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Capítulo SEIS - Paulo Bornhausen

04 de junho de 2014 4

pbPaulo Bornhausen é deputado federal e ocupou a Secretaria de Desenvolvimento Econômico Sustentável nos últimos três anos.

Está em seu terceiro mandato em Brasília e também foi deputado estadual por quatro anos, sempre mantendo posições firmes – seja situação, seja oposição. Mais do que isso, é herdeiro direto de uma tradição política que passa por seu pai Jorge Bornhausen, pelo avô Irineu Bornhausen, pelo primo em segundo grau Antonio Carlos Konder Reis e pelo tio-avô Adolfo Konder. Todos eles, ex-governadores de Santa Catarina.

Levando adiante a linhagem política da família, Paulo começou sua caminhada em 1994, quando concorreu e se elegeu pela primeira vez deputado federal. É provável que essa vitória tenha sido a única coisa que deu certo em tudo que os Bornhausen planejaram para aquela eleição. Essa vitória e a vingança contra os Amin, responsabilizados pelo fracasso do planejamento.

A vitória tranquila da aliança União por Santa Catarina (PDS+PFL) em 1990, levando Vilson Kleinübing (PFL) ao governo e Esperidião Amin (PDS) ao Senado tinha tudo para ser reeditada em 1994. O acerto envolvia a troca de posições entre os protagonistas da eleição anterior: Kleinübing iria ao Senado e Amin voltaria a concorrer ao governo. O candidato a vice já estavam escolhido: Raimundo Colombo (PFL), aquele lageano em que Jorge confiava muito e que agora era deputado federal.

Tudo estava fechado quando o prefeito de São Paulo, Paulo Maluf (PDS, rebatizado para PPR), anunciou que não concorreria à Presidência da República. Até poucos meses antes, ele era considerado o único que poderia derrotar Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com o avanço do Plano Real, crescia o nome do ex-ministro Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que teria o apoio do PFL de Bornhausen e, por tabela, da União por Santa Catarina.

Assim que Maluf saiu do jogo, Amin desmontou toda a aliança construída no Estado em nome de um velho sonho: concorrer à Presidência. Ele havia tentado em 1989, quando perdeu para Maluf a prévia do PDS. Com o caminho livre, apostou que poderia ser a opção ao eleitorado conservador que elegera o presidente afastado Fernando Collor de Mello.

Na disputa estadual, Amin seria substituído pela mulher Angela, deputada federal. Ao PFL sobrou a tarefa de montar um palanque emergencial em Santa Catarina para dar sustentação a Fernando Henrique. O PSDB local integrava uma insólita chapa comandada por PDT e PT – com o senador pedetista Nelson Wedekin concorrendo ao governo. FHC, aliado ao PFL, não era bem-vindo naquele palanque mais preocupado com Lula e Leonel Brizola (PDT).

Coube a Jorge Bornhausen ser candidato ao governo pelo PFL, ficando apenas em terceiro lugar. Kleinübing manteve sua candidatura ao Senado, levando com facilidade uma das duas vagas em disputa – a outra foi para Casildo Maldaner (PMDB). Colombo montou de última hora sua candidatura à reeleição para a Câmara, ficando apenas com a segunda suplência.

Na eleição presidencial, Fernando Henrique venceu em primeiro turno. Amin foi apenas o sexto, com menos de 2% dos votos. No Estado, Angela Amin liderou desde o começo, mas não conseguiu impedir o segundo turno contra Paulo Afonso (PMDB). Foi aí que veio o troco dos Bornhausen: o PFL decidiu apoiar o PMDB, apesar dos protestos de Kleinübing.

Angela acabou ultrapassada na reta final. Paulo Afonso levava o PMDB de volta ao governo por uma diferença de 40 mil votos. À tiracolo, os pefelistas – entre eles, Colombo, indicado para a presidência da Casan.

Além do primeiro mandato de Paulo Bornhausen, aquela eleição marcaria a última reeleição de Luiz Henrique (PMDB) para a Câmara dos Deputados. Tinha sido mais uma vez, como em 1982, o mais votado no Estado, iria para o quinto mandato, o quarto consecutivo. Mas a vitória de Paulo Afonso o mantinha afastado da fila peemedebista pelo poder estadual.

Era a hora de testar outra estratégia. Hora de trocar Brasília por Joinville.

A série oBásico tem 14 capítulos, publicados aos domingos e quarta-feiras.
Próximo capítulo (08/06): Ideli Salvatti.
Leia os textos anteriores.

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Comentários

comments

Comentários (4)

  • jhonny diz: 8 de junho de 2014

    ta, mas falou de todo mundo, menos do Paulo Bornhausen.. Curto muito teu blog, os outros capitulos d’O Básico são bem melhores o que esse q saiu do foco.

  • Curió diz: 10 de junho de 2014

    Quer que eu fale eu falo. Começando pelo pai dele. O melhor governador para a Educação em Santa Catarina. Pagava sete (7) salários mínimos para o professor. Ao contrário dos atuais míseros 2,5 dois salários mínimos e meio. Lá nas bandas da década de oitenta. Daria hoje, só para comparar… uns 7.500,00! É mole ? A miséria depois foi se instalando a partir do Kleinubing demarenista-pefelista-agora-os-quilombolas que acabou até com o triênio. Foi uma DEVASSA! Hoje em dia o pessoal de carreira sustenta o piso colombiano! Verdade seja dita. O guri é bom na foto. Não sei se as coxas se comparam às de Vingnatti que estão atormentando as pranchetas dos marqueteiros da velharia. O que vejo nos nossos estúdios é uma movimentação medonha, uma tesão no ar que ninguém dá conta… VIGNALETTIS! VIGNALETTIS!

  • Curió ( in CURTAS E GROSSAS ) diz: 20 de junho de 2014

    Habemos senatoris in tripas et 2o. turno em SC e Colombo tá ferrado!

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