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Luiz Henrique, o agora e o depois

25 de abril de 2014 0

Com uma entrevista, às vésperas da decisão do PMDB catarinense de seguir ou não com o governador Raimundo Colombo (PSD) nas eleições de outubro, o senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) atingiu o presente e o futuro. O presente é a pré-convenção peemedebista no sábado, quando 520 delegados definem a posição do partido – e, consequentemente, em que cenário será disputada a eleição de outubro.

Com o partido rachado entre uma militância que clama por identidade e candidatura própria e um núcleo de lideranças defendendo mais quatro anos à sombra do PSD, Luiz Henrique lançou o único argumento que poderia unir as duas posições: a rejeição ao rival histórico PP. Em um gesto de resignação, admitiu não saber que a possibilidade de trazer para o palanque os herdeiros históricos da Arena tivesse tanta resistência na base peemedebista. Insistiu na ideia da aliança como forma de fazer o PMDB voltar de forma segura ao governo nas eleições de 2018.

Para o futuro, a entrevista tem outro recado direto, desta vez para o governador e para o PSD – especialmente o bloco liderado pelo presidente estadual Gelson Merisio. O PMDB, mesmo à sombra, conduz, não é conduzido. Toda a articulação realizada para garantir o apoio à aliança pode cair por terra se o PSD insistir em Joares Ponticelli (PP) como candidato ao Senado.

A entrevista repercutiu fortemente no PMDB e nos demais partidos. Principal liderança do grupo que defende a candidatura própria, o deputado federal Mauro Mariani afirma que com mais quatro anos de PSD no governo, o partido não conseguirá ter candidato em 2018 e ainda corre o risco de perder prefeituras no meio do caminho. Ponticelli defendeu a conciliação e o gesto de deixar as bandeiras partidárias no chão em nome de um projeto. Foi de Merisio a reação mais forte: o PP já está na chapa e isso não está em discussão. A afirmação, assim como o silêncio de Colombo, provocaram reação em peemedebistas, inclusive alguns falando em mudar de posição na pré-convenção.

É de se imaginar que todos os efeitos colaterais foram previstos por Luiz Henrique. Assim como é possível acreditar que qualquer que seja o caminho que o PMDB vai escolher no sábado, é ele quem vai conduzir.

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Chapa na sala
Tem gente espalhando a possibilidade de uma chapa com Esperidião Amin (PP) ao governo, Paulo Gouvêa (DEM) como vice e Leonel Pavan (PSDB) ao Senado. Deve ser para assustar os peemedebistas.

Tréplica
Secretário-geral do PSB-SC, Gelson Albuquerque responde ao deputado federal Décio Lima (PT), que vinculou o presidenciável Eduardo Campos ao “coronelismo nordestino”.
– Eles estão com Renan Calheiros, José Sarney, Fernando Collor, Romero Jucá, Jáder Barbalho. Quem gosta de coronel nordestino é o PT

Propaganda liberada
O PSD entrou com liminar na Justiça Eleitoral para tirar do ar a propaganda do PT estrelada pelo presidente estadual Claudio Vignatti, pré-candidato a governador. Nas peças, o petista critica a gestão de Raimundo Colombo (PSD) na saúde e na segurança, lançando o bordão “dá para fazer melhor, mas para isso tem que trabalhar”.

Alvo
Não deve ter sido intencional, mas ao escolher saúde e segurança pública para criticar, Vignatti acabou acertou duas áreas com forte influência do PMDB.

Na porta
Apesar da esperança de Luiz Henrique, o petista Décio Lima não acredita que possa ser realizada uma tríplice aliança com PSD, PMDB e PT. Diz que a decisão da base na eleição interna foi muito clara contra esse acordo. Mas afirma que se o PMDB sair da coligação, estará na porta no outro dia, pregando aliança.

Olá às armas
O deputado federal Rogério Peninha Mendonça (PMDB) segue sua cruzada pela revogação do Estatuto do Desarmamento. Um ciclo de palestras sobre o tema começa em São José na segunda-feira. O debate vai passar também por Blumenau, Joinville, Rio do Sul e Lages.

Time forte
O ministro da Defesa, Celso Amorim, é um dos nomes confirmados para o 19o Encontro Nacional dos Estudantes de Relações Internacionais, que este ano é organizado pela Univali e acontecerá no Infinity Blue Resort em Balneário Camboriú entre os dias 4 e 7 de junho. Também estão na lista o assessor especial da Presidência da República Marco Aurélio Garcia e os ex-ministros Sérgio Amaral e Luiz Felipe Lampreia.

(25 de abril, Diário Catarinense, interino na coluna Moacir Pereira)

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