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Efeito Lula na eleição de Santa Catarina

30 de abril de 2014 0

Em 1994, estava tudo encaminhado para a sucessão estadual. O senador Esperidião Amin seria candidato ao governo, com os pefelistas Raimundo Colombo de vice e Vilson Kleinübing de senador. A chapa tinha amplo favoritismo nas pesquisas, até Amin surpreender o Estado e se lançar candidato a presidente da República.

Sua mulher, Angela Amin, concorreu ao governo e o palanque com o PFL foi desfeito. Jorge Bornhausen lançou-se a governador apenas para dar um palanque a Fernando Henrique (PSDB) e Colombo enfrentou um eleição difícil para deputado federal. Amin teve 1,6% dos votos para presidente. No segundo turno, o PFL recusou apoio a Angela e ajudou a eleger Paulo Afonso Vieira (PMDB) governador.

É difícil encontrar na história política do Estado uma reviravolta política tão emblemática. Pois o cenário eleitoral deste ano tem um ingrediente tão explosivo quando a aventura de Amin em 1994. Ontem, quando pesquisa contratada junto ao instituto MDA pela Confederação Nacional de Transportes (CNT) apontou a queda de sete pontos percentuais da presidente Dilma Rousseff (PT) o bordão “volta, Lula” ganhou ainda mais força.

Pela primeira vez, se desenha um cenário de disputa real pela Presidência da República, e não a “batalha dos anões”, como o marqueteiro João Santana definiu a luta de Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) por crescer e aparecer. Dilma teria 37%, contra 21,6% do tucano e 11,8% do socialista.

A saída da presidente do jogo teria repercussão direta na estratégia do governador Raimundo Colombo (PSD), que já anunciou apoio a Dilma, mas não ao PT. É esse compromisso que o mantém protegido do assédio de Campos e de Aécio e garante a estratégia de concorrer contra candidaturas isoladas de Paulo Bauer (PSDB) e Claudio Vignatti (PT). Com Lula, o jogo reinicia praticamente do zero. Um filme que Colombo assistiu em 1994 e não quer ver de novo.

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Chicana política
Romildo Titon (PMDB) aplicou uma manobra jurídica em que esperava por uma decisão dele sobre renunciar à presidência da Assembleia para evitar respingos no parlamento por seu afastamento do cargo pelo Tribunal de Justiça. No almoço da bancada do PMDB, os colegas ficaram de queixo caído com o argumento do deputado para não decidir: o acórdão não ficou pronto.

Os pinhistas
Presidente do PMDB de Florianópolis, Gean Loureiro entregou ao vice-governador Eduardo Pinho Moreira uma carta aprovada pelo diretório em apoio à manutenção de seu nome na chapa pela reeleição de Raimundo Colombo (PSD). Diversos grupos peemedebistas começam a se manifestar nesse sentido para tentar evitar uma nova disputa.

Concede?
Peeemedebistas colocam em dúvida a possibilidade do ex-prefeito Dário Berger (PMDB) concorrer a deputado estadual, diante da impossibilidade de conseguir vaga na majoritária.
– Imagina o Dário pedindo aparte para falar – brinca um aliado.

De volta
Eni Voltolini (PP) assumiu ontem uma vaga na Assembleia Legislativa por 60 dias, no lugar de Reno Caramori (PP). Em 2012 ele foi candidato a vice-prefeito na chapa do petista Carlito Merss (PT), que esteve ontem na Assembleia para sua posse. É possível que ambos se enfrentem por uma vaga na Câmara dos Deputados.

Papo em dia
Um voo direto para Nova York, partindo de São Paulo, dura cerca de nove horas. Ainda bem que Luiz Henrique, Eduardo Pinho Moreira e Antonio Gavazzoni têm bastante assunto.

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(30 de abril, Diário Catarinense, interino na coluna Moacir Pereira)

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