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Capítulo DOIS - Luiz Henrique da Silveira

21 de maio de 2014 3

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Foto: Flávio Neves, BD, Agência RBSLuiz Henrique da Silveira (PMDB) é o principal nome de Santa Catarina no Senado.

É, também, o único catarinense que conseguiu se eleger e reeleger governador do Estado. Famoso pela capacidade de articulação, Luiz Henrique já era um político de destaque em 1982, o ponto que em iniciamos a contar essa história. Sempre por partidos de oposição ao regime militar (MDB/PMDB), Luiz Henrique havia passado pela Assembleia Legislativa, pela Câmara dos Deputados e pela prefeitura de Joinville.

Em 1982 não apenas renovou mandato de deputado federal como foi o mais votado de Santa Catarina. Dessa forma, Luiz Henrique – ou LHS – saiu daquela polêmica eleição como um peemedebista vencedor. Isso ajudou a definir a cara que o partido teria no Estado conforme a democracia eleitoral se consolidava.

A oratória e o combate aberto ao regime militar, encarnados em Jaison Barreto nos anos 1970, seguiriam na memória dos militantes e nas páginas da história. Mas, para ganhar eleições e chegar ao poder no Estado, era necessário que um grupo mais pragmático passasse a controlar o partido. Nele, Pedro Ivo e LHS despontavam.

Ambos disputaram a prévia do PMDB para definição do candidato do partido ao governo do Estado em 1986. Os militantes peemedebistas decidiram que a vez era de Pedro Ivo, mostrando para Luiz Henrique que a política tinha fila.

Dessa fila, LHS viu Pedro Ivo ser eleito governador com ajuda fundamental do Plano Cruzado, que ao aparentar ter derrotado a inflação conseguiu eleger quase todos os candidatos a governador do PMDB do país — 22 dos 23. Também contribuiu para a chegada do PMDB ao poder o racha do então grupo governista, que veremos no terceiro capítulo.

Enquanto isso, Luiz Henrique consolidava sua base em Joinville e seu trânsito em Brasília, reelegendo-se deputado federal. Um ano depois da eleição, em 1987, assumiu o cargo de ministro de Ciência e Tecnologia no governo José Sarney. Aguardava a hora de voltar ao jogo da política estadual.

Quando voltasse, não perderia mais.


A série oBásico tem 14 capítulos, publicados aos domingos e quarta-feiras.
Próximo capítulo (25/05): Esperidião Amin.
Leia os textos anteriores.

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Comentários (3)

  • Curió diz: 21 de maio de 2014

    * Criou o chamado governo digital matando de vez a política em Sancatrina – nome reduzido da bandeira estadual tremulante, antes era retangular – com o vulgo rolo compressor. Afastou o povo da representação política através das SDRs e das decisões tomadas em gabinete sendo emitidas via internet de madrugada para a ” aprovação ” de manhã cedo na Alesc. De lambuja criou mais uma mamata parlamentar que é a desnecessidade de leitura e análise de projetos de leis do governo. Reconhecidamente inteligente. Se para o bem ou para o mal a história ainda poderá defender as teses. Mas de aguerrido infante contra a ditadura tornou-se assim uma espécie de Marechal de ar, mar e terra ao serviço do capital, seja da Manchester catarina seja do internacional, aniquilando de vez o Estado esperança dos ” pequenos “, bordão esse do arqui-inimigo. Expique-se: o adversário usava um panfleto com um pinto nascendo de dentro de um ovo e falava muito nos pequenos isto é nos humildes eleitores. Conseguiu finalmente financiar seu governo com a venda do BESC ! O que Paulo Afonso não conseguiu com as desastradas Letras. Embora a Descentralização de P.A. era realmente salutar, uma espécie de municipalização. Paradoxalmente arrasou com o funcionalismo público enquanto abriu caminho para a inchação do Estado. Como nunca ninguém viu nestas terras ou em qualquer quadrante do mundo incluso os outros estados brasileiros. O que proporcionou a dominação final dita escatológica através de uma espécie de SS de alta confiança. Detalhemos para não dar azo às dúvidas desnecessárias. Atrás de cada servidor público ou pequeno grupo destes um cargo bem gratificado de confiança elevado a categoria de sombra – fantasma de sustentação do assédio – correntemente aceito como o dogma da Virgem Maria. Peguemos uma área qualquer para exemplificar… Educação: Elisete de Mello. Desta forma, o que é comum a qualquer partido… eleitores simpatizantes, militantes, cabos eleitorais, candidatos… tornou-se uma vastíssima rede em tempo real de capacidade de fogo no front. Digamos… ou o “judeu” pulava fora para as Américas ou sucumbia morto. Muitas carreiras foram parar na melancolia dos consultórios psiquiátricos. Se para Antônio Carlos Konder Reis governar é encurtar distâncias e tem asfalto intacto até hoje desde aquela época por toda Canta Catarina para o governo digital de LHS e JRC governar ´passou a ser anunciar investimentos. Mas o asfalto em qualquer município de SC é uma espécie de broa de polvilho que é feito para durar seis meses. Fininho para participar de outra licitação ainda no ano. Tornou-se rotina no Estado a falta de qualidade das obras. Um exemplo peculiar diz respeito a uma reforma numa escola na capital, as telhas tinham que ser de Canelinhas… para prestigiar o nosso produto. Chove de bica até hoje. E dá-lhe aditivos contratuais. O Estado faliu. O esquema do marechal colocou o Colombo contracenando. A Dilma o salvou com os 10 bilhões… Segue a história com os detalhes sórdidos e nem tanto. Obrigaram o Colombo agora a dizer que vai fazer reforma administrativa e mexer na previdência. Governar é investir… Se Pedro Ivo mostrava uma certa finura e um certo “rosto materno”, assim como o Cassildo Maldaner, apesar dete sentar os pés nos professores em greve, LHS insiste na estética de um bigode como se fosse um enigma indecifrável. É certo que os homens se transformam. Uma dúvida eu trago comigo sobre um homem poderoso dizer que a esposa iria vender um carro velho para pagar advogado de defesa. E uma curiosidade, de ler aquele livro censurado. E uma esperança, de os eleitores aliados irem chegando nas praias da Europa brasileira espetando os seus fuzis nas urnas. E vou chorar, isso com certeza! Se o resultado for a libertação do VOTO SAL AMARGO!

  • Paulo Vendelino Kons diz: 21 de maio de 2014

    Caro Upiara – Paz e Bem,

    Em 1986 (15 de novembro) o PMDB elegeu muitos governadores, mas nem todos como informas. Em Sergipe foi eleito Antônio Carlos Valadares (PFL), tendo como vice Benedito de Figueiredo (PSB), derrotando José Carlos Mesquita Teixeira, o único dos vinte e três candidatos a governador do PMDB a não vencer as eleições naquele ano.

    Fraternalmente,

    Paulo Vendelino Kons
    Brusque/SC

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