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Posts de maio 2014

A cartada de LHS para definir a eleição

31 de maio de 2014 2

carta

Todos os olhos da política catarinense estão voltados para os gestos e, especialmente, para a próxima cartada do senador Luiz Henrique (PMDB). É a jogada do experiente e vitorioso peemedebista que deve definir os rumos, os nomes e as alianças da eleição.

As cartas estão quase todas na mesa. O governador Raimundo Colombo (PSD) deixou claro que pretende ter em sua coligação PMDB e PP. A posição deve ser reafirmada nesta segunda-feira, quando o governador encontra as lideranças pepistas para agradecer o apoio atual e futuro. Na semana que passou, o entendimento entre os rivais históricos avançou em um almoço conjunto das bancadas na Assembleia Legislativa. O último obstáculo é o veto de LHS.

De Taiwan, onde participa de uma missão oficial do Senado, o peemedebista acompanha os movimentos e se mantém em silêncio. Mesmo após o retorno ao país, nesta terça-feira, ele vai se manter o maior tempo possível longe do Estado – uma agenda apertada de votações em Brasília é a justificativa. A intenção é voltar com força a partir de 12 de junho, estreia do Brasil na Copa do Mundo, para fazer sua jogada.

– O LHS é um jogador de pôquer. Ele blefa sem piscar – compara um pessedista.

A expectativa é de que o senador assuma oficialmente um discurso ensaiado nos bastidores, de que a aliança de Colombo tenha dois candidatos ao Senado: um peemedebista e outro pepista. O argumento é um óbvio blefe, rejeitado pelos pepistas por ser considerado desvantajoso, e pelo governador porque obrigaria o PP a não integrar oficialmente a chapa – desperdiçando o tempo da sigla no horário eleitoral.

A proposta é lida como parte da cartada de Luiz Henrique pelos demais jogadores. Quem acredita no veto do senador à presença do PP na coligação entende que ele joga esperando que os pepistas rejeitem a proposta e que Colombo precise optar.

– Ele convenceu centenas de delegados do PMDB a votar na aliança com o Colombo dizendo que o PP não ia participar. O Luiz Henrique não tem dois discursos – diz um aliado.

Mas há quem entenda que a proposta de dois senadores traz embutida a aceitação da presença dos pepistas e que isso pode evoluir para o palanque sonhado por Colombo. Um indicativo disso é que peemedebistas próximos ao senador começam a defender a ampla aliança.

– A bancada vai chamar o Luiz Henrique e dizer que ou ele é candidato ao governo ou aceita a composição – acredita um peemedebista que considera a aliança próxima.

Ao mesmo tempo em que espera uma definição de LHS, o governador entende o dilema do senador e não pretende pressioná-lo. Conta, inclusive, com o risco de perder o parceiro.

– O Colombo tem consciência de que a posição do Luiz Henrique pode não ser um blefe. Se o PMDB não vier, paciência – afirma um aliado.

info

(reportagem publicada na edição de 1º de junho de 2014 do DC)

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Agora, sim: está pronto acórdão do afastamento de Titon

30 de maio de 2014 0

Agora não tem erro. O acórdão da decisão do Órgão Especial do Tribunal de Justiça que manteve o afastamento de Romildo Titon (PMDB) da presidência da Assembleia Legislativa está pronto. O texto completo — com o voto do relator José Trindade dos Santos e as manifestações de cinco desembargadores que eram contrários à manutenção do afastamento — foi encaminhado para padronização e publicação.

Na segunda-feira, terça no máximo, o acordão deve estar publicado. A defesa de Titon alega que precisa da decisão para poder recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar reverter o afastamento. A deputada estadual Angela Albino (PCdoB) também esperava pelo acórdão para subsidiar uma possível ação na Comissão de Ética contra o parlamentar.

Com a decisão de Titon de se licenciar do mandato, ambas as posições devem esfriar.

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As conversas do PCdoB para aderir ao palanque de Colombo

29 de maio de 2014 2

Não é apenas para o lado dos tucanos que o PSD tenta ampliar o palanque para a reeleição do governador Raimundo Colombo. Os governistas estão mirando as siglas que integram a base da presidente Dilma Rousseff e que, logicamente, estariam mais próximas de uma candidatura do PT. Os casos emblemáticos são o PDT e o PCdoB.

No Centro Administrativo, as conversas com os pedetistas são consideradas avançadas há algum tempo. As tratativas com os comunistas são mais recentes e envolveram até mesmo conversas com as cúpulas nacionais dos partidos. O apoio do Colombo a Dilma foi a senha para o começo das tratativas.

O PCdoB tem tido dificuldades de acertar as composições proporcionais com os petistas. Enfrentam resistências quanto ao número de candidatos que seriam abrigados na chapa de deputados estaduais.

Por isso, negociam com partidos de médio e pequeno porte a criação de uma coligação para as eleições proporcionais. Esse grupo de partidos teria maior facilidade de compor com Colombo do que com o pré-candidato do PT, Claudio Vignatti.

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Após almoço com pepistas, bancada do PMDB cobra participação nas decisões da cúpula

28 de maio de 2014 2

Os deputados estaduais do PMDB querem ser ouvidos e participar das decisões da cúpula sobre a participação do PP na aliança pela reeleição do governador Raimundo Colombo (PSD).

Foi essa a mensagem levada adiante pelos parlamentares do partido assim que se abriram as portas do gabinete da presidência da Assembleia após pouco mais duas horas de almoço conjunto entre as bancadas peemedebista e pepista nesta quarta-feira. Autor do convite, o presidente Joares Ponticelli (PP) chegou atrasado, por volta das 13h15min, vindo diretamente do aeroporto de Florianópolis.

Os 17 parlamentares que compõem as duas bancadas, somado o diretor-geral da Casa Civil, Ari Vequi (PMDB), lotaram a pequena sala de refeições localizada no gabinete da presidência, onde foi servido um buffet variado e, de sobremesa, mousse de maracujá. O clima foi de tranquilidade e harmonia, mesmo por parte dos peemedebistas mais resistentes à aliança entre os adversários históricos, como o deputado Mauro de Nadal (PMDB).

— A bancada quer participar de toda a discussão que envolve a coligação, o nome do vice e a vaga ao Senado — disse Nadal.

O discurso foi repetido pelo líder da bancada, Moacir Sopelsa, e por outros parlamentares peemedebistas. O líder voltou a afirmar que se a vaga de senador — pleiteada por Ponticelli — não ficar com o PMDB, não vê problema em que seja destinada ao PP.

Ponticelli saiu satisfeito do encontro e falou sobre a necessidade de construir a aliança de uma forma que não constranja as lideranças que se opõem nos dois partidos. Citou o deputado federal Esperidião Amin (PP) e o senador Luiz Henrique (PMDB), que se enfrentaram em duas eleições ao governo do Estado.

— Os dois maiores eleitores dos nossos partidos são arquirrivais. Nós entendemos e respeitamos isso, mas esse antagonismo não se reflete igualmente entre as bancadas e nem entre as bases — diz Ponticelli.

Além da aliança, Ponticelli também falou à bancada peemedebista sobre a forma como pretende conduzir o Legislativo e as restrições impostas a partir de agora pela legislação eleitoral. Na próxima semana, ele deve realizar reuniões com as demais bancadas partidárias.

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O longo e tranquilo almoço das bancadas do PMDB e PP

28 de maio de 2014 1

Começou tarde, por volta das 13h15, o almoço das bancadas do PP e do PMDB na presidência da Assembleia Legislativa. Neste momento, a sessão já começou e o plenário está praticamente vazio.

Na conversa a portas fechadas, o presidente da AL, Joares Ponticelli (PP), fez um apelo pela harmonia entre os partidos, dizendo que “velhos ranços” já prejudicaram Santa Catarina no passado.

Por volta das 14h30, o líder do PMDB na AL Moacir Sopelsa saiu com pressa da reunião. Disse que tinha outro compromisso, mas que a conversa fora tranquila.

- As bancadas querem participar do processo, não apenas esperar as decisões – afirmou.

As duas bancadas participaram completas do almoço – incluindo Valdir Cobalchini (PMDB), que havia anunciado ausência.

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Capítulo QUATRO - Casildo Maldaner

28 de maio de 2014 1

casildoCasildo Maldaner é senador e é duro na queda.

De vereador na pequena cidade de Modelo no início dos anos 1970 à tribuna do Senado, Casildo tem uma longa carreira marcada pelas frases de efeito, por estar quase sempre no lugar certo e pela capacidade de voltar à cena quando parecia confinado aos bastidores.

Casildo era deputado federal em primeiro mandato em 1986, quando foi escolhido para ser candidato a vice-governador na chapa de Pedro Ivo Campos. Além da vereança, havia sido deputado estadual duas vezes. Seu principal atributo era geográfico, como representante do Oeste do Estado.

A vitória nas urnas trouxe o PMDB pela primeira vez ao comando de Santa Catarina. Vitória completa, porque além da chapa Pedro Ivo/Casildo, os peemedebistas emplacaram as duas vagas em disputa ao Senado com Dirceu Carneiro e Nelson Wedekin. A bordo do Plano Cruzado, o partido parecia invencível.

Mas a realidade começou a mudar logo que o poder deixou de ser um sonho. O governo peemedebista iniciou em 1987 com a ressaca do Plano Cruzado, que levara embora a popularidade do presidente José Sarney com a mesma velocidade que os preços voltavam a subir e a inflação descongelava. A frustração recaía também nos governadores peemedebistas que o plano ajudara a eleger.

Pedro Ivo iniciou o governo com uma bomba de efeito retardado para administrar: o Banco do Estado de Santa Catarina (Besc), usado e abusado nas eleições de 1982, estava no limite. A saída articulada em Brasília era a intervenção do Banco Central para sanear a instituição. A situação do banco estadual tiroteio entre governo e oposição. Os peemedebistas acusavam a gestão de Esperidião Amin de tê-lo quebrado e recebiam como resposta que o haviam entregado a interventores.

Mas Pedro Ivo convivia com um adversário muito pior que os oposicionistas: a própria saúde. Em fevereiro de 1990, não resistiu ao câncer. Casildo assumiu definitivamente o governo para completar o mandato que iria até 1991.

O desgaste peemedebista com o final do governo Sarney e a onda conservadora após a vitória de Fernando Collor na eleição presidencial de 1989 foram elementos a fazer com que o PMDB entrasse na sucessão estadual fadado à derrota. Outro ingrediente se somaria: Amin e Jorge Bornhausen estariam juntos novamente.

Antes de completar o mandato, Casildo ainda teria tempo de inaugurar a ponte batizada com o nome do falecido companheiro de chapa. Ficaria fora de cena por quatro anos, mas voltaria.

Casildo Maldaner sempre volta.

A série oBásico tem 14 capítulos, publicados aos domingos e quarta-feiras.
Próximo capítulo (01/06): Paulo Afonso Vieira.
Leia os textos anteriores.

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Palanque suprapartidário de Colombo deve ter apoio a Dilma, Campos e Aécio

27 de maio de 2014 4

Palanque é um termo que se tornou apenas metáfora eleitoral desde que os tradicionais comícios foram substituídos por programas de televisão milionários. No caso da eleição catarinense, o termo palanque tem tudo para se tornar ainda mais abstrato. Com seu jeito quieto e tranquilo, o governador Raimundo Colombo (PSD) articula para ter as três principais candidaturas presidenciais sob seu guarda-chuva — e, de quebra, alguns nanicos.

Nesse pacote, o apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) já está acertado diretamente entre ela e o governador. Não haverá santinho, pedido de voto na televisão ou algo parecido. Colombo dará à petista o reconhecimento público da ajuda recebida pelo Estado e o alegado voto pessoal. É mais do que qualquer candidato petista local costuma entregar ao presidenciável do partido.

O PSB de Eduardo Campos também está na composição, meio contrariado. Quando cedeu a Colombo o tempo do partido em 2011, permitindo a migração em massa dos ex-pefelistas do DEM para o PSD, o pernambucano esperava ter um aliado 100% seu. Os pessebistas, liderados no Estado pelo deputado federal Paulo Bornhausen, até torcem pelo surgimento de uma alternativa consistente. Mas, por enquanto, ficam onde estão.

A novidade nesse verdadeiro coração-de-mãe chamado coligação governista é o flerte com o tucano Aécio Neves. Por enquanto, uma leitura apressada mostra a questão resolvida com a candidatura do senador Paulo Bauer (PSDB) ao governo e a saída dos tucanos da base. Mas a ponte aecista começou a ser construída através do PP, no encontro de Joares Ponticelli com o presidenciável em Brasília. Não é à toa que lideranças pepistas catarinenses têm repetido que preferem Aécio a Dilma ou Campos.

O próximo passo dessa articulação, que envolve o PSD catarinense, é convencer os tucanos estaduais e nacionais de que integrar o palancão de Colombo é mais vantajoso para Aécio do que uma candidatura local sem aliados. O assédio já começou, mirando o ex-governador Leonel Pavan e o deputado estadual Marcos Vieira — que controlam parcelas consideráveis do partido e teriam meios de isolar Bauer.

Como já tem o apoio anunciado dos pequenos PSC e PV, Colombo pode construir um palanque que apoia candidaturas presidenciais de Dilma, Aécio, Campos, Pastor Everaldo (PSC) e Eduardo Jorge (PV). Bateria o recorde do ex-senador Nelson Wedekin, que quando foi candidato a governador em 1994 dizia em seu programa eleitoral apoiar Brizola (PDT), Lula (PT) e Fernando Henrique (PSDB).

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França assume com platéia

27 de maio de 2014 0

Paulo França (PMDB) Tomou posse nesta tarde na Assembleia Legislativa como deputado estadual por 60 dias. Foi bastante prestigiado. Estavam nas galerias o prefeito de Blumenau, Napoleão Bernardes (PSDB), o vice Jovino Cardoso (DEM), o secretário regional Cesar Botelho (PMDB), o ex-deputado Gean Loureiro (PMDB), o ex-presidente da Casan, Dalírio Beber (PSDB), e o ex-governador Leonel Pavan (PSDB).

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Vem aí a disputa Pinho Moreira/Cobalchini

26 de maio de 2014 0

Embora ainda não esteja equacionada a própria composição da coligação pela reeleição do governador Raimundo Colombo (PSD), os peemedebistas deflagraram a disputa pela vaga de vice-governador. Como era esperado, a recondução de Eduardo Pinho Moreira não seria realizada sem algum tipo de disputa interna.

Os aliados do deputado estadual Valdir Cobalchini escolheram cuidadosamente o local e a data para lançá-lo ao cargo: na sexta-feira, no mesmo salão paroquial da cidade de Luzerna em que 28 anos antes Casildo Maldaner foi lançado candidato a vice na chapa de Pedro Ivo Campos.

Cobalchini diz que foi surpreendido e que a intenção do evento era lançar a candidatura a deputado federal. Mas não rejeita a nova condição.

Pinho Moreira reagiu. Em entrevista à imprensa do Sul do Estado, declarou que pode ser o candidato do PMDB a governador em 2018. Um dos argumentos dos defensores da troca do vice, especialmente na Assembleia Legislativa, é a ideia de que deveria ser colocado no posto um peemedebista que possa ser o candidato ao governo na próxima eleição.

Apesar da escolha simbólica da data do lançamento da pré-candidatura de Cobalchini, existem aliados que avaliam que o movimento foi precipitado. Deu tempo para Pinho Moreira se preparar para a disputa na convenção.

Isso tudo, é claro, se for resolvido aquele outro impasse.

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Pinho Moreira mira 2018

26 de maio de 2014 1

aspas Vou ser vice de novo, vou ser governador em 2018, porque Raimundo vai renunciar e, nos próximos três anos, vou me preparar para ser o candidato do PMDB ao Governo em 2018.

Eduardo Pinho Moreira (PMDB), vice-governador, no programa Debate Aberto Especial, na Rádio Antena 1 FM, de Tubarão. A frase foi reproduzida no site da coluna do jornalista Adelor Lessa.

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