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Capítulo QUATRO - Casildo Maldaner

28 de maio de 2014 1

casildoCasildo Maldaner é senador e é duro na queda.

De vereador na pequena cidade de Modelo no início dos anos 1970 à tribuna do Senado, Casildo tem uma longa carreira marcada pelas frases de efeito, por estar quase sempre no lugar certo e pela capacidade de voltar à cena quando parecia confinado aos bastidores.

Casildo era deputado federal em primeiro mandato em 1986, quando foi escolhido para ser candidato a vice-governador na chapa de Pedro Ivo Campos. Além da vereança, havia sido deputado estadual duas vezes. Seu principal atributo era geográfico, como representante do Oeste do Estado.

A vitória nas urnas trouxe o PMDB pela primeira vez ao comando de Santa Catarina. Vitória completa, porque além da chapa Pedro Ivo/Casildo, os peemedebistas emplacaram as duas vagas em disputa ao Senado com Dirceu Carneiro e Nelson Wedekin. A bordo do Plano Cruzado, o partido parecia invencível.

Mas a realidade começou a mudar logo que o poder deixou de ser um sonho. O governo peemedebista iniciou em 1987 com a ressaca do Plano Cruzado, que levara embora a popularidade do presidente José Sarney com a mesma velocidade que os preços voltavam a subir e a inflação descongelava. A frustração recaía também nos governadores peemedebistas que o plano ajudara a eleger.

Pedro Ivo iniciou o governo com uma bomba de efeito retardado para administrar: o Banco do Estado de Santa Catarina (Besc), usado e abusado nas eleições de 1982, estava no limite. A saída articulada em Brasília era a intervenção do Banco Central para sanear a instituição. A situação do banco estadual tiroteio entre governo e oposição. Os peemedebistas acusavam a gestão de Esperidião Amin de tê-lo quebrado e recebiam como resposta que o haviam entregado a interventores.

Mas Pedro Ivo convivia com um adversário muito pior que os oposicionistas: a própria saúde. Em fevereiro de 1990, não resistiu ao câncer. Casildo assumiu definitivamente o governo para completar o mandato que iria até 1991.

O desgaste peemedebista com o final do governo Sarney e a onda conservadora após a vitória de Fernando Collor na eleição presidencial de 1989 foram elementos a fazer com que o PMDB entrasse na sucessão estadual fadado à derrota. Outro ingrediente se somaria: Amin e Jorge Bornhausen estariam juntos novamente.

Antes de completar o mandato, Casildo ainda teria tempo de inaugurar a ponte batizada com o nome do falecido companheiro de chapa. Ficaria fora de cena por quatro anos, mas voltaria.

Casildo Maldaner sempre volta.

A série oBásico tem 14 capítulos, publicados aos domingos e quarta-feiras.
Próximo capítulo (01/06): Paulo Afonso Vieira.
Leia os textos anteriores.

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Comentários

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Comentários (1)

  • Curió diz: 28 de maio de 2014

    Alguma obra significativa no município, estado ou no senado, deste senhor, além de legar-nos o Cassildário ? Pois só me recordo dele sentando a bota nos professores…

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