira)

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