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Entrevista com LHS: "não vejo como uma convenção possa homologar uma aliança com o PP"

24 de abril de 2014 0

Às vésperas da pré-convenção que vai decidir no sábado se o PMDB mantém ou não a coligação com o governador Raimundo Colombo (PSD), a tese da aliança tem no senador Luiz Henrique da Silveira seu mais ferrenho defensor. O ex-governador peemedebista tem viajado pelo interior do Estado para convencer os delegados do partido. Hoje, inicia mais um roteiro pelo Oeste.

Na entrevista a seguir, concedida por telefone no intervalo de uma sessão do Senado, Luiz Henrique mostra confiança na vitória no sábado e antecipa o futuro dilema da coligação governista: a base peemedebista não vai aceitar a inclusão do adversário histórico PP na aliança. Se o partido pretende barrar os pepistas, a conversa é diferente em relação ao PT. Luiz Henrique mantém esperança de que os petistas, em nome do palanque para reeleição da presidente Dilma Rousseff, se incorporem ao projeto, indicando o candidato ao Senado.

Mantida a aliança, o espaço do PMDB em um próximo governo deve ser o mesmo?
LHS – Aí é uma negociação. Vai ser constituída uma equipe negociadora. Os espaços vão ser definidos pela geografia das urnas. Isso é que vai ser negociado. O partido que tiver a maior legenda para deputado estadual é o que vai ter maior espaço.

E na questão da chapa, o PMDB pode ter vice e Senado?
LHS – Essa é uma discussão que nós vamos fazer depois do dia 26. É uma discussão que vamos fazer e é fundamental que o PMDB e o PSD discutam a formação da chapa e seus parceiros.

E como fica o PP? O governador tem dado sinais de que não abre mão deles como aliados.
LHS – O governador nunca disse isso e ele sabe das dificuldades que tem na base do PMDB para fazer uma aliança com o PP. Eu não imaginava que era tão forte esse sentimento anti-PP no PMDB.

É inconciliável?
LHS – É quase inconciliável. Eu não vejo como uma convenção do PMDB, que é integrada por cerca de 520 delegados, que são prefeitos, vices, vereadores, ex-prefeitos, lideranças importantes do partido, não vejo como uma convenção possa homologar uma aliança com o PP.

O governador vai ter que abrir mão do PP se quiser manter o PMDB?
LHS – Eu acho que não se coloca assim. O governador já disse que quem vai decidir é o PSD e o PMDB, colocando na frente seu partido. Os dois partidos é que vão decidir a formação integral da chapa.

O PT ainda está nos planos?
LHS – Eu não descartaria. Se o PT priorizasse a candidatura da presidente Dilma, para lhe oferecer um palanque forte. Se o PT compreendesse que coligado conosco, não elegeria um senador, mas nomearia um senador. Se compreendesse que nomeando um senador, cria um protagonismo eleitoral forte para 2018. Se o PT compreendesse tudo isso, eu não tenho dúvida de que reinvindicaria essa vaga.

Existe alguma articulação nacional para tentar viabilizar essa aliança?
LHS – As lideranças maiores do PT com quem falei, manifestaram que isso seria o maior gesto de bom senso do PT. Isso um daria um palanque musculoso para a presidente.

O grupo que rivaliza com o seu na disputa interna do PMDB é liderado pelo deputado federal Mauro Mariani e pelo ex-prefeito Dário Berger. Teria espaço para eles na chapa se aliança continuar?
LHS – São grandes companheiros. Companheiros valorosos. Eles e várias outras lideranças que estão majoritariamente na defesa da coligação são o futuro do partido. O PMDB é um partido que sabe debater, mas também sabe ir unido para a luta. Isso é o que vai acontecer.

O candidato a vice-governador que o PMDB indicar seria o nome natural para concorrer ao governo em 2018?
LHS – Não necessariamente. O candidato de 2018 é alguém que deve ser peneirado em uma grande prévia de nomes. Prefeitos que vão estar reeleitos em 2018, deputados federais, deputados estaduais. Temos muitos nomes que vão aflorar até lá e nós vamos com o que tiver maior viabilidade em pesquisas quantitativas e qualitativas.

A vitória na prévia pode abrir uma disputa pela vaga de vice na chapa. A manutenção de Eduardo Pinho Moreira é prioridade?
LHS – O dr. Eduardo é a solução natural. Ninguém nessas caminhadas discutiu essa questão da vice. Até porque está todo mundo focado na manutenção da coligação.

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