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O que Colombo disse aos pepistas

02 de junho de 2014 3

Em 22 minutos de discurso, Raimundo Colombo antecipou às lideranças do PP um pouco do discurso que pretende apresentar na campanha eleitoral. Também agradeceu o apoio do partido nesses três anos e meio e falou da construção da nova aliança.

Confira alguns trechos, em tópicos:

Agradecimento ao PP
Em 2010, não havia nenhum compromisso do PP em nos ajudar. Era muito mais cômodo, mais fácil, ficar na oposição. Era necessário ter coragem e desprendimento em favor de um governo que iniciava.

Sem ter nenhum cargo no governo, sem nenhum compromisso administrativo, o PP foi muito correto. Em todas as votações na Assembleia, nos momentos mais difícies, e foram muitos, nos momentos de desgaste, de impopularidade, o PP nunca fugiu da briga. Nos deu força. acreditou, como eu, que a popularidade sobe e desce conforme as circunstâNioss, mas a credibilidade não.

O discurso para a campanha

Comemoramos, sim, grande vitórias.

[depois de falar de vários números e indicativos do Estado] Mas não é esse o discurso. Não é assim que nós devemos nos encaminhar para a sociedade. Nós precisamos falar que temos a compreensão exata dos desafios que temos pela frente. E não são poucos. A classe política se enfraqueceu muito ao longo dos anos. Por isso, cresceu muito o processo do burocrata. Cresceram muito os órgãos de controle. Cresceu muito a burocracia e os atrapalhos para que você possa desenvolver um bom trabalho. É por isso que a sociedade está nas ruas. É impressionante como um país que consegue ter pleno emprego, crescer tanto, um país que tem tanto amor pelo futebol, tem tanta gente torcendo contra o que deveria ser um evento épico, a Copa do Mundo. Precisamos entender o que significa isso. E não é difícil.

Desgaste da classe política

Hoje estão aqui prefeitos que gosto muito e admiro. Não há prefeito hoje que não esteja fazendo gestão de expectativa. Porque na campanha a gente cria uma motivação, a gente vende esperança, a gente abre o coração e diz tudo que deseja fazer. E depois, no dia 2 de janeiro, 90% do que prometeu não pode fazer. A burocracia que se criou, o inferno que se cirou em torno da administração pública dificulta e impede consiga fazer as ações que o povo espera da gente.

O homem público é mais prejudicado quando a burocracia aumenta. O político não é esse demônio grande que falam por aí. Não é esse corrupto que todo mundo conta. É verdade, existem alguns. Mas a grande maioria é composta por gente boa, que não pode ter vergonha de desenvolver seu trabalho político, que tem que recuperar o orgulho e sua força de representação para fazer o bem para as pessoas. O burocrata não escuta gente pobre, não sabe sentir a injustiça da força do papel. E político sabe porque olha nos olhos, pega na mão e sabe ouvir quem não tem voz. Esse é o nosso papel.

Reformas em um segundo mandato

Temos que acabar com algumas coisas. Se não pode ser feito agora, vamos respeitar, que seja para o futuro. Alguém aceita hoje licença-prêmio? Pelo amor de Deus, aquele que tira leite os 365 dias do ano, o que vai pra fábrica, o motorista de táxi, de caminhão, qual o defeito dele? Por que um pode ter licença-prêmio e o outro não? Essas coisas nós temos que corrigir e é fundamental buscar o apoio da sociedade, por mais impopular que seja, a sociedade quer coragem para defender o que é justo.

Construção da aliança

Não está dentro de mim o sentimento acomodado de que se nós reunirmos todos os partidos juntos vamos ganhar a eleição e isso é suficiente. Eu não quero isto. Desejo o compromisso daqueles que estão dispostos a caminhar para que a gente possa executar ações fundamentais para beneficiar o nosso Estado e as futuras gerações.

Não tenho a falta de humildade de não querer conversar e construir com todos. O que desejo encaminhar daqui para frente, e peço o apoio e um voto de confiança de cada um de vocês, é uma ampla força política, que permita fazer as mudanças, porque se elas não existirem, nós vamos ficar discutindo, fazendo CPIs, esse jogo político nojento e ineficaz que não traz beneficío para a sociedade e existe em vários Estados e já existiu aqui.

Peço mais um momento de compreensão. Vou ouvir os partidos, expressar esse sentimento. Na segunda-feira converso com o meu partido, depois com outros partidos que querem caminhar conosco. Dentro de alguns dias formaremos uma comissão com todos esses partidos e construíremos o projeto político. Podem confiar na gente. É desta maneira que vamos construir. Se tivermos que fazer opções, vamos fazer de forma transparente, conversando e respeitando a todo mundo.

Estaremos decidindo nos próximos dias qual é o modelo, qual é a postura, quem são as pessoas, para onde vamos, com quem vamos, como será o futuro do nosso Estado. Eu não tenho dúvida de que precisamos estar juntos. É isso que eu quero.

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Comentários

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Comentários (3)

  • Curió diz: 2 de junho de 2014

    Ao pretenso respeitador de todo mundo restará a ofensa a muitos. traduzidas em voto. Não pega 28%. Adios Colombo. Asta las caliendas gregas! Xô Xô Xô cpmf pefelei demarenista da santa da Catarina. Arrombassi a boca da butija toda, rasgasse minha tarrafinha, comesse meu imposto, esbanjasse tudo com os frades, enganasse a filha de santo, vais morrer com a boca cheia de formiga e com a pomba na balaia. Ai ai ai Dalila!

  • Carlos Henrique diz: 4 de junho de 2014

    Ah tá, o problema do estado são as licenças-prêmio…
    O trabalhador da iniciativa privada não tem, então o funcionário público não pode ter.
    Tem que ficar ali, na escravidão, por anos a fio, igual a todos os outros trabalhadores.

    Isso é um pensamento mesquinho e egoísta!
    - “Se o outro tem e eu não tenho, então ele não pode ter!”
    Em tempos de pleno emprego, deveria ser o contrário: ampliar esse benefício para todos.

    Collor tinha os marajás para caçar.
    O Colombo vai correr atrás das licenças…

  • Odair José Epping diz: 7 de junho de 2014

    Se o Governador é tão justo assim e pensa que nenhum trabalhador deve ter direito a uma licença prêmio, por que ele não começa dando o exemplo e extingue todas as aposdentadorias de ex-governadores que trabalham pouquíssimos anos ou apenas 9 meses como caso de Pavan e recebem uma aposentadoria nada popular de mais de R$ 22.000,00 e que ainda por cima fere a Constituição Federal Brasileira de 1988 que acabava com essas regalias que aqui se estendem, inclusive, para viúvas e fiha de um ex-governador, recebendo até hoje. O Nosso outro defensor Luiz Henrique, ex-governador não se contentou com a defazagem que essas aposentadorias vinham sofrendo e atualizou os valores de R$2.200,00, equiparando os valores aos salários de Governadores com mais de 22 mil. Pimenta no c… dos outros é refresco!

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