Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Agora é com Colombo

28 de abril de 2014 0

Raimundo Colombo deve uma eleição a Luiz Henrique da Silveira (PMDB), um partido a Eduardo Campos (PSB), a viabilidade financeira de sua administração a Dilma Rousseff (PT) e a tranquilidade na Assembleia a Joares Ponticelli (PP). A partir de agora, com a definição do PMDB de permanecer na coligação por sua reeleição, o governador toma as rédeas do processo de construção de uma chapa cheia de interesses antagônicos. De quebra, terá a difícil tarefa de escolher quais faturas têm capital político para pagar.

O mesmo Luiz Henrique que garantiu o apoio do PMDB ao governador em 2010, agora prometeu e entregou o partido sem grandes dissidências entre as lideranças – e a vantagem de 61% na pré-convenção mostra que a máquina da sigla está no projeto. Campos cedeu o PSB em 2011, quando Colombo queria deixar o DEM, mas tinha medo que o novo PSD não tivesse tempo de televisão para a eleição municipal. Dilma viabilizou os
R$ 9 bilhões em financiamentos que fizeram o governo deslanchar. Ponticelli trouxe o PP da oposição para a base, garantindo uma maioria de 31 votos em 40 possíveis, algo que não era visto na Assembleia desde que os primórdios do regime militar.

Colombo construiu tudo isso no melhor espírito do velho PSD lageano de negociação e conciliação. Agora terá até 30 de junho, prazo final das convenções, para colocar a prova sua habilidade de unir os inimigos ou decidir de quais aliados terá que abrir mão. Ele já anunciou que esta semana pretende se reunir com as bancadas de todos os partidos aliados na Assembleia “para construir o diálogo e o entendimento”. Em meio a tantos discursos inflamados de peemedebistas contra a presença do PP na chapa oficial, não deixa de ser um recado de Colombo. O PP está no jogo.

Clique para ampliar

Clique para ampliar

Sem compromisso
Muitos militantes saíram da pré-convenção do PMDB certos de que o partido terá as vagas de vice-governador e senador na chapa de Raimundo Colombo. Em nenhum momento Luiz Henrique endossou essa tese. Eduardo Pinho Moreira, ao final da disputa, chegou a falar na possibilidade de a vaga ficar com o PSDB.

O sonho
Luiz Henrique deixa claro que ainda não desistiu de trazer o PT para aliança de Colombo. Só falta convencer o PT e Colombo.

Tudo de novo
A bancada do PSD na Assembleia assinou nota defendendo Gelson Merisio das críticas de LHS e Eduardo Pinho Moreira. “Em todos os recentes momentos de discussão sobre a formação da aliança, nosso argumento foi político, jamais pessoal. Inclusive as recentes palavras do presidente Gelson Merisio.”

Jeito de candidato
Esperidião Amin colocou duas perguntas incômodas no tabuleiro político. Ao PP, se o partido vai aceitar calado as críticas que recebeu dos peemedebistas por medo de “perder uma boquinha”. Ao governador Raimundo Colombo, se acha normal ouvir o PMDB dizer “que vai mandar ele”. Diz que vai se manifestar em uma semana se as perguntas não forem respondidas.

Novela de Manoel Carlos
Com o casamento do PMDB definido, a nova noiva da política catarinense é o PP. Petistas e tucanos devem aumentar o cortejo, ainda mais com a resistência declarada dos peemedebistas à intenção do PSD de ficar com as duas pretendentes.

Depende
Pergunte a lideranças do PSD se o apoio à reeleição de Dilma Rousseff incluirá o nome da petista nos santinhos e demais materiais de campanha e ouvirás uma resposta bem evasiva.

(28 de abril, Diário Catarinense, interino na coluna Moacir Pereira)

Bookmark and Share

Comentários

comments

Envie seu Comentário