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Colombo: "Não podemos ficar na simplificação de dizer se vai ter partido A, partido B, João ou Maria"

02 de junho de 2014 4
Foto: Alvarélio Kurossu, Agência RBS

Foto: Alvarélio Kurossu, Agência RBS

O governador Raimundo Colombo (PSD) conversou com a imprensa logo após a reunião com as lideranças do PP no hotel Floph. Leia a conversa.

Foi uma recepção calorosa do PP…
Tenho muita gratidão com esse apoio que tenho recebido do partido ao longo desses três anos meio e hoje, de forma significativa, foi uma arrancada importante para construirmos um conjuntos de forças políticas no Estado.

Muitos pepistas aqui tinham a expectativa de que o senhor disse que quer o PP e que quer o PP na chapa. O senhor faria essa manifestação?
Há uma compreensão de que política é diálogo e nós vamos exercer esse diálogo. Então nós vamos formar agora uma comissão com todos partidos para a gente construir isso. É nessa direção que vamos caminhar. Construindo, respeitando todas as correntes, mas procurando fortalecer as ações em favor de Santa Catarina.

Quando será formada essa comissão, qual é o prazo para decidir?
Eu vou completar a missão de visitar todos os partidos. Vou marcar ainda hoje a próxima, com o PSD, provavelmente na segunda-feira que vem. Vou procurar também o PSB e os outros partidos para acelerar isso.

Os tucanos também?
Sim, sim. Vou procurá-los, vou conversar, talvez mais com o diretório, embora eu respeite que eles tenham uma candidatura posta e talvez não tenha essas características de uma reunião igual. Mas vou procurá-los.

PCdoB também?
PCdoB também. Todos os partidos que têm aberto o diálogo conosco para a partir daí construir essa forma necessária para o nosso tempo, que é uma união para mudanças, não uma união para deixar como está.

Qual é o perfil desse palanque que o senhor quer criar, reunindo partidos que tem pouca afinidade entre si?
O momento da sociedade exige uma união de todos para nós avançarmos em questões fundamentais. Por exemplo desburocratizar, concentrar. Aí você não pode ter medo de diferenças ideológicas, de contrapontos políticos, porque a causa é comum. Precisamos melhorar a qualidade não só do governo, mas do Estado. Não é apenas uma questão de ação executiva, mas do Estado brasileiro. É necessário fazer esse esforço de trazer esse discurso para dentro da ação política e não ficar na simplificação de dizer se vai ter o partido A ou o partido B, ou se vai ser o João, a Maria. Uma coisa muito mais ampla, muito mais profunda, que eu não tenho dúvida de que deve ser feita em Santa Catarina e no Brasil.

Da forma como está sendo construído o palanque, é possível que ele seja composto por partidos que apoiam os três principais candidatos a presidente. Como o senhor pretende administrar isso, especialmente em relação a seu declarado apoio a Dilma Rousseff (PT)?
Isso vai ser um problema sério aqui e em todos os Estados do Brasil. Eu ainda não sei como vou fazer isso, mas vou agir com absoluta honestidade e transparência. Isto é, de fato, um grande problema que nós teremos.

O seu apoio a Dilma está consolidado?
Sim, ele tem um sentimento. O sentimento da gratidão. Ela deverá estar aqui sexta-feira, praticando gestos importantes para o Estado, eu não vou fugir desse meu sentimento. As condições políticas e partidárias vêm de outra origem, mas a minha pessoal é nesse sentido.

Essa procura pelo PCdoB, na impossibilidade de contar com o PT, é também para ter um pouco de governo federal no palanque?
Não, é também uma forma de ampliar os horizontes ideológicos, de fazer debates internos que permitam construir um processo bem amplo, não ficar limitado a um espectro ideológico. Em tempos de mudança, se quiser mudar convencendo as pessoas, você tem que abrir. Se quiser mudar empurrando goela abaixo, você fecha. A minha intenção é abrir. Através do diálogo, ir ouvindo aqueles que são diferentes também, e dando a eles o direito da participação, é que você consegue fazer de forma mais adequada.

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Comentários

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Comentários (4)

  • Curió diz: 2 de junho de 2014

    Eu também quero ir cantar com a banda da PM Colobo!
    No teu velório!

  • silverio diz: 2 de junho de 2014

    Aquele pessoal que está sempre mamando nas tetas do governo (PMDB) já estão com a pulga atrás da orelha. Pensando, não no estado como um todo, mas sim, pensando nos cargos comissionados que irão dançar com a escolha do PP. Colombo, de tanso só tem a cara. Quem cercar tudo e todos. Muitos destes cargos não tem a mínima condição de exercer, pois não sabem ainda ao que vieram. Basta ver na Secretaria dos Transporte; muitos chefes e poucos índios.

  • Pensador diz: 3 de junho de 2014

    Temos que assumir que acabou aquela candidatura passada de Tríplice Aliança.
    Agora será de Coalisão de um lado e Mudança do outro.
    A favor vai às bem feitorias.
    Contra está um governo pesado com 36 SDRs que puxa os catarinenses pra trás e não deixa avançarmos o quanto é preciso.

  • O paiê diz: 3 de junho de 2014

    O paaaaaaaaaaaaaaaaai escuta-me! Escreve aí que é tiro e queda, tiro dado e bugio deitado. Bem antes do VOTO SAL AMARGO o Ponticelli vai levar a dele por não sair detrás do Colombo nem quando ele vai arrotar por cima. Antes mesmo da limpeza das tripas ele será descartado para o bom desentupimento do miocárdio colombiano.
    Paiê! OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO papai papai papai olha lá o Upiara!

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