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Capítulo NOVE - Eduardo Pinho Moreira

15 de junho de 2014 1

imageEduardo Pinho Moreira é o vice-governador do Estado.

É também o principal nome do PMDB no Sul do Estado desde 1992, quando se elegeu prefeito de Criciúma. Antes havia sido deputado federal por dois mandatos. Depois de quatro anos na prefeitura – ainda não havia reeleição -, confirmou sua popularidade com a vitória do aliado Paulo Meller em 1996. Fortalecido regionalmente, acabou disputando com o governador Paulo Afonso Vieira a prévia do PMDB para a disputa ao governo em 1998.

Tinha o apoio de Luiz Henrique da Silveira, eleito dois anos antes prefeito de Joinville. LHS recomeçava sua trajetória mirando o governo do Estado, mas sabia das dificuldades do PMDB manter o cargo naquela eleição, além de ter que abandonar a prefeitura com tão pouco tempo de mandato. Foi enfático na defesa de Pinho Moreira – uma forma de se contrapor ao governador que quase teve o mandato cassado e que não apresentava chances de vitória.

Com a máquina do governo ainda em suas mãos, Paulo Afonso venceria a prévia e partiria para a eleição mais preocupado em defender seu capital político. Acabou em segundo lugar, muito longe do eleito Esperidião Amin.

Após a derrota na prévia, Pinho Moreira enfrentaria um percalço maior: na tentativa de retornar à prefeitura de Criciúma em 2000 acabou derrotado pelo petista Décio Goes – que colocava mais uma estrela vermelha em um polo regional.

As derrotas levaram o peemedebista de volta a uma posição de político paroquial e, aparentemente, em decadência. Mas, mais uma vez, Luiz Henrique estava no caminho de Moreira. Depois de conquistar a reeleição como prefeito de Joinville, LHS agora se via em condições de disputar o governo do Estado em 2002.

O principal adversário não seria Amin, mas a expectativa de que o governador seria reeleito com facilidade. O discurso contra as fragilidades do governo Paulo Afonso ainda era muito forte e era alta a popularidade do pepebista (o PDS agora se chamava PPB).

Naquele contexto, LHS tinha dificuldades em fechar uma chapa minimamente competitiva. Contou com sorte e articulação política para trazer o PSDB para sua órbita. Apostou em um núcleo de tucanos descontentes com a baixa participação no governo estadual e aproveitou a decisão do Supremo Tribunal Federal de que as alianças estaduais deveriam reproduzir as das eleições presidenciais. O PMDB havia indicado Rita Camata como vice na chapa de José Serra (PSDB) e essa articulação colocou os tucanos oficialmente no colo de LHS – mesmo com boa parte do partido fazendo campanha para Amin. Em troca, coube ao PSDB uma vaga para concorrer ao Senado: o azarão Leonel Pavan, ex-prefeito de Balneário Camboriú.

Para a segunda vaga ao Senado, Casildo Maldaner tentaria a reeleição. Difícil mesmo estava conseguir alguém que topasse ser candidato a vice com improváveis chances de vitória. Luiz Henrique foi a Criciúma e colocou Pinho Moreira de volta no palanque de uma eleição que seria uma das mais importantes dessa história.

Finalmente chegara a vez de LHS na fila do PMDB catarinense.

A série oBásico tem 14 capítulos, publicados aos domingos e quarta-feiras.
Próximo capítulo (18/06): Joares Ponticelli.
Leia os textos anteriores.

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Comentários

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Comentários (1)

  • Curió diz: 17 de junho de 2014

    O famoso ” SOMBRA ” dentro do governo.
    Não sei bem como anda agora em seu papel com as mutações do vírus muito inspecionado, as hibridinagens palacianas palanqueiras. Os antigos diziam que quem nasce para derréis nunca chega a vintém.
    Um médico não cobra pouco por seu trabalho…

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