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Capítulo CINCO - Paulo Afonso Vieira

01 de junho de 2014 3

PauloAfonsoPaulo Afonso Vieira é diretor-administrativo da Eletrosul.

Não se deixe enganar pela falta de pompa do cargo. Sem disputar eleições desde 2002, o ex-governador Paulo Afonso mantém uma voz firme junto à militância e lideranças do PMDB catarinense. Em prestígio pessoal, talvez seja o único que rivalize com Luiz Henrique.

Aliás, rivalidade é a palavra certa quando se trata da relação entre Paulo Afonso em Luiz Henrique no PMDB. A disputa, sempre indireta, remonta ao início dos anos 1990, quando aos 32 anos Paulo Afonso furou a fila dos peemedebistas rumo ao governo estadual.

Servidor de carreira da Secretaria da Fazenda e deputado estadual em primeiro mandato, Paulo Afonso assumiu a pasta no governo de Pedro Ivo e se manteve quando Casildo Maldaner foi efetivado. O governo a quatro mãos do PMDB chegou ao final com poucas expectativas de manter o comando do Estado.

Escaldados pela derrota de 1986, Jorge Bornhausen e Esperidião Amin deixavam as diferenças de lado e lançavam a coligação União por Santa Catarina com nova candidatura de Vilson Kleinübing ao governo. A composição só seria possível porque Jorge abria mão de concorrer à reeleição como senador, deixando a vaga para Amin.

Quem se fragmentava era justamente o PMDB, que via lideranças como o senador Dirceu Carneiro e Francisco Küster migrarem para o recém-fundado PSDB. A possibilidade de aliança entre peemedebistas e tucanos no Estado chegou a ser ironizada por Amin.

- É bom porque mostra que eles são farinha do mesmo saco, como nós do PDS e do PFL também somos – brincou.

Mas os tucanos acabaram indo para a disputa, com Dirceu Carneiro – a primeira e única candidatura do PSDB ao governo catarinense até agora. Sem perspectiva, o PMDB permitiu que o jovem Paulo Afonso concorresse ao principal cargo do Estado.

Como esperado, Kleinübing levou em primeiro turno. O que não era esperado era a votação alcançada por Paulo Afonso, que o credenciou a disputar o governo novamente em 1994. O final seria completamente diferente.

A série oBásico tem 14 capítulos, publicados aos domingos e quarta-feiras.
Próximo capítulo (04/06): Paulo Bornhausen.
Leia os textos anteriores.

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Comentários

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Comentários (3)

  • Curió diz: 1 de junho de 2014

    * seu bom programa de municipalização foi detonado pela falta de financiamento;
    * seu governo não teve financiamento porque Amim e Kleinübing detonaram no senado a questão das famigeradas letras, dado que as obras começavam a pipocar por toda Santa Catarina ( motivadas pelo caixa único ). Todos os outros governos de SC conseguiram formas de financiamento. Neste sentido foi o único governador injustiçado da história catarinense por mais que a fama dele tenha contrariamente impregnado a opinião pública oposição. Um teve o besc a seus pés. Outro federalizou o Besc. Outro arrumou-se com Dilma. O próprio programa de municipalização transformou-se nas eleitoreiraas SDRs!
    * Lembro-me do dia em que estavam no palácio do governo encurralados, pois queriam cassar o Paulo Afonso, como num bunquer. Novamente a história da Alesc não deixava de mais uma vez atestar que estava de costas para o povo! Não conseguiram cassá-lo mas o objetivo deles foi atingido: não se reelegeu e novamente a oligarquia retirava da governança um jovem inovador, trabalhador e traria grandes transformações ao nosso estado. Voltaram e seguiu-se o governo do tubaronato até LHS. Foi o único governador também que deu 8% de reajuste ao magistério e entraram em greve saindo dela sem nada, nem os 8% oferecidos. Dá para entender ? Não dá mas foi assim.

  • Schell diz: 2 de junho de 2014

    Interessante verificar (a) que os mesmos que crucificaram o Paulo Afonso em SC, agora, estão do lado do Dudu (que foi o secretário dos precatórios em Pernambuco no governo de seu avô Miguel Arraes); (b) ganhou no primeiro turno por que, na época, não havia a possibilidade do segundo (era turno único).

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