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Dois dentro e um fora

29 de abril de 2014 0

Em seu discurso na pré-convenção do PMDB, o senador Luiz Henrique da Silveira desdenhou a importância da participação do PP na aliança pela reeleição de Raimundo Colombo (PSD). Comparou os progressistas à Gália invadida por Júlio Cesar, por estarem divididos em três. Os líderes dessa Gália, cada qual com seu projeto, seriam Joares Ponticelli, João Pizzolatti e Esperidião Amin.

– No máximo, a aliança contaria com duas das três partes – disse Luiz Henrique.

Ao anunciar de antemão que o PMDB vetaria o tradicional adversário, Luiz Henrique não olhava para a pré-convenção, que já considerava ganha. Mirava a briga pelo espaço e a tentativa de guardar a vaga para a remota hipótese de o PT aderir ao projeto. Ciente do movimento e do futuro respaldo, o PP apanhou quieto.
Encerrada a disputa peemedebista, Colombo e o PSD iniciaram o processo de juntar os cacos progressistas. Se o deputado estadual Joares Ponticelli já estava alistado no exército governista, ontem foi a vez do deputado federal João Pizzolatti, presidente em exercício da sigla, descer do muro e aderir à frente da reeleição.

– O mais importante para nós é voltar a ser governo. Voltar a ser governo, eleger o senador e grandes bancadas. Se algum partido tiver um problema, o problema não é nosso – afirmou Pizzolatti.

Com Ponticelli e Pizzolatti, os pessedistas garantem o controle do PP e o isolamento do deputado federal e ex-governador Esperidião Amin – apontado como o único que pode atrapalhar a reeleição de Colombo. A leitura dos pessedistas, palacianos ou parlamentares, é que a frase de LHS está incorreta: o apoio oficial do PP vale pelo que agrega e também pelo que exclui.

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Um futuro para o passado
O palacete onde viveu e morreu o governador Hercílio Luz, hoje em ruínas no Centro de Florianópolis, está próximo de ser salvo. O secretário Dalmo Vieira Filho, do Desenvolvimento Urbano, está entusiasmado com o projeto apresentado pelos novos donos do imóvel para restaurar o local e transformá-lo em um espaço público.

Escritórios em meio à história
O empreendimento inclui terrenos vizinhos, também adquiridos – inclusive o imóvel onde ficava o Colégio Vivência, na Avenida Mauro Ramos. Os imóveis tombados serão preservados e na área que sobra serão construídos prédios comerciais. O projeto inclui acesso direto da avenida até o palacete, que deve receber um museu, espaço para pequenas apresentações e um café.

Gol de zagueiro
“A casa está há praticamente 20 anos sem uso, em estado de arruinamento. Essa operação resgata a casa onde morreu Hercílio Luz, um local com peso histórico e arquitetônico que está se perdendo”, afirma Dalmo Vieira Filho. O secretário confirma que o investidor é o zagueiro Thiago Silva, da Seleção Brasileira.
– Em todas as conversas sempre ficou claro que ele queria um empreendimento que desse um ganho para a cidade – diz Dalmo.

Parar e pensar
Com o cenário mais claro após a pré-convenção do PMDB, as principais lideranças do PT catarinense se reúnem hoje, em Florianópolis, para discutir o processo eleitoral e o plano de governo do partido para o Estado. Participam do encontro deputados federais e estaduais, prefeitos, vices e vereadores.

Igual, mas pior
A Federação da Agricultura de Santa Catarina (Faesc) está questionando a decisão do governo federal de repassar para uma concessão o trecho da BR-153 que atravessa o Oeste catarinense. Diz que a proposta não prevê a duplicação da rodovia. A entidade questiona se isso significa passar a pagar pedágio para rodar pela mesma via simples de hoje.

Moção contra amarildos
A deputada estadual Dirce Heiderscheidt (PMDB) apresentou moção de repúdio contra a instalação da Ocupação Amarildo em Palhoça. Diz que o problema foi empurrado para a cidade.

(29 de abril, Diário Catarinense, interino na coluna Moacir Pereira)

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