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A relação entre UFSC e Florianópolis

27 de abril de 2014 0

Parece que UFSC e Florianópolis só lembram que vivem na mesma cidade quando acontece alguma polêmica que as relacione. A Editora da UFSC pode ajudar a aproximar os dois? Essa provocação, seguida pela pergunta, foi encaminhada ao professor Fábio Lopes, diretor da editora. A resposta foi o artigo que segue nas próximas linhas:

O divórcio entre a UFSC e a cidade é um dilema real, que exige medidas urgentes. Evidentemente a UFSC não é a única responsável por essa situação lamentável. Não é pequeno o papel que a elite política e econômica de Florianópolis, com seu culto à ignorância e à xenofobia, desempenha no processo. Em todo caso, como membro da comunidade acadêmica, prefiro destacar aqui os erros que a própria UFSC vem cometendo nessa relação difícil e truncada com a cidade.

Paradoxalmente, o principal problema da UFSC decorre da competência de seus quadros. É que competência, na universidade contemporânea, significa sobretudo especialização. Trocando em miúdos, trata-se de alguém que sabe cada vez mais sobre cada vez menos e que, além disso, pratica uma linguagem altamente técnica, esotérica, não compreendida nem mesmo por seus pares, especializados em outros assuntos. A rigor, não é só com a cidade que a universidade não conversa. O rompimento do diálogo vigora entre os próprios professores, cada qual encerrado na bolha de seus interesses intelectuais particulares, de seu próprio vocabulário técnico.

Foi com esse diagnóstico na cabeça que assumi a direção da Editora da UFSC. Uma das minhas obsessões é criar instrumentos de mediação entre a cidade e a universidade. Como? O carro-chefe é a revista Subtrópicos, um caderno mensal de cultura gratuitamente disponível em versões impressa e eletrônica. A ideia é fazer circular textos curtos, em linguagem não-acadêmica, sobre problemas contemporâneos, escritos por gente da universidade, mas também de fora dela.

Com essa publicação, trata-se, claro, de projetar o nome da UFSC para além de seus muros. Mas não apenas isso: a ideia é convidar a universidade a escrever e ler textos com que ela não está habituada a lidar, a respeito de temas que nem sempre são os seus preferidos. A ideia é, enfim, tentar modificar, por pouco que seja, a curvatura do discurso acadêmico, tirando-o do autismo a que ele está hoje preso.

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De volta para o aconchego
Nem só de cubanos vive o Mais Médicos. O prefeito de Caçador, Beto Comazzetto (PMDB), recebeu durante
a semana dois catarinenses formados em Medicina na Venezuela e que agora, através do programa, vão atuar no município. Idanea Ribeiro nasceu em Matos Costa e Julio Cesar Gomes é caçadorense.

Alô, TRE
A partir de segunda-feira, Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SC) inicia o serviço Disque-Eleitor. Através do número 0800-6458-732 será possível tirar dúvidas sobre alistamento e regularização do título eleitoral. A intenção é reduzir as filas.

Agora vai
A decisão que todos esperavam para a definir o quadro eleitoral já está tomada. Elpídio Neves será novamente candidato ao governo do Estado. Não mais pelo PTC, sigla pela qual recebeu 2.589 votos na eleição de 2006. Agora, está filiado ao PRP.

(27 de abril, Diário Catarinense, interino na coluna Moacir Pereira)

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