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Capítulo UM - Raimundo Colombo

18 de maio de 2014 4

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Foto: Daniel Conzi, BD, Agência RBSRaimundo Colombo (PSD) é o governador do Estado.

A frase parece óbvia em um texto que pretende falar o essencial sobre a política catarinense contemporânea, mas se fosse dita há 30 anos, em tom de previsão, o ouvinte provavelmente responderia:

— Será que o doutor Jorge consegue?

Doutor Jorge, é claro, se trata de Jorge Bornhausen, ex-governador, ex-senador, ex-ministro. Por seus erros, acertos e, especialmente, por suas articulações passa a história política contemporânea de Santa Catarina. História que, pode-se assim dizer, começa em 1982, quando ele cumpria o último ano de seu mandato como governador – encerrando a fila dos eleitos indiretamente durante o regime militar.

Era também o ano do retorno das eleições diretas para governador do Estado, suspensas pela ditadura desde 1965. O clima de abertura política prenunciava vitórias da oposição ao regime, simbolizada pelo PMDB. Em Santa Catarina esse sentimento estava encarnado na candidatura do senador Jaison Barreto, que derrotara na disputa interna o ex-prefeito de Joinville Pedro Ivo Campos.

Para encarar a novidade representada pelos peemedebistas, Jorge Bornhausen já tinha a estratégia traçada e em curso: um rosto novo para a velha Arena/PDS. Aos 34 anos, Esperidião Amin seria o candidato ao governo. Foi preparado para isso, assumindo cargos como o de prefeito de Florianópolis – nomeado ainda no governo de Antonio Carlos Konder Reis – e de secretário de Transportes.

Ganhou visibilidade com obras por todo o Estado. Jorge seria seu parceiro eleitoral, como candidato ao Senado – contra Pedro Ivo. Para poder concorrer, renunciou ao governo. Assumiu o vice Henrique Córdova, que não media as palavras sobre a missão que assumiria.

— A minha meta como governador é vencer o pleito democrático de 15 de novembro. E para isto envidarei todos os meus esforços, não me portarei no governo do Estado como magistrado no que diz respeito às eleições — disse Córdova, em entrevista publicada pelo jornal O Estado em 15 de maio de 1982.

Foi uma eleição controversa, marcada por denúncias e constatações sobre o uso da máquina pública e dos meios de comunicação em favor da campanha de Amin. No dia da votação, mais denúncias, agora de fraudes. Em um eleitorado de 2 milhões de catarinenses, Amin venceu Jaison por 12,6 mil votos. Jorge bateu Pedro Ivo por uma diferença ainda menor: 1.439 votos.

Ao assumir o governo, Amin indica para seu secretariado dois nomes que ainda vão aparecer bastante nesta história. Na Agricultura, Vilson Kleinübing, deputado federal eleito. Na Assistência Social, um jovem lageano de 27 anos em quem Jorge apostava muito, mas que ainda não havia passado por eleições.

Era Raimundo Colombo.

 

A série oBásico tem 14 capítulos, publicados aos domingos e quarta-feiras.
Próximo capítulo (21/05): Esperidião Amin.
Leia os textos anteriores.

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Comentários

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Comentários (4)

  • Curió diz: 18 de maio de 2014

    Só faltou a história da mala preta do Córdova.
    Há 35 anos atrás já existiam as SDRs resumidas numa mala.
    O PT estava ainda na barriga. A Dima era uma mocinha.

  • Gui diz: 20 de maio de 2014

    O Colombo então era o jovem promissor, futuro governo (agora atual governador)… então, o próximo governador é o Cesar Souza Junior, colocado pelo proprio Colombo e Luiz Henrique.

    Querem apostar quanto que a oligarquia SOUZA é a proxima a reinar Santa Catarina?

  • Curió & OSTRADAMUS ( CONSULTORIA POLÍTICA E ANEDOTAS EM NOTAS ) diz: 26 de maio de 2014

    - Não tem chupadinha!
    - Não vai ter oligarquia nenhuma após o voto SAL AMARGO nas tripas das alianças.
    - Depois de abrir o coração, última das pregas, vai vir com o sorrisinho e o
    discursinho… homens de Saco Grande, mulheres de Cubatão… o Simplícius!
    - Não não… mulheres da Cova Funda… kakaka
    - Não não… naquela eleição eu não me gabava… mas agora, povo de Cupim! A mim o
    Cupingava!
    A cachaça rolando no bar que recebeu a comitiva. Só dava VINHO ATTI, rabo de GALA ATTI, queijinho de colono VIVA ATTI… Não sei se teve hotel para todo mundo ou se dormiram em três. kakakaka é só uma prévia.
    - kakakaka ceu de bêbado não tem dono kakaklaka … ele acreditou! kakakakaka

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