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Posts de abril 2014

Efeito Lula na eleição de Santa Catarina

30 de abril de 2014 0

Em 1994, estava tudo encaminhado para a sucessão estadual. O senador Esperidião Amin seria candidato ao governo, com os pefelistas Raimundo Colombo de vice e Vilson Kleinübing de senador. A chapa tinha amplo favoritismo nas pesquisas, até Amin surpreender o Estado e se lançar candidato a presidente da República.

Sua mulher, Angela Amin, concorreu ao governo e o palanque com o PFL foi desfeito. Jorge Bornhausen lançou-se a governador apenas para dar um palanque a Fernando Henrique (PSDB) e Colombo enfrentou um eleição difícil para deputado federal. Amin teve 1,6% dos votos para presidente. No segundo turno, o PFL recusou apoio a Angela e ajudou a eleger Paulo Afonso Vieira (PMDB) governador.

É difícil encontrar na história política do Estado uma reviravolta política tão emblemática. Pois o cenário eleitoral deste ano tem um ingrediente tão explosivo quando a aventura de Amin em 1994. Ontem, quando pesquisa contratada junto ao instituto MDA pela Confederação Nacional de Transportes (CNT) apontou a queda de sete pontos percentuais da presidente Dilma Rousseff (PT) o bordão “volta, Lula” ganhou ainda mais força.

Pela primeira vez, se desenha um cenário de disputa real pela Presidência da República, e não a “batalha dos anões”, como o marqueteiro João Santana definiu a luta de Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) por crescer e aparecer. Dilma teria 37%, contra 21,6% do tucano e 11,8% do socialista.

A saída da presidente do jogo teria repercussão direta na estratégia do governador Raimundo Colombo (PSD), que já anunciou apoio a Dilma, mas não ao PT. É esse compromisso que o mantém protegido do assédio de Campos e de Aécio e garante a estratégia de concorrer contra candidaturas isoladas de Paulo Bauer (PSDB) e Claudio Vignatti (PT). Com Lula, o jogo reinicia praticamente do zero. Um filme que Colombo assistiu em 1994 e não quer ver de novo.

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Chicana política
Romildo Titon (PMDB) aplicou uma manobra jurídica em que esperava por uma decisão dele sobre renunciar à presidência da Assembleia para evitar respingos no parlamento por seu afastamento do cargo pelo Tribunal de Justiça. No almoço da bancada do PMDB, os colegas ficaram de queixo caído com o argumento do deputado para não decidir: o acórdão não ficou pronto.

Os pinhistas
Presidente do PMDB de Florianópolis, Gean Loureiro entregou ao vice-governador Eduardo Pinho Moreira uma carta aprovada pelo diretório em apoio à manutenção de seu nome na chapa pela reeleição de Raimundo Colombo (PSD). Diversos grupos peemedebistas começam a se manifestar nesse sentido para tentar evitar uma nova disputa.

Concede?
Peeemedebistas colocam em dúvida a possibilidade do ex-prefeito Dário Berger (PMDB) concorrer a deputado estadual, diante da impossibilidade de conseguir vaga na majoritária.
– Imagina o Dário pedindo aparte para falar – brinca um aliado.

De volta
Eni Voltolini (PP) assumiu ontem uma vaga na Assembleia Legislativa por 60 dias, no lugar de Reno Caramori (PP). Em 2012 ele foi candidato a vice-prefeito na chapa do petista Carlito Merss (PT), que esteve ontem na Assembleia para sua posse. É possível que ambos se enfrentem por uma vaga na Câmara dos Deputados.

Papo em dia
Um voo direto para Nova York, partindo de São Paulo, dura cerca de nove horas. Ainda bem que Luiz Henrique, Eduardo Pinho Moreira e Antonio Gavazzoni têm bastante assunto.

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(30 de abril, Diário Catarinense, interino na coluna Moacir Pereira)

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Dois dentro e um fora

29 de abril de 2014 0

Em seu discurso na pré-convenção do PMDB, o senador Luiz Henrique da Silveira desdenhou a importância da participação do PP na aliança pela reeleição de Raimundo Colombo (PSD). Comparou os progressistas à Gália invadida por Júlio Cesar, por estarem divididos em três. Os líderes dessa Gália, cada qual com seu projeto, seriam Joares Ponticelli, João Pizzolatti e Esperidião Amin.

– No máximo, a aliança contaria com duas das três partes – disse Luiz Henrique.

Ao anunciar de antemão que o PMDB vetaria o tradicional adversário, Luiz Henrique não olhava para a pré-convenção, que já considerava ganha. Mirava a briga pelo espaço e a tentativa de guardar a vaga para a remota hipótese de o PT aderir ao projeto. Ciente do movimento e do futuro respaldo, o PP apanhou quieto.
Encerrada a disputa peemedebista, Colombo e o PSD iniciaram o processo de juntar os cacos progressistas. Se o deputado estadual Joares Ponticelli já estava alistado no exército governista, ontem foi a vez do deputado federal João Pizzolatti, presidente em exercício da sigla, descer do muro e aderir à frente da reeleição.

– O mais importante para nós é voltar a ser governo. Voltar a ser governo, eleger o senador e grandes bancadas. Se algum partido tiver um problema, o problema não é nosso – afirmou Pizzolatti.

Com Ponticelli e Pizzolatti, os pessedistas garantem o controle do PP e o isolamento do deputado federal e ex-governador Esperidião Amin – apontado como o único que pode atrapalhar a reeleição de Colombo. A leitura dos pessedistas, palacianos ou parlamentares, é que a frase de LHS está incorreta: o apoio oficial do PP vale pelo que agrega e também pelo que exclui.

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Um futuro para o passado
O palacete onde viveu e morreu o governador Hercílio Luz, hoje em ruínas no Centro de Florianópolis, está próximo de ser salvo. O secretário Dalmo Vieira Filho, do Desenvolvimento Urbano, está entusiasmado com o projeto apresentado pelos novos donos do imóvel para restaurar o local e transformá-lo em um espaço público.

Escritórios em meio à história
O empreendimento inclui terrenos vizinhos, também adquiridos – inclusive o imóvel onde ficava o Colégio Vivência, na Avenida Mauro Ramos. Os imóveis tombados serão preservados e na área que sobra serão construídos prédios comerciais. O projeto inclui acesso direto da avenida até o palacete, que deve receber um museu, espaço para pequenas apresentações e um café.

Gol de zagueiro
“A casa está há praticamente 20 anos sem uso, em estado de arruinamento. Essa operação resgata a casa onde morreu Hercílio Luz, um local com peso histórico e arquitetônico que está se perdendo”, afirma Dalmo Vieira Filho. O secretário confirma que o investidor é o zagueiro Thiago Silva, da Seleção Brasileira.
– Em todas as conversas sempre ficou claro que ele queria um empreendimento que desse um ganho para a cidade – diz Dalmo.

Parar e pensar
Com o cenário mais claro após a pré-convenção do PMDB, as principais lideranças do PT catarinense se reúnem hoje, em Florianópolis, para discutir o processo eleitoral e o plano de governo do partido para o Estado. Participam do encontro deputados federais e estaduais, prefeitos, vices e vereadores.

Igual, mas pior
A Federação da Agricultura de Santa Catarina (Faesc) está questionando a decisão do governo federal de repassar para uma concessão o trecho da BR-153 que atravessa o Oeste catarinense. Diz que a proposta não prevê a duplicação da rodovia. A entidade questiona se isso significa passar a pagar pedágio para rodar pela mesma via simples de hoje.

Moção contra amarildos
A deputada estadual Dirce Heiderscheidt (PMDB) apresentou moção de repúdio contra a instalação da Ocupação Amarildo em Palhoça. Diz que o problema foi empurrado para a cidade.

(29 de abril, Diário Catarinense, interino na coluna Moacir Pereira)

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Agora é com Colombo

28 de abril de 2014 0

Raimundo Colombo deve uma eleição a Luiz Henrique da Silveira (PMDB), um partido a Eduardo Campos (PSB), a viabilidade financeira de sua administração a Dilma Rousseff (PT) e a tranquilidade na Assembleia a Joares Ponticelli (PP). A partir de agora, com a definição do PMDB de permanecer na coligação por sua reeleição, o governador toma as rédeas do processo de construção de uma chapa cheia de interesses antagônicos. De quebra, terá a difícil tarefa de escolher quais faturas têm capital político para pagar.

O mesmo Luiz Henrique que garantiu o apoio do PMDB ao governador em 2010, agora prometeu e entregou o partido sem grandes dissidências entre as lideranças – e a vantagem de 61% na pré-convenção mostra que a máquina da sigla está no projeto. Campos cedeu o PSB em 2011, quando Colombo queria deixar o DEM, mas tinha medo que o novo PSD não tivesse tempo de televisão para a eleição municipal. Dilma viabilizou os
R$ 9 bilhões em financiamentos que fizeram o governo deslanchar. Ponticelli trouxe o PP da oposição para a base, garantindo uma maioria de 31 votos em 40 possíveis, algo que não era visto na Assembleia desde que os primórdios do regime militar.

Colombo construiu tudo isso no melhor espírito do velho PSD lageano de negociação e conciliação. Agora terá até 30 de junho, prazo final das convenções, para colocar a prova sua habilidade de unir os inimigos ou decidir de quais aliados terá que abrir mão. Ele já anunciou que esta semana pretende se reunir com as bancadas de todos os partidos aliados na Assembleia “para construir o diálogo e o entendimento”. Em meio a tantos discursos inflamados de peemedebistas contra a presença do PP na chapa oficial, não deixa de ser um recado de Colombo. O PP está no jogo.

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Sem compromisso
Muitos militantes saíram da pré-convenção do PMDB certos de que o partido terá as vagas de vice-governador e senador na chapa de Raimundo Colombo. Em nenhum momento Luiz Henrique endossou essa tese. Eduardo Pinho Moreira, ao final da disputa, chegou a falar na possibilidade de a vaga ficar com o PSDB.

O sonho
Luiz Henrique deixa claro que ainda não desistiu de trazer o PT para aliança de Colombo. Só falta convencer o PT e Colombo.

Tudo de novo
A bancada do PSD na Assembleia assinou nota defendendo Gelson Merisio das críticas de LHS e Eduardo Pinho Moreira. “Em todos os recentes momentos de discussão sobre a formação da aliança, nosso argumento foi político, jamais pessoal. Inclusive as recentes palavras do presidente Gelson Merisio.”

Jeito de candidato
Esperidião Amin colocou duas perguntas incômodas no tabuleiro político. Ao PP, se o partido vai aceitar calado as críticas que recebeu dos peemedebistas por medo de “perder uma boquinha”. Ao governador Raimundo Colombo, se acha normal ouvir o PMDB dizer “que vai mandar ele”. Diz que vai se manifestar em uma semana se as perguntas não forem respondidas.

Novela de Manoel Carlos
Com o casamento do PMDB definido, a nova noiva da política catarinense é o PP. Petistas e tucanos devem aumentar o cortejo, ainda mais com a resistência declarada dos peemedebistas à intenção do PSD de ficar com as duas pretendentes.

Depende
Pergunte a lideranças do PSD se o apoio à reeleição de Dilma Rousseff incluirá o nome da petista nos santinhos e demais materiais de campanha e ouvirás uma resposta bem evasiva.

(28 de abril, Diário Catarinense, interino na coluna Moacir Pereira)

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A relação entre UFSC e Florianópolis

27 de abril de 2014 0

Parece que UFSC e Florianópolis só lembram que vivem na mesma cidade quando acontece alguma polêmica que as relacione. A Editora da UFSC pode ajudar a aproximar os dois? Essa provocação, seguida pela pergunta, foi encaminhada ao professor Fábio Lopes, diretor da editora. A resposta foi o artigo que segue nas próximas linhas:

O divórcio entre a UFSC e a cidade é um dilema real, que exige medidas urgentes. Evidentemente a UFSC não é a única responsável por essa situação lamentável. Não é pequeno o papel que a elite política e econômica de Florianópolis, com seu culto à ignorância e à xenofobia, desempenha no processo. Em todo caso, como membro da comunidade acadêmica, prefiro destacar aqui os erros que a própria UFSC vem cometendo nessa relação difícil e truncada com a cidade.

Paradoxalmente, o principal problema da UFSC decorre da competência de seus quadros. É que competência, na universidade contemporânea, significa sobretudo especialização. Trocando em miúdos, trata-se de alguém que sabe cada vez mais sobre cada vez menos e que, além disso, pratica uma linguagem altamente técnica, esotérica, não compreendida nem mesmo por seus pares, especializados em outros assuntos. A rigor, não é só com a cidade que a universidade não conversa. O rompimento do diálogo vigora entre os próprios professores, cada qual encerrado na bolha de seus interesses intelectuais particulares, de seu próprio vocabulário técnico.

Foi com esse diagnóstico na cabeça que assumi a direção da Editora da UFSC. Uma das minhas obsessões é criar instrumentos de mediação entre a cidade e a universidade. Como? O carro-chefe é a revista Subtrópicos, um caderno mensal de cultura gratuitamente disponível em versões impressa e eletrônica. A ideia é fazer circular textos curtos, em linguagem não-acadêmica, sobre problemas contemporâneos, escritos por gente da universidade, mas também de fora dela.

Com essa publicação, trata-se, claro, de projetar o nome da UFSC para além de seus muros. Mas não apenas isso: a ideia é convidar a universidade a escrever e ler textos com que ela não está habituada a lidar, a respeito de temas que nem sempre são os seus preferidos. A ideia é, enfim, tentar modificar, por pouco que seja, a curvatura do discurso acadêmico, tirando-o do autismo a que ele está hoje preso.

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De volta para o aconchego
Nem só de cubanos vive o Mais Médicos. O prefeito de Caçador, Beto Comazzetto (PMDB), recebeu durante
a semana dois catarinenses formados em Medicina na Venezuela e que agora, através do programa, vão atuar no município. Idanea Ribeiro nasceu em Matos Costa e Julio Cesar Gomes é caçadorense.

Alô, TRE
A partir de segunda-feira, Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SC) inicia o serviço Disque-Eleitor. Através do número 0800-6458-732 será possível tirar dúvidas sobre alistamento e regularização do título eleitoral. A intenção é reduzir as filas.

Agora vai
A decisão que todos esperavam para a definir o quadro eleitoral já está tomada. Elpídio Neves será novamente candidato ao governo do Estado. Não mais pelo PTC, sigla pela qual recebeu 2.589 votos na eleição de 2006. Agora, está filiado ao PRP.

(27 de abril, Diário Catarinense, interino na coluna Moacir Pereira)

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O PMDB 1.491 dias depois

26 de abril de 2014 1

Há quatro anos e um mês, a maior convenção já realizada pelo PMDB de Santa Catarina decidia que o ex-governador Eduardo Pinho Moreira seria o candidato do partido ao governo do Estado. Ele vencera o então prefeito de Florianópolis Dário Berger por 334 votos a 235, em uma disputa que alcançou a participação de 96,4% dos delegados peemedebistas.

Hoje o PMDB volta a suas urnas. Não para escolher um nome, mas um caminho. A prévia de quatro anos atrás era cercada pelas dúvidas de que a simples vontade do partido de estar na disputa seria suficiente para realmente ter candidato a governador. Nos bastidores, dizia-se que votar em Pinho Moreira era escolher ser vice na chapa de Raimundo Colombo, na época filiado ao DEM.

A verdade – ou o mais próximo dela que os analistas conseguiram chegar – é que durante três meses Pinho Moreira tentou viabilizar uma aliança que não deixasse o PMDB isolado. Falou com PT, PSDB e DEM com a procuração dada pela prévia peemedebista. Na perspectiva de uma candidatura kamikaze, saiu do jogo e entrou na chapa.

Recuperar essa história no dia em que os delegados voltam às urnas para decidir se continuam ou não na aliança com Colombo é uma forma de mostrar que qualquer decisão tomada na tarde de hoje no Auditório Antonieta de Barros, na Assembleia Legislativa, é um primeiro passo e não a definição das eleições – como quer fazer crer quem superestima os poderes mágicos de uma sigla partidária.

Hoje o cenário é diferente do de quatro anos. Do outro lado da cerca, o PT espera de braços abertos os dissidentes. Em Recife, certo presidenciável vai receber um telefonema com o resultado da votação e vai analisar com cuidado o novo quadro. O que o PMDB decidir, precisará ser homologado na convenção em julho. Qualquer que seja o resultado, muita coisa pode e deve mudar até lá. Até mesmo para continuar tudo como está.

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A fatura
Se vencer a pré-convenção e, mesmo assim, não conseguir impor a Raimundo Colombo que o PP seja excluído da chapa majoritária, o senador Luiz Henrique deve vetar o nome de Joares Ponticelli ao Senado. É o mesmo que vetar o PP, porque Colombo não tem plano B.

Justificativa
O veto a Ponticelli seria justificado pelas ações judiciais movidas pela bancada do PP quando liderada por ele contra o governo LHS.

Com a palavra, o governador
Diante do fogo cruzado, o governador Raimundo Colombo foi obrigado a se manifestar sobre a aliança. Em uma nota com mais entrelinhas do que linhas, disse apenas que após a pré-convenção, ele assume “a responsabilidade de coordenar todos os partidos aliados e construir o processo eleitoral de 2014”. Não disse quais aliados.

Cronômetro
Existe convicção no Centro Administrativo de que dá para reeleger Raimundo Colombo sem o PMDB. O tempo de televisão do PP, do PR, do PSC e do PV – este confirmado na quinta-feira – amenizaria a saída dos peemedebistas.

Deus me livre
Na manhã de ontem o papa Francisco deixou a Igreja de Santo Inácio de Loyola sem realizar a cerimônia do beija-mão, após celebrar a missa pela canonização do Padre Anchieta. Ele teria se assustado com o assédio de políticos brasileiros presentes, entre eles o catarinense Esperidião Amin (PP). Talvez o Papa tenha ficado com medo de que lhe perguntassem sobre as alianças em Santa Catarina.

Palhoçólogo
O ministro Henrique Neves será o relator no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do recurso do prefeito de Palhoça, Camilo Martins (PSD), cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SC). Curiosamente, foi ele o relator da cassação do prefeito eleito Ivon de Souza (ex-PSDB, hoje PR), que possibilitou a posse de Martins. Naquela vez, levou quatro meses para levar o caso a julgamento.

Sinte em campo
O Sinte encaminhou nota à coluna para reafirmar a intenção de realizar a campanha Basta Colombo, “com a intenção de que o mesmo não tenha a chance de se reeleger, visto que é obrigação desta entidade lutar contra o descaso do Estado com os trabalhadores da educação e com as escolas”. No texto, a entidade garante ter legitimidade para influenciar as eleições.

(26 de abril, Diário Catarinense, interino na coluna Moacir Pereira)

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Luiz Henrique, o agora e o depois

25 de abril de 2014 0

Com uma entrevista, às vésperas da decisão do PMDB catarinense de seguir ou não com o governador Raimundo Colombo (PSD) nas eleições de outubro, o senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) atingiu o presente e o futuro. O presente é a pré-convenção peemedebista no sábado, quando 520 delegados definem a posição do partido – e, consequentemente, em que cenário será disputada a eleição de outubro.

Com o partido rachado entre uma militância que clama por identidade e candidatura própria e um núcleo de lideranças defendendo mais quatro anos à sombra do PSD, Luiz Henrique lançou o único argumento que poderia unir as duas posições: a rejeição ao rival histórico PP. Em um gesto de resignação, admitiu não saber que a possibilidade de trazer para o palanque os herdeiros históricos da Arena tivesse tanta resistência na base peemedebista. Insistiu na ideia da aliança como forma de fazer o PMDB voltar de forma segura ao governo nas eleições de 2018.

Para o futuro, a entrevista tem outro recado direto, desta vez para o governador e para o PSD – especialmente o bloco liderado pelo presidente estadual Gelson Merisio. O PMDB, mesmo à sombra, conduz, não é conduzido. Toda a articulação realizada para garantir o apoio à aliança pode cair por terra se o PSD insistir em Joares Ponticelli (PP) como candidato ao Senado.

A entrevista repercutiu fortemente no PMDB e nos demais partidos. Principal liderança do grupo que defende a candidatura própria, o deputado federal Mauro Mariani afirma que com mais quatro anos de PSD no governo, o partido não conseguirá ter candidato em 2018 e ainda corre o risco de perder prefeituras no meio do caminho. Ponticelli defendeu a conciliação e o gesto de deixar as bandeiras partidárias no chão em nome de um projeto. Foi de Merisio a reação mais forte: o PP já está na chapa e isso não está em discussão. A afirmação, assim como o silêncio de Colombo, provocaram reação em peemedebistas, inclusive alguns falando em mudar de posição na pré-convenção.

É de se imaginar que todos os efeitos colaterais foram previstos por Luiz Henrique. Assim como é possível acreditar que qualquer que seja o caminho que o PMDB vai escolher no sábado, é ele quem vai conduzir.

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frase

Chapa na sala
Tem gente espalhando a possibilidade de uma chapa com Esperidião Amin (PP) ao governo, Paulo Gouvêa (DEM) como vice e Leonel Pavan (PSDB) ao Senado. Deve ser para assustar os peemedebistas.

Tréplica
Secretário-geral do PSB-SC, Gelson Albuquerque responde ao deputado federal Décio Lima (PT), que vinculou o presidenciável Eduardo Campos ao “coronelismo nordestino”.
– Eles estão com Renan Calheiros, José Sarney, Fernando Collor, Romero Jucá, Jáder Barbalho. Quem gosta de coronel nordestino é o PT

Propaganda liberada
O PSD entrou com liminar na Justiça Eleitoral para tirar do ar a propaganda do PT estrelada pelo presidente estadual Claudio Vignatti, pré-candidato a governador. Nas peças, o petista critica a gestão de Raimundo Colombo (PSD) na saúde e na segurança, lançando o bordão “dá para fazer melhor, mas para isso tem que trabalhar”.

Alvo
Não deve ter sido intencional, mas ao escolher saúde e segurança pública para criticar, Vignatti acabou acertou duas áreas com forte influência do PMDB.

Na porta
Apesar da esperança de Luiz Henrique, o petista Décio Lima não acredita que possa ser realizada uma tríplice aliança com PSD, PMDB e PT. Diz que a decisão da base na eleição interna foi muito clara contra esse acordo. Mas afirma que se o PMDB sair da coligação, estará na porta no outro dia, pregando aliança.

Olá às armas
O deputado federal Rogério Peninha Mendonça (PMDB) segue sua cruzada pela revogação do Estatuto do Desarmamento. Um ciclo de palestras sobre o tema começa em São José na segunda-feira. O debate vai passar também por Blumenau, Joinville, Rio do Sul e Lages.

Time forte
O ministro da Defesa, Celso Amorim, é um dos nomes confirmados para o 19o Encontro Nacional dos Estudantes de Relações Internacionais, que este ano é organizado pela Univali e acontecerá no Infinity Blue Resort em Balneário Camboriú entre os dias 4 e 7 de junho. Também estão na lista o assessor especial da Presidência da República Marco Aurélio Garcia e os ex-ministros Sérgio Amaral e Luiz Felipe Lampreia.

(25 de abril, Diário Catarinense, interino na coluna Moacir Pereira)

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A hora do desprendimento

24 de abril de 2014 0

Em 2001, às vésperas da votação do financiamento de US$ 406 milhões do BID 4 na Assembleia Legislativa, o então líder do governo Joares Ponticelli estava apreensivo. Faltava um voto para garantir a aprovação da proposta e o governador Esperidião Amin havia sido curto e grosso ao telefone: “Você é o líder, o problema é seu”.

Ponticelli conversou com o chefe da Casa Civil, Celestino Secco, que lhe perguntou se algum oposicionista poderia mudar o voto.

– O deputado Romildo Titon. O pedido dele é público: ele quer a inclusão de uma rodovia da região no pacote de obras.

Secco incluiu a obra e Titon garantiu o apoio. No dia da votação, lideranças peemedebistas como o então prefeito de Joinville Luiz Henrique da Silveira estavam nas galerias, pressionando o deputado para que não votasse no projeto que poderia turbinar o mandato de Amin e garantir sua reeleição no ano seguinte. O maior beneficiado, ironicamente, acabou sendo Luiz Henrique, que executou como governador a maior parte das obras previstas naquele pacote.

Histórias como essa ajudaram a construir na Assembleia e na política catarinense a imagem de Romildo Titon como um homem de palavra. Firme em suas posições, coerente, um parlamentar com base forte – praticamente um deputado distrital –, ele ganhou ainda mais respeito na condução da Comissão de Constituição e Justiça. Foi o primeiro deputado sem formação em Direito a ocupar a função e soube fazê-lo de uma forma que equilibrou os interesses da maioria sem esmagar as oposições.

São esses os antecedentes que fizeram a Assembleia ter tanta dificuldade de reagir diante de seu afastamento da presidência por liminar do Tribunal de Justiça. Se fosse outro parlamentar, já teria sido deixado na estrada por seus colegas. Os deputados acreditaram e quiseram acreditar que Titon reverteria a situação e que não viveriam o atual impasse – 56 dias depois da saída forçada do presidente do cargo.

Se por baixo do manto de respeito que Titon adquiriu no convívio com seus pares, com seus eleitores, com a sociedade, com a imprensa, existia um integrante de quadrilha especializada em fraudar licitações, caberá ao Ministério Público de Santa Catarina provar e ao Judiciário confirmar. Mas o tempo da política é diferente do tempo da Justiça. Em uma casa de representação popular, qualquer mácula que paire sobre os representantes leva à fragilidade de todo o poder Legislativo. Por ser presidente, Titon carrega a Assembleia consigo aos tribunais. É preciso que tenha o desprendimento de ir sozinho.

Aviso prévio
Lideranças do PSD procuraram peemedebistas para deixar claro que o partido não vai abrir mão da presença do PP na chapa de reeleição do governador Raimundo Colombo (PSD). A ideia é evitar cobranças após a pré-convenção do PMDB, caso saia vitoriosa a manutenção da aliança. Um evento reunindo pessedistas e pepistas chegou a ser cogitado para hoje para deixar ainda mais clara a mensagem.

A indignação de Décio Lima
O deputado federal Décio Lima (PT) ficou indignado com o discurso do presidenciável Eduardo Campos (PSB) a empresários em SC, na terça-feira, em especial com a crítica do pernambucano às “velhas forças” fisiológicas do Congresso.
– Ele não tem moral porque representa o velho, a política do coronelismo nordestino. Ele se alia a oligarquias em diversos lugares do país, inclusive aqui. Participou de um processo de barganha nepotista para colocar a própria mãe no Tribunal de Contas da União, em que até eu recebi ligação dele pedindo voto, diretamente de Pernambuco.

Acordo à vista
Durou cerca de três horas a conversa entre Joares Ponticelli e João Pizzolatti, na noite de terça-feira, sobre a volta do primeiro à presidência do PP catarinense. Ficaram de conversar melhor na próxima semana, mas Pizzolatti acenou com a possibilidade de apoiar a candidatura de Ponticelli ao Senado se continuar à frente da sigla.

Para depois
Também ficou para a semana que vem a conversa de Joares Ponticelli com Romildo Titon sobre a renúncia do peemedebista à presidência da Assembleia Legislativa.

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CPI pela metade
Ficou definida ontem a composição da CPI que vai investigar a compra da nova sede do Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC). Com a recusa de PSD, PP e PSDB em participar, serão duas vagas para o PMDB, uma para o PT e uma para os pequenos partidos. A quinta vaga será definida entre petistas e peemedebistas. Amauri Soares (PSOL) é o único confirmado. Os demais saem até terça-feira.

Vai começar a andar
Levou quatro anos para a Justiça estadual conseguir intimar todos os 12 citados na ação popular que questiona o acordo de acionistas da SCGás, ocorrido em 1994. A ação foi proposta em 2010 pelo deputado estadual Dirceu Dresch e inclui ex-gestores e representantes dos acionistas. Dresch alega que o acordo fez com que a participação do governo estadual no conselho de administração da empresa caísse de 34% para 17%.

Política para curtir
Perfis de todos os deputados que assumiram vagas na Assembleia nesta legislatura estão disponíveis no Facebook, na página Política Interativa, idealizada por Monique Margô Serafim. O endereço é www.facebook.com/politicainterativa.

(24 de abril, Diário Catarinense, interino na coluna Moacir Pereira)

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Entrevista com LHS: "não vejo como uma convenção possa homologar uma aliança com o PP"

24 de abril de 2014 0

Às vésperas da pré-convenção que vai decidir no sábado se o PMDB mantém ou não a coligação com o governador Raimundo Colombo (PSD), a tese da aliança tem no senador Luiz Henrique da Silveira seu mais ferrenho defensor. O ex-governador peemedebista tem viajado pelo interior do Estado para convencer os delegados do partido. Hoje, inicia mais um roteiro pelo Oeste.

Na entrevista a seguir, concedida por telefone no intervalo de uma sessão do Senado, Luiz Henrique mostra confiança na vitória no sábado e antecipa o futuro dilema da coligação governista: a base peemedebista não vai aceitar a inclusão do adversário histórico PP na aliança. Se o partido pretende barrar os pepistas, a conversa é diferente em relação ao PT. Luiz Henrique mantém esperança de que os petistas, em nome do palanque para reeleição da presidente Dilma Rousseff, se incorporem ao projeto, indicando o candidato ao Senado.

Mantida a aliança, o espaço do PMDB em um próximo governo deve ser o mesmo?
LHS – Aí é uma negociação. Vai ser constituída uma equipe negociadora. Os espaços vão ser definidos pela geografia das urnas. Isso é que vai ser negociado. O partido que tiver a maior legenda para deputado estadual é o que vai ter maior espaço.

E na questão da chapa, o PMDB pode ter vice e Senado?
LHS – Essa é uma discussão que nós vamos fazer depois do dia 26. É uma discussão que vamos fazer e é fundamental que o PMDB e o PSD discutam a formação da chapa e seus parceiros.

E como fica o PP? O governador tem dado sinais de que não abre mão deles como aliados.
LHS – O governador nunca disse isso e ele sabe das dificuldades que tem na base do PMDB para fazer uma aliança com o PP. Eu não imaginava que era tão forte esse sentimento anti-PP no PMDB.

É inconciliável?
LHS – É quase inconciliável. Eu não vejo como uma convenção do PMDB, que é integrada por cerca de 520 delegados, que são prefeitos, vices, vereadores, ex-prefeitos, lideranças importantes do partido, não vejo como uma convenção possa homologar uma aliança com o PP.

O governador vai ter que abrir mão do PP se quiser manter o PMDB?
LHS – Eu acho que não se coloca assim. O governador já disse que quem vai decidir é o PSD e o PMDB, colocando na frente seu partido. Os dois partidos é que vão decidir a formação integral da chapa.

O PT ainda está nos planos?
LHS – Eu não descartaria. Se o PT priorizasse a candidatura da presidente Dilma, para lhe oferecer um palanque forte. Se o PT compreendesse que coligado conosco, não elegeria um senador, mas nomearia um senador. Se compreendesse que nomeando um senador, cria um protagonismo eleitoral forte para 2018. Se o PT compreendesse tudo isso, eu não tenho dúvida de que reinvindicaria essa vaga.

Existe alguma articulação nacional para tentar viabilizar essa aliança?
LHS – As lideranças maiores do PT com quem falei, manifestaram que isso seria o maior gesto de bom senso do PT. Isso um daria um palanque musculoso para a presidente.

O grupo que rivaliza com o seu na disputa interna do PMDB é liderado pelo deputado federal Mauro Mariani e pelo ex-prefeito Dário Berger. Teria espaço para eles na chapa se aliança continuar?
LHS – São grandes companheiros. Companheiros valorosos. Eles e várias outras lideranças que estão majoritariamente na defesa da coligação são o futuro do partido. O PMDB é um partido que sabe debater, mas também sabe ir unido para a luta. Isso é o que vai acontecer.

O candidato a vice-governador que o PMDB indicar seria o nome natural para concorrer ao governo em 2018?
LHS – Não necessariamente. O candidato de 2018 é alguém que deve ser peneirado em uma grande prévia de nomes. Prefeitos que vão estar reeleitos em 2018, deputados federais, deputados estaduais. Temos muitos nomes que vão aflorar até lá e nós vamos com o que tiver maior viabilidade em pesquisas quantitativas e qualitativas.

A vitória na prévia pode abrir uma disputa pela vaga de vice na chapa. A manutenção de Eduardo Pinho Moreira é prioridade?
LHS – O dr. Eduardo é a solução natural. Ninguém nessas caminhadas discutiu essa questão da vice. Até porque está todo mundo focado na manutenção da coligação.

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Discreto, Campos encontra Colombo

23 de abril de 2014 0

O mais importante dos encontros que o presidenciável Eduardo Campos (PSB) teve ontem em Santa Catarina não contou com plateia, discurso e aplausos. Em uma agenda guardada a sete chaves, o pré-candidato se encontrou pela manhã com o governador Raimundo Colombo (PSD) na Casa d’Agronômica. Durante pelo menos 30 minutos conversaram a sós – exigência feita previamente pelo pernambucano.

Depois se juntaram a eles o deputado federal Paulo Bornhausen (PSB) e o ex-senador Jorge Bornhausen. A conversa foi tão reservada que o próprio Campos, mais tarde, não admitiria o encontro. Na conversa, Colombo reforçou a intenção de apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), a quem se sente grato pelos financiamentos de R$ 9 bilhões viabilizados pelo Planalto e que são sua principal aposta administrativa.

Os reflexos da conversa estavam visíveis inclusive no discurso de Campos. Sobre o apoio de Colombo a Dilma, limitou-se a dizer que o PSB toca sua vida e o governador “está tocando a dele, com as circunstâncias que está vivendo”. Perguntado sobre suas propostas para o Estado, provocou:

– Que Santa Catarina viva um tempo em que não se tira recursos do Estado e se empresta o que tirou com juros.

Em sua agenda catarinense, Campos falou a língua do empresariado que o recebeu. Disse que um país capitalista como o Brasil não pode ter preconceito contra investidores, defendeu parcerias com a iniciativa privada, concessões, e redução pela metade dos ministérios distribuídos como “cachos
de banana” em Brasília.

Elogiou Lula e Fernando Henrique, focando as críticas à gestão de Dilma Rousseff e à base aliada no Congresso. Chegou a dizer que é preciso oferecer ao Brasil uma opção que coloque na oposição as forças atrasadas, o lado mais fisiológico da política nacional. Não detalhou como pretende convencer o parlamento a desistir da fisiologia, mas mostrou ter assimilado boa parte do discurso de sua companheira de chapa, a ex-senadora Marina Silva. Para as eleições, pode ser suficiente.

Ninguém mexe
O governo estadual encaminhou o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias para a Assembleia Legislativa. Nenhuma vírgula foi mexida em relação aos repasses para os poderes. Essa discussão aparentemente vai ficar para o terceiro mandato.

LHS troca Brasília pelo Oeste de SC
Luiz Henrique vai antecipar para hoje o retorno de Brasília para dar um último gás na campanha pela aliança na pré-convenção do PMDB. Na quinta-feira participa de roteiro por seis cidades no Oeste do Estado. Ontem, o senador abriu mão da relatoria do marco civil da internet por não concordar com a urgência ao projeto pedida pelo Planalto.

Pescaria eleitoral
Com direito à presença do pré-candidato da sigla à presidência, Pastor Everaldo, o PSC anunciou ontem adesão à coligação pela reeleição de Raimundo Colombo. Além dos sociais-cristãos, o PR já havia declarado apoio – e o governo está otimista em relação ao PDT.

Resposta ao Sinte
Em resposta à decisão do Sinte de fazer campanha contra a reeleição de Raimundo Colombo (PSD), o secretário de Educação Eduardo Deschamps (PSDB) escreveu nota lamentando o “enfoque estritamente político-partidário” do sindicato.

Obras em escolas
O governo encaminhou à deputada estadual Luciane Carminatti (PT) a previsão de investimentos para as escolas estaduais em 2014: são 336 obras de reforma, ampliação e construção, 93 delas em andamento. A deputada avaliou as ações como insuficientes e listou a necessidade de obras em cidades como Chapecó, Criciúma, Jaraguá do Sul e São Miguel do Oeste.

(23 de abril, Diário Catarinense, interino na coluna Moacir Pereira)

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O dilema de Titon

22 de abril de 2014 0

Após um longo feriadão que juntou a Semana Santa a Tiradentes, a expectativa nos meios políticos catarinenses é sobre o efeito dos dias em que o presidente afastado da Assembleia Legislativa, Romildo Titon (PMDB), permaneceu longe dos holofotes, em seu sítio no interior de Campos Novos. A ideia de renunciar ou não ao cargo deve ter sido amadurecida lá, em meio a parentes, amigos e aliados de primeira hora.

Qual Romildo Titon estará de volta a Florianópolis hoje, quase uma semana após a decisão do Órgão Especial do Tribunal de Justiça de mantê-lo fora do comando da Assembleia em razão da denúncia do Ministério Público Estadual que o relaciona à suposta quadrilha investigada na Operação Fundo do Poço? Vários encontros entre ele e aliados estão programados para hoje e devem ajudar a responder essa pergunta. Um deles é com o vice-governador Eduardo Pinho Moreira, presidente estadual do PMDB.

É de Pinho Moreira a garantia de que a decisão de renunciar é unicamente de Titon. Defende, inclusive, que a vontade do parlamentar, seja qual for, seja anunciada apenas na próxima semana, para que o partido não tenha que conciliar esse tema com a reta final da pré-convenção, marcada para sábado.

Nos bastidores a conversa é diferente. Lideranças admitem que as pressões virão de todos os lados para que a crise do peemedebista não contamine o Legislativo e as campanhas dos demais parlamentares. Há quem apele para que Titon pense neste momento mais em reforçar sua posição regional e garantir a reeleição do que em segurar um cargo que não teria mais condições de exercer plenamente.

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Era na base do chute
Criada há apenas dois anos, a Comissão de Acompanhamento de Aditivos Contratuais (Comad), da Secretaria de Administração, está tendo bastante trabalho em 2014. Já foram realizados 125 pedidos de aditivos – 18 deles negados. Foram autorizados pagamentos adicionais de R$ 12 milhões. Antes da criação do órgão, o Estado só tinha estimativas sobre número de aditivos e valores.

Casa cheia
Eduardo Pinho Moreira acredita que o quórum da pré-convenção do partido, que será realizada no sábado, ficará muito próximo do número total de votantes: 583. Hoje uma reunião da executiva do partido decide os últimos detalhes da disputa entre as teses da candidatura própria e da manutenção da aliança com Raimundo Colombo.

Prestígio
Lideranças do PSD em outros Estados defendem o recuo do apoio à presidente Dilma Rousseff, em função da queda da avaliação da petista. Em Santa Catarina, ela ainda tem 9 bilhões de pontos no Ibope de Raimundo Colombo.

(22 de abril, Diário Catarinense, interino na coluna Moacir Pereira)

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